Magia

1 Capítulo 1


Notas iniciais
OLHA EU AQUIIIIIIIIIII AHHHAHAHAHAHA
Gente, aqui está mais uma onezinha Nalu prôces ♥
Espero que gostem, pois eu amei demais ela, Podem aguardar que com certeza vai ter mais, mas por causa da mudança de casa e organização do novo lugar, não ando com tempo para escrever.
Bom, aproveitem ♥

Magia -

— Nee, Igneel... Olhe, olhe... — a criança enche o peito e infla as bochechas, como se estivesse prestes a soltar o ar acumulado nos pulmões. De repente, soltando tudo de uma vez, um pequeno círculo mágico aparece e chamas saem pela boca do garoto, mas logo se esvaem e o círculo desaparece. — Eu consegui, Igneel. Aprendi a usar o Rugido do Dra.. Ai! Hei, isso dói!

— Isso ainda está longe de ser um rugido, Natsu. — O grande dragão gargalha ao dar um peteleco quase de leve em Natsu. - Passará tempos até que aprenda a verdadeira magia de Dragon Slayer.

— Isso não é justo. Eu treino todos os dias, porquê ainda não consigo? — O menino pergunta emburrado, quase a ponto de chorar, fazendo Igneel sentir-se um pouco comovido, mas não o bastante.

— Seu coração ainda dorme. Sua mente compreende a magia e a forma para desenvolvê-la, mas aqui… — Igneel toca levemente o peito de Natsu. — ainda é incapaz de sentir.

— Meu coração não tá dormindo. Não tá vendo? Eu tô bem acordado, Igneel. — Ele ainda não compreendia as metáforas que o Grande Dragão lhe passava e Igneel sabia, contudo, também sabia que não passaria muito tempo até que seu pequeno garoto aprendesse a sentir o coração.

— Natsu, chegará um tempo em que você entenderá, em toda sua forma absoluta, que a verdadeira magia nasce através do amor criado em seu coração. Essa é, sem a menor das dúvidas, a fonte mais poderosa e sua essência. — Nesse momento, Igneel sopra no rosto de Natsu, bagunçando mais ainda os rebeldes fios rosas. — Há diversos tipos de magias, inclusive, aquelas que formam outras pessoas.

— Magia que forma pessoas? — Natsu se põe curioso com a informação, sedento para saber mais. — Como é feita? Não é igual a magia de invocação?

— Outra hora, Natsu, outra hora. — Igneel se levanta e passa a caminhar para dentro do bosque enquanto Natsu o segue, bombardeando perguntas.

— Igneel.. Hei, Igneel, não me ignore!..

*~x~*

Despertou devagar. Sua mente ainda vagava entre o sonho que tivera. Ou seriam memórias antigas? Não se lembrava. Estava grogue e quase voltando ao mundo dos sonhos enquanto sentia alguém afagando levemente seus cabelos. Era bom. O carinho, a brisa e, mais ainda, o cheiro da pessoa que lhe afagava. Lucy sempre teria o cheiro mais incrível e inebriante que uma pessoa poderia ter. Se não fosse por um barulhinho incessante que insistia em incomodar Natsu, ele, certamente, teria aproveitado muito mais do aconchego que a Heartfillia lhe oferecia. Lentamente, começou a se lembrar de onde estava e o que viera fazer. Lucy e ele haviam pego uma missão com os demais, a viajem de ida fora desastrosa devido a quantidade de horas que Natsu permaneceu com seu mal-estar. Contudo, de tanto o mago de fogo insistir, conseguiu convencer o grupo a voltarem andando por boa parte do caminho, alegando conhecer um lugar ao qual gostariam de acampar. Lucy não tinha muitas opções além de sempre acabar indo na onda do companheiro, mesmo dizendo não querer andar uma grande distância. Só que desta vez, Erza estava junto e a sede de conhecer novos lugares aumentara consideravelmente quando o Dragneel jogou a informação. A isca fora perfeita e Erza topara na hora. Qualquer um em sã consciência jamais iria contra as vontades de Erza Scarlet.

Chegaram em uma grande planície onde o vento soprava medianamente. Quem quer que estivesse ali, poderia jurar que o lugar possuía sua própria fonte de magia, afinal, o farfalhar da grama e o balançar das flores silvestres davam a impressão que tudo ali emitia uma saudosa canção. Os magos — com exceção de Natsu — exclamavam surpresos com o lugar. Todavia, não era somente isso que os prendia. Mais ao fundo, no limite da planície, um bosque nascia e parecia dançar junto ao vento. Eles observavam tudo ao pé da grande montanha que serpenteava o caminho. Era lindo, incrível e encantador. Até mesmo Lucy dera o braço a torcer e admitira em voz alta o quanto estava impressionada com o lugar.

— Como descobriu este lugar, Natsu? — A pergunta feita por Erza, trouxe a atenção de todos para o mago.

— Em uma missão que fiz. — A resposta agradou, mas Lucy notou algo estranho na expressão do rapaz. Decidiu deixar para lá, se ele não contou, então era porque queria manter o segredo. Ela sabia que falaria cedo ou tarde.

O acampamento foi montado entre o limite da planície e o começo do bosque. Natsu, Happy e Gray aproveitaram para caçar algum animal, enquanto as magas preparavam o lugar. Quando os magos voltaram, trouxeram não somente o alimento, como aproveitaram para encher os cantis com água da fonte no bosque. Se alimentaram, brincaram e depois tiraram um tempo para descansar. Era quase metade do dia quando Natsu se sentou ao lado de Lucy. A aproximação foi tão espontânea, que nem mesmo a maga reclamou quando o Dragneel se apossou de suas pernas e repousou a cabeça, estava acostumada com o lado folgado de Natsu. E foi ali que o mago adormeceu.

Ao despertar, a primeira reação de Natsu foi observar a maga e isso fez com que um sorriso surgisse nos lábios masculinos. Ele estava feliz por tê-la ali. Ela era especial. Não demorou muito para levar a mão a uma das mechas dos fios loiros e traze-los até o nariz. Adorava o cheiro suave que exalavam e isso trouxe a atenção da Heartfillia — que até então divagava sobre o lugar — para si. Sorriram um para o outro e Natsu se levantou, achegando-se mais perto de Lucy e fazendo seus narizes se tocarem. Ficaram assim por poucos segundos antes de Natsu quebrar a distância e tomar os lábios rosados para ele. A quanto tempo faziam isso? Ninguém sabe. Nem mesmo eles. Mas para ambos, aqueles momentos sempre estiveram ali e faziam com que se tornassem completos.

— Qual foi a missão? — Lucy perguntou assim que se afastaram.

— O quê?

— A missão que o fez descobrir esse lugar. — Ela explicou quando notou que Natsu estava perdido.

— Ah… — ele parou por poucos segundos, antes de voltar a responder. — Na verdade, não foi bem uma missão.

— Então, o que foi?

— Eu perguntava se ele ainda existia, afinal, depois de tantos anos…

— Do que está falando, Natsu? — Lucy, cada vez mais confusa, começava a ficar brava, o que não passou desapercebido por Natsu, gerando um pequeno riso anasalado no Dragneel.

— Calma Luce, eu vou te contar. É só que esse lugar me deixa nostálgico.

— Vejam só, Natsu Dragneel conhece o significado de nostalgia. — Ambos gargalharam, Lucy adorava implicar com Natsu quando ele lhe mostrava algo de conhecimento, já Natsu, não podia se dizer que não gostava. Ele, na verdade, adorava vê-la rindo.

— Igneel costumava me trazer aqui quando era pequeno, para treinar, sabe? — O semblante de Lucy mostrava o quão surpresa estava fazendo com que Natsu prendesse uma pequena gargalhada. Por fim, continuou. — Depois de 400 anos, imaginei que, ao menos, tivessem destruído o bosque ou formado uma vila.

Ambos se puseram em silêncio. Natsu por divagar entre memórias antigas e Lucy por não saber o que dizer. O Dragneel dificilmente falava sobre sua infância com Igneel.

— Como era ser criado por um dragão? – Lucy perguntou inocentemente. Natsu observava a face alva e sorriu antes de responde-la.

— Era incrível de várias maneiras. Para mim, Igneel sempre fora meu único pai. Ou melhor, o único que me lembro. Sei que antes de Zeref me trazer de volta a vida, fui uma criança estimada e amada pelos meus pais que me geraram, mas com Igneel era diferente. – Nesse momento, Natsu desviou o olhar para a planície para a contemplar. – Ele me amava e me criou da melhor forma que um dragão poderia criar uma criança humana. Era sábio e gentil. Devo minha segunda vida a ele.

A nova informação não pode deixar Lucy menos do que surpresa. Para ela era difícil imaginar um dragão criando um humano, mas lembrou-se, quando viu Igneel na batalha contra Tártaros e Acnologia, que o dragão possuía a alma mais bondosa e parecida com a de um ser humano no meio de tantos demônios. Com isso, não foi difícil associar sua imagem com um Ser gentil. Só lamentava agora, o fato de não poder tê-lo conhecido apropriadamente e, mais do que nunca, podia sentir a falta que fazia para Natsu. A Heartfillia ia abrir a boca para dizer o quanto lamentava pela morte de Igneel, porém, se interrompeu quando Natsu passou os braços em volta de si.

— Sabe, esse lugar era especial para mim por ter vivido tanto tempo aqui com Igneel, mas agora que está aqui, sinto que o único lugar ao qual quero voltar, é onde você está, Lucy.

As lágrimas de felicidade nos olhos acastanhados fizeram Natsu sorrir mais e abraça-la fortemente. Podia ouvir o coração da maga que batia freneticamente e não se conteve em roubar-lhe outro beijo. Se separaram, mas as testas ficaram encostadas uma na outra e assim permaneceram, até Natsu se prender outra vez no som que o despertara e insistia em chamar sua atenção.

As batidas rítmicas como a de um coração, era tão baixa que o Dragneel começou a observar em volta, imaginando que alguém estava por perto, ou então, andando pelo bosque. Sua audição melhorara significativamente para ser capaz de ouvir sons pequenos a quilômetros de distância. Lucy, que até então estava calada, estranhou a mudança na feição do rapaz. Dificilmente Natsu se importava com o que estava em sua volta, por isso, imaginou que, talvez, um inimigo estivesse se aproximando. Acabou levando suas mãos inconscientemente para as chaves em sua cintura.

— O que foi Natsu, tem alguém vindo?

— Eu não... – Parou abruptamente. Lucy ficou mais nervosa com a expressão que o mago fazia no momento. Ele arregalara os olhos surpreso. Nada surpreendia Natsu, a não ser que fosse algo extremamente sério. O suor começou a correr em sua têmpora quando Natsu a olhou, avaliando. – Lucy, não se mexa, ok?

Ela assentiu, mais nervosa ainda. Imaginava todos os possíveis cenários onde algo ruim acontecia, entretanto, Natsu apenas suavizou o olhar e começou a observar seu corpo. Corou, ele não poderia querer... O Dragneel fechou os olhos, se concentrando em algo que ela não via. Algo que ela não sentia. Sabe-se lá por quanto tempo o mago permaneceu assim, segurando os ombros da companheira enquanto estava com os olhos fechados e uma expressão séria no rosto. Estava a ponto de ralhar com ele quando, subitamente, os olhos esverdeados de Natsu se abrem minimamente e com eles, um sorriso genuíno. Lucy não entendeu, mas o Dragneel não a contaria agora.

— Está tudo bem, Luce. – A voz do mago ao pronunciar o nome da companheira, soou mais doce e gentil como o de costume. – Eu apenas entendi uma das lições que Igneel me ensinou.

A maga não entendeu nada e, mais tarde naquele dia, tentou fazer com que Natsu lhe contasse o que havia acontecido. Ele, por sua vez, apenas desconversou e a distraia, mas quando o grupo se deitou para dormir, o Dragneel se pegou lembrando de uma das vezes que conversara com Igneel. Era apenas fragmentos da conversa, contudo, entendia perfeitamente as palavras do Rei Dragão.

Um dia Natsu, quando for maduro o suficiente, vai entender que magia não é apenas aquela formada pela manifestação de energia. Tudo o que nasce, vive e se forma são fragmentos de uma única fonte: o amor. E com ele, somos capazes de criar o possível e o impossível. ”

E foi assim que adormeceu: deitado ao lado da maga celestial, com uma das mãos em seu ventre, onde, agora, sabia que crescia uma pequena fonte de magia, junto ao som frenético do diminuto coração de uma criança.

Notas finais

Bom, é isso. Espero que tenham gostado.
BJIIIIIIIIIIIIIIINS ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!