Magia Do Destino
13 12. Sonhos e desejos
Notas iniciais
Desculpem pelo atraso! Sempre posto na quarta à noite, mas dessa vez a inspiração atrasou algumas horas...
Mas neste capítulo acontece bastante coisa, então eu acho que vcs vão me perdoar ^^
AVISO: Este capítulo contém forte conteúdo sexual. Se você se sente ofendido por este tipo de material, NÃO LEIA.
Aos que curtem, boa leitura!
Capítulo 12
Sonhos e desejos
Eu estou em pé, observando minha amiga Mônica.
Ela está deitada em uma cama, e está nua.
Entre suas pernas, a cabeça de um homem. É o Do Contra, namorado dela.
Ela solta gritos e gemidos:
— Assim, amor... isso... Ah!
É uma cena nojenta de se assistir, mas por alguma razão eu não consigo desviar o olhar.
Uma voz sussurra no meu ouvido:
— Não sabe que é feio espiar a intimidade dos outros?
Quem mais seria? Nimbus, é claro.
Eu não respondo.
Nimbus tapa meus olhos com uma mão:
— Eu já te falei que os sonhos são a realização de um desejo, né?
— Em todo sonho você me fala isso — respondi, irritada. — Você é tão repetitivo.
— E você é tão gostosa — ele responde, com a voz rouca. — Curiosa pra conhecer as maravilhas do prazer oral?
Não respondo.
Quando ele descobre meus olhos, eu já estou num lugar diferente. No quarto de hotel dele. No nosso quarto.
Ele se ajoelha diante de mim e começa a desabotoar minha calça:
— Permita-me.
Ele se livra de minhas roupas com agilidade, e me segura pelo quadril com uma mão enquanto sobe a outra pela parte interna de minha coxa direita.
Quando ele toca meu íntimo, eu fecho os olhos.
Ele murmura, louco de desejo como eu:
— Tão molhada...
Sinto um beijo em meu ponto mais sensível, e preciso segurar um grito de prazer.
Eu acordo, sobressaltada.
Que droga. Era só um sonho.
Ao abrir os olhos, eu vejo, com o canto do olho, a inconfundível roupa de mágico do Nimbus. Essa parte não foi um sonho, afinal. Eu realmente passei a noite no quarto dele.
Percebo que ele está me abraçando por trás. Estamos em forma de conchinha. Sua mão me segura pela cintura com firmeza. Sua perna está entre as minhas. Sua respiração, bem próxima do meu ouvido, é profunda e constante. Ele ainda está dormindo.
Uma parte dele, no entanto, está bem acordada, em contato com minhas costas. Mas isso não é nada de mais, eu acho. Eu estudei nas aulas de Biologia — saudades do professor Rubens — que é normal os homens terem ereções enquanto dormem, e quando acordam. Então, isso que está acontecendo com o Nimbus agora é perfeitamente inocente.
Com ele, sim. Comigo, não. Pelo que conheço de mim, eu deveria me afastar deste contato tão próximo com ele, envergonhada pela situação. Mas eu não me afasto. Em verdade, eu estou gostando de sentir sua rigidez em atrito com meu corpo. Uma parte de mim, até então adormecida, está acesa, desejando que Nimbus esteja mais perto, mais dentro de mim. Eu permaneço imóvel por muito tempo, de olhos fechados, apreciando a proximidade daquele corpo tão quente, quente em todos os sentidos.
Noto que a respiração dele muda. Ele está despertando. Esperei que ele se espantasse por me ter em seus braços, mas não. Ele aperta minha cintura gentilmente, e depois acaricia meu braço desde o ombro até a ponta dos dedos. Ele está tentando me enlouquecer?
Nimbus, então, dá um beijo suave e demorado em meu ombro exposto. Ele definitivamente está tentando me enlouquecer. O toque de sua boca na minha pele é demais para suportar. Deixo escapar um gemido, o que o assusta.
Com receio de me acordar, e sem saber que já estou desperta, Nimbus se afasta. Ele se levanta e se tranca no banheiro, deixando-me ávida por mais.
Sento-me na cama, tentando me recompor. O que eu estou fazendo?, eu me pergunto. Uma atração física pode ser tão forte assim? E é aceitável se sentir tão atraída por alguém, quando você ama outra pessoa?
Esta atração é recíproca, agora eu sei. Ontem ele havia ficado excitado por ver uma mulher em trajes sumários — com a camisa dele, no caso — o que ele mesmo explicou se tratar de uma reação fisiológica involuntária. Hoje, mais cedo, ao dormir abraçado em mim, ele também se excitou, o que também não significa nada pois ele estava dormindo. Mas, quando ele acordou, ao pensar que eu estava dormindo, ele me acariciou de um jeito tão doce e tão erótico, que agora eu não podia ignorar que ele se sente atraído por mim também.
Ontem à noite ele me perguntou: como é que a gente vai conseguir viver sob o mesmo teto sem fazer nenhuma besteira? Agora, mais do que nunca, eu não tenho essa resposta. Mas eu tenho que resistir a essa tentação.
A gula, para mim, sempre foi o pecado capital mais difícil de resistir. Mas eu aprendi a não ceder à tentação, a não comer por impulso, a não comer bobagens, a fazer aquilo que é certo.
Com o Nimbus, vai ser a mesma coisa. Desta vez, o pecado capital em jogo é a luxúria. E eu não devo sucumbir à tentação de me entregar a ele. Eu não serei infiel. Já subjuguei meu monstro id antes, e sei que sou capaz de fazê-lo novamente.
Tentando trabalhar a força de vontade dentro de mim, não percebo quando ele sai do banheiro. Levo um susto quando ouço a voz dele:
— Bom dia.
Olho para ele, e vejo que ele está apenas com uma toalha enrolada na cintura. Desse jeito, ele não está ajudando nem um pouco no meu propósito de ser forte. Quase não consigo encontrar a voz para respondê-lo:
— Bom dia.
— Dormiu bem?
Lembro de meu sonho, e sinto meu rosto queimar, como se ele pudesse ler os meus pensamentos.
— Sim, dormi bem.
Eu me levanto e vou em direção ao banheiro. Antes que eu consiga entrar, ele me segura pelo pulso e me olha nos olhos:
— Obrigado por sua ajuda ontem à noite.
— Eu que agradeço. Não fosse por você, eu teria dormido na rua.
— Sempre que precisar, pode contar comigo pra te salvar — ele sorriu, de um jeito tão bonito que me fez perder o fôlego.
— Com licença — desvencilhei-me de sua mão e entrei no banheiro, trancando a porta.
Liguei o chuveiro, desta vez na água fria. Agora era minha vez de me aliviar. Esta era a primeira vez que eu me tocava pensando no Nimbus, mas algo me diz que esta não será a última.
Não quero nem pensar no quanto isto é errado, ou sujo, ou o que quer que seja. Mas situações complicadas exigem medidas desesperadas, e eu estava desesperada para me livrar do desejo por alguém que eu não posso ter.
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Quando saí do banheiro, mais calma, Nimbus havia ido ao quarto de Mônica para pegar minha mala, para que eu pudesse me vestir. Eu não precisei nem pedir, e isso foi muito legal da parte dele. Quando terminei de me arrumar, descemos para tomar café da manhã. O café era realmente de encher os olhos, e eu não me contive. Peguei pratos e mais pratos de comida.
— Eu achei que não comesse mais tanto assim — Nimbus provocou.
— Neste momento eu tenho que canalizar a minha força de vontade pra uma coisa mais importante.
— O que é?
Nisso, Mônica e Do Contra entraram no restaurante e começaram a andar em direção à nossa mesa.
— Não matar aqueles dois — mudei de assunto.
Mônica se sentou ao meu lado, toda alegre:
— Bom dia, Magá!
Fuzilei-a com o olhar e não respondi.
Ela sabia que tinha pisado na bola, e tentou remediar:
— Desculpa.
— A culpa foi minha, Magá — DC tentou defendê-la.
— Nimbus, me faz um favor? Avisa seu irmão e sua cunhada que eu não estou falando com nenhum dos dois, sim?
Nimbus se virou para o irmão:
— Cara, ela tá muito brava. Dá um tempo, daqui a pouco passa.
Mônica segurou minha mão e implorou:
— Amiga, me perdoa... É que... Sabe quando alguém te toca e você perde o controle? É o que acontece comigo. Desculpa. Eu me descontrolei, e vacilei feio com você.
Ela não desconfiava, mas eu sabia exatamente do que ela estava falando. Mas, para a sorte dela, a pessoa que a tira do controle é também a pessoa que ela ama, e a pessoa com quem ela tem um compromisso. Desse jeito, ela não precisa resistir à tentação. Ela pode se entregar, sem medo de fazer nada errado, nem de machucar alguém.
Do Contra a abraçou e falou em seu ouvido:
— Então quer dizer que eu te faço perder o controle, linda?
— Vocês dois não comecem — Nimbus advertiu.
— Mô, enquanto Nimbus e eu vamos ao escritório do patrocinador pra assinar o contrato, leva a Magá pra fazer compras. Dê um presente bem bonito pra ela — DC sugeriu, entregando um cartão de crédito à namorada.
— Vocês não vão me comprar com presentes — respondi friamente.
— Eu vou te levar num restaurante maravilhoso lá em Little Italy.
Eu já não estava mais tão furiosa quanto ontem, então cedi um pouco:
— Agora nós começamos a conversar.
— Amiga!! Eu te amo!! — Mônica me abraçou e me encheu o rosto de beijos.
— Você ainda vai ter que ralar pra ter o meu perdão completo, ok? Não vacile de novo.
— Não, vou, amiga. Eu vou compensar por essa noite horrível que você teve.
Nimbus se ofendeu:
— Não foi tão horrível assim, foi? — ele me encarou.
Foi a melhor noite da minha vida, pensei.
— Foi razoável.
Nimbus sorriu, vitorioso.
A noite passada foi a melhor da minha vida, e também a última desse tipo. Eu não posso permitir que nada daquilo aconteça de novo.
A partir de hoje, eu vou construir uma muralha entre mim e Nimbus, intransponível, inquebrável. Esse é o único jeito de me manter sã nesta nova vida que começa agora.
Notas finais
Comentem!
Já estou preparando a one-shot do Seu Sousa, e assim que publicar eu aviso vcs.
Sobre esta história aqui, tive que mudar o rumo das coisas... a história está saindo um pouco diferente do que eu tinha planejado inicialmente (mas eu estou gostando mais assim). Postando dois capítulos extras por semana, ela não vai demorar a acabar... Não sei se gosto disso ou se fico triste =|
Beijo grande a todos =*
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