Notas iniciais
Bela - Heey cupcakes! Espero que gostem do capítulo, apesar de eu achar esse meio sem graça.
Gabi - Espero que gostem!

Sakakibara acordou e consultou o relógio. Eram quase nove horas, o que queria dizer que, se ele e seus colegas não se arrumassem logo, chegariam atrasados à festa. Passou algum tempo tentando decidir se acordava os outros ou não. Não iria acordar Noda, com certeza, pois o garoto musculoso o assustava um pouco. Não se sentia à vontade falando com Yukiatsu, que tinha a maior cara de doido, e duvidava que Shima fosse mesmo acordar.

Por fim, resolveu acordar Yukio, que parecia o mais razoável, e deixar que ele cuidasse dos outros. Levantou-se e foi até a cama de baixo de um dos beliches. Sacudiu o garoto de leve. Ele parecia mais novo sem os óculos.

— Yukio – chamou em voz baixa. Imediatamente, ele abriu os olhos.

— Oi?

— Ahn... Já são quase nove horas. Vamos nos atrasar.

— Ah, sim – Yukio sentou-se, com cuidado para não bater a cabeça na cama de cima, e colocou os óculos. – Obrigado por me acordar.

Seu jeito de acordar os outros era um tanto diferente do que Sakakibara imaginava. Ele deu um chute no colchão da cama de cima do beliche, fazendo com que Shima acordasse assustado e quase caísse da cama.

— Ei! Por que você fez isso?

— Porque eu precisava acordar você, e isso é muito mais prático do que eu ir aí em cima!

— Mas eu tava tendo um sonho tão bom... – sua expressão automaticamente denunciou que tipo de sonho era.

— Não tô nem aí. E não precisa contar mais sobre esse sonho.

— Eu não ia contar!É muito pessoal.

O garoto de óculos suspirou.

— Oh, céus, você não tem jeito... Joga aí um travesseiro no Noda pra ele acordar.

— Eu não! Não quero morrer hoje.

— Certo. – virou-se para o novato. – Me empresta um travesseiro, Sakakibara-kun?

— Anh... Claro.

Yukio jogou seu próprio travesseiro em Yukiatsu, que sentou-se, praguejando quando bateu com a cabeça na parte de cima do beliche. Em seguida, jogou o de Sakakibara em Noda.

— Ei!

— Acordem. Estamos atrasados.

— Ah, não acredito! – exclamou Shima. – Já?

— Péssimo jeito de começar o ano – resmungou Yukiatsu.

— Eu não esperava coisa diferente – disse Noda.

— Pelo menos esse ano temos alguém sensato – disse o garoto de cabelo rosa.

— Ei! – interveio Yukio. – Eu sou sensato.

— Não é mais – retrucou Yukiatsu. – Você também acordou atrasado.

— Ahn, gente – interrompeu Sakakibara timidamente. – Vamos deixar essa discussão pra depois. Estamos atrasados, lembram?

* * *

Assim que chegaram à área da piscina, Sakakibara ficou instantaneamente tímido. Todas aquelas pessoas e todos aqueles caras musculosos o fizeram se sentir ligeiramente inadequado. A sensação não melhorou quando constatou que 50% de seus colegas de quarto (Yukiatsu e Noda, melhor dizendo) eram o tipo de cara para quem todas as garotas costumam olhar. Shima e Yukio, por outro lado, apesar de magros, não pareceram ter vergonha.

Percebeu que havia outro garoto que, assim como ele, não havia tirado a camisa. Um menino ruivo baixinho, que estava parado ali perto, parecendo desconfortável. Ele notou Sakakibara e se aproximou.

— Você é novo aqui, não é?

— Hum, sou.

— Bem vindo. – ele estendeu a mão. – Mochizuki Yuu.

— Sakakibara Kouichi.

— Você ficou no dormitório do Okumura-kun, não é? Ouvi que eles discutem o tempo todo. Deve ser enlouquecedor.

Kouichi riu.

— Ah, só um pouco. É meio estranho quando eles se acordam com travesseiradas e chutes, mas vou acabar me acostumando.

Mochizuki fez que sim com a cabeça.

— Guerras entre colegas de quarto. Sempre. Sempre tem uns que se odeiam. Os meus são insuportáveis mas, depois de um tempo, você aprende a achar graça.

Eles ficaram em silêncio até um garoto careca, baixinho e magro, com óculos de armação vermelha, se aproximar.

— Bom dia, Mochizuki-kun – cumprimentou.

— Bom dia – Mochizuki indicou Sakakibara com um gesto. – Já conhece o Sakakibara-kun?

— Ainda não. Bem-vindo à escola. Meu nome é Miwa Konekomaru. – Konekomaru fez um gesto indicando Noda, que estava rodeado de garotas. – É uma humilhação, não é? Mas, se é com isso está preocupado, não precisa ficar tímido.

— Pelo menos você é alto – acrescentou Mochizuki. – E, de qualquer forma, se você não entrar logo, eles provavelmente vão... Aaaaah! – ele não terminou a frase, pois, nesse momento Teshigawara chegou por trás e o derrubou na água. Depois, apontou um dedo para Sakakibara, sorrindo malignamente.

— Você é o próximo, novato!

Mas isso não chegou a acontecer, pois Kazami jogou ele na água primeiro.

* * *

— Izumo-chan, você ficou muito bem nesse biquíni... – começou Shima, com uma expressão apaixonada no rosto.

— Primeiro – retrucou Izumo, corando e cruzando os braços. -, não me chame de Izumo-chan. Segundo, não se atreva a chegar a menos de dois metros de mim. Terceiro, mas não menos importante... Você não quer ir pegar um refrigerante para mim?

— Claro, claro – ele concordaria com qualquer coisa que ela dissesse naquele momento. – Volto num segundo.

— Izumo-chan, isso não é legal – disse Paku, observando o garoto se afastar. – Você não pode escravizar desse jeito os garotos que gostam de você.

— Eu não estou escravizando ninguém. Ele me obedece porque quer. Além do mais, se ele está feliz com isso, qual é o problema?

— Cara – falou Suguro, quando Shima voltou com o refrigerante de Kamiki. -, você vai deixar ela mandar em você assim?

— Hum, vou. Nesse momento, eu vou. Não consigo dizer “não” a ela num momento desses.

— Meu Deus, tudo isso porque ela está de biquíni?

- Mas é claro. – ele voltou-se para a garota, entregando-lhe o copo. – Então, você precisa de ajuda para passar protetor solar?

- Não – ela respondeu imediatamente, ficando vermelha outra vez. – Fique longe de mim.

Ele fez uma cara tão decepcionada que Paku teve que fazer esforço para não cair na gargalhada.

* * *

- Ei, quatro-olhos – chamou Shura. – Você vai passar protetor solar nas minhas costas.

- O quê? – exclamou Yukio. – Não vou, não.

- Isso não foi um pedido, isso foi uma ordem.

- E isso foi uma grande recusa.

- Ai, nossa, você me deixar sem protetor? Eu posso ficar toda queimada, pegar câncer de pele ou ter insolação, e a culpa vai ser toda sua.

- Pede a um dos outros estudantes, então. Eles estão loucos para fazer isso.

- É exatamente por isso que não confio neles. Você, por outro lado, é um bom garoto...

- Eu não apostaria nisso – se meteu Rin, que estava passando.

- Cale a boca – mandou seu irmão. – Ninguém te chamou para essa conversa. – Olhou para Shura. – Ignore meu irmão, por favor.

- Eu sempre faço isso – ela admitiu. – É a única coisa que se pode fazer quando ele abre a boca.

- Ei, eu ouvi isso!

- Que bom pra você! – Shura voltou-se para o quatro-olhos. – Vai, Yukio, deixe de ser fresco...

Yukio corou.

- Eu não sou fresco. Por que você quer tanto que eu passe protetor nas suas costas...?

- Meu Deus, Yukio – disse Rin. – Você é muito burro...

- Você tá fazendo o que aqui ainda?

- Esperando para vez se você vai ceder aos encantos da Shura.

- Estamos na escola – lembrou a mulher. – É Kirigakure-sensei.

- Mas você não é professora...

Ela ignorou-o e continuou perturbando Yukio.

- Você está com medo, quatro-olhos medroso? Meu Deus, você é mesmo uma criança.

- Porra, vá pedir a outro aluno! Pede ao Shima, ele tá louco para fazer isso.

- Tá louco? Não quero ter que punir nenhum estudante hoje.

- Ah, faça o que você quiser, só me deixe em paz, certo?

- Não.

Yukio revirou os olhos. Shura suspirou e se voltou para Rin.

- Então, Rin...

- Nem vem – o garoto cortou, dando um passo para trás. – Não quero que o Yukio me bata.

Os outros dois olharam para ele com se ele fosse louco.

- Minha nossa – suspirou Rin. – Vocês conseguem ser mais burros que eu.

- Então, nenhum de vocês vai passar protetor em mim? – eles se entreolharam e sacudiram a cabeça. – Meu Deus, que espécie de homens são vocês?

Com isso, afastou-se, resmungando.

Notas finais
Bela - Aaaaah, eu absolutamente AMO o Shima, por isso, saibam que ele vai sofrer MUITO! S2
Gabi - Assim como o Yukio vai sofrer muito porque EU amo muito ele!
Bela - E tantos outros... Enfim, espero que tenham gostado! Até a próxima.