Magia

2 Introdução - O novo professor de história


Notas iniciais
Gente, excluí todos os capítulos, pois estou reescrevendo em outras palavras junto com umas amigas, Marina e a Alícia (SIM! Igual a personagem principal!!!) Desculpe ter excluído os capítulos anteriores, mas julgamos necessário, ok? Bem, agora com mais opiniões e estilos misturados, acho que a narração ficou melhor. A Ally queria por que queria fazer em primeira pessoa, mas estamos querendo treinar nossa narrativa nesse ponto, so... Let's read now!!!

Alícia caminhava para a odiosa escola, enquanto desmanchava um penteado que a mãe fizera. Com seus dedos longos e incrivelmente ágeis logo estava livre daquela prisão de tranças.

Observou um carro ultrapassar o sinal vermelho em alta velocidade. Seus pensamentos foram direcionados a carros caindo de pontes, colisões violentas e sangue, muito sangue. Balançou com força sua cabeça e retornou a caminhar, atravessando duas quadras e chegando na escola.

A escola era um lugar grande, na fachada havia um jardim enorme, todo florido desde a entrada do verão. Crianças da quinta série estavam abrindo caminho assustadas, enquanto Alícia passava. Notou um movimento no final do corredor e reconheceu os movimentos furtivos.

— Rick! – Exclamou ao garoto se aproximava. Era alto, em parte por suas longas pernas, herança genética de sua mãe, jogadora de basquete. Seu típico sorriso travesso e o cabelo estilo ninho de rato emolduravam seu rosto. Observou ele tentar esconder um celular.

– Quem foi a vítima de hoje, hein?

— Katie – Sorriu o garoto – Será que os pais dela não a ensinaram que não se pode deixar coisas valiosas à vista? Tsc tsc. As crianças hoje em dia são muito relaxadas.

Eles entraram na sala de aula e Alícia o observou em seu “ritual” de rotina. Rick abriu uma conta qualquer de Katie e começou a digitar agilmente no pequeno teclado.

— “Irei fazer uma festa em minha casa na noite de sexta-feira. Todos estarão convidados!” – Narrou com uma imitação de voz feminina irritante enquanto postava.

Deu uma gargalhada para si mesmo admirando seu trabalho e saiu correndo para provavelmente devolver o celular antes que a garota desse por falta. Alícia revirou os olhos para a infantilidade do amigo e suspirou, de novo sozinha.

Todos os dias era a mesma coisa, sempre novas pessoas.

Da mesma forma que havia ido, Rick voltara como um raio e deu um sorriso travesso.

— Essa escola é rápida. As garotas já estão se questionando com que roupa ir, haha.

xXx

Todos estavam sentados à espera do professor. Alícia batia com impaciência suas unhas perfeitamente pintadas de rosa na mesa, batucando em um ritmo rápido o que imaginava ser os intervalos de batimento cardíaco de um beija-flor.

Tum-tum, tum-tum, tum-tum... Era realmente irritante, mas quando bate o tédio... Tudo vale.

Katie a encarou com raiva ao seu lado.

— Pare.

Alícia se limitou a olhar para a garota ao seu lado. Quem era ela afinal para lhe dar ordens? Uma garota completamente mimada pelos pais, ricos empresários franceses. Os cachos loiríssimos, faziam reflexos idiotas com o sol. Então parou de batucar os dedos, mas não por ordens de Katie, mas por que começou a pensar involuntariamente em pessoas cegas... E em como poderiam facilmente serem atropeladas por um carro. Katie, que antes a encarava, escondeu o rosto atrás das cortinas de seu cabelo loiro, mas Alícia sabia muito bem que a garota estava escondendo um olhar de horror. Típico.

Rick já estava virando para trás para contar uma piada quando um homem adentrou a sala.

Não era bem quem eles esperavam.

Era um homem completamente relaxado em relação à aparência. Cachinhos castanhos de cabelo escapavam de um chapéu de cowboy que Rick achou “maneiro” e uma grande barriga aparecia em meio a uma camisa aparentemente abotoada errado.

Lentamente, ele chegou ao centro da sala se apoiando em muletas e foi olhando para o rosto de cada aluno.

Estavam todos boquiabertos para o homem postado à frente deles, menos Rick, que resolveu logo se manifestar:

— Onde comprou esse chapéu?

Alícia bateu na própria testa. Claro. Era aquilo que todos estavam se questionando. Note o sarcasmo.

O homem observou Rick calado.

— O que aconteceu com a professora Juliana? – Perguntou Rick de volta, tentando corrigir o erro.

— Creio que tenha saído por problemas familiares, amigo. Quanto ao chapéu... É uma herança de família – mentiu — Qual o seu nome, espertinho?

— Rick. Richard Monroe. – Respondeu ele, sorrindo.

— Igual a Marylin? Bons tempos... – Disse o homem olhando sonhador para o nada.

A garota que sentava-se na primeira carteira pulou quando este pegou o caderno dela. Brincando, o homem avançou a mão com o caderno em sua direção e riu quando ela pulou novamente para trás.

– Ok, estou aqui para ensinar história – Começou, e recobrando a postura completou – E não sou venenoso.

Os outros alunos sentiram o clima de descontração e relaxaram em uma risada tímida, obviamente quebrada pela gargalhada de hiena de Rick.

O novo professor virou-se para escrever na lousa e Rick se virou para Alícia ao o foco finalmente sair dele.

— Ele me chamou de espertinho – Sorriu – Nunca nenhum professor me chamou de espertinho. Gostei desse cara.

Sorriu mais uma vez antes de virar-se para frente.

“Paul Coleman

Professor de história

Não perguntem minha idade, por favor.

*Ps: Não sou venenoso.”

Notas finais
Coments, please! Thank you for reading! Ok, chega do inglês da Mari, então, comentários, por favor! Não custa nada unzinho, ok?