O dois de setembro daquele ano foi o maior motivo de comemoração dos centros policiais do país desde a morte de Al Capone, nos Estados Unidos, muitas décadas antes.

As garrafas de champagne foram abertas com uma frequência assustadora, bancadas por fundos do próprio departamento e, naquele dia, a agente Taylor Smith foi pedida em casamento por um colega de trabalho que, por sinal, também era sua dupla. A comissão especial por serviços prestados e benefícios por honra ao mérito permitiram a muitos dos oficiais longas festas, viagens ao exterior e caríssimos presentes às esposas. Ninguém em absoluto tinha do que reclamar e o sorriso de orgulho permaneceu colado em seus rostos por muitos e muitos dias.

A polícia de Namimori jamais fora tão respeitada e a criminalidade do distrito nunca antes atingira níveis tão baixos.

Após a operação muitíssimo bem-sucedida, que era motivo de festa e orgulho no departamento, pouquíssimos foram os meliantes e delinqüentes que ousaram contrariar a lei. Os policiais, antes taxados de incompetentes e incapazes, eram agora vistos como os mais eficientes oficiais da região e os habitantes de Namimori jamais se sentiram tão seguros.

Se questionados sobre a qualidade de vida depois daquele dois de setembro, a maioria avassaladora da população responderia que Namimori era um excelente lugar para se viver e criar os filhos. Se fossem perguntados a que isso se devia, diriam que ao maravilhoso trabalho da polícia local.

Dois de setembro foi um enorme marco histórico, mas, apesar dos inúmeros pedidos, foi-lhe negado o direito de tornar-se um feriado regional. Mesmo assim, nos anos seguintes, o dia era sempre motivo de festa, jantares, piadas e lorotas. Algumas crianças chegaram mesmo a inventar brincadeiras sobre ele, como no tão conhecido dia de Samhain, e a diversão preferida desta data era fantasiar-se de No-Good Tsuna, como uma debilitada caricatura de Jekyll e Hyde. De um lado um tolo, do outro um sádico. Aquele dia, com certeza, daria um belo feriado.

A derrocada do maior esquema de crime organizado que se tem notícia na história começou no início daquele mesmo ano e culminou em um feliz dois de setembro. Como todos sabiam, em dois de setembro de dois mil e vinte caíra, com toda a humilhação digna de um criminoso, o último chefe dos Vongola.

O que ninguém sabia era que a polícia de Namimori – ineficaz como sempre, incompetente como sempre – absolutamente nada teve a ver com isso.

Notas finais
Se Katekyo fosse meu, seria sobre máfia de verdade.
Esse prólogo ia fazer parte do capítulo um, mas eu fiquei com taaanta preguiça que resolvi colocar aqui como parte separada. Eu não terminei Reborn (ainda) e por terminar entendam "chegar até onde a saga atual está", então vou trabalhar com os personagens que apareceram somente até onde eu vi. Problem?
E eu sei que eu tenho um milhão de long fics para atualizar, mas o que eu posso fazer se as ideias para outras sempre continuam aparecendo? . _ .
Amo vocês. :D'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.