Mafia Hunters
1 Fase 1
Notas iniciais
Espero que gostem~! ºuº
– Quanto?
– 10 Milhões pelos chefes, 8 milhões pelos bebés e 5 milhões pelos restantes.
– Uma quantia generosa.
– Além do mais, eles parecem ser fáceis de se apanhar.
– Não fales isso tão cedo.
– Hm?
– “Nunca julgues um livro pela sua capa”.
– … Eu tenciono então chamar as que considero, as melhores.
– Não me desiludas.
– Confie em mim, não vai ficar desiludido.
– É o que eu bem espero.
(…)
– Atrasadas… — Deu um longo trago no cigarro, avistando um pequeno grupo. – Estão atrasadas. – Largou o que restava do cigarro no chão molhado.
– Cale-se. – Uma garota pálida de cabelos azuis pronunciou-se, abanando a mão esquerda, com a intenção de afastar o fumo cinza do cigarro. – Porque nos chamou?
– Deram-vos tempo para se conhecer melhor… Não foi?
– Resp--- — Fora interrompida.
– Sim, deram sim. – Uma garota de cabelos louros deu um passo á frente, esboçando um sorriso. Logo atrás dela, tinha uma outra garota praticamente igual a ela. Seriam gémeas?
Suspirou pesadamente. Estava frio. Demasiado frio. – Venham, o chefe quer ver-vos. – Deu uma volta, meteu as mãos no bolso e começou a andar.
(…)
*Toc Toc Toc*
– Entre.
– Chefe, as garotas estão aqui. – O mesmo homem de há pouco abriu a porta e indicou o caminho às garotas para as mesmas entrarem.
– Excelente, entrem por favor! – O suposto chefe estava num cadeirão de cabedal vermelho cor de sangue, virado para a enorme janela, apreciando o ar que Itália tinha num inverno particularmente frio. – Bem, vocês devem saber o motivo de estarem aqui certo? – Virou o cadeirão, na direcção da mesa de madeira nobre – também de um tamanho exagerado -, exibindo um enorme sorriso, de orelha a orelha. Pousou o queixo sobre as mãos e retomou a falar.
– Primeiramente, devo agradecer-vos por terem feito uma grande viagem. Estão cansadas? Querem algo? – O homem aparentava ter 50-60 anos.
– Não obrigado. Mas agradecemos a gentileza. – A garota de cabelos azuis voltou a pronunciar-se.
O homem assentiu. – Vamos resumir tudo, pela vossa cara, vocês não querem muito dialecto, mas sim mais… Acção? – O sorriso desapareceu dando lugar a uma cara séria.
– Vocês devem saber quem eu sou, certo? – Levantou-se do cadeirão, dando a volta á mesa e apoiou-se na mesma, cruzando os braços.
– O líder dos caçadores de prémios? – Uma garota de cabelos esverdeados falou.
– Exacto. Então devem saber o que eu quero. – Soltou um pequeno sorriso.
– Quem devemos caçar? – Uma garota com aparência infantil e inocente, igualmente de cabelos azuis, mas mais claros falou.
– Um peixe grande. – Ele virou-se na direcção da mesa, pegando num envelope clarinho, tirando de lá uma data de fotos, tiradas discretamente. – Escolham o alvo.
As garotas aproximaram-se, podendo ver melhor as fotos dos possíveis alvos.
– Mafiosos? – A garota loura pronunciou-se. Oh, mas desta era a que aparenta ser a gémea.
– Exacto. – O mais velho cruzou os dedos. – Por cabeça, valem imenso. – Soltou uma pequena risada sinistra.
As garotas deram mais uma vista de olhos nas fotos, procurando o que poderiam ter melhores capacidades de luta.
Cada uma pegou uma foto, com excepção das gémeas que escolheram ambas uma foto unicamente.
– Excelente. – Ele sorriu. – Antes que me esqueça… Poder-me-iam dizer os vossos nomes? E já agora… Quem tencionam “caçar”?
A garota de cabelos azuis avançou, largando a foto na mesa, espetando com uma pequena navalha, que estava escondida na bota, na mesma. – Reiko Kazami. O alvo? Este tipo. O Cavallone. – Bocejou.
Reiko era de estatura média, com cabelos azuis-escuros que batiam um pouco abaixo dos ombros, olhos com gradiente; azul-escuro e azul claro, pálida, á beira do albinismo.
– Muito bem, menina Kazami. – Ele assentiu. Mas agradeço que não me estrague a mesa, ela foi cara. – Riu sem graça.
– Hnf. – Tirou a navalha e voltou a escondê-la na bota, recuando.
As gémeas avançaram, pousando a foto na mesa com delicadeza.
– Sou a Saro Simons. Muito prazer. — A garota cruzou os dedos atrás das costas. Saro era loura de cabelos médios e ligeiramente ondulados, franja quase a tapar o olho direito, olhos azul-cinza, alta, corpo médio e peito grande.
– E eu sou a Fil Simons. – A garota cruzou os braços. Fil era bastante parecida com a irmã. Loura de cabelos médios e ligeiramente ondulados, franja quase a tapar o olho esquerdo, olhos azul-cinza, alta, corpo médio e peito grande.
– Hm, prazer. — O homem olhou-as de cima a baixo. – E quem desejam caçar? – Pegou a foto.
– Levi. – Falaram ao mesmo tempo. – Ele parece um canalha. – Riram baixo. De certa forma, elas metiam medo, bastante.
– Muito bem então. – O mais velho falou e as gémeas recuaram.
Desta vez, foi a garota de cabelos verdes a avançar.
– Este. – Pousou a foto na mesa. – O Sawada. – Pelo sotaque, notava-se que era italiana.
– E o teu nome seria…? – Ele falou, pegando a foto do menino que andava para a escola sobre escolta do seu braço direito e o sempre sorridente jogador de basebol.
– Fiamma Amargedonne. – Falou rudemente. Fiamma era alta, pálida, cabelos verdes curtos atrás, com duas mechas maiores á frente. Olhos negros. Olhar desinteressado. – Recuou no momento, cruzando os braços.
– E por fim te--- — Fora interrompido.
– Chamo-me Asuna Muroshi. – A garota com o aspecto infantil desapareceu do campo de visão do mais velho, reaparecendo novamente sentada sobre a mesa, segurando a foto. Asuna era pálida, um pouco baixa, cabelos compridos azuis-claros, do tom do céu, olhos da mesma cor. A feição dela juntamente o sotaque francês davam-lhe um charme infantil. – O meu alvo? A cabeça de ananás. – Entregou-lhe a foto e voltou a pôr-se de pé, ajeitando a blusa.
– Obrigado. – Olhou as fotos novamente. Ansiava o dinheiro que iria receber. Quem iria desconfiar delas? Poderiam parecer simples garotas mas, eram as melhores caçadoras que existiam. Com elas do seu lado, aquele dinheiro estaria garantido. Sorriu ao antecipar.
– Amanhã vocês irão fazer uma viagem ao Japão. O que vos parece?
– Interessante. – As gémeas falaram em uníssono.
– Hnf, vou voltar para lá. – Reiko bufou frustrada.
– Será giro. – Asuna sorriu ao antecipar as lutas.
– Desde que valha a pena. – Fiamma falou desinteressada.
– Muito bem, descansem porque, amanhã, o dia será longo. – O homem voltou a guardar as fotos no respectivo envelope, voltando a sentar-se no seu cadeirão, segurando o rosto com a mão esquerda, que estava apoiada na mesa.
As garotas abandonaram a sala e foram guiadas para os quartos onde dormiriam aquela noite.
…
– Sim, amanhã, o meu plano irá começar, e aqueles malditos mafiosos irão ver. – Riu alto, virando-se para a enorme janela.
– C O N T I N U A -
Notas finais
Ficou confuso? Erros? Algo que acharam estranho? Avisem-me! o/
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