Magia e Poderes: Dois Universos se Encontram
Mais uma vez o mundo estava sendo salvo pela Liga da Justiça. Pelo menos era o que toda a população de Londres pensava ao presenciar um confronto que se estendia pelas redondezas do Louvre, o museu mais famoso do mundo. Brainiac transferira sua consciência para o Superman — finalmente ele conseguiu uma forma de dominar a maior força presente da Terra a seu favor. — Toda a Liga tentava impedi-lo de destruir a cidade, e, agora, ele se aproximava do Louvre. Flash era a única pessoa que teria alguma chance de vencê-lo. A única maneira de parar o Superman era superá-lo em alguma de suas habilidades, e o único que poderia fazer isso era Flash. Assim, ele começa a correr. Flash corre e de segundos em segundos passa por Superman, que se enfurece cada vez mais com isso... ele está dando voltas e voltas ao redor do planeta! Flash está aumentando sua velocidade mais e mais, mais e mais. O velocista é a verdadeira personificação da velocidade, e milésimo por milésimo ele aumenta a própria aceleração. Apesar de tolerar quantidade de dano superior às forças comuns existentes na Terra (o tornando, nesses parâmetros, invulnerável), caso o Homem de Aço sofresse dano superior à sua real e (quase) inatingível vulnerabilidade, ele sucumbiria. Flash era quem poderia parar Superman, mas para atingir a Força Infinita, era necessário que ele acelerasse até a velocidade da luz, dando um soco acelerado por ela: o soco de massa infinita. Inesperadamente, a vibração do seu corpo mostra a Flash que algo que não deveria acontecer, aconteceu — sem perceber ele acelera para o passado, vibrando e acelerando contra o tempo — Flash ultrapassara a velocidade da luz! Ao perceber o que havia acontecido, ele interrompe a vibração abruptamente e o inexplicável acontece: uma fenda no espaço-tempo se abre! Na ocorrência do inimaginável, todos da Liga avançam em direção ao que parecia ser um buraco reluzente para puxar Flash, mas, ao se aproximarem de seu limite, todos são sugados e passam pelo que parece ser um buraco de minhoca — todos, inclusive Superman, que estava próximo demais. — A Liga da Justiça transitava por uma dimensão desconhecida, passando pelos limites do espaço universal para ser levada a uma dimensão em um dos múltiplos universos existentes e desconhecidos — um universo paralelo ao deles.
***
Sr Filch varria o chão destruído com o vigor de como se estivesse operando uma retroescavadeira — era isso que ele deveria estar manuseando devido ao tamanho do estrago. — Hogwarts havia sido parcialmente destruída. Um dia após a batalha e os alunos já haviam retornado às suas famílias. Pelo menos a maioria deles. Alguns dos bruxos mais queridos de Hogwarts — ex-alunos e agora pais de alunos — alunos e amantes daquele local cujas vidas foram impactadas de alguma forma, estavam em um grande mutirão ao auxílio de Hogwarts. A escola estava em ruínas, e agora recebia todo carinho e cuidado das pessoas que ela ajudou, e ajuda, a formar. Voldemort estava finalmente morto, e a parte dele que vivia dentro de Harry também. Ele e seus amigos, Rony e Hermione, estavam em Hogwarts ajudando em sua reconstrução.
— Acabou... Acabou e parece até mentira... — Harry comenta enquanto lança “reparo” em blocos de concreto no Salão Principal.
— Não sei não, Harry — Diz Hermione, torcendo o nariz.
O que você tem em mente? — Rony entra na conversa com a cara de quem acabara de receber um saculejo na cabeça.
— Meninos, vocês podem me achar pessimista com o que vou dizer, mas já pararam pra pensar que, apesar desse fim glorioso a nosso favor, muitos bruxos que se arriscaram e devotaram suas vidas ao Lord das Trevas podem agora querer vingança? —...E o trio se entreolhou em silêncio. Nenhum dos dois resolveu retrucar, que era o que a bruxa esperava, já munida de alguns argumentos que corroboravam seu pensamento, mas isso não foi necessário. A verdade é que o choque ainda não havia passado, e, tanto ela quanto Rony e Harry, foram inundados por mais uma onda de temor depois de minimamente pensarem sobre o assunto. Os três, automática e sincronizadamente, pararam o que estavam fazendo e se voltaram para o céu azul (já que o teto era uma das coisas que haviam sido destruídas). Há tempos não se via um dia tão bonito em Hogwarts. O céu estava claro, limpo e com algumas nuvens, nuvens essas que se moviam calmamente pela ação do vento. Algumas corujas, inclusive Píchi, eram vistas plainando pelo céu, e olhar para cima absorvendo a sensação do voo longínquo e silencioso dos pássaros parecia trazer-lhes novamente o sentimento de liberdade que todos os bruxos estavam saboreando naquele primeiro dia sem medo. É incrível como a morte tem o poder de anular o peso de um nome que passou tanto tempo dando arrepios na espinha de todos. Bom, quase todos — menos de Harry e Dumbledore (que descanse em paz). — Só que, como o que parece ser uma sina de todo momento de tranquilidade para o trio de bruxos mais corajoso de todos os tempos, algo de fora do comum estava prestes a acontecer.
Uma bola de fogo de calda comprida cruzara o céu ao longe e vinha agora na direção de Hogwarts. Nossos três heróis, que fitavam o céu exatamente naquele momento, se entreolharam trazendo pra si uma expressão que esboçava o quão real lhes parecia a hipótese de Hermione naquele momento. Com as varinhas prontamente em mãos, o trio aguardava o que quer que fosse, acompanhando, com os olhos, o céu sendo rasgado, até que um grande boom, sucedido por uma onda de choque estrondosa, tão potente que levou ao chão a todos que, como os três, estavam ali, atingisse-os bem no momento em que aquela massa incandescente tocava o solo dos terrenos da escola. — Sendo o que quer que tenha sido, dificilmente saiu ileso a isso — titubeou Hermione. Harry, sem pensar muito, saiu correndo ao encontro daquilo que ninguém sabia o que era, sendo seguido por seus fiéis amigos.
***
— Grande Hera, o que aconteceu? —A Mulher Maravilha parecia atordoada, confusa.
— Criei um campo de força, uma espécie de bolha, que nos envolveu e nos protegeu de sermos esmagados enquanto viajávamos livres através dos universos. — Dizia J'onn J'onzz, o Caçador de Marte — Claro que isso não foi suficiente pra nos proteger dos efeitos da velocidade enorme que atravessamos. Creio que com isso também tenhamos resolvido o problema de “possessão” do nosso amigo Superman. Todos estão bem? Superman, Batman, Diana, Lanterna, Mulher Gavião, Flash? — Ninguém conseguia falar, mas todos sinalizaram com a cabeça ou com as mãos.
— O que aconteceu? Não me lembro de absolutamente nada — Questiona Clark, com uma das mãos na cabeça.
— Melhor nos concentrarmos em compreender aonde viemos parar — Ponderou o sensato Caçador. Depois de alguns segundos, todos já haviam se situado e percebido que não estavam no mais seguro dos lugares. Parecia-lhes uma floresta, mas ao mesmo tempo parecia ter sido retirada de um thriller: havia névoa, um céu denso e enegrecido, como uma pintura gótica com suaves nuances prateadas, dando ao local uma impressão de ser vivo e cheio de energia. Havia também tipos de vegetação bem diferentes das que eles conheciam, barulhos estranhos...
— Esse lugar me dá arrepios! — Constatou Diana. Mal havia falado, um unicórnio passa a galopes atravessando um pequeno riacho de águas profundamente negras, o que fez o queixo de todos os membros da Liga cair.
— É isso mesmo o que eu vi, ou toda essa agitação me fez ficar lelé da cuca? — Flash, sempre cômico mesmo em situações desesperadoras, não era o único com isso em mente, porém o único com espontaneidade suficiente para deixar as palavras saírem. O céu acima daquele lugar era tão denso que uma coruja branca como Edwiges foi bastante visível e destoou ao sobrevoar o local onde eles estavam. Um pio longo e grave foi o suficiente para guiar Harry, Rony e Hermione até o local onde a Liga estava. Os três seguiram o barulho a galope, se esquecendo de que aquela era a Floresta Proibida. A super audição do Superman captava algo. Não demorou muito para que não precisasse de uma super audição para perceber que alguma coisa se aproximava. Em segundos a Liga estava em formação: mulher Gavião com sua Clava girando acima da cabeça, pronta para acertar o que quer que fosse entrar em seu caminho, Superman com os olhos avermelhados, prontos para disparar seu laser da morte, a Mulher Maravilha com seu laço girando e girando, um pouco acima dos outros numa espécie de flutuação; todos davam ares de crianças assustadas — mas perigosíssimas crianças assustadas. — Nosso trio preferido de Bruxos corria, corria e corria, até que, ao atravessar um grande amontoado de Arbusto Tremulante, freou bruscamente ao se deparar, bem em sua frente, com aqueles seres totalmente diferentes de tudo que já viram. A liga só conseguia olhar, na verdade todos ficaram paralisados ao constatar que aquele barulho todo era por causa de três jovens. Tanto os bruxos quanto os heróis ficaram paralisados frente a frente, em posição de ataque, com varinhas/armas em mãos, mas sem fazerem absolutamente nada.
Alguns segundos depois, após absorver a real situação (digo absorver, não entender), Harry pergunta, ainda com a varinha em punho:
— Quem são vocês? O que fazem aqui?
— Nós somos a Liga da Justiça, guardiões da Terra e de quaisquer outros planetas que necessitem de nossa ajuda. — Disse Flash, com o peito estufado — Por favor, podem nos dizer onde é que estamos? Que planeta é esse?
— Como assim que planeta é esse? Essa aqui é a terra, e você está em Hogwarts. — Respondeu Hermione — Vocês são Guardiões de não-sei-o-que da Terra, com um título de responsabilidade desse são bruxos, suponho. Como nunca ouviram falar de Hogwarts? São de muito longe de Londres? Que coisas estranhas vocês vestem...
— Aqui é Londres? Onde está a Luthorcorp? As pessoas que tentávamos salvar estavam em pânico! Onde elas foram parar? Como caímos e viajamos tanto pelo universo e viemos parar bem aqui? E como assim Bruxos? Isso está muito estranho... — Batman, que mesmo com toda sua sagacidade não conseguia compreender bem o que estava acontecendo, terminou sua fala olhando ao redor enquanto coçava o queixo.
— Olha, não posso dizer que aqui é Londres, mas pegamos um trem em Londres e viemos parar aqui. Ninguém sabe ao certo a localização de Hogwarts, mas pelo tempo de viagem podemos supor que não deve ser tão, tão distante, — calculava Hermione — talvez um pouco... De qualquer forma conheço Londres muito bem e posso afirmar que nunca ouvi falar de nenhuma Luthorcorp. Sua confusão está me deixando muito confusa.
— Eu explico o que se passa. Amigos, a boa notícia é que nós estamos, como já puderam perceber, no mesmo planeta em que estávamos. A má notícia é que nossa viagem nos trouxe para um universo paralelo.
— Como assim, J'onn? Estamos aqui, mas não estamos aqui, aqui? — A fala do Caçador havia deixado a Mulher Gavião tão perplexa que sua clava havia saído da posição de combate e foi solta, liberada ao peso da gravidade e da realidade de que aquilo havia dado mais errado do que o costumeiro, e agora permanecia pendurada pelo pulso da heroína.
— Universos paralelos são desdobramentos do nosso universo. Quando alguém toma uma decisão, ou algum evento ocorre de certa maneira, é como se o universo se multiplicasse, e um novo universo surge. Na verdade, o evento ocorre das duas ou mais maneiras que poderia ocorrer, encenando em cada um a possível “escolha”. Infinitos universos. Nós estamos em outro universo, paralelo ao nosso. Os universos não se cruzam, por isso são paralelos. É praticamente impossível uma viagem dessas, creio que a única criatura na terra que seja capaz de conseguir tal feito, viajar dessa forma, seja Flash.
— Batman, você disse exatamente tudo que eu ia dizer. Obrigado — disse J'onn.
A feição de Harry, Rony e Hermione retratava muito bem sua confusão.
— Então quer dizer que vocês vêm de um universo diferente? E que vocês não são bruxos? São o que então? Sim, porque você pode levitar, você pode viajar pelo universo e ainda carregar seus amigos junto, você então, nem se fala, é verde! Sem querer ofender... — Rony se sentiu envergonhado do que acabara de dizer tão espontaneamente, mas J’onn deu de ombros e pareceu não se importar, apesar do riso contido de Flash naquele momento. Apesar do constrangimento, ele continuou dizendo — Antes de quaisquer respostas, que tal sairmos todos daqui?
— Bem pensado garoto! — Dizer isso fez Batman dar um leve sorriso quase imperceptível, um pouco maior do que era habituado e totalmente em contrassenso com a periculosidade da situação, mas completamente condizente com a nova e desconhecida aventura que a liga enfrentaria.
Ao chegar ao castelo, todos já haviam sido devidamente apresentados e a Liga achava tudo cada vez mais desconexo.
— Esse castelo é muito estranho! Que é isso! — A Mulher Gavião disse a última frase aos pulos, depois de Pirraça acabar de atravessá-la; — Pirraça! — Hermione agora parecia uma mãe desconcertada — Você não pode ficar atravessando as pessoas! Ainda mais pessoas que nem conseguem compreender tudo que está acontecendo! — Mas pirraça já estava gritando e flutuando atrás de um grupo de professores que estavam usando o feitiço ‘Bombarda’ contra alguns escombros que os impediam de continuar suas tarefas.
— Isso era mesmo um fantasma? Onde estamos, num especial de Halloween?
— Flash, não seja grosseiro com essas pessoas, elas nos tiraram daquela floresta e estão dispostas a nos ajudar. — Repreendeu Superman, ponderado.
— Na verdade acho que vocês podem nos ajudar... — Vamos fazer assim, vocês nos ajudam aqui a acabar com essa parte da arrumação e nós respondemos a todas as suas perguntas.
— Fechado! Você é uma menina muito esperta. — Disse Diana.
— Hermione, eles não são bruxos, como vão poder nos ajudar?
— Calma aí garoto do raio, nós temos nossos truques! Aliás, será que seu raio é igual ao meu? — E antes de terminar a frase flash já se encontrava do outro lado do grupo. Harry, Rony e Hermione esfregaram seus olhos.
— Nossa, agora eu entendi o que vocês disseram sobre ele ser o único capaz de fazer uma viagem dessas... — Harry parecia tão perplexo quanto no dia em que Hagrid o fora buscar numa cabana no meio do nada e fez crescer um rabo de porco em seu primo insuportável.
— Bem, — respondia ele — eu não sou o único incrível aqui, cada um de nós tem, digamos, um segredinho.
— Percebemos de fato que alguns de vocês estão mascarados, então compreendo o que queira dizer com segredinho. — Concluiu Rony. — Nós também nos escondemos, mas não com máscaras. Os trouxas não podem saber que, de fato, existimos, eles não podem saber que somos bruxos, que temos uma sociedade bruxa forte e organizada, nem que grande parte deles foi morta e exterminada por... Voldemort. Nossa, é tão libertador falar esse nome, ele está morto mesmo, que mal pode fazer? Ok, ok, vamos explicar tudo a vocês, e vocês a nós, se não nada feito. E a ajuda também, claro.
— Tudo bem então, vocês mandam! — Lanterna Verde dizia essas palavras enquanto fazia surgir uma espécie de vassoura verde gigante e começava a usá-la no saguão.
Nossos heróis viajantes, então, começaram a ajudar, cada um à sua maneira, na reconstrução de Hogwarts. Todos eles ficaram maravilhados ao observar a utilização dos feitiços pelos três brilhantes bruxinhos, colocando um pedaço do teto no lugar, restaurando objetos quebrados em pequeninos pedaços, empurrando e puxando objetos somente com o uso da varinha.
***
Naquela noite, o céu refletido no teto do castelo estava sem quaisquer nuvens, parecia ter sido limpo e estrelado de propósito. Minerva e seu exército de amigos, colegas e companheiros finalizaram os trabalhos no salão principal, conjurando feitiços e encantamentos. Ao final deles, onde o teto já havia voltado a encenar o céu lá fora, todos já estavam sentados e sem forças. Estavam exaustos. Papoula veio da enfermaria a passos largos trazendo tônico restaurador para todos. Em poucos segundos todos começaram a sentir um calor reconfortante descendo por suas gargantas e tomando pouco a pouco todo seu corpo, partindo de seus estômagos e dando arrepios gostosos em suas nucas. A energia parecia lhes ter sido recarregada.
— Pronta pra outra? — provocava Rony a Hermione.
— Estou pronta para descansar. Não importa que nossos corpos estejam bem, nossas cabeças precisam de sossego!
— Tenho que concordar com você. — Rony não parecia mesmo bem. Na verdade, agora com toda a atividade passada, o peso de cada perda parecia martelar nos peitos de cada um.
Harry havia ido tratar com Minerva sobre toda a reforma, tudo parecia mesmo no lugar e sua feição amolecia enquanto, no caminho de volta, ia se aproximando do mais novo casal. Harry sabia que ambos ainda não haviam sentado e conversado a respeito de tudo, mas também sabia que nada poderia separá-los. Não era algo que o casal tivesse surgido ali, mas aquilo era algo vindo de uma vida de companheirismo e interesse mútuo por muito abafado.
— Minerva organizou um jantar para todos nós que ajudamos na reforma da escola! Era o mínimo, não acham? Até porque muitos de nós não têm para onde ir agora após o anoitecer, já que o próximo Expresso só sai pela manhã.
Hermione, pela primeira vez, pareceu não fazer questão de demonstrar sua inquietação habitual com o trabalho dos Elfos naquela noite. Na verdade, sobre as criaturas, ela só conseguia pensar que até mesmo elas eram sortudas por conseguirem permanecer como seres não corrompidos pelas artes das trevas e com um bom e seguro lugar onde pudessem habitar. Claro que seu conformismo durou somente por aquela noite.
— Estou faminta! Às que horas irá começar?
— Ela me disse para estarmos prontos, limpos e aqui embaixo em duas horas. Ela disse também que levemos nossos amigos estranhos para que ela possa conhecê-los agora e, talvez, ajudá-los. Vamos até Hagrid chamá-los!
Os três bruxos haviam deixado a Liga da Justiça, ao fim dos trabalhos manuais, sob os cuidados de Hagrid em sua cabana (também recém-reconstruída). Hermione não estava muito certa acerca disso, mas eles não tinham outra opção.
— Ah, qual é Hermione, o que de ruim pode acontecer? Eles encontrarem a caixa de explosivins do Hagrid e perderem partes do corpo, ou então saírem correndo assustados?
Houve certo silêncio durante a caminhada rumo a Hagrid após Rony perceber que tudo isso era bem possível de acontecer. Eles apertaram o passo e, ao se aproximarem, sentiam um aroma gostoso de biscoitos caseiros saindo pela chaminé da cabana. Era uma prova de que, definitivamente, quase tudo poderia voltar ao normal. Quase.
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