Magia na Floresta
31 Capítulo 31
— Pensei que não gostasse de Quadribol — Draco falou nos seguindo.
Não gosto e aparentemente eu e Morfino temos isso em comum, mas desde que Nyack falara de Vitor Krum percebi uma mudança no ambiente, não sei se ele está com medo ou se ele está curioso, seja lá o que for que ele está sentindo isso provavelmente será ruim.
Sentamos na arquibancada, eu estava sentada em meu cubo minusculo. Eu via as jogadas de Leo e as de Nyack, por dento eu torcia para os dois times, não podia torcer mais para um do que para o outro. Vitor Krum era o juiz, eu o reconheci das fotos que Carla me mostrava junto as várias da Gina.
Senti um abalo na consciência do Morfino ao fazer contato visual com o homem. Logo após vê-lo olhou em volta preocupado e buscando por alguém. Pousou o olhar sobre Neville e Luna que assistiam ao jogo na parte VIP dos professores junto de Harry, Rony e Hermione. Gina estava na arquibancada com a Carla. Peru estava com elas e ele nos olhos, meu pequeno passarinho azul, estou sentindo sua falta e d brincar com você e de toda a sua preguiça. Encostei a cabeça na parede e aproveitei o jogo que nunca me fora muito empolgante, mas era o melhor que eu tinha para fazer agora.
Depois de muito tempo com meninos e meninas voando para cima e para baixo, rebatendo bolas que quase nos acertavam, de darem mergulhos perigosos e grandes defesas, Morfino se levantou, o jogo estava quase acabando. Ele desceu sozinho, pedira para Draco ficar sentado acompanhando todo o jogo. Paramos na saída do campo. Quando finalmente acabou foi aquela confusão dos vencedores gritando, parece que o time de Nyack ganhara e eu torcia por dentro, mas estava mais focada em tentar ouvir o que Morfino conversaria com Vitor. Os jogadores passaram por ali. A Diretora anunciou o convidado toda a arquibancada gritou e comemorou. Eles dois passaram por mim.
— Vitor? — ele em olhou, era um homem enorme e com uma cara de mal, ele era lindo.
— Sim?
— Podemos conversar?
— Claro. — ele sorriu e veio comigo. Morfino sorriu alegre.
Meu corpo o levava para longe.
— Ahm... Para onde está me levando? — ele perguntou parando.
— Surpreso por não ter me reconhecido. — um sorriso que eu seria incapaz de reproduzir.
— Desculpe... Eu realmente não sei quem você é.
— Seu primo fora um ótimo alvo — Vitor enrijeceu, ficou me encarando e eu percebi o pavor em seus olhos — Nosso caminho se cruzou mais uma vez — um riso — Acho que isso quer dizer uma coisa — eu fiquei de pé — Você será meu, Vitor — ele pegou a mão de Krum e começou a sugar sua energia. Eu bati nas paredes.
Comecei a gritar.
Arranhei, bati chutei.
Vitor estava ficando fraco e se aquilo continuasse Morfino teria o controle. O jogador tentava se livrar, mas já era tarde, ele já estava nas garras da aranha.
'Deixe-o em paz!' urrei o mais forte que eu consegui, percebi a estrutura se abalar, Morfino se assustou. Fechei meus olhos com toda a força que me restava, me concentrei e e movi o braço da carcaça que e meu corpo, soltei os dedos.
— Corre! — eu gritei — Vai, Vitor, corre!
Ele me olhou assustado e não pensou duas vezes.
— O que... O que foi isso? — Morfino perguntou assustado e olhando em volta. — O que foi isso? — ele gritou.
'Não sei' falei olhando minhas mãos e me afastando da parede.
— Isso tem que acabar.
Ele saiu dali e correu pela escola, entrou no quarto de Draco que estava lá. Nos olhou surpreso.
— Precisamos ser rápidos — o loiro não entendeu.
— Rápidos?
— Ela conseguiu controlar o corpo.
— Como? — ele estava surpreso.
— Foi por alguns segundos apenas, mas ela conseguiu. Se ela estiver ficando mais forte terei problemas.
— Pelo que você falou ela está enfraquecendo, suas torturas a estão destruindo, então como é possível, como ela pode estar controlando o corpo?
— Não sei, Draco! — ele gritou impaciente — Se eu soubesse já tinha dado um jeito de acabar com essa mestiça.
— Ta... — ele respirou — E o que quer que eu faça?
— Coloque o plano em dia, hoje no almoço, precisamos destruir a Agnes o mais rápido possível.
— Então vou começar com isso.
Draco se retirou. Morfino se reproduziu a minha frente, ele me encarava, eu tinha voltado a me sentar, não o encarei de volta, apenas esperei que se movimentasse. Esperei seus passos. Ele agachou e me fitou nos olhos. Tocou a pulseira e eu tinha reparado que das últimas tentativas não tinha funcionada da forma como ele esperava. Tive apenas uma pequena crise de tosse, senti um fio de sangue escorrer pelo meu nariz, mas nada comparado as primeiras. Fiquei de pé e o encarei.
'Seu fim está chegando' ele falou ameaçador 'Como você conhece o Krum?' ele me analisou. 'Aquele corpo anterior pertencia ao primo dele' eu o analisei de volta 'Os Krum são muito poderosos, foi um dos melhores corpos desde que saí de Azkaban.'
'E como você realmente saiu de lá?' ele deu um riso sombrio 'Também posso possuir animais e consegui por alguns segundos dementadores' eu o encarei, ele poderia mudar rapidamente, mas atualmente não fazia isso, era como se ele já estivesse morrendo. Eu dei um riso, era isso. Ele estava fraco demais para lutar, por isso precisava me matar o mais rápido possível, do contrario depois de um tempo eu assumiria o controle.
Morfino sumiu, meu corpo dormia. Sentei e aproveitei para descansar, eu precisava estar bem para poder resistir ao ataque. Bati a cabeça na parede e tentei pensar em algo bom como eu costumava fazer para descansar.
Eu estava sentada sobre o lombo de um animal, o pelo marrom, a velocidade com que ele corria, era um cavalo, mas eu não parecia estar gostando, eu estava gritando, e parecia estar chorando. Alguém ria ao meu lado e eu brigava com aquela pessoa. Ela tomou a rédia do cavalo e começou a fazer com que o animal parasse, eu o olhei e ouvi seu riso, aquele tom eu conhecia. Sua voz me acalmando eu conhecia, era o cara do telefone, o tal Jorge, eu o conhecia, e pelo visto ele era alguém importante. Respirei fundo e abri meus olhos. A carcaça estava acordada e encarava Draco que dormia na cama ao lado, aprecia observar o menino com alguma admiração que eu não reconhecia.
'Esse menino é o filho do mal' fora a voz de Morfino em meio ao espaço e ao cubo reduziu drasticamente.
O corpo se levantou, acordou Draco que nos olhou com sono e se levantou terminando de bagunçar os belos fios loiros, espreguiçou como um felino e ficou de pé, pediu alguns minutos para realmente terminar de acordar, a carcaça fora até o salão de entrada, Rony estava sentado lendo algo. O ruivo nos olhou e se voltou para o pedaço de papel. Draco se encontrou coma gente e então saímos. Eu estava meio curvada e acompanhava de pé par aonde andavamos.
Entramos no salão para jantar. O time vencedor gritava seu hino e riram do pessoal da minha mesa. Mari estava junto de Nyack e cantava com ele, eu estava feliz por ela não estar no meio disso tudo, pelo menos alguém sairia sem se ferir.
Peru sobrevoava o salão e ao nos ver entrando deu um rasante sobre Carla que nos olhou pelo ombro e pareceu mandar Ogro para algum lugar. Observei o animal correr pelas mesas e pular sobre Hermione que nos encarou e deu um assobio, Lobo pulou do colo de Mari e se retirou do salão, eles tinham algo planejado. Morfino não percebera essa movimentação, eu sabia disso.
Ele se sentou com o loiro ao seu lado. Comeu como se fosse sua última refeição, ficou um tempo enrolando e foi para a árvore do pátio, abriu um livro de magia negra e começou a lê-lo.
Amarras surgiram pelo cubo. Olhei em volta, mas a imensidão negra não tinha nenhum ponto de luz. As amarras se lançaram contra mim, eu lutava contra elas, tentava me soltar de tudo, prenderam meus pés e me deixaram de cabeça para baixo, eu me debatia tentando me soltar, tentei desenrolar as amarras do meu tornozelo.
Algo como uma corda se enrolou em meu tronco e me puxou para baixo, continuei a tentar me soltar. Me debatia, um riso cortou o ar. Olhei em volta e não achei ninguém. O cubo reduziu ainda mais.
'Me solta!' urrei sabendo que Morfino estava por perto 'Me solta, seu covarde!'.
Cordas chicotearam até meus pulsos e se enrolaram bem apertadas, continuei a tentar me soltar. Observei o que ele lia, decorei as palavras, precisaria usar aquilo contra ele. Precisaria saber como aplicar aquilo. Nunca usei magia negra e nem pretendia usar, mas se isso fosse matar o Morfino eu usaria.
Uma corda subiu pela parede, prendeu minha testa contra a parede invisível, outra se enrolou em meu pescoço. Eu estava imobilizada. Mal conseguia respirar. Uma imagem surgiu a minha frente.
— O show vai começar e você terá uma visão privilegiada.
Morfino riu e então sumiu.
Toda a sua visão tomou conta do espaço. Draco e Neville se aproximavam brigando. Luna os acompanhava junto de Carla. Os dois com a varinhas em punho. Meu corpo se moveu. A carcaça andou até eles.
— O que está acontecendo? — Morfino perguntou falsamente.
— Eu vou acabar com esse Malfoy e pôr um fim nessa maldita família — Neville falava com ódio, eu tentava me soltar, mas a cada movimento as amarras me apertavam ainda mais. Eu estava começando a sufocar.
— Calma, professor! — Morfino tentou acalmar Neville.
— Calma nada, Agnes- ele se soltou do toque, Morfino estava ficando feliz, eu percebia isso, tudo o que ele queria estava ocorrendo.
— O que você fez, Draco? — Morfino foi até o loiro.
— Apenas falei o quão doce você é... Você sabe — ele mandou uma piscadela.
Eu me mexi inteira, a corda começou a me enforcar e abrir feridas nas partes que tocava minha pele, Morfino tocou a pulseira, o sangue não escorria e sim me sufocava a tosse vinha, mas não passava pela garganta. Ele surgiu atrás de mim, eu estava ficando inconsciente. Eles tirou as amarras, eu não conseguia ouvir o que falavam de fora, apenas vi Neville levantar a varinha depois de algo que Draco dissera, Luna e Carla gritaram, pude observar os outros se aproximando coma confusão, um riso de Morfino, minha respiração cessou. A última voz que ouvi fora Neville e gritava "Avada Kedavra", tive apenas tempo de sorrir e finalmente apagar...
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