Notas iniciais
Senti falta de muitos coments no ultimo capitulo! :3

O caldeirão estava borbulhante, continuou mexendo sem parar, no sentido horário e anti horário, torceu o nariz, fitando a consistência esquisita que a poção estava ficando.

Não que ela se considera-se grande especialista, mas tinha quase certeza, que teria um gosto terrível.

Ela olhou em cima da mesa e encontrou os mais diversos ingredientes. Hemeróbios, sanguessugas, descurainia sanguinária, pele de ararambóia picada, Pó de Chifre de Bicórnio... bom, esses ingredientes ela conhecia, era usado pra fazer poção polissuco, que já de si era horrível em sabor, mas tinham outros que nunca que tinha visto, como Tremulante e Orquídea dentada....ou seja, nada de bom iria sair dali! Mas o que seria?

—Consigo sentir sua curiosidade daqui! -Pronuncia Voldemort com um tom de deboche, adentrando na estufa.

—Desculpa meu lorde e que...

—Eu não pedi suas desculpas! –Voltara-se de costas para ela, impaciente. Ela balançou a cabeça um pouco irritada, sem parar de mexer na poção.

—Você esta certo, meu senhor. -Disse lentamente, contendo a ironia, apesar da enorme dificuldade. -Mas , eu não entendo o que eu estou fazendo aqui.

Ele voltara o olhar para ela, colocando mais ingredientes meticulosamente cortados dentro do caldeirão que ela continuava mexendo no mesmo movimento que ele lhe havia ordenado, a olhou com um desinteresse dissimulado e suspirou falsamente.

—Nós estamos fabricando uma poção especial para recuperar minha verdadeira aparência.

Hermione franziu o cenho surpresa, isso era realmente possível? Pelo que sabia isso era tecnicamente..mas era bem difícil, era demasiado criterioso e ao mais leve deslize falharia.

Não...era quase impossível. As chances de darem certo eram tantas quanto o Chudley Cannons ganhar a taça de Quadribol.

Nossa, o que o Ron passava a vida falando tinha finalmente entrado na sua cabeça.

Mas se Voldemort, o sabichão, queria tentar dar uma de Merlin, ela iria pagar pra ver essa .

—Huum... – Ela fitara o bruxo quando o mesmo se aproximava.

Seu olhar caiu para as mãos dele e viu que segurava uma roupa. Um uniforme de Hogwarts, da Sonserina, mas não era igual á dela, parecia ser mais antiga, até o símbolo na capa era de Hogwarts com um crachá de Sonserina.

Provavelmente era o uniforme que ele usava quando estava na escola.

Ainda em silêncio, o bruxo pegou alguns fios de cabelo da roupa e jogou dentro do caldeirão.

De uma vez só para o espanto de ambos, o líquido começou uma fervura como se fosse explodir, aquilo era normal? Ela não conhecia nada daquela poção.

Rapidamente, ela recolheu a concha que usava pra mexer e colocara em um recipiente na mesa e se encostara na parede atrás de si, só esperando que iria acontecer.

Voldemort continuou onde estava, fitando o caldeirão com os olhos desfocados, com a mente longe.

Suspirou alto, em meio á sua impaciência, atraindo o olhar dele, a griffa dera de ombros, sem ter o que dizer, ele desvia os olhar novamente voltando a arquitectar algum plano maligno de acordo com Hermione e seus pensamentos aleatórios, frutos do seu tédio.

Ela rira sozinha, começando a cantarolar uma música. O bom humor ainda não tinha sumido, afinal de contas.

Isso era bom, pelo menos ainda não tinha perdido a sanidade.

Algumas semanas apenas na mansão Riddle e já estava assim. Imagina, se ela ficasse anos...um arrepio percorrera-lhe a coluna com o pensamento.

Agora entendia melhor, o porque de Bellatrix Lestrange ser louca, pensou ela, até ver que Voldemort estava olhando para ela estranhamente, como se ela fosse maluca.

Ela desviara do olhar dele e esforçara-se para ficar quieta.

Depois de longos minutos, silenciosos e desconfortáveis, sem a cantoria de Hermione, pensou ela tristemente, a poção começara a perder a coloração, e ele anuncia que estava pronta a poção.

Hermione respira lentamente sentindo-se aliviada, já não estava mais aguentando aquele clima todo.

E por mais que não acreditasse que funcionaria, ela queria saber o que ia acontecer. Com um pouco de sorte ele poderia se transformar em um sapo. Ela sorriu com esse pensamento. Voldemort sapo seria no mínimo interessante.

—Mestre, o senhor vai bebê-la aqui? -Perguntou com um ar alegre, desencostando da parede. Finalmente iria saber no que aquilo iri dar. e

Ela foi ajudá-lo a retirar o líquido e colocar em uma garrafa pequena.

Foi um pouco trabalhoso, porem rápido para seu alívio, já que mesmo sem a coloração marrom a poção ainda parecia sinistra e a curiosidade com o efeito dela aumentara.

—Não, mas você já esta dispensada. -Disse curto e grosso, como se fosse de propósito.

O sorriso dela murchou, tinha trabalhado naquela poção por semanas e ficado quase o dia inteiro mexendo aquele maldito caldeirão, quase o tempo todo, ainda que descrente de que funcionaria, mas mesmo assim ela queria saber os efeitos! A curiosidade ganhava.

Brincadeira, viu! Parece que ele tinha prazer em irritá-la!

—Mas eu queria… só queria saber se vai dar certo...-Resmungou baixo dando as costas para o bruxo, já distante, sabia que ele não podia mais ouvir, deu de ombros, conformada.

Entrou na mansão, um pouco aborrecida e foi direto para seu quarto, no caminho encontrou com algumas pessoas, que a fitavam um tanto quanto curiosos a marca da griffa, mas ela ignorou todos, e continuou seu caminho.

Poucos minutos mais tarde, quando retirou suas roupas pra tomar banho, foi que se deu conta que não tinha, se curvado adequadamente para seu mestre, ainda se lembrava do que Draco disse no primeiro dia.

Pela primeira vez, sentiu medo de verdade.

(...)

Lord Voldemort caminhara rapidamente para seus aposentos, usando de suas entradas secretas, uma vez seguro, chamou Belatrix e avisou que ficaria alguns dias fora de circulação e dera as ordens necessárias para manter-se tudo organizado, além de claro, dizer que não queria ser perturbado sob nenhuma circunstância, a não ser uma urgência, em seguida logo a dispensou.

A mesma não queria ir, e insinuou explicitamente que estava ali somente para servi-lo, mas a contra-gosto , deixou o bruxo sozinho. Bella não era tão louca afinal, ainda tinha amor por seu pescoço.

Nagini!—Chamou a cobra, e a mesma veio rastejando por trás de seu mestre, ondulando pelo chão.

Sim, meu senhor...—Ela ergueu a cabeça esperando por alguma palavra de seu dono, sabia que algo sério estava prestes a acontecer, o conhecia muito bem.

—Nagini, vou tomar a poção, cuide para que ninguém entre nesse quarto, se necessário morda e mate quem for. Estarei muito vulnerável para ter poder de fazer para alguma coisa..

—Seu desejo é uma ordem meu senhor!—Afirmou dando a costas para ele e rastejando para a frente da porta.

Com confiança, Voldemort trancou o quarto com magia e sem hesitar de uma vez só bebeu a poção.

Quando o líquido entrou em contato com sua língua, ele quase cuspiu fora. Mas como aprendeu desde muito novo, com os esforços vem os méritos.

Foi então quando a dor veio, parecia que seu corpo estava em chamas, como se estivesse no próprio inferno e seus ossos pareciam estar sendo triturados, era algo muito doloroso de se ver e quase insuportável de se sentir.

Começou a respirar lentamente e com dificuldade, fazendo um esforço para não gritar, apesar de se sentir fraco demais para gritar.

Estranho. Por que ele estava tão fraco? A poção não teria feito ele se sentir fraco, só sentir dor.

Noutro aposento, exactamente no mesmo tempo, Hermione terminou de tomar seu banho, sentindo-se calma e relaxada, mas quando se preparou para pegar a toalha e se secar, foi atingida com uma dor descomunal por seu corpo, ela caiu de joelhos , não aguentando ficar de pé, contivera o forte impulso de gritar e a fraqueza atingira-a com força, era demasiado forte aquela sensação.

Passou a mão pela sua marca, recém-adquirida e a mesma queimava como fogo, amaldiçoou Voldemort baixo, sem ao menos pensar, a dor era tanta que seus pensamentos se tornaram incoerentes. E a próxima coisa que pode sentir fora o chão frio, antes de cair na inconsciência.

Alguns dias depois …

Hermione desceu as escadas, trajando um vestido preto, muito elegante, de tecido liso, cheio de fendas e recortes, cortesia de Draco, é claro. Nos pés um escarpim da mesma cor, para combinar. Na cabeça, optou por um coque, complementando o look.

Toda aquela produção, devia-se a uma festa marcada em cima de hora, fora um tumulto e um incômodo só, organizar tudo, mas a sala de festas estava muito bem organizada, como viu mais cedo, a diferença era que agora estava repleta de pessoas.

Pessoas influentes, de famílias puro-sangue, comensais da morte, desde o baixo escalão até ao alto, todos trajando roupas de festas, tudo muito elegante e refinado. Mas tinha um detalhe, pareciam tensas, como se a qualquer momento, fossem ser mortas. Em suma, o clima não estava legal, todo mundo , incluindo ela, estava curiosos e nervosos.

Não sabia o que Voldemort estava tramando, mas ficar dias fora, sem uma desculpa qualquer para nenhum de seus servos, deixavam todos á beira de um colapso, principalmente a Griffa, que dependia do bruxo para completar a missão.

Claro que nesses dias, que ela teve livre, usou cada minuto do dia a seu favor, para pesquisar na biblioteca e tentar descobrir informações, foi um tanto quanto produtivo, por assim dizer. Mas ainda assim, ela se sentia...mal? Doente? Era complicado explicar, pois sabia que devia ficar feliz por estar livre do bruxo, mesmo que por pouco tempo, mas ela estava sentindo coisas que sabia que não eram dela. Era quase como se tudo que sentia, fosse de outra pessoa. Isso a deixava confusa!

Caminhou lentamente entre as pessoas e elas paravam de conversar e a fitavam descaradamente, não para ela em si, eles estavam olhando para sua marca bem visível no braço. Ela deu de ombros ,os ignorando.

Descobriu que no passar dos dias, desde que recebeu a marca os colegas a olhavam diferente. Menos aqueles, como Belatrix que realmente a odiavam, parecia que esse sentimento tinha-se amplificado, mas ela estava pouco ligando. Se reunisse sorte, logo iria embora.

Procurou Draco e viu que o mesmo ainda não tinha chegado ou estava em algum outro lugar da mansão. Continuou seu caminho entre os convidados e foi para o fundo do salão em um lugar estratégico, onde poderia ter uma boa visão de todos.

Se sentou confortavelmente, tendo cuidado com o vestido e tentou relaxar, era uma festa afinal.

Nos quinze minutos seguintes, não acontecera nada que não fosse normal numa festa, vários homens tentaram de formas não tão subtis, flertar com ela.

Alguns foram até mesmo descarados a ponto de chegar nela e exigir como um homem das cavernas que ela dança-se com eles, ao qual ela se segurou para não socá-los na cara e sendo tão cortês quanto uma dama deveria ser ela os enxotou, mas tinha um rapaz que estava a tirando do sério e Draco não chegava logo para dar uma mãozinha.

—Senhorita! Aceite dançar sim? -Perguntou novamente com seu sotaque carregado, provavelmente era russo. -É só uma dança!

—Não! E se você, não sair daqui e parar de testar minha paciência, eu vou...

A atenção de Hermione foi substituída por vozes altas e felizes soando pelo salão. Seus olhos se arregalavam de surpresa, para não dizer que mesmo que por segundos a sua boca abrira num “O” perfeito.

O maldito conseguiu!

Ele não se transformou em um sapo, como desejou inicialmente, Tom Marvolo Riddle havia renascido, mas não com a forma jovem, muito pelo contrário, era um Tom mais maduro e …notara com consternação e meio perturbada, bem sexy.

Olhou para o bruxo, desfilando todo altivo e seguro de si.

Ele estava vestido um terno bruxo de vintage preto, que o deixava ainda mais com aquela aura de poder e seu rosto estava expressivo, como se estivesse se deliciando por ter surpreendido a todos seus servos.

Por onde o bruxo passava recebia vários olhares de desejo das mulheres, das poucas comensais que tinha e até das esposas de seus servos.

Agora ela entendia o porque da festa repentina, era para ele se exibir.

Engoliu em seco, ela não podia negar que ele era lindo, mas sabia melhor do que ninguém que toda aquela aparência bonita era apenas uma casca. Voldemort ainda era o mesmo, a diferença era que agora ele estava mais apresentável e com um olhar mais… humano? Ela ainda não tinha a certeza.

Passou várias vezes esse discurso na cabeça para tornar um mantra, ou talvez para tentar se convencer, mas mesmo assim ela não podia deixar de se impressionar e olhá-lo hipnotizada. As pessoas bonitas tinham essa prerrogativa, de deixar qualquer pessoa abobada, por Merlin, ela precisava de uma bebida…era de Lord Voldemort que estávamos falando, mas ela não podia mesmo evitar olha-lo.

Ele virou falando algo com Bellatrix que babava pela aparência nova de seu mestre e ela pode notar várias características novas dele, principalmente o cabelo liso, um pouco comprido até a nuca e eram tão negros quanto a noite e os olhos, eram de um tom verde impressionante, notou que agora ele tinha um nariz, era um pouquinho arrebitado, mas nada exagerado assim como sua boca carnuda e avermelhada.

Seu olhar desceu mais um pouco pelo corpo do bruxo. Era magro, mas na medida do normal, ela notara ali um bom definhamento de abdómen e ele era alto, tão alto quanto Rony, por Merlin, misericórdia, o que ela estava pensando...

Enquanto isso ainda fitava o bruxo descaradamente sem perceber, nesse meio tempo, Voldemort girara a cabeça como se estivesse procurando algo e encontrara-se com o olhar dela.

Hermione corara, desviando logo em seguida como se fosse mais importante encarar um ladrilho polido do que olhar para ele.

Suspirou, talvez o que andou sentindo nos últimos dias, não era dela era ele. O feitiço da marca estava ligado a ele… também estava ligado a ela, já que a marca estava em seu corpo.

E se de alguma forma, ela pudesse conseguir controlar esse dom, poderia manipulá-lo. Tinha que arrumar um jeito de descobrir se os dois tinham algum controle sobre o corpo do outro, algo que liga-se o poder mágico dos dois. Claro que era apenas uma ideia boba, mas podia ser útil se fosse possível.

Ela suspirou, ainda pensativa, elevando o olhar de novo para Voldemort, arfou, ele ainda estava olhando para ela.

Definitivamente, preciso de uma bebida, pensou voltando a coerência e escutando a voz de Pietro dizendo algo que ela tinha certeza que não iria gostar...

A noite seria longa!

Ela tentara dar uma volta pelo salão, tentando livrar-se do russo Pietro, mas novamente encurralara- minutos mais tarde, quando já estava a ponto de pegar Pietro pelo colarinho e quebrar aquele queixo perfeito que ele tinha, Draco apareceu, ele estava com uma cara óbvia de poucos amigos.

—Yakov! -Saudou Draco com um olhar de ódio para o russo, com a mãos cerradas em punho.

—Malfoy! –Sibilou retribuindo o cumprimento á altura.

Ficaram- se olhando por longos segundos e até o ar parecia mais pesado, como se os dois de alguma forma eles dois estivessem em uma batalha sem ao menos trocar uma palavra.

Hermione sentira-se acuada e confusa, olhando para os dois, não estava entendendo o que estava acontecendo.

Mas, ela não precisava ser um gênio para adivinhar que esses dois não se bicavam e que a qualquer momento poderia acontecer uma briga.

Rapidamente ela se prontificou e pediu licença a Pietro e saiu arrastando Draco para longe do rapaz.

—Que diabos está acontecendo com você? -Perguntou quando estava em uma distância segura para nenhum convidado ouvir.

—Eu não suporto aquele sujeitinho Hermione! -Grunhiu Draco, alargando as narinas em irritação, era uma característica de quando ele estava no limite.

Era notável para ela que se não tivesse levado o loiro para longe de Pietro nessa hora, ele estaria se rolando aos socos com o russo. -Ele é o ex- namorado da Asty!

Agora estava explicado do porque de Draco ter ficado tão incomodado, ele era apaixonado por Astoria Greengrass, mesmo que não confessasse.

Desde de uma festa no ministério á dois anos antes, quando por coincidência, se encontrou com ela e o namorado.

Hermione não sabia exatamente como acontecera, mas uma semana depois, Astoria estava solteira e Draco com um hematoma no rosto, mas incrivelmente feliz.

—Para isso que serve a palavra ex! Se toca Draco, a Astoria só tem olhos pra você! -Afirmou convicta, como se tivesse dito aquilo muitas vezes. E era verdade, ela dizia com frequência.

—Okay, acho que exagerei! -Sorriu relaxando, se lembrando de algo pessoal.

Hermione encolhera os ombros.

A relação dos dois era estranha, não namoravam nem nada e até pareciam se odiar, mas na primeira oportunidade que tinham, corriam fazer sexo . Claro que as escondidas, mas sem querer uma vez, Hermione pegou os dois na sala precisa, transando!

Fez uma careta, lembrando da cena e do tanto que corou.

Mas a partir daí começou a notar, que depois das discussões no corredor de Hogwarts, os dois sumiam... ela evitava ir em lugares onde desconfiava que o casal poderia ter ido.

Era bizarro, mas achava que era uma fantasia qualquer deles dois, mas como dizem, a linha entre o amor e o ódio era ténue.

—Também acho! -Confirmou sorrindo e voltando para o meio da festa lentamente, ao lado do loiro.

—Com meu acesso de raiva..

—Chilique!-Interrompeu e complementando, gargalhara. Ele ficara meio emburrado, mas sua atenção desviara para a marca dela.

—Ai, Hermione, isso é serio! -Passou o dedo indicador na marca de serpente dela e com isso ela parara de rir e o encarara, do mesmo modo.

—Tudo bem, me diga o que descobriu... -Abaixou o tom de voz, passando os olhos pelos convidados da festa, um por um, até chegar em Voldemort, que estava conversando com um grupo de homens influentes do ministério.

—Eu perguntei para minha mãe sobre a marca e no começo ela não queria me dizer, só que sem querer ouvi meu pai e ela discutindo sobre isso com minha tia....

—Draco...-Clamou para ir direto ao assunto, fitando-o seriamente.

—Acho que essa marca vai bem mais alem do que ''ele'' te contou. Não é só sobre proteção, vai muito mais além disso! Eu não pude descobrir sobre o que, mas pelo menos o nome eu escutei ''Serpente alada''!

—Isso eu já desconfiava, eu não te contei, mas esses dias andei sentindo umas coisas esquisitas e eu não sabia que era, mas a marca ardia então supus que enquanto ele se recuperava, ficou fraco e não pode me bloquear .

—Então quer dizer que você sente o que ele sente? -Falou perplexo.

—Mais ou menos isso! Terei que pesquisar mais a fundo! Obrigada Draco!- Afirmou, dando o assunto por encerrado, quando um bruxo segurando uma bandeja com bebidas, se aproxima deles, olhando diretamente para ela.

—Lorde Voldemort esta solicitando a presença da senhorita na biblioteca. -Disse para ela com um olhar de penoso, como se tivesse pena dela.

Hermione passou os olhos pelo salão, sem pressa e não encontrara Voldemort em lugar nenhum. Ela suspirou dizendo um obrigado ao garçom, que logo se vira e continua servindo os outros convidados.

—Daqui a pouco nós, nos encontramos okay! Vou lá enfrentar a fera! –Disse ela, dando um sorriso confiante a Draco.

—Ta! Vou procurar Astoria! — Disse ele, dando uma piscadela e saindo entre os convidados, ao que Hermione ficara vendo até ele chegar perto da morena que lhe encantara os olhos, ela sorrira radiante ao vê-lo, mas logo fechara a cara ao ver a expressão de Pietro perto dela, como lhe aborrecendo.

Hermione revirara os olhos e vai para biblioteca, sentindo um frio na barriga. A confiança que havia demostrado a Draco fora com o vento.

Como se conversar com um Voldemort com cara de cobra, fosse mais fácil que um Tom Riddle, versão 2.0!

2.0? Onde será que tirava esses pensamentos estúpidos...a convivência com os gémeos Weasleys, estão fazendo sua cabeça, pensou rindo.

Ela subiu as escadas pensativa, querendo prolongar os degraus para demorar-se o máximo que podia, mas quando viu já estava em frente da biblioteca.

Respirou fundo, contendo o nervosismo e entrou pela porta.

Como um verdadeiro Lorde, ele estava a esperando em pé de mãos atrás das costas, com uma expressão de divertimento.

Ela quase prendeu a respiração, o maldito era mais bonito de perto!

—Meu lorde! — Disse com a voz quase nula e dessa vez tendo o cuidado de não se esquecer de o reverenciar.

—Dessa vez ,não se esqueceu então! -Afirmou sem deixar o humor, tendo Hermione arregalado os olhos, nunca lhe passava detalhe nenhum.

—Meu senhor, me perdoe...-Ia dizendo, mas Voldemort revira os olhos.

—Escute, vou falar só mais dessa vez, eu não pedi suas desculpas, melhor..eu estou cansado de ter pessoas ao meu redor me pedindo desculpas, não seja assim! -Disse irritado, se aproximando dela.

—Tudo bem!

—Não me interrompa, não terminei ainda! -Ralhou. Ela já ia abrir a boca para pedir desculpas outra vez, mas contivera-se a tempo e fica quieta. -Eu quero uma aprendiz a quem eu possa confiar e que não tenha medo....se você for esta pessoa, só terá a ganhar comigo!

Ela ficou em silêncio por uns segundos, vendo se ele tinha terminado seu pequeno discurso.

Não sabia o que pensar do que ele tinha acabado de falar.

—Porque o senhor me chamou aqui? –Optara pela franqueza.

—Para te avisar que nós sairemos amanhã bem cedo, faremos uma pequena viagem para Irlanda, essa será sua primeira missão oficial.

—Só iremos nos dois, meu senhor? -Expressou curiosidade e algo de temor ao voltar a olhá-lo.

—Não, Bella e um grupo de comensais vão conosco. –Afirmou, fitando o rosto dela com um sorrisinho meio torto de lado, como se soubesse os seus pensamentos.

Ela suspirou, demonstrando clara aversão. A louca da Lestrange iria também, droga.

—Porque, algum problema?

Ela pigarreou, limpando a garganta e trocando o peso de uma perna para a outra, antes de falar, cruzando os braços sem conter-se.

—É que Belatrix Lestrange, não é exatamente uma pessoa que eu desejaria estar cobrindo minha retaguarda, caso acontecesse um ataque. –Dissera sem rodeios, sincera.

Voldemort parou para pensar por um momento, cruzando os braços rente ao peito, imitando o gesto dela, parecera refletir no que ela dissera.

—Quem você confia então?

Ela foi pega desprevenida, como assim, o Lorde das trevas, preocupado com a opinião dela....? Será que não fora só sua aparência que mudara? Agora sim o inferno poderia congelar!

—Draco! -Disse rapidamente, fazendo o bruxo erguer uma sobrancelha em questionamento.

—O menino Malfoy?

—Sim, nós nos conhecemos a muito tempo, ele é meu melhor amigo! –Afirmou se lembrando depois de Rony e Harry, Draco era de fato, um de seus melhores amigos, pensou amargamente.

—Isso é curioso, ele nunca disse nada sobre você!

Voldemort andou em sua biblioteca, dando uma volta proposital atrás dela, que engolira em seco e sentou-se em umas das cadeiras da mesa de leitura, em seguida, afrouxou a gravata do pescoço, enquanto olhava para Hermione.

Ela aproveitou a chance e foi sentar-se no sofá nas proximidades, e depois disse baixinho:

—Ele … é uma cabeça no ar…

Suspirara se livrando do sapato, respirara mais aliviada dando a entender que não voltaria para festa também. Não poderia perder a chance de conversar com Voldemort e quem sabe descobrir algo importante.

—O que achou da minha nova aparência? — Se pronuncia, com um falso tom de inocência, vendo ela massagear os próprios pés.

Ela parou o movimento na hora e o olhara seriamente, como tentando ver se havia alguma coisa por trás da pretensa pergunta.

—O senhor está muito diferente, mais bonito…–Ela tivera cautela, escolhendo as palavras certas optando pela sinceridade, pois de nada adiantaria mentir.- Como conseguiu a fórmula da poção, não me lembro do senhor dizer?

—Eu …mesmo criei. –Pronunciara na maior calma, como se não fosse nada.

Hermione se segurou para não engasgar. Ele criou uma poção extremamente difícil e fala assim, desse jeito!

Ela não pode deixar de pensar, que se ele não fosse um bruxo das trevas, ele poderia ter sido alguém que iria fazer a diferença no mundo, mas pena que usou sua inteligência para o mal.

—Isso é maravilhoso. -Esclareceu nervosa, tentando controlar a admiração e o entusiasmo na sua voz, ele olhara bem diretamente nos olhos dela, que a fizera desviar novamente de seus olhos.

Por Merlin, ela tinha que se que acostumar com a nova aparência dele o quanto antes.

Ele deve ter sentido seu desconforto, porque disse em uma voz extraordinariamente suave.

—Eu tive muito tempo para me dedicar em pesquisas, mas obrigado.

Ela ia replicar algo, mas optara por ficar em silêncio e esse confortável silêncio parecia bem reconfortante, porem o som da festa adentrava a biblioteca e Hermione resolvera prolongar a conversa.

—Eu devo supor que os caldeirões que nós usamos eram diferentes?

—Você está certa, era de um material raro compatível com o zinco e o metal, senão nunca teria dado certo.

—Então, para o senhor chegar a essa conclusão, deve ter tentado muitas vezes. -Concluiu, vendo ele, assentir levemente.

—Eu nunca me importei com as aparências, mas Potter me tirou muito mais do que apenas meu corpo. –Confessou, algo amargo.

Hermione franziu a testa, não entendendo o que ele quis dizer e muito menos confiante de que ele dizia a verdade. Porque, Voldemort iria confessar algo a ela?

Pelo que sabia, ele não confiava em ninguém.

Enquanto ela estava absorta em pensamentos, passos soavam pelo lado de fora da biblioteca, em seguida a porta se abre revelando uma Bellatrix com raiva.

Hermione olha para a Lestrange e depois volta a fitar seu mestre, vendo o que ele iria fazer, mas para o desgosto de Bellatrix ele continua fingindo nem vê-la, deixando ela ainda mais possessa.

A griffa sorri abertamente, gostando internamente daquela esculachada que ela estava levando.

—Meu Lorde...-Diz Bela, tentando atrair a atenção do bruxo.- O senhor não vai voltar para a festa...sem a sua presença não existe nada! –Afirma, com os olhos chorosos.

Voldemot suspirou desviando o olhar para Lestrange.

—Já basta por hoje para mim.

—Mas...

—E mais uma coisa Bella, amanha você esta dispensada da missão.

Belatrix congela, parada, como se não estivesse acreditando em uma só palavra do que acabara de escutar, mas tão rápida quanto a surpresa, viera o ódio e a falta de prudência, e fora direcionado em um rompante a Hermione.

—Você, sua coisinha nojenta! Fez o mestre me liberar...vai pagar por isso!

Hermione se surpreendera com a coragem dela de enfrentá-la tão abertamente assim, mas o que mais poderia se esperar de uma louca que nem ela.

—Aceita que dói menos Bella.

—Eu vou matar você, sua rata!

Bellatrix levou a mão a bota e pegou a própria varinha, antes mesmo de Hermione conseguir pegar a dela.

Por sorte, Voldemort foi mais rápido e desarmou a Lestrange, se levantando da cadeira rapidamente, apontando certeiramente a varinha na garganta da comensal, que congelara de medo na hora.

—O que você tem na cabeça Bellatrix!?-Grunhiu raivoso, fazendo ela se encolher com medo.

—Meu querido senhor, eu...-Ofega Bellatrix, de olhos arregalados.

—Se você ainda, não notou, ela usa o charme da Serpente alada! A próxima vez que eu ouvir você ameaçá-la, ou fazer a mesma coisa que fez agora, será a última coisa que você faz, Lestrange- Disse ele lentamente, usando um tom ameaçador. -Agora vá embora, enquanto eu ainda estou de bom humor!

Bellatrix virou as costas saindo por onde veio, com o rabo entre as pernas, se sentindo muito humilhada, por seu mestre ter a repreendido e com um ódio sem tamanho por Hermione.

Hermione respirou lentamente, sentindo seu coração acelerado e cheio de adrenalina.

Se não fosse por Voldemort....ela não queria nem pensar...mas o mais estranho era que ele havia defendido ela...mas porque?

O charme da Serpente alada? O que isso queria dizer?

Naquele momento ele voltara o olhar para ela e novamente, ela sentira como se sua mente tivesse varrido todos os pensamentos conflituosos dela e isso era mais aterrorizante do que a sua possível morte á segundos atrás, o que estava acontecendo com ela?

Notas finais
Se o Link do Pietro nao abrir, aqui esta um novo link(http://www.osemanario.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/5-HENRIQUE-01.jpg) Serpente Alada: https://ae01.alicdn.com/kf/HTB1caIUKpXXXXX2XXXXq6xXFXXXS/Temporary-font-b-Tattoo-b-font-Sticker-10-5-6cm-fashion-Cobra-font-b-snake-b.jpg Nao consegui achar uma foto exacta, do jeito que eu imagino, mas e esse estilo de cobra naja, imaginem a cabeça dela, no ombro da Herms, o restante do rabo e tudo mais , se enrolando sobre o braço dela. Gostaram? ♥ - ♥ Mereço comentários? Essa semana não tem previsão para capítulos okay! Se eu conseguir terminar de escrever, dai eu vou soltando aos poucos, senao...talvez so na outra semana! Ate a próxima pessoal!