Magic
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Sobre receber uma visita do Lobisomem original. Sem comentários.
Dor! Foi isso que eu senti antes de abrir os olhos. Era como se cada centímetro do meu corpo estivesse em total combustão, como se eles estivessem queimando.
– Paul — eu sabia que Vini estava gritando, mas sua voz parecia distante, como se ele estivesse gritando de dentro de um poço. Tentei gritar, inúmeras vezes, mas era como tentar gritar em meio ao vácuo. E então vieram as imagens, pequenos flashbacks.Eu estava parado em meio ao corredor da escola, alunos entravam e saiam das salas. Alguns acenavam para mim enquanto passavam.– Então, o que vamos fazer mais tarde? Jack surgiu de algum lugar e me abraçou. Ele sabia que eu odiava beijar na escola, porquê depois de um beijo, o que não vai faltar é fofocas, e eu odeio fofocas, ainda mais quando elas são sobre mim.– Talvez você queira ir lá em casa, me ajudar a empacotar as minhas coisas. — dei de ombro, fechando meu armário.– Eu vou. Mas pra empacotar outra coisa. — Jack deu um sorriso safado, mas fofo ao mesmo tempo. Eu amava o jeito que suas covinhas apareciam quando ele sorria.– Pode ser.- dei de ombro, sem ânimo algum. – Por que essa cara triste? – Jack, eu vou embora depois de amanhã, você quer o que? Que eu fique soltando fogos de artifícios, e gritando de felicidade? – Não, mas você sabe que odeio ver você com essa cara.– É a única que eu tenho. — retruco, olhando nos olhos dele.– Ta, desculpa. — Jack olha pra baixo sem jeito.– Eu que peço desculpas. — mando minha regra se fuder e o beijo ali mesmo no corredor.– E a sua regra de não beijar no corredor? Perguntou ele assim que o beijo acabou.– Posso quebrar ela as vezes. — sorri para ele.Algumas pessoas nos olhavam, parecendo completamente chocadas. ~ Idiotas. ~Segurei a mão de Jack e saímos para fora do colégio.As imagens mudaram e eu estava no meu quarto. As paredes pintadas de azul mar. A cama box ao lado da estante de livros, vazia, já que todos estavam dentro da caixa, perto da porta.– Acabamos. — disse Jack, com os olhos marejados. – Pois é. — me sentei em minha cama e o puxei para sentar ao meu lado.– Eu te amo ta, eu sei que você vai terminar comigo, assim que for embora, mas eu te amo. Virei o rosto e beijei Jack. Nossos lábios estavam com um gosto salgado por conta das lágrimas.– Eu também te amo. — sussurrei ainda em seus lábios.Senti como se meu corpo estivesse sendo puxado para o lado e as imagens mudaram.Era meu último dia no shopping, eu e Jack havíamos acabado de tirar aquela foto, os sorrisos falsos, nos lábios. Nós dois tínhamos chorado tanto, que parecia que meus olhos estavam secos.Caminhamos de mãos dadas, tacando o foda-se nas pessoas que nos olhavam com cara feia, e olhares tortos.O sol brilhava forte em meio ao tempo limpo de Tulsa. Sim, nós morávamos em Bronker Arrow, mas vinhamos até Tulsa.– Que horas você vai? Jack olhava para frente, com uma expressão vazia no rosto.– O Vôo sai as oito. — respondi baixinho. — E segundo o meu pai, são mais oito horas do aeroporto até a cidade. – Ah. Entramos no carro e ele dirigiu em silêncio.As imagens sumiram, tudo se tornou escuro e silencioso. – Olá Paul. — a voz ecoou por todos os lugares. Então ficou difícil de saber da onde ela vinha.Algo caminhava em minha direção, no começo eu achei que se tratava de um cachorro, mas conforme ele se aproximava, percebi que era um lobo, e bem grande. Seu pelo era prateado, sério, era prata mesmo e parecia brilhar. Sobre as quatros patas, ele era maior que eu. Imagina esse cara sobre as duas patas.– É um prazer finamente conhecê-lo. — sua voz parecia milhões de trovões, todos soando ao mesmo tempo.– Que..quem é você? Perguntei dando um passo para trás.– Meu nome é Lobus. — se pronuncia Ló-pus. Caso pareça estranho. — Eu sou o lobisomem original.– Você que deu origem a todos os outros né? — nossa Paul, que pergunta mais idiota. Se mate agora, obrigado. Lobus concordou com a cabeça.– O que você quer comigo? – Eu sempre apareço na primeira transformação de meus filhos. — ele olhou no fundo dos meus olhos. Seus olhos eram tão escuros, quando os de Vini. Era como olhar para dentro de um buraco negro. — Mas você é diferente, o garoto que pertence as quatro alcatéias de uma só vez.– Pois é, eu devia ganhar um prêmio, ou algo do tipo, sei lá. — falei com sarcasmo. — Ou pelo menos isso não deveria ser tão dolorido. Parece que cada osso do meu corpo ta se quebrando, e parece que tem ácido correndo pelas minhas veias.– Nenhuma transformação é fácil, Paul, a sua então, é a mais dolorida, por você ser um alfa. – Nossa, isso é tão animador. — revirei os olhos. — Eu vou poder mandar em todos os outros?– Sim e não. — Lobus sentou sobre as duas patas. — Ser um Alfa, é muito mais do que só mandar nas pessoas. Você precisa ter rresponsabilidades. Como cuidar dos seus, se sacrificar quando for preciso. – Ta, eu já entendi. — revirei os olhos.– Eu podia te explicar sobre a transformação, como faço com todos.– Olha, eu agradeço, sério, de verdade. Mas eu só quero que isso acabe logo. Eu to cheio disso, se você poder fazer eu pular a parte da dor, eu te agradeceria muito.
– Tudo bem. — Lobus se inclinou e assoprou na minha cara.O chão começou a brilhar, tipo, literalmente. Era um brilho azulado, que girou até formar um símbolo. Era ago parecido com três luas crescente, duas de costa uma para a outra, e a terceira por cima. Senti meu corpo esquentar, enquanto algo parecido com teias começavam a subir pela minha perna, e foi subindo, até me consumir por completo.– Seja bem vindo ao bando. — disse Lobus, antes de se levantar e correr para a escuridão. — Lembre-se, fique em um lugar afastado, assim que a lua surgir no céu.Me senti vazio, perdido em meio a escuridão da minha mente. Então um pequeno pontinho de luz surgiu. A luz foi aumentando, até consumir tudo.Abri os olhos, e comecei a tossir feio um louco. Eu estava deitado na cama do meu quarto, Marck estava sentado ao meu lado, os olhos vermelhos. Ele devia ter passado o dia chorando.– Oi. -sussurrei me sentando.Marck abriu um largo sorriso e me abraçou. Um abraço tão forte, que eu quase parei de respirar.– Você me assustou idiota. — disse ele me soltando. — Que merda, Paul, não suma assim, e volte quase morrendo.– Desculpa, não foi minha intensão.– Eu devia te por de castigo. Mas você ia dar um jeito de fugir.Sorri pra ele.– O que aconteceu? Respirei fundo e contei tudo para Marck. Descobri que minha pequena experiência, tinha durado metade do dia, estava anoitecendo do lado de fora.– Mas que merda. Você vai se transformar hoje? – Sim. — saltei da cama indo pro corredor.– Vai aonde? Perguntou Marck me seguindo.– Falar com os únicos lobisomens aqui.
Notas finais
Oi oi Gente.
E ai, como vocês estão?
Contem nos coments ♡
Bem, vamos lá. Eu sei que vcs devem ta putos comigo por causa da demora. Mas eu juro, é tudo culpa da operadora. E eu num posso roubar Wi-Fi todo dia.
Então, espero que vcs entendam.
E guardem essas facas, pq eu amo todos .
João, vc msm que comentou todos os caps. Obg.
Ea vocês que comentaram. Mt mt mt obrigado
Vcs não sabem como isso me deixa feliz.
♡♡
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