Magia Do Destino

26 25. Raiva e desejo


Notas iniciais
Oi, amores! Eu quero fazer um apelo aos leitores fantasmas: sejam fantasminhas camaradas e comentem! Um "oi" que seja! Não vai demorar e não vai doer, portanto deixem de preguiça. Estou com 96 leitores, e nem 20% estão se manifestando. Aos 20% que se manifestam: vcs são os melhores ever!! Os reviews estão ficando mais incríveis a cada dia que passa. Vcs são demais! Continuem assim ^^ Vamos a mais um capítulo? Boa leitura!

Capítulo 25

Raiva e desejo

Acordei no dia seguinte, ainda exausta de tanto chorar. Eu queria levantar cedo e cuidar do café da manhã do Nimbus, como eu fazia todos os dias. Apesar de tudo que aconteceu, ele não disse nada sobre me demitir, então eu ainda trabalho para ele. E eu acho isso bom, pois é um motivo para ficar perto dele, cuidar dele, ajudá-lo.

Preparei uma bela mesa de café, enquanto os demais acordavam. Mônica e Do Contra logo se levantaram, e ele saiu para comprar o jornal. Disse que, no caderno de domingo, deveria aparecer alguma resenha sobre a estreia do show. Minha amiga sentou-se à mesa e, cautelosamente, puxou conversa:

— E aí? Tá melhor?

— Um pouco.

— Arrumando café pro Nimbus?

— Sim. Eu ainda sou a assistente pessoal dele, não sou? — perguntei, mais em tom de súplica do que de dúvida.

— Acho que sim. Você é uma boa assistente. O Nimbus, acima de tudo, é muito profissional. Acho que ele vai saber separar as coisas.

— Espero que sim.

— Você fez bolinhos de chuva?

— Fiz. São os favoritos do Nimbus — respondi com um sorriso. Era irônico que ele, justo ele, adorasse bolinhos de chuva.

— Você tá desesperada pelo perdão dele, né? — Mônica estava aprendendo a ser incisiva como o namorado dela.

— Estou, amiga. Eu não sei o que fazer. Fiz pão de queijo, tapioca, bolo de cenoura, tudo que ele gosta. Será que cola?

Nisso, Nimbus apareceu na sala, vestindo somente sua inconfundível cueca boxer preta, o que realçava ainda mais o corpo atlético dele. Mesmo morando com duas garotas, ele não fazia a menor cerimônia em circular pela casa de roupa íntima.

Seu mau-humor matutino típico logo se desfez quando ele viu a travessa repleta de bolinhos de chuva:

— Achei que minha mãe tivesse ido embora na sexta-feira.

— Fui eu que fiz. Prova um — arrisquei a sorte.

Ele olhou para mim, meio perplexo, meio hesitante, mas pegou um bolinho e mordeu.

— Nossa, isso tá muito bom!! — ele exclamou.

Sorri, vitoriosa:

— Fiz pão de queijo também. E a tapioca, você vai querer com queijo ou manteiga? Ou as duas? Eu faço as duas. Quer ovos mexidos também?

Nimbus, boquiaberto, apenas assentiu com a cabeça.

— Ela tá tentando não ser demitida — Mônica sussurrou para ele.

— Mônica!! — joguei um pano de prato nela, para ela aprender a calar aquela boca grande.

Do Contra entrou pela porta, saltitante:

— Gente, vocês não vão acreditar!!

— O quê?? — nós três perguntamos.

— Nossa! Achei que minha mãe tivesse ido embora na sexta-feira. Quem fez esses bolinhos de chuva? — ele perguntou, servindo-se de um bolinho.

— Eu fiz — levantei a mão.

— Tá uma delícia! Parabéns.

Do Contra sentou-se à mesa, calmamente, e começou a passar manteiga no pão, como se nada estivesse acontecendo.

— Fala, criatura! O que apareceu no jornal? — Nimbus exigiu.

Ele fez cara de indiferente:

— Ah, sim, o jornal. Mals aí! — ele coçou a nuca. — Esse pão de queijo tá muito bom também, Magá! Sensacional!

— Pare de palhaçada, amor!! — Mônica bronqueou. — Fala logo o que saiu no jornal!! Estamos morrendo aqui!

— Ah. Nada de mais — DC deu de ombros.

— Nem uma notinha criticando? — Nimbus estava uma pilha de nervos.

— Uma notinha? Não. Você ganhou a capa inteira do caderno de cultura e lazer do New York Times, mano! — o caçula levantou o jornal, mostrando a capa com uma foto gigantesca do rosto de Nimbus e a manchete: “A new kind of magic”. Um novo tipo de mágica. Uma clara referência à música A Kind Of Magic, do Queen, que abre o show de Nimbus.

— Oh!! — todos exclamamos.

— Vou ler pra vocês as melhores partes.

Do Contra pôs-se a ler em voz alta a matéria:

— A colunista disse que, quando recebeu o convite para ir ao show, não esperava muito, pois achava que os shows de mágica eram sempre iguais. Mas ela diz que se surpreendeu positivamente, e que ficou encantada pelo mais novo show do Snapple Theater Center, e que você é a nova promessa na cena off-Broadway. Ela acrescenta que a escolha do teatro foi acertada por ter apenas 100 assentos na plateia, o que permite uma interação inigualável entre você e o público. A produção, iluminação e som são impecáveis, mas nada disso adiantaria sem o seu carisma.

Nimbus sorriu de orelha a orelha.

DC continuou:

— Olha só o que ela fala de você: “O jovem mágico é absolutamente encantador, e a plateia não consegue tirar os olhos dele do início ao fim do espetáculo. E não é só por causa de sua beleza marcante — um mix do mistério oriental com o charme brasileiro — mas sobretudo por sua performance eletrizante e sem falhas.”

— Uau, cunhadão!! Começou bem! — Mônica elogiou. — Continua, DC.

— Ela termina dizendo que “Nimbus, obviamente, tem um longo caminho pela frente até atingir todo o seu enorme potencial, afinal é ainda bastante jovem — vai fazer 20 anos em dezembro. Mas ele é, sem dúvida, a mais nova e maior promessa do mundo da mágica, e uma grande aposta do showbiz. Portanto, anotem o nome dele.”

Mal DC terminou de ler, o celular dele começou a tocar. Ele conversou brevemente e desligou.

— Era da emissora ABC. Eles querem fazer uma entrevista com você.

O telefone de DC tocou novamente, e o celular de Nimbus também. Mônica e eu apenas assistimos enquanto os dois atendiam uma ligação atrás da outra, durante aproximadamente meia hora.

Quando os telefones pararam de tocar, todos nos abraçamos, pulando em comemoração. Depois de um abraço demorado no irmão e outro em Mônica, Nimbus finalmente me abraçou e me rodopiou no ar.

— Não tá mais com raiva de mim? — perguntei.

Ele hesitou:

— Hoje, não. Hoje eu tô feliz demais pra ter raiva.

— Parabéns. Você merece tudo isso e muito mais.

— Obrigado por sua ajuda. Sem você, a estreia não teria sido tão boa.

— E agora o mundo inteiro sabe daquilo que eu já sabia.

— De quê?

— Que você é lindo e incrível.

Ele sorriu e segurou o pingente de chave em seu pescoço:

— Este amuleto é bom mesmo.

— Você não é o único que sabe onde achar joias mágicas.

Ele segurou meu olhar por um instante, até que fomos interrompidos por DC:

— Esta ocasião merece um brinde! — ele falou, tirando uma garrafa de espumante da geladeira.

Mônica entregou taças a todos, e Nimbus estourou o champanhe.

— Um brinde ao nosso sucesso — Nimbus levantou sua taça.

— Viva o Nimbus! — Mônica gritou.

— Viva!! — todos responderam em uníssono.

–--------

Um mês se passou desde aquele glorioso domingo em que Nimbus virou notícia ao redor do mundo. Os ingressos de seus shows esgotavam rapidamente, tanto que tivemos que abrir mais uma sessão semanal. Vários jornais e revistas o procuravam para entrevistá-lo, principalmente publicações brasileiras. Todos no Brasil estavam empolgados pelo fato de um mágico do Limoeiro arrebatar Nova York dessa forma.

Se, na vida profissional, as coisas estavam indo bem para nós dois, na vida pessoal eu não podia dizer o mesmo. Desde aquela pequena trégua no domingo depois de sua estreia, Nimbus voltou a ser frio comigo. Ele restringia nosso contato aos assuntos de trabalho, e fazia questão de me lembrar que eu não passava de sua assistente. A indiferença dele era dolorosa para mim, mas eu sabia que tinha que ter paciência. Nada como o tempo para acalmar as coisas.

Joaquim finalmente marcou a viagem para vir me visitar. Será daqui a três semanas. Eu sei qual a intenção dele: pedir-me em casamento. Eu, no entanto, tenho uma intenção diferente. Vou terminar tudo. Não gosto da ideia de terminar com ele por telefone ou Skype. Acho que ele merece uma conversa cara a cara. Eu devo isso a ele. E por isso vou esperar que ele chegue.

Essa foi uma decisão difícil, muito difícil. Mas que precisava ser tomada. Hoje eu entendo o que a Mônica quis dizer. Uma vez ela disse que o amor não tem “senão”, não tem “mas”. Eu me perguntei: eu amo o Quim de verdade? Sim, eu o amo, mas... Mas não sei. Não sei explicar. É algo que eu só sinto. Acho que, no fundo, nós sempre fomos grandes amigos, que compartilhávamos afinidades, mas sempre faltou uma sintonia entre a gente. A tal “química” que tanto dizem.

Imaginar uma vida sem o Quim me doía fundo. Eu o namoro desde que me entendo por gente. Até hoje, não houve uma vida sem o Quim, e durante muito tempo eu achei que não haveria vida após o Quim. Que ele ficaria do meu lado para todo o sempre. Mas, quando crescemos, tudo muda. Eu mudei. Ele mudou. E eu passei a amá-lo por hábito somente. Uma vez a Mônica usou essa definição: amar por hábito. E foi exatamente isso que aconteceu comigo.

E então aconteceu o Nimbus. Com ele, estou no extremo oposto. Às vezes parece que o mundo é um lugar pequeno demais para nós dois, e por isso brigamos o tempo todo. Ele logo se tornou aquela pessoa que eu amo odiar. Mas tinha algo mais por trás dessa raiva que sentíamos um pelo outro. Um desejo ardente. Um sentimento tão forte que me assusta.

Mas isso pouco importa, porque ele não quer mais saber de mim.

Hoje é um sábado de manhã. A segunda semana de novembro trouxe com ela um frio cortante. Estou preparando o café de Nimbus, como de costume. Noto um par de sapatos vermelhos largados na entrada do apartamento. Quando Mônica e DC se levantam, chamo a atenção de minha amiga:

— Mô, você esqueceu de guardar seu sapato!

— Mas esse sapato não é meu — ela respondeu.

— Não? Que estranho. Tenho a impressão de que eu já vi esse sapato antes.

— O Nimbus deve ter trazido alguém — DC argumentou.

— Mas ele nunca traz a mesma pessoa. E eu tenho certeza de que conheço esse sapato — eu devia estar paranoica.

Depois de algum tempo, Nimbus saiu do quarto de mãos dadas com uma moça. Quando eu a vi, não quis acreditar.

— Lindsay — falei.

Ela sorriu para mim e acenou:

— Bom dia, Mags! Bom dia, todo mundo!

— Bom dia — Mô e DC responderam.

Eu respondi com o silêncio.

— Mags, aconteceu alguma coisa? — Lindsay perguntou.

— Sai da minha casa — foi a única resposta que consegui formular.

— O quê? — ela pareceu não acreditar no que ouviu.

— SAI DA MINHA CASA!!! — gritei a plenos pulmões, e segurei um prato para atirar nela.

Do Contra agiu rápido e tirou o prato da minha mão antes que eu a acertasse.

Nimbus me lançou um olhar reprovador, mas não quis arranjar confusão. Ele levou Lindsay até a porta, ajudou-a a calçar os sapatos e se despediu dela com um beijo.

Quando fechou a porta, ele me olhou e perguntou:

— Qual é o problema com você?!

— Qual é o problema com você!! Seu idiota estúpido. Ela era minha amiga!!

Eu estava fora de mim. Eu sentia a ira percorrer por todo o meu corpo.

— E ela é minha amiga também! — Nimbus se defendeu.

— Não! Agora ela é uma vadia, mais uma das milhares que passaram pelas suas mãos.

— Você tá dizendo que todas as mulheres com quem eu fico são vadias?

— ESTOU!!

— Isso inclui as meninas com quem eu fiquei no dia da estreia?

— Claro que inclui! Aquelas sirigaitas!!

— Eu também fiquei com você naquela noite, esqueceu?

Atravessei a sala a passos largos e dei-lhe um tapa na cara, com toda minha força.

Nimbus me olhou em choque. Esfregando o rosto no lugar da pancada, e com ódio no olhar, ele perguntou:

— Ninguém aqui pediu sua opinião, pediu?

— Não!! Mas tenho certeza de que todo mundo aqui concorda comigo!!

— Eu não fico falando a opinião que eu tenho de você!! Por que você tem que sempre falar a sua?!

— Pois pode falar!! Anda!! Fala logo!! Eu não tenho medo da sua opinião, não!!

— Você não passa de uma mulher que se tornou amarga por estar num relacionamento falido há muito tempo, e quer descontar sua frustração em mim.

Fiquei paralisada ao ouvir essas palavras.

Nimbus continuou:

— Pode perguntar pra eles!! — ele apontou o irmão e a cunhada. — Eles também concordam comigo! Ninguém mais aguenta sua rabugice!!

Olhei para os dois, inquisitiva.

Eles não disseram nada.

O que significava que eles concordavam.

Bradei:

— Pra mim, chega! Vou embora desta casa.

Entrei na área de serviço e peguei a caixa de transporte do Tofu. Em seguida, apanhei o animal embaixo do sofá da sala, que era o esconderijo preferido dele.

Nimbus enfureceu-se.

— Onde você pensa que vai levar o coelho?

— Eu vou embora, e vou levar meu animal de estimação — respondi num tom frio.

— Seu animal de estimação?! Me poupe, Magali! Ele é meu!!

— Sou eu quem dou comida, cuido, dou banho, então ele é meu.

— Porque esse é seu trabalho!! Eu te pago pra isso.

— Fui eu que comprei ele.

— No meu cartão de crédito!!

— Quero ver você provar isso. Eu tenho a nota fiscal de compra.

Guardei o coelho na caixa e entrei no meu quarto, batendo a porta atrás de mim.

Nimbus entrou atrás, enlouquecido.

— Você não vai levar o meu coelho a lugar nenhum! Todo mundo sabe que o Tofu é essencial pro meu trabalho.

— Pro seu trabalho, qualquer coelho serve. Compra outro — falei enquanto abria a mala em cima da cama e atirava as roupas dentro.

— Você quer brigar na justiça pela guarda do coelho? É isso que você quer? Pois você vai ver só. Eu vou contratar os melhores advogados de Nova York!

— Esse processo vai levar tantos anos, que o coelho nem vai mais estar vivo.

— Por que você tá fazendo isso? Ficou louca?!

— Fiquei. Não é isso que você e todo mundo aqui nessa casa acha? Que eu sou uma louca amarga? Então eu não fico mais aqui, numa casa em que todo mundo me odeia.

— Quer saber? Te odeio mesmo!! Você é doida!!

Parei para olhá-lo, colocando as mãos na cintura:

— Pois saiba que o sentimento é mútuo!! Também odeio você!!

— Você é insuportável, mesquinha, desagradável! E sabe o que eu mais odeio em você?!

— O quê?! — perguntei, desafiadora.

Nimbus, ofegante, abaixou o tom de voz:

— Mesmo com tudo isso, e mesmo quando eu morro de raiva de você, eu ainda te quero mais que tudo.

Nós dois nos encaramos por dois segundos, e no segundo seguinte estávamos nos beijando.

Estávamos queimando de raiva, os dois. Mas raiva e desejo são só duas faces da mesma moeda.

Toda a ira que me consumia, num piscar de olhos, era de repente um desejo avassalador. Com Nimbus, aconteceu o mesmo.

Eu sei disso por causa do modo como ele me beijava. Este beijo era completamente diferente do nosso primeiro. O outro foi romântico; este era selvagem.

Nimbus mordia meus lábios, meu queixo, meu pescoço, e eu puxava seus cabelos. Enlacei minhas pernas em volta da cintura dele, e ele me sentou na cômoda que ficava ao lado da cama. Arranhei suas costas, e ele me acariciou por debaixo de minha camisola. Ergui os braços para que ele a tirasse, e ele o fez.

O contato de seu peito nu contra o meu era algo indescritível. Eu costumava ter sonhos eróticos com o Nimbus, mas isso era muito, muito melhor.

Desci as mãos até suas nádegas bem definidas. Apertei-as, e puxei a pelve dele para perto de mim. Eu queria sentir toda a sua excitação. Agora estávamos separados somente por nossas roupas íntimas, mas mesmo assim o atrito me deixava louca. Eu queria mais.

A boca de Nimbus deixou meus lábios e desceu por meu pescoço e colo até chegar nos seios.

Deixei escapar um gemido e agarrei com força a borda da cômoda, tentando conter a vontade de gritar.

Mas, quando eu fiz isso, esbarrei em algo que caiu no chão. O barulho de vidro se quebrando nos tirou de nosso transe. Olhamos, os dois, para o objeto espatifado no chão. O porta-retratos com a foto minha e do Quim.

Nimbus disse, ofegante, contra meu peito:

— Eu... Eu tinha prometido a ele. Eu não posso fazer isso com meu amigo.

Apertei minhas pernas ainda mais ao redor dele, para impedi-lo de se afastar de mim. Ele não podia parar agora.

Segurei seu rosto, obrigando-o a me olhar nos olhos.

Ele sussurrou:

— Você me faz perder todo o controle. Eu não sei quem eu sou quando estou perto de você.

— Por favor — implorei.

Ele fechou os olhos, tentando resistir ao meu olhar.

— Eu não vou deixar você arruinar meu lance com a Lindsay. Eu vou te esquecer, Magali.

A menção do nome de outra me fez titubear. Soltei-o e cobri meu peito com os braços, de repente envergonhada da minha nudez.

Ele cobriu o rosto com as mãos e suspirou pesadamente, claramente tentando colocar as ideias no lugar.

Sem me olhar novamente, ele usou de mágica e fez com que o Tofu aparecesse no seu colo, e apenas disse, antes de fechar a porta:

— O coelho fica.

Ajoelhei-me ao lado da foto no chão. Ela havia se rasgado em meio aos cacos de vidro.

Se isso não era um sinal do destino, eu não sei o que poderia ser.

Um presságio. Uma profecia.

O meu fim e o de Quim estava próximo.

E isso me assustava.

Notas finais
Por hoje é isso, queridos! Um leitor suscitou uma questão que achei interessante, e vou fazer uma enquete: O que vcs preferem? Capítulos maiores ou mais frequência de postagem? Votem! E não vale responder "prefiro capítulos enormes todo dia", porque isso non ecziste. Hauaheuaehaeaue Beijo grande, queridos =*