Made to Suffer

4 Capítulo 4: Plano de fuga.


Notas iniciais
Eu voltei mais cedo!!!! Realmente, eu já estava com esse capítulo em mente e só precisava coloca-lo no papel, porém, parecia difícil dividir os trabalhos escolares e os capítulos. Estou atolada em designer encomendados, parecia que nada estava a meu favor! Mas eu estou aqui! Sinceramente, vocês são incríveis *-* Obrigada pelos comentários, prometo respondê-los em breve! O capítulo é meio que um pé para começar uma fase! Vocês vão entender ao lê-lo e, de todo o coração, espero que vocês gostem! Uma boa leitura!

A luz frenética e intensa piscava à todo momento. Eu não sabia o que estava fazendo ali. Os gritos pareciam sufocados, eu estava desesperada para encontra-los.

Barulhos de correntes ficaram cada vez mais altos. Era uma fábrica grande, ferros faiscavam no chão, havia bastante fumaça espalhada. Por onde eu passava, surgia o barulho de ferro, tudo ali era revestido com ferro velho.

Ainda sem entender como vim parar aqui, os gritos começam a ser mais fortes e intensos. Eu não deveria procurar, mas mesmo assim, meus pés me levaram ao corredor estreito, preenchido por grades. Tinha respingos de sangue espalhados pelo quarto, os gritos e suplicas começaram a ser mais forte. Pela luz frenética, consegui ver uma sombra. Eram dois corpos, um por cima do outro.

Era um ato de sexo selvagem. O corpo da garota estava mole, como se a própria estivesse morta ou sem forças. O rapaz continuava firme. Era a pior horrível, desumano. Ele continuou de forma fria e intensa até se virar para mim e ter seu rosto revelado. Era Scott. E a garota era eu. Senti meu rosto fica frio e lágrimas começaram a rolar. Scott se levantou e caminhou até meu encontro.

— Você nunca sairá desse pesado. — ele se orgulhou com um ar nojento.

Abri os olhos, mas desta vez não gritei. Abigail acabara de me deixar sozinha no quarto, as manchas de sangues foram embora com o pano. Eu nem precisava dormir para me lembrar de tudo que pesadelo. Era um pesadelo, mas desta vez, dormir não iria adiantar em nada. Tudo estava na minha mente, o sexo, o sangue, as lembranças. Para onde quer que eu olhasse, lá estava o rosto satisfeito de Scott.

Pela janela do caro eu observava o tempo começando a se formar lá fora. Eu estava da forma mais possível encolhida na cama, com as pernas rentes ao corpo. A imagem verdadeira da garotinha medrosa, escondida no fundo do quarto com medo do mundo lá fora. Eu estava. Não certamente do mundo lá fora, mas sim, das pessoas que lá sobrevivem. Eu sabia que não deveria acreditar em mais ninguém, ou parcialmente.

O silêncio que dominava àquela visão triste foi quebrado por altos gritos desesperados. De principio não me importei com eles, tentei acreditar que eram gritos imaginários, mas quando algo foi lançado bruscamente contra a janela. Ainda receosa, me aproximei e vi uma mulher negra completamente assustada jogada no chão. Acima dela havia três homens rindo da situação.

— Será que estão nos ouvindo? — nervoso; um deles perguntou, constantemente olhando para os lados.

Estamos longe do casarão. — outro respondeu. — Agora vamos nos divertir com essa vadia!

Ele terminou de desabotoar a calça e, pressionando a mulher contra o chão, começou a penetra-la com violência. O rosto dela era o que mais me deixava abalada, as tentativas de falas que eram convertidos em gritos dolorosos, os olhos demonstravam o terror que ela estava sentindo.

Os caras se revezavam em estuprar a garota. Viravam-na e continuavam com aquela brutalidade. A menina já estava mole e desacordada, mesmo assim, eles continuaram, gritando ofensas e rindo alto. A cena era assistia por mim, eu pude ver lágrimas rolarem pelo rosto fraco da garota, eu vi os três gozarem em ênfase diante daquele corpo frágil.

Foi naquele momento que descobri o quão perigoso pode ser o mundo lá encima. As pessoas são pecaminosas. Eu estava com raiva, mas acima de tudo, assustada e temerosa com as ações de pessoas.

Agora nos precisamos ir. — um deles falou ao se levantar arrumando a calça.

Não podemos deixa-la aqui. O chefe pode descobrir e acabar conosco. Vocês sabem como ele é, que as meninas que trabalham para nós devem ser tratadas com total respeito. — o mais amedrontado de todos esclareceu.

Uma puta a mais ou uma puta menos não vai interferir nos planos do chefe... No casarão ele tem dezenas de garotas à disposição dele.

— Mas ele conhece todas muitíssimo bem. — ele afirmou. — Scott vai notar a falta de uma, com certeza... Ele comanda esse bordel na palma de suas mãos.

Só que Scott não vai descobrir. — ele garantiu. — Porque você vai acabar com ela!

Ele pegou a arma que estenderam e viu os outros se afastaram. Eu via o medo estampado em seu rosto, mas, mesmo assim, ele prosseguiu. Com o barulho do tiro um grito fino escapou dos meus lábios fechados e eu, tratei de tampar a boca, pois o garoto notará.

Ele arrastou o corpo para algum lugar e jogou um pouco de mato para disfarçar a marca de sangue. Ele ficou parado encarando o local por alguns segundos até ouvir alguém se aproximar. Era um dos outros caras perguntando sobre o trabalho, ele apontou para a grama.

Cambaleando com tontura para trás, tudo o que acabara de acontecer não foi completamente digerido. Respirei fundo por diversas vezes, tentando controlar a raiva que crescia cada vez mais dentro de mim. De repente, me vi jogar a bandeja contra a parede. Eu estava descontrolada, jogando a primeira coisa que eu via na parede. A fúria me dominava.

Pensar que Scott comanda algo que obriga mulheres a usarem seu corpo me enche de fúria. Era incontrolável, a vontade de mata-lo me subiu mais. Sem fôlego e cansada, cai no chão tentando restaurar a respiração frenética. Conseguia ouvir passos ficando cada vez mais próximos, ainda no chão, vi Scott entrar e sorri.

Numa reação sem pensar, me ergui e comecei a bater nele, sem parar. Ele não retribuía por segundos de espanto, mas, voltou para si e me lançou contra a parede.

— Você é um monstro! Monstro. — cuspi a palavras e seu rosto ganhou um ar debochado.

— Coisa que você já não sabe! — ele rosnou procurando pelas garrafas de bebidas.

— Você é um monstro. — repeti. — E seus capangas de merda também. Vocês são inúteis, um bando de machões desprezíveis.

Scott parou ainda de costas para mim. Seu corpo não reagiu a mais nada, as mãos permaneceram paralelas no ar segurando uma garrafa de vidro e o copo.

Mas em segundos ele se virou e entre passos pesados pressionou meu corpo contra a parede. Sua mão fria agarrara meu pescoço, ele não queria me matar, mas aos poucos comecei a sentir falta de ar.

— O que você está falando? — ele resmungou me soltando. Meu corpo caiu mole no chão, por sorte não desmaiei, as pernas forma ganhando estabilidade aos poucos.

— Eu vi seus capangas estuprar uma garota. Eles foram desumanos e mais, não bastava destruir a garota, mataram-na... O pior... Eles esconderam tudo de você. — pude ver o rosto de Scott mudar, o quão ele ficou incomodado com aquilo. Era minha oportunidade de revirar o jogo. — Só para você ver... Seus companheiros aprontando em baixo do seu próprio nariz.

Scott não acreditava ou parecia surpreso. Os olhos azuis carregados de fúria e mistério afundaram-se em seus pensamentos, foi ali, naquele momento, que encontrei o ponto fraco de Scott. Mas ele não deixava nada passar barato. Sua mão foi de encontro ao meu rosto, provocando uma súbita dor e ardência. Fui recendo mais socos e pastas, mas desta vez, eu permitira tudo. Precisava sentir cada soco, cada pontada de dor, necessidade de sentir sua fúria.

— Papai! — gritava uma garotinha de cabelos negros caindo-lhes sobre os ombros. Vestido branco ate o joelho e olhos azuis tão profundo quanto o mar, talvez por essa comparação, estivesse as poças d’águas gritando para caírem.

— O que foi, minha querida? — perguntou o pai tentando esconder o riso ao se deparar com tanta fofura diante de si.

— Está sangrando. — sentou, apontando para a mancha ensanguentada em seu joelho.

— Conte-me sobre o que aconteceu. — pediu.

— Eu estava brincando no lago e escorreguei. Está doendo papai!

— Eu sei, eu sei... — disse de forma doce que aos poucos conseguiu acalmar a menina. — Sabe Angie, você ainda vai se machucar muito e, muita dessas vezes o machucado vai ser por dentro.

— Por dentro papai?! Como vamos cura-los se ninguém os vê? — franzia o selo.

A inocência fez com que Hershel caísse em risada. Toda aquela imagem angelical diante de si só provava o quanto ele estava feliz. Mesmo que escondesse-a de todos, ele estava feliz em ter uma filha angelical. Parecia que Deus estivesse mostrando-Lhe que existem dois lados: o bom e o mau.

— Com o tempo você vai entender. — esclareceu. — E, lembre-se de quê o mundo a derrubará diversas vezes, mas só resta você se erguer e provar que você é mais forte que ele.

— E se eu falhar, papai?

— Você pode falhar, todos nós falhamos. Ninguém nasceu duro como... — as folhas nas árvores começaram a balançarem com o vento forte. Da estrada que Angie surgira chorando, uma garotinha media, dentro de um macacão jeans, dava passos fortes. Atrás de grandes olhos verdes escondia a maldade e a raiva. Cabelos castanhos caiam-lhe até o final do rosto. Um olhar perverso de criança arteira. — Duro como Maggie!

Quando o ultimo soco parou em meu rosto, cuspi o sangue no chão. Todo meu corpo estava dolorido. Do canto da boca escorria um pouco de sangue, algumas manchas se dividiam por minha pele pálida. Ainda cambaleando, consegui me manter em pé, apoiando todo meu corpo sobre as mãos em meus joelhos.

Encarei Scott respirando ofegante depois dos minutos que passou despejando toda sua raiva em mim.

— Eu... ainda acabo... com você. — silabei entre ofegos pesados.

Scott riu e sem dizer mais nada, se retirou. Cai esgotada no chão, esperando pela próxima pessoa que entraria. As palavras de papai pareciam ecoar na minha cabeça, eu precisava mostrar para o mundo que eu sei me reerguer. Eu estava cansada e não suportaria mais vive com aquilo.

Pouco tempo depois Abigail abre a porta, carregando uma bandeja para meus ferimentos. O espanto tomou conta do seu rosto assim que ela se aproximou.

— Garota, você está brincando com a sorte. — ela resmunga molhando um pedaço de pano na bacia ao seu lado. — Veja seu estado!

— Eu precisei. — respondi com amargura, de cabeça baixa.

— Você é uma idiota, isso sim! Estou torcendo seriamente para que Scott acabe com você.

— Prevejo que torcerá em vão.

— O que você está dizendo garota?

— Eu vou sair daqui. — meus olhos percorreram do chão até os olhos de Abigail, fitando-os com raiva e certeza. — E vou precisar de sua ajuda.

A velha ficou paralisada, com às gases no ar por algum tempo até que começou a rir para me incomodar.

— Não seja louca, eu não vou abrir sua corrente. — ela disse, provocando. — Não vou vender minha sobrevivência para a prostituta de Scott.

Suas palavras conseguiram me provocar. Em partes eu entendia os motivos dela desprezar outras garotas, sua filha morreu nesse estado. Ainda encarando-a, engoli a seco a vontade que sentia de xingá-la.

— Você não vai jogar sua forma de sobrevivência miserável no lixo, nem vai precisar fazer muita coisa.

— Diga então. — ela rosnou no mesmo momento em que o álcool entrou em contato com meu ferimento, fazendo-me gemer.

— Você só precisa checar o melhor local para alguém escapar. O menos vigiado, ele até pode ser perigoso, mas não pode existir muitos homens lá. É só isso e nada mais!

Abigail estava pensando em minha proposta, pelo menos era isso que seus olhos diziam.

— Eu aceito! Mas se algo der errado, não quero ver meu nome sair de sua boca. — Ela falou descrente. As gazes cheias de sangues já formavam uma montanha pequena no chão. — E como você vai engana-lo?

— Com o que ele mais gosta... — desviei meu olhar, encarando o horizonte. — sexo!

Notas finais
Angie está a procura de vingança!!!! O quê será que vai acontecer? Tem alguma coisa em mente? Me contem então!. Bom. Favorite, acompanhe, comente e faça o que você quiser rsrsrs Nos vemos o mais breve possível, pois com a chegada da nova temporada quero deixa-los mais interessados com a história! Um até breve!