Made of Stone
22 Revelações
Notas iniciais

Todos os dias, uma escolha é feita, podemos escolher conviver com a agonia do passado ou com a inevitabilidade da mudança, há dias que você vence os seus demónios, mas há outros em que eles te vencem.
Esses eram os pensamentos que mais assorcebavam a mente de Hermione Granger, ao olhar para o lado e vendo Lord Voldemort dormir placidamente, seu peito desnudo subia e descia calmamente, parecia imenso a um anjo negro dormindo, contivera o ar de sair, e a custo detivera um suspiro de deleite ao passar os olhos pelo corpo dele, em vez disso, fechara os olhos e suspirara dolorosamente.
Por Merlin, que ela havia feito? Como conseguira vir ali com uma missão firme e segura , sendo que no fim acabara na cama do seu maior inimigo? E pior, apaixonada por ele?
Sério, era mais que doentio, se ele algum dia descobrisse …um arrepio percorrera seu corpo desnudo ao pensar nisso com mais clareza, ela estaria mais que perdida, ela estaria morta em todos os sentidos.
Ela não iria suportar o olhar de nojo e repulsa que provavelmente lhe lançaria, seguido do olhar de decepção e desprezo de seus melhores amigos e pessoas que contaram com ela.
Com um longo suspiro cansado, levantara-se, sentando-se na cama, tendo á descoberta suas costas e o lençol repousando na cama, o frio pontilhava cada parte de seu corpo, arrepiando-a até os poros.
Seu olhar fixava a aurora no céu, as nuvens parecendo fofas e branquinhas que nem algodão, os pássaros esvoaçavam, quanto tempo que ela não parava para apreciar a vida ao seu redor?
Onde está você, Hermione Granger? Esse pensamento praticamente ressoava a cada segundo na sua mente.
Mas um som característico de alguém acordando e mexendo-se, distrairá felizmente desse curso negro de pensamentos. E ainda mais quando a pessoa em questão puxara pela cintura na direcção dele, rodara com dificuldade ao notar que ele se mexera mais, olhando e via que ele dormia ainda.
—Tom…- Ela cutucava devagar e falava baixinho, o mau humor dele matinal superava o seu, sem sombra de dúvida, dai ela havia aprendido que o melhor mesmo era acordá-lo com muita calma.- Está na hora…
—Hmmm…-Resmungava entre seus lençóis e obrigava a deitar-se, ao que ela contivera o riso ao ver a sua expressão de menino rabugento.
—Tom…vamos nos atrasar…não disse que queria discutir essa manhã, o plano da nova missão…
—Hmmmm…
Hermione arquejara a sobrancelha, suspirando e vendo-se numa posição meio apertada e morrendo de frio, dera um leve sorrisinho malicioso, sabendo como ele acordaria logo, sussurrando bem perto do ouvido dele.
—Tom…estou bem nua aqui…vai me deixar esperando e morrendo de frio…?
Nesse momento, ele abrira os olhos e soltara-a, ao que ela apressara-se a levantar, rindo maldosamente e ele inspirara tristemente, ao ver que ela prendia-se no banheiro.
—Isso, se chama crueldade, Hermione...
—Não, se chama, “ acordar Lord Voldemort…” …
Ela pensara em retorquir, mas dera um leve sorriso, abanando a cabeça, como não valendo a pena discutir com ela, olhara para Nagini , levantando-se totalmente nu e pegando a varinha, abrira a porta do banheiro, dando de cara com ela no mesmo estado que ele e expressão meio surpresa e meio brava.
Ele continha o sorriso no seu rosto, mas tinha menos sucesso noutras partes de seu corpo, ao que a castanha corara.
—Mas isso se entra assim?
—Oras, não mereço nem…um acordar melhor?
—Depende…
—Do que?
—Se me deixar ir visitar minha família, porque desde que entrei para aqui, não consegui…eu acho que posso pensar num acordar melhor…
Ele fingira pensar, dando um largo sorriso, ao que o coração de Hermione palpitara.
—Acho bem que cumpra bem esse acordar melhor, miss Jean…não que eu vá eu reconsiderar o seu presente de Natal atrasado…
Hermione tentara manter a expressão brava mas não conseguiu por muito tempo, acabando rindo e puxando-o de encontro a si, beijando-o, ao que ele abraçara e guiara até ao chuveiro, dedicando-se a começar a sua manhã da melhor maneira possível.
Quanto a Nagini, essa ouvia sons, gemidos e risos que vinham do banheiro, esta continha a sua curiosidade ante aquela cena que já se repetia a uns tempos mas que não era tão usual assim.
Depois de devidamente banhados e com sorrisos bem-humorados, ambos se vestiam, mas Hermione continuava a sua introspecção, olhando para ele, que estava de costas para si e cobrindo-se devidamente.
—Mais um minuto me observando, ficarei constrangido…- Ali estava o tom burlão e bem-disposto, como ela queria que ele estivesse sempre assim.
—Nossa, eu aqui toda orgulhosa de constranger você…
Ele voltara o seu olhar para ela, dando a volta na cama, sentando-se ao seu lado na cama, ao ver que ela já estava devidamente vestida, alisando os seus cabelos recém secados .
—É o seu plano maléfico, milady?
Ela contivera a muito custo, o choque que lhe deu, se bem que ele notou, mas preferiu ignorar. Hermione tocara o seu rosto, dando um leve beijo nos seus lábios.
—Eu tenho muitos planos maléficos…mas não podem ser pronunciáveis…
—Oh…
E risos voltaram a rondar o quarto, á medida que ela ajudava ele a colocar o seu manto e ficar imponente como sempre. Céus, ele era incrivelmente bonito!
—É..Tom…
—Hum?
—Porque quis um aprendiz, você nunca me disse…
E ele ficara meio ausente, como perdido em pensamentos e ela quase arrependeu-se de ter tocado nesse assunto assim tão de repente, parecia que o clima bom estava indo para o ralo. Quando pensava que ele já não iria responder, ele falara num tom de voz meio incerto.
—Solidão…
—Solidão?
Ele fixara os olhos nela, esta suspirara longamente, sorrindo de leve, com o olhar bem distante, aproximara-se devagar, tocando as suas mãos e apertando-as, ao que ele olhou na direcção dela.
—Quando você busca o caminho mais difícil para cumprir com o seu destino ou o seu legado…você nota que ficará cada vez mais só, tendo que decidir o que fazer com cautela, tendo que saber avaliar muito bem as pessoas e saber em quem confiar, creio que foi por isso que quis um aprendiz…e que bela aprendiz me deparei viu…- Voldemort soltara uma mão de entre as que ela segurava, alisando com delicadeza o seu rosto.- Eu confio em você, Hermione …só houve uma pessoa que confiei assim...
—Quem?
Seu rosto obscurecera e ela sentira em seu peito, todos os sentimentos conflituosos que ele tentava maquilhar, mas ela notara um em especifico que cria nunca ter sentido nele…Culpa!
—Andrey Sven….
Ela realmente deveria ter parado por ali, mas a curiosidade era o seu nome do meio e pelo que era mais conhecida.
—O que aconteceu?
Voldemort apertara a sua mão, ela sentia que estava ficando dormente, de tão apertada que estava, mas ele começara a relatar.
—Eu matei a noiva dele e ele nunca me perdoou…ele era…o que posso chamar de amigo mais próximo que eu tive…
—Porque a…matou?
—Ela protegeu a irmãzinha squib, colocou-se na …frente, qual é o problema dos feiticeiros que não entendem que sangues ruins e squib mancham a nossa sociedade, a sociedade que queremos construir melhor…enfim, eu criei o meu próprio inimigo…
Hermione tivera que ter muito autocontrole para não despencar ali no chão em desgosto e vergonha, ela era sangue ruim e ouvi-lo falar assim, só aumentava aqueles sentimentos negativos em seu coração. Mas não era tempo de pensar nela, ela tinha que continuar a conversa, ele olhava interrogativa-mente.
—Tal como Harry Potter?
Fora ai que a sua mão apertara de sobremaneira e ela soltara um gemido de dor, não fora a melhor resposta, sem dúvida, ao que ele soltara a sua mão instantaneamente, afastando-se.
—Vamos indo, Hermione…?
—S-Sim, mas…
—Mas…
Ela tamborilava os dedos sem jeito e ele arquejara a sobrancelha, puxando-a de encontro a si, beijando-a com todo o desejo que sentia em si, quando Hermione dera por si, estava encostada na parede e ansiando por mais daquilo.
—Não estou zangada com você, só não quero falar desse assunto…
Ela suspirara resignada, em meio á loucura que era sua vida actualmente.
—Ok…vai indo, todo-poderoso….
Ele soltara uma gargalhada, á medida que iam para a porta do quarto, sumindo quase instantaneamente quando ele a fechara e ela saiu com ele, mas ela vira em seus olhos os resquícios da piada que havia dado.
Ela não conseguira evitar sorrir toda boba, na sua direcção, até ele voltar costas e a angústia voltar com força.
Hermione ficara sabendo das informações mais essenciais que toda a Ordem queria saber desde sempre, porque Andrey Sven era tão contra Tom, se havia alguém á altura de Tom era Andrey.
Tinha também o assunto dela, ser uma horcrux viva e andante acumulado com o charme da Serpente Alada, sua cabeça parecia em ponto de ebulição.
“eu confio em você, Hermione…”
Oh, que aperto no coração!
“ não entendem que sangues ruins e squibs mancham a nossa sociedade…”
O que ela iria fazer?
Oh, meu Merlin…
(…)
Draco andava um pouco stressado, desde há uns dias, e tudo porque encontrava-se tenso com a sua discussão com Astoria que não tinha sido para nada famosa, depois a sua melhor amiga, Hermione andava evitando-o e pensava que ele não notava e sem contar que agora, tinha que ver o infeliz do Pietro rindo-se e engraçando-se novamente para cima de Astoria, que vontade de lhe arrancar os testículos sem necessidade de varinha.
Seu estado de ânimo estava mesmo péssimo, tomara um susto quando alguém lhe tocara o ombro, mal olhara na direcção a surpresa fez-se presente.
—Ora, ora quem é vivo sempre aparece não é ?
—Draco…
—Sim, Hermione…?
—Podemos conversar…?
—Agora, quer conversar, não anda- me evitando aos dias…? – Suspirando longamente, a castanha limitava-se a assentir, o que ele parara e olhara para ela, fechando ainda mais a expressão.- Diga…
—Me desculpe, só tive uns …alguns…problemas para resolver…e não pude falar com você…
—Foram tão graves?
Ela olhara no rosto dele, fixando a sua expressão, voltando a desviar e sentindo-se agonizada, querendo falar a verdade para ele e pedir alguma luz ou guia na situação escabrosa que se havia metido, mas não podia, ele simplesmente não iria entender, nem ela própria entendia muito bem, imagine Draco.
—Um pouco, mas…
—Diga…
Ela sorrira para ele, suspirando longamente, olhando em volta significativamente e ele acompanhara o rumo de seu olhar.
—Preciso visitar minha família…
Draco arquejava a sobrancelha, aquela era a linguagem código que eles haviam combinado, ela queria ir na Ordem? Mas se ele levava as informações que ela dava para as corujas e estas enviavam, porque ela queria ir?
Com o silêncio do loiro, Hermione tivera que completar.
—Preciso falar com o patriarca da família, é muito urgente…
Fora ai que ele arquejara a sobrancelha, mas limitara-se a assentir, confirmando para ela que iria entrar em contato, Hermione queria falar com Dumbledore, ele não podia evitar um pouco de mágoa e tristeza, ao notar que ela não falaria o motivo.
—Draco, és meu melhor amigo, a pessoa que mais confio no momento, mas…há assuntos que eu não posso falar com você, me perdoe…
Draco focara bem os olhos da castanha e via a sinceridade de suas palavras e o quão eram sentidas, ele assentira e num gesto que não era corriqueiro, abraçara-a, ao que ela apertara de volta, sorrindo.
—Tudo bem, Mione…
—Senti sua falta, Draco…
No entanto, um pigarreio mal-humorado fora escutado na mesa, ao separarem-se do abraço, deram de caras com Lord Voldemort, que olhava querendo fritar em fogo lento, Draco que engolira em seco, que ele tinha feito?
Hermione começara a praguejar baixinho, para o quão ciumento ele estava sendo, sorte que ali não havia muitos comensais relevantes, senão ela sentir-se-ia em envergonhada, mas ele não parava de encarar Draco com uma expressão tão maligna que até ela tinha medo.
—Draco…anda namoriscando a miss Jean?- Pronunciara-se num tom aparentemente casual.
—E-eu…não…
Fora nesse momento, que Merlin decidira ter pena dos comuns feiticeiros e fizera seu milagre, Astoria desenvencilhara-se de Pietro, que já estava incomodando-a, segurando a mão de Draco que olhara para ela, respirando fundo e tremendo de leve.
—Ele namora comigo, milord…e Hermione estava nos dando os parabéns, não é?- Dito isso, abraçara Hermione, esta sussurrara no ouvido da morena, “ Obrigada…”, ao que a outra sorrira de leve, com uma vontade contida de lhe apertar o pescoço pela cena aos dois.
Mesmo naquela situação meio desesperadora, Draco não pudera deixar de sorrir meio bobo, mesmo sob os olhos observadores de Voldemort, que amenizara os seus ciúmes e fúria, arquejando a sobrancelha e dispensando os dois com um gesto, estes apressaram-se em sair do salão do café da manhã, pelo que via, os dois já estavam a desconversar mal saíram, mas o som de uma cadeira batendo com força no chão, fora o bastante para ele desviar a sua atenção.
—Nossa, uma cadeira arrasta-se assim, Hermione?
Ela olhara em volta, vendo que ninguém estava prestando atenção agora, voltara uma expressão incrivelmente mal-humorada para ele, que dera um sorriso mínimo.
—Precisava de tudo isso?
—Ele não tem nada que abraçar mulher alheia, abrace-se com a morena Greengrass…
—Ele é meu melhor amigo, que coisa…
Ela fechara a expressão, limitando-se olha-la, com uma sobrancelha arquejada.
—Não devia de ter muita amizade com homens…
Céus, ela contivera a vontade de rir, será que ele ainda tinha a mentalidade no século passado, tudo bem que ele tinha quase um século de existência, mesmo aparentando ter somente uns trinta, mas os tempos haviam evoluído, por amor de Merlin. O que ela tinha que aturar, limitara-se a abanar a cabeça e comer a sua refeição, antes que ele decidisse falar mais besteiras.
Passado minutos, o salão do café da manhã encheu com todos os comensais, até Draco e Astoria que haviam-se retirado e ela não pode evitar ver um sorriso feliz na expressão de um e do outro. Ficara feliz pelos seus amigos, que teriam uma relação despreocupada e mais feliz que a sua pelo menos.
Voldemort começara a falar, no seu habitual tom costumeiro e quando ele acabara o seu plano, algo a deixara aflita e oficialmente desesperada, precisara de todo o seu auto controle para não sair correndo e matar-se de vergonha e repulsa de si mesma, sem contar do incrível medo que lhe assomara.
—Iremos acabar com o coração da Ordem da fênix…os feitiços rúnicos já foram transcritos por Astoria…e conseguiremos a varinha que Sven tanto queria tirar de mim…com essa varinha acabarei com Dumbledore, com Harry Potter e todos os que nos afrontam…
O olhar de Voldemort recairá sobre Darius que estava numa ponta, isso era um claro sinal de que a reunião havia acabado para todos, menos para ele.
Só Bellatrix que olhava com uma expressão de quem comeu e não gostou, não conseguia simplesmente confiar no rapaz depois do que lhe fizera na Irlanda, mas saiu puxada por Rodolphus.
(…)
Minutos depois, Darius olhava para Lord Voldemort com a sua expressão vazia de sempre, ao que este dera um leve sorriso satisfeito, passando-lhe uma carta para a mão, ao que este recebera.
—Ai está sua missão e não me apareça até cumpri-la…
Ao abrir a carta, Darius abrira imenso os olhos, como achando que ele era louco, ao retornar o olhar para este, claramente ele estava sendo.
—Como?
—Creio que sou mais que preparado, não acha?
Aperta a carta entre suas mãos, limitara-se a assentir e confirmar.
—Certo…
(…)
No final do dia, Hermione havia recebido uma coruja nos seus aposentos, era a da família Malfoy, com a carta que ela esperava.
Dumbledore iria recebê-la, suspirando fundo, começara a pensar mentalmente na conversa que iria ter com ele. Esta não iria ser uma conversa fácil e ainda mais, com ela terminantemente indecisa entre dever e amizade, amor e coração.
(…)
Enquanto isso, em terras mais geladas, havia alguém que armava seus próprios planos, sentado numa das poltronas defronte para a lareira acesa, ele olhava para o quarto onde antes estivera o seu dragão, vendo um particular montinho de cinzas sob o chão, chegara perto, semicerrando os olhos.
—Tem as cinzas necessárias para um livro, não é? Será?- Questionara-se a ele, mesmo com a suas palavras ecoando no ar, um sorriso maligno tomara conta de sua expressão, ao pegar sua varinha e pronunciando umas palavras em aramaico, reconstruindo cinza por cinza até ter meio amarelado mas visível, o Livro de Runas em sua mão, ao que um sorriso mais satisfeito esbatera-se sob seu rosto.
Rapidamente, apressara-se a desfolhar, vendo o feitiço que pretendia, finalmente, ele poderia acabar com aquele maldito de uma vez por todas.
Apressando-se a montar o ritual, com as pedras com as inscrições rúnicas no local, com muita madressilva e sal espalhados em volta, pegara um particular frasco que tinha algo vermelho, seu sorriso tomara laivos de loucura com a excitação que ele sentia naquele momento.
—O que não compensa recuperar restos de sangue nas próprias vestes que são suas, Tom…- Uma risada maligna preenchera o ar, á medida que ele libertava as gotas sob o cimo do círculo, sob um montinho que tinha a exacta runa que representava o “Sangue”.
Com aquele ritual poderia invocá-lo, e aquela louca apareceria com certeza para o proteger novamente e ele mataria a infeliz na frente dele, finalmente sentir-se-ia vingado.
E pegando a sua varinha, começara o feitiço do chamamento do Sangue, com o círculo brilhando em sua volta.
—Thig rium ... teachd am 'ionnsuidh ... mi a' gairm fhuil agad ...( Venha a mim…venha a mim…eu chamo o teu sangue…)
E um grito de dilacerar qualquer tímpano, fora ouvido no ar, á medida que sentia a pessoa aparecer no centro do círculo, entre dor e agonia que não duvidava em nada, afinal o feitiço fazia fervilhar o sangue da pessoa, pior seria se a pessoa estivesse bem longe e não estivesse ali.
Mas ao pensar que daria de caras com Tom, qual não foi o seu espanto, quando vira um rapaz desacordado a seus pés, com um particular colar que parecia um vira tempo, agora quebrado, suponha ele que com o impacto, ao ver os pós caídos no chão, meio brilhantes.
—Darius? Não pode…
Passado uns segundos, ele via que algo estava desfazendo do rosto do rapaz, parecia relativamente um ogro derretendo, mas percebera que era só o efeito da poção polissuco desaparecendo de seu rosto, nesse meio tempo ele acordara e ficara respirando bem devagar, ao notar o que estava no chão, engolindo em seco e pela primeira vez, ele notara os olhos do rapaz, tinha uma particular heterocromia, um castanho e outro verde.
—Bem, rapaz…você não é o Darius claramente, á um bom tempo me arrisco a dizer… afinal…quem é você?
Ele limitara-se a arquejar a sobrancelha para ele, dando um leve sorriso sarcástico.
—Prazer, Sven…se bem que te conheci á um tempo…meu nome é Rurik…
—Rurik?
Ao notar o ritual aos seus pés, Rurik erguera o rosto, não de maneira derrotada, mas de uma maneira meio macabra.
Rurik via o mago pensando, congeminando e dando um largo sorriso maligno, enquanto este sentia preocupação e tensão para com o seu segredo descoberto e pelas areias do tempo espalhadas no chão.
“Freya”. Fora seu único pensamento consciente, antes de voltar a inconsciência.
Mesmo longe, suas preocupações eram sentidas, por uma morena que encontrava-se discutindo com Dumbledore sobre o passo que ele queria dar, Freya sentia perder a sensibilidade de suas mãos e tudo rodeava em sua volta, tivera um vislumbre de um local onde ela não estivera pelo menos, não naquele tempo.
—Rurik…
Naquele exato momento a porta abrira, revelando Hermione entrando por ela, ao mesmo tempo que Dumbledore tocava o ombro de Freya, preocupado.
—O que aconteceu?
Mas Freya não escutava Dumbledore, seu olhar estava fixo na castanha, que olhava para trás como se visse um fantasma, no entanto, o choque não demorara, aproximando-se dela, agarrara as suas mãos.
—Meu irmão Rurik está em perigo…
E Hermione não soube explicar para si, o quão aquilo lhe deixou preocupada e ainda mais, por aquela moça.
—Como?
—Não sei, me ajude…Hermione…
E ela não soubera o porque de olhar esverdeado da garota lhe dar tanto desespero ao ponto de ela concordar.
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