Magia Do Destino
30 29. Pesadelo
Notas iniciais
Capítulo 29
Pesadelo
Eu estava num campo verde. Havia algumas flores, e o céu estava azul. Era um lugar agradável. O dia estava bonito. Havia um homem de costas, vestido com paletó e calça brancos contrastando com seus cabelos negros. Eu não precisava ver seu rosto para saber que era Nimbus.
Chamei por ele:
— Nimbus!
Ele se virou e, ao me ver, abriu aquele sorriso que ofusca até o sol.
Corri em sua direção. Ele arrancou uma flor do chão e me estendeu.
Peguei a flor de sua mão e o abracei. Ele afagou e cheirou meus cabelos. Quando olhei para cima para encontrar seus olhos, em vez de um sorriso, vi uma expressão de choque.
— Nimbus, o que houve?
Ele não respondeu. Apenas olhou para baixo, para o próprio estômago.
Havia uma mancha de sangue em sua camisa branca.
A mancha aumentava rapidamente.
Nimbus caiu de joelhos, e me olhava sem compreender.
Eu olhava em volta, tentando encontrar quem havia feito aquilo.
Sem forças na voz, ele perguntou:
— Por quê, Magali? Por quê?
Nimbus caiu sem vida aos meus pés.
Somente então eu notei o objeto que eu segurava em minha mão esquerda.
Uma faca suja de sangue.
Acordei com o meu próprio grito, encarando o teto branco-gelo do meu quarto.
De repente, vi o rosto de Nimbus e senti suas mãos segurando meu rosto. Só então percebi que eu continuava gritando.
— Magali!! Calma! Calma!!
Sentei-me na cama e alisei seu abdome, procurando por algum ferimento. Estava intacto.
Comecei a revirar os lençóis, procurando por alguma faca. Não encontrei nada.
— O que foi, Magali?! O que você tá procurando?
— A faca!
— Que faca?!
— A faca que...
Olhei para o rosto de Nimbus e me dei conta de que tudo não havia passado de um pesadelo.
Abracei-o e chorei convulsivamente em seu ombro nu.
— Calma, gatinha — ele sussurrou em meu ouvido e me fez cafuné. — Foi só um sonho. Sshh... Sshhhh... Calma.
Fui me acalmando aos poucos, até que consegui abrir os olhos e encará-lo.
Admirei sua beleza por alguns momentos. Acariciei seus cabelos negros, sedosos e brilhantes, que emolduravam seu rosto de traços perfeitos. Quando pensei que algum dia aqueles olhos se fechariam para sempre, comecei a chorar de novo.
— Não se atreva a morrer nunca. Eu te proíbo — falei.
— Você está assim porque sonhou que eu ia morrer?
Escondi o rosto com as mãos, sem coragem de confessar meu sonho.
Nimbus tirou minhas mãos de meu rosto, obrigando-me a olhá-lo nos olhos.
— Ei. Tá vendo esse amuleto aqui? — ele me mostrou o pingente de chave que dei a ele. — Eu tenho o corpo fechado enquanto usar isso. Esqueceu? Ele me protege de tudo.
Nimbus deu um sorriso doce, e era impossível não sorrir de volta.
— Vamos tomar café, e você vai se sentir melhor. Você deve estar tendo pesadelos porque fica dormindo de barriga vazia — ele me puxou pela mão. — E depois de comer, vamos decorar a casa pra Ceia de Natal.
Sentamos todos à mesa — Nimbus, Mônica, DC e eu — e todos estávamos animados com os preparativos para a Ceia, que seria amanhã à noite.
Tentei disfarçar meu mal-estar, para não estragar o clima de festa, mas aquele sonho havia mexido muito comigo.
Será que o amuleto de Nimbus seria capaz de protegê-lo de mim?
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