Madly Living
8 ♛ - Acostumando-se a Dothan
Notas iniciais
— Nossa, o encontro foi bom! – exclamou Merida, quando Jack e Rapunzel entraram pela porta do quarto. A roupa de ambos ainda estava molhada, mesmo depois deles terem esperado um bom tempo no sol. Elsa estava terminando de arrumar suas malas e Anna estava em sua cama, mexendo animada em seu celular.
— Cala a boca. – pediu Jack, rindo. Os dois estavam muito risonhos. Merida virou na cama para encará-los melhor, olhando para os dois, desconfiada.
— Vocês se beijaram?
Ao ouvir a pergunta de Merida, Rapunzel jogou a cabeça para trás e deu uma alta gargalhada. Ao som da risada de Rapunzel, Anna também se virou na cama, observando o grupo de amigos, querendo saber o assunto.
— Não, não nos beijamos – respondeu Rapunzel, enquanto Jack negava com a cabeça.
— Não sou tão rápido assim.
— Ah, você é sim.
— É, eu sou. – ele deu um sorriso convencido.
Rapunzel pegou uma toalha e estendeu no seu beliche. Percebeu que Elsa dormiria embaixo de si. Ela e Jack sentaram-se em cima da toalha, para não molhar o cobertor de Rapunzel.
— Ta, e o que vocês fizeram para ‘tarem rindo assim?
Os dois se entreolharam. Jack começou a narrar o dia deles, desde a passada no Mercado Smile até a hora em que chegaram a Macedônia.
— Eu pulei de uma cachoeira! – exclamou Rapunzel, nesse ponto, interrompendo Jack. – Sabe, eu acho que eu nunca fiz uma loucura tão grande!
— Uau. – disse Merida, sorrindo para a animação de Rapunzel. – Você precisa viver um pouco mais, Morena.
Rapunzel revirou os olhos para o apelido. Rindo, Jack deu de ombros. Os dois se olharam e riram um pouco mais.
— Depois do pulo fenomenal da Rapunzel, — Jack continuou – eu levei ela na casa do Bunnymund – Aster – e ela fez um doce brasileiro, um que se chama “brigadeiro” – os três riram da tentativa claramente falha de Jack ao tentar falar corretamente o nome do doce em português – E, Meu Deus, aquilo é muito bom e eu não sei como eu passei toda a minha vida sem aquilo!
— Nossa, eu quero provar desse doce também – pediu Merida; Nessa hora, a porta do quarto se abriu e Soluço entrou. Merida bufou – Eu acho que vou ter que colar um aviso de “ESSA PORRA É UM QUARTO” na porta para as pessoas lembrarem de bater.
Soluço riu para a indireta bem direta de Merida. Olhou para Rapunzel e Jack, ambos molhados e risonhos. Balançou a cabeça, decidindo não perguntar, e subiu o beliche para se sentar ao lado de Merida.
— Foi muito difícil tirar a lama do cabelo? – Merida perguntou marota para o garoto. Soluço riu e mostrou a língua para a ruiva.
— Ah é. – Rapunzel exclamou – Merida, por que você estava toda suja de lama aquela hora?
— Eu e ela apostamos uma corrida. – respondeu Soluço – E ela me jogou na lama pra vencer.
— Daí esse doido pulou em cima de mim e me fez ir pra lama também.
— Ah! Eu sou doido?
— É, bem você.
Jack, por sua vez, revirava os olhos.
— Merida vence em tudo de todo mundo, mas nunca venceu uma corrida pro Soluço. – Jack explicou para Rapunzel – É, tipo, a meta da vida dela.
Merida riu, fazendo bico, antes de jogar um travesseiro em Jack. Jack fez algo como “Uou” quando o travesseiro o atingiu, e jogou outro na direção da ruiva. Porém, não jogou com força o bastante e o travesseiro acertou em cheio Anna.
Anna, que estava muito na beirada da cama, girou no ultimo segundo para tentar desviar do travesseiro. Além de não conseguir evitar o objeto, acabou caindo no chão.
Passou-se um segundo enquanto todos encaravam a ruiva no chão. Então, lentamente, Anna começou a rir. Gargalhar alto.
Jack, Merida, Soluço e Rapunzel não agüentaram e a acompanharam. Elsa deu um pequeno sorrisinho de canto.
Talvez ela até conseguisse esquecer de tudo, afinal.
.¸¸.*♡*.¸ ¸.
— Bom. – suspirou Rapunzel. Era um dos três alunos novos e o professor Yorran adorava essa história de apresentação. Rapunzel era a segunda a se apresentar – Meu nome é Rapunzel, — umas duas garotas deram risadas. Rapunzel sorriu para elas. Não pareceu ser uma risada maldosa – Eu... tenho dezesseis anos e sou do Brasil. Aliás, vim para cá ainda esse mês. – e depois, lembrando-se de uma coisa, continuou – E não, eu não jogo futebol, não sambo e nem tenho um macaco de estimação – nessa hora, ela relanceou o olhar para Jack, sorrindo.
— Muito bom, Rapunzel. – disse o Professor – Alguma pergunta, classe?
Duas pessoas ergueram a mão.
— Você é brasileira? – perguntou uma garota morena de olhos azuis, franzindo a testa para ela – Mas... Você não parece brasileira.
Rapunzel revirou os olhos. Já havia respondido aquilo duas vezes naquele dia. E ainda era a primeira aula.
— Nem todas as brasileiras são morenas, bronzeadas e “gostosas” – fez aspas na ultima palavra. Viu, pelo canto do olho, Merida fazer uma careta para essa expressão.
A garota semicerrou os olhos para ela, parecendo um pouco irritada.
— Realmente. De gostosa você não tem nada. – retorquiu, e Rapunzel a encarou, corando levemente, se perguntando o porque daquela grosseria gratuita.
— Maggie, chega – pediu o professor, antes de passar para o próximo aluno.
Era Jack Frost.
— Tem namorado? – a sala riu, enquanto Rapunzel revirava os olhos. Da sua cadeira, Jack deu de ombros.
Rapunzel quase revirou os olhos de novo, mas se conteve. Sem responder a pergunta, ela foi se sentar, enquanto o professor chamava a próxima aluna.
Logo depois, a aula começou. Ela parecia ser entediante para a maioria do alunos, mas não para Rapunzel. A aula de Filosofia parecia ser super interessante para ela, e, ela tinha de admitir, a qualidade de ensino era bem melhor. Anotava cada coisa que achava interessante, o que não era pouca coisa.
Mas quando o professor começou a ler um trecho especialmente longo de Pré-Socráticos: A Invenção da Razão — um livro que, a propósito, ela já tinha lido – nem Rapunzel foi capaz de escapar do tédio. Em poucos segundos, a madeira de sua mesa se tornou muito mais interessante do que a voz do professor.
Foi quando ela sentiu o celular vibrar no bolso. Dando uma olhada para o professor, que continuava muito concentrado em sua leitura, ela distraidamente pegou o celular, sem se importar muito.
[Número Desconhecido] 7:42a.m
“Vc não respondeu a minha pergunta”
[Rapunzel] 7:42a.m
“Quem é?”
Digitou em resposta. Ainda não havia se importado em gravar nenhum numero das pessoas que havia conhecido ali.
[Número Desconhecido] 7:43a.m
“Jack. Grava o meu numero, vai usar bastante ;)” Rapunzel revira os olhos, gravando na memória do celular o número de Jack “Sério, vc devia ver isso. Vc revira muito os olhos”
Em reposta, Rapunzel mandou um emoticon de revirar os olhos.
Jack riu baixinho de sua carteira.
[Jack] 7:43a.m
“Enton, vai responder minha pergunta?”
[Rapunzel] 7:43a.m
“Que pergunta, coisa?”
[Jack] 7:43a.m
“Nuss, estressada. Eu perguntei se vc tinha namorado. Vc ñ respondeu”
[Rapunzel] 7:43a.m
“Aff.”
De sua carteira, Jack riu. Quando Rapunzel olhou para ele, o garoto sorriu torto para ela e arqueou as sobrancelhas.
— Posso saber o que é tão engraçado que está tirando a atenção da minha aula? – a pergunta foi feita pelo professor Yorran. Rapunzel fez uma careta, um pouco frustrada.
— Nada, professor.
— Estou só admirando a beleza da nova aluna, professor – os dois disseram ao mesmo tempo, e Rapunzel o olhou com os olhos semicerrados. A sala riu, e Jack virou-se para Merida – Mas você ainda é a preferida, viu ruiva? – e mandou um beijo para ela. Merida, que estava quase dormindo em sua carteira, com a cabeça afundada nos braços e a cabeleira ruiva muito rebelde, apenas levantou a mão e mostrou o dedo do meio para Jack – Outch.
— Sr. Frost, comporte-se. – ordenou o professor, sem se abalar, antes de voltar a leitura para o seu livro.
Rapunzel, bastante vermelha, pegou o celular e digitou:
[Rapunzel] 7:44a.m
“Idiota”
[Jack] 7:44a.m
“Sei que sou. E a minha pergunta?”
Rapunzel suspirou, irritada com a teimosia dele.
[Rapunzel] 7:44a.m
“Ñ, ñ tenho, obviamente. Satisfeito, agora?”
[Jack] 7:44a.m
“Não entendi o porque do obviamente, + sim. Muito” foi a resposta que ele deu, e Rapunzel ouviu o barulho estridente do sinal tocar. Juntando seu material, ela foi andando pelo corredor quando o celular vibrou novamente “É legal te ver irritada.”
.¸¸.*♡*.¸ ¸.
— Se você revirar os olhos de novo, te dou um beijo – disse Jack, em certo momento, enquanto os quatro estavam numa mesa do refeitório.
Rapunzel semicerrou os olhos, encarando-o irritada.
— Se você falar isso de novo, te dou um tapa – retrucou, e a única resposta que teve foi o sorriso do mais velho.
Merida e Soluço se entreolharam, antes de Soluço rir. Abrindo um sorriso malicioso, o moreno comentou:
— Você arranjou concorrência forte dessa vez, Meri. Talvez você até perca Jack para Morena dessa vez.
Merida e Rapunzel bufaram juntas, enquanto Jack deu uma alta risada.
— Jack, o que você está fazendo com o meu Soluço? – questionou a ruiva, semicerrando os olhos para o mais alto – Ele não era tão idiota assim antes.
— Ei! – exclamaram Jack e Soluço, indignados, antes de rirem. Rapunzel sorriu.
— Vocês não são muito diferentes dos brasileiros. – comentou, em tom casual.
— E o que você esperava? – Merida perguntou, com uma pitada de ironia – Que andássemos cantando que nem em Glee, com uma pizza na mão, uniformes de lideres de torcida e fazendo brigas de gangues?
Rapunzel franziu a testa por um segundo, tentando encontrar algum tipo de grosseria na frase, por que o tom da ruiva sugeria que sim. Mas então, lembrou-se de algo que Soluço mencionou:
“- A Merida... Ela tem um jeito de responder as pessoas. As vezes parece que ela está com raiva. Mas, sabe, ela não está. Você não vai estar inteiro se ela estivesse com raiva – ele riu, e Rapunzel o encarou, perguntando-se como ele sabia daquilo -. Mas, com o tempo, você aprende a ignorar.”
— É, mais ou menos isso que eu esperava. – respondeu a pergunta de Merida, com o mesma ironia que ela havia usado – É que assim, apesar de vocês serem bem menos agitados, são bem parecidos, na verdade.
— Não sei se fico ofendida ou feliz com isso. – Merida murmurou, a voz abafada por ter acabado de levar uma colherada de comida á boca.
Mas Jack parecia ter levado como uma ofensa pessoal.
— Como assim?! – indagou, a boca aberta em indignação – “bem menos agitados”? Morena, eu sou a agitação em pessoa!
Merida e Soluço reviraram os olhos, aparentemente acostumados com os chiliques de Jack. Rapunzel, por sua vez, deu um sorriso levemente arrogante.
— Jack, você nunca vai conseguir alcançar o jeito BR de ser.
Jack parecia não ter entendido, mas de qualquer jeito entendeu como um insulto. Mas parecia ser incapaz de se expressar em palavras, pois depois de algum tempo abrindo e fechando a boca, sem nada sair, ele só perguntou:
— O que merda é jeito BR?
Rapunzel gargalhou e Merida deu um leve risinho. De qualquer forma, ver Frost confuso sempre seria engraçado.
— Eu acho que já li alguma coisa sobre isso no Twitter.— disse Soluço – Os brasileiros são meio loucos nas redes sociais. Ficam gritando coisas sem sentido e rindo, zoando as pessoas.
Rapunzel estalou os dedos e apontou o indicador para Soluço.
— E é exatamente assim que é ser BR.
Rapunzel riu novamente. Estava se sentindo bastante idiota, mas havia descoberto que gostava, e muito, de irritar Jack.
— Essa palavra é estranha. – Merida comentou – BR.
— Obvio. É português. Em inglês fica mais como BiAr.
— Ah, então é tipo as letras B e R juntos?
— É.
Ouve um momento de silencio. Rapunzel, que sabia falar inglês tão bem que praticamente o tinha como segunda língua, as vezes esquecia que os outros não sabiam falar português, e as vezes fala coisas em sua língua de origem, sem se tocar que os outros não iam entender. Quase revirou os olhos para si mesma.
Mas então, pelo canto do olho, avistou Maggie, a garota que, sem motivo nenhum, havia sido grossa com ela na aula de Filosofia. Junto com ela estavam mais umas três garotas. Percebeu que as quatro – Maggie mais as três – encaravam a sua mesa.
— O que elas estão olhando? – perguntou, arqueando uma sobrancelha. Merida deu uma olhada de leve, assim como Soluço, para ver de quem ela estava falando. Jack, por sua vez, virou o corpo na direção das garotas, que automaticamente desviaram o olhar e começaram a fingir estarem apenas conversando. Rapunzel revirou os olhos – Jack, você é tão sutil.
Jack ignorou seu comentário. Merida, que quando viu de quem Rapunzel estava falando havia bufado, explicou para ela:
— Aquelas de lá são um grupinho de meninas super fúteis que se acham superiores ao universo inteiro – Merida começou a batucar na mesa com as unhas pintadas de vermelho. Seja lá quem fosse aquele grupo, pareciam irritar bastante a ruiva – Aquela loira, a mais alta, consegue ser muito inteligente e muito burra ao mesmo tempo. Tira as melhoras notas e anda com aquelas de lá. Não sei como isso é possível. – a ruiva completou. Rapunzel observou a loira, de pele muito branca, num pálido um pouco doentio. Tinha os cabelos loiros rentes a nuca e usava óculos de aro quadrados. Mas alguma coisa, talvez os olhos castanhos muito escuros ou o jeito distante, mas Rapunzel achava-a estranha.
— O nome dela é Helena. – murmurou Soluço, fazendo uma leve careta. – Ela é estranha.
— Ela é louca pelo Soluço – Merida sibilou, rindo baixinho.
Jack e Merida compartilharam um olhar cúmplice enquanto Soluço resmungava algo sob a respiração.
— Aquela outra, a negra – Merida voltou a explicar e olhar de Rapunzel se dirigiu para outra garota. Era tinha uma pele escura linda e olhos castanhos mel. Tinha o cabelo “Black Power” e olhos castanhos escuros. Rapunzel só conseguia pensar em como ela era linda. – Ela é até legal, mas ela já sofreu bastante racismo e quando chegou na escola ia com qualquer uma que a tratasse bem. Infelizmente, foram elas. – Merida suspirou. – Virou uma sem cérebro também. Mas é a única entre as quatro que dá pra engolir. – pareceu pensar um momento sobre isso – Mas só um pouco.
Rapunzel observou-a por um segundo, bem a tempo de vê-la rir alto com as amigas.
— Qual é o nome dela? – questionou.
— Lucille. – a resposta veio de Jack.
Quando ninguém pareceu ter algum comentário para se fazer sobre Lucille, Merida continuou:
— Aquela morena de olhos azuis que fez ceninha na aula de Filosofia – te explico depois – Merida adicionou para Soluço (o único que não fazia Filosofia com eles) – é, como você já sabe, a Maggie. Ela não tem nenhuma característica muito marcante, a não ser que ela é capacho numero um da Vhandia.
Rapunzel focou na garota que, como era a única a não ter sido apresentada, julgou ser a tal Vhandia.
Vhandia tinha uma pele bronzeada e longos cabelos loiros morango, olhos azuis e a boca rosada. Rapunzel não sabia dizer se a achava bonita ou assustadora. Por um lado, ela poderia uma garota muito, muito bonita. Por outro, ela poderia muito bem ser uma daquelas barbies modelos com as quais Rapunzel brincava quando criança.
— Ela é mais ou menos a líder do grupo. Uma idiota completa. Ela reuniu as pessoas que achou que a ajudariam – a inteligente (Helena), a simpática (Lucille) e a escrava (Maggie) – e reuniu num grupo só. É uma típica patricinha de Hollywood, bem igual a aquelas que você viu nos filmes americanos – Merida pensou por um momento – Bom, ela não é líder de torcida nem nada, nem namora o capitão do time, mas, tirando isso, uma perfeita vilã de Hollywood.
Rapunzel queria perguntar o porque de Merida as odiar tanto, mas a ruiva continuou a falar.
— Elas são terríveis. São aquelas típicas mulheres que sonham em encontrar um cara perfeito e acha que todas as outras mulheres do mundo querem roubar esse cara perfeito. – ela revirou os olhos – Ridículas.
Soluço deu uma risadinha, antes de explicar para Rapunzel:
— Merida é feminista. – resumiu – Ela odeia o jeito como as mulheres foram criadas para se odiarem, e aquelas quatro são a personificação perfeita disso.
Jack fez um som de exasperação com a boca.
— Nossa, Soluço. – reclamou, e Soluço, que parecia estar acostumado, revirou os olhos – “Personificação”?! Quando a Morena faz isso é fofo – ele emendou, rapidamente – mas quando você faz essas nerdiçes’ é... entediante. – e então deu uma piscadela para Rapunzel, que deixou claro que ele só estava dizendo aquilo por implicância.
— Não é só por isso! – Merida retomou o assunto -, eu quase fui expulsa da escola por que o namorado da Vhandia tentou me beijar! O cara vem, tenta me beijar e aquela... aquela... – Merida parece não conseguir pensar num xingamento apropriado — ...acha que a culpa é minha! Ah, fala sério, ela implantou bebida e droga no meu quarto, quase que me expulsam! – ela ia ficando cada vez mais vermelha a cada palavra que dizia – E pra completar, quando ela não conseguiu, chegou no meu armário e pichou “Vadia”. Fala sério, isso foi antes de eu sair daqui, eu tinha doze anos. Do-ze! Quem tem a capacidade de ser uma vadia com doze anos? Bom, talvez ela, mas com certeza não eu!
Merida respirou fundo, fechando os olhos com força, até que o vermelho em seu rosto foi diminuindo. Eles ficaram em silencio, até que Jack deu uma alta gargalhada.
Ver Merida irritada era engraçado demais.
— Ai, Rida. – suspirou, fingindo secar uma lágrima de riso. Mas, quando Merida olhou para ele com algo que parecia algo como cala-a-boca-ou-morre, Jack automaticamente ficou sério – E isso não é nada engraçado. Com certeza não. – mas quando Merida virou o rosto, Jack tinha um sorriso de canto. Observando aquilo, Rapunzel revirou os olhos. Jack — que parecia sempre ver tudo – riu e deu de ombros.
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