Notas iniciais
Esse capitulo eu tive ajuda da minha querida e amada beta Lady Luna Riddle! Muito obrigada sua linda! ♥

Enquanto, Hermione entrava pela sala de jantar, notou que os comensais que estavam conversando, pararam de falar na hora quando a viram.
E muitos outros, olharam para seu Lorde esperando alguma palavra ou alguma informação mas não conseguiram nada.

Ela empinou o queixo em sinal de superioridade e procurou com o olhar, algum lugar vago na mesa e com grande desgosto descobriu que o único lugar vago era ao lado de Voldemort!

Tentou olhar mais uma vez pela mesa, mas realmente o único vazio era ao lado dele!

Respirou fundo, encaminhando-se tristemente e lentamente em direcção a cadeira vazia ao lado de seu mestre.

Grande ironia, pensava, Voldemort também era o mestre dela!

—Meu lorde.-Disse ela se reverenciando, como tinha que fazer toda a bendita vez que o via, isso a deixava meio aborrecida, mas ela nao poderia fazer nada, sobre isso.

Gemeu baixinho de dor, ao se curvar, tinha esquecido aquele detalhe por segundos, todo seu corpo estava incrivelmente machucado e doia. Definitivamente teria que pedir uma poção cicatrizante a alguém.

Mas eis a questão! A quem pediria?

Snape? A essa hora já deve estar em Hogwarts. Draco? Só viria no dia seguinte.
Deu uma rápida olhada aos restantes colegas comensais, e a ironia nunca acabava! Não precisaria de ser muito inteligente, que provavelmente acabaria pior do que melhor, se perguntasse algo para eles.

E estava fora de questão, pedir a Voldemort. Não daria o gostinho de demonstrar que ele a havia machucado e pior, que ela era incapaz de lidar com suas feridas, mesmo que tivesse num lugar que era desconhecido e sem acesso a muitos outros locais, que ainda não conseguira explorar, tendo em conta que chegou no dia anterior, seu orgulho era o unico que sobrava no momento.

—Sente-se e coma... -Disse o bruxo, acenando para cadeira ao lado, continuando a comer.

Ela assentiu, olhando a cadeira vazia, se sentou preparada para a dor que se seguiu, mas dessa vez, ela não gemeu, conteve-se , mordendo seu lábio inferior para que não saísse um único som, mas seu rosto contorcido em dor a denunciava.

Continuou tentando ser superior ,a todos os que estavam ali, ela realmente tentou, mas já era tarde, Voldemort era observador demais e tinha notado seu desconforto.

Alheia aos pensamentos do bruxo a atenção de Hermione ,se voltou para a mesa que estava farta, tinha de tudo o que se pode imaginar de comida, desde de salgados até doces.

Ela viu várias variedades de especiarias , iguarias frutíferas e entre outros, sua boca salivou e seu estômago roncou.

Optou por pegar uma macarronada e um copo de suco de abóbora.
Informação pouco conhecida sobre Hermione, ela amava suco de abóbora tanto quanto chocolate.

Almoçou ignorando os olhares curiosos direccionados sobre ela,mas com a audição apurada para o caso de escutar, algo que fosse de extrema importância.

—Meu Lorde! Quem é ela? -Perguntou Bellatrix com sua voz esganiçada, para não dizer com certa inveja, encarando Hermione como se fosse mata-la.

—Não sei porque seja do seu interesse Bela… -Disse Tom arrogantemente. -Mas responderei mesmo assim. Esta é Hermione, minha aprendiz! -Se pronunciou bebendo uma taça de firewhisky.

Os presentes na mesa tornaram a fitar Hermione com interesse mútuo, igual ao de sua colega Bellatrix,esta se remexeu desconfortável em seu assento.

Ela e os outros, não tinha imaginado que o aprendiz de seu Lorde era uma mulher e bonita por sinal. Bellatrix não gostou ,nem um pouco de saber disso. Tinha que fazer alguma coisa, ela que havia sido aprendiz dele a muitos anos atrás, quem era aquela desconhecida que aparecia assim, com aquela arrogância e petulância do lado de seu mestre.

—De onde é, coisinha? -Perguntou tentando irritar a Griffa, ao se referir a ela assim. Hermione continuou comendo e ignorou a bruxa.—É surda?

Hermione suspirou profundamente, para não deixar a sua irritação subir acima, ela tinha que se controlar, não podia perder a calma, deixou os talheres posicionados em cima do prato. Decidiu dar por encerrado o almoço, apesar de quase nem ter tocado na comida. Simplesmente, não continuaria dando corda para Lestrange irritá-la.

—Meu Lorde, posso me retirar?

Voldemort assentiu, nem se dando o trabalho de olhá-la. Hermione murmurou um obrigado, aproveitando a oportunidade para fugir dali, sem olhar para mais ninguém, quando se viu fora da vista de todos,bufou irritada, enquanto seguia seu caminho, o mais longe possível daqueles bando de loucos, principalmente de Bellatrix.

Uma hora dessas, ainda iria perder a paciência e toda a compostura de Grifinória, e iria mostrar quem era a coisinha.

Em vez dela ir para o quarto, encaminhou-se para biblioteca. Já que não tinha o que fazer ela resolveu ler, mas dessa vez queria fazer uma leitura mais leve, então pegou Hogwarts uma História, para se lembrar de casa.

Foi num sofá de dois lugares, que jazia ali e se deitou. Ela leu por horas a fio, e depois acabou adormecendo.

Mas para seu azar, não duraria muito.


(...)

Lorde Voldemort estava entediado. Seus olhos percorreram a mesa, era muita bajulação para pouca força de vontade. Ele sabia que a maioria dos seus servos estavam com ele, só por dinheiro, outros por medo, outros em busca de protecção, outros claro, assim como Bela, estavam com ele, por pura loucura. Mas ele simplesmente não ligava. Eles serviam somente para os seus propósitos, nada mais.

Levantou-se da mesa e os comensais da morte pararam de falar em um rompante, mas ele continuou seu caminho, em direcção ao quarto, pouco se importando com a demonstração de respeito.

Chegou ao quarto e logo viu Nagini rastejando, vindo ao seu encontro.

Boa tarde meu lorde....—Sussurrou ela em ofidioglota, se enrolando nas pernas dele. Ela era sua única amiga, e no final, seria também a única, que de maneira alguma iria abandoná-lo.

Nagini, já teve seu lanche hoje?— Em vez do animal, responder seu dono, simplesmente desenrola-se da perna de seu mestre e rasteja em direcção ao anexo secreto que dava directo para biblioteca. Claro que somente, Voldemort e ela sabiam disso.


Foi com essa passagem, que o bruxo usou para monitorar a chegada de sua aprendiz no outro dia.


Milorde...tem algo acontecendo....

Voldemort foi junto de Nagini e ficou escondido, viu Rodolfo e Antonin pegando Hermione á força e tentando arrastá-la do sofá.

Até então parecia que ela estava dormindo, mas acorda com os movimentos bruscos, se assustando.

Como não havia reparado que eles haviam chegado? Como fora dormir ali naquele local? Céus, só faltava uma placa indicando que poderiam ataca-la.
Hermione se debatia contra os braços fortes dos comensais e tenta pegar sua varinha, mas Rodolfo fora mais rápido e usou o feitiço Expeliarmus, fazendo a varinha dela voar para longe.

Dolohov ri, dizendo algo a Lestrange, olhando para Hermione meio maliciosamente, ao que ela não prestava atenção, ou tentara negar o que vira nos olhos de ambos. Sua mente estava arquitectando um jeito de sair daquela situação, o mais rápido possível.

Não queria ter que se defender a modo trouxa, mas morreria primeiro a ter que deixar esses bruxos encostarem um dedo no corpo dela. Dois porcos chauvinistas!

Rodolfo pega Hermione pelos cabelos, praticamente arrastando-a, ela tentou se esquivar, estapeá-lo ou esmurrá-lo, mas ele era mais forte, assim a arrasta e a leva até a parede, enquanto Dolohov apenas cruza os braços e fica olhando a cena, com deleite meio sádico.

Voldemort observou se deu conta do que estava acontecendo e se preparou para ir castigar seus dois servos, mas algo o fez travar no lugar e continuar escondido.

Hermione Jean não estava com medo, mesmo quando Lestrange a prensou um pouco mais a parede, como tentando intimidá-la. Ela apenas se mantinha lá com um sorriso zombeteiro na face.

Ele estava confuso. Uma pessoa reage a uma ameaça de estupro com um sorriso no rosto?

Com o canto dos olhos, Hermione vê Dolohov continuando a olhá-los com a mesma expressão no rosto, abaixando-se por fraçao de segundo, pegando a varinha dela que estava próximo a ele, colocando dentro do seu terno.

—Como é ser a putinha do Lorde? -Perguntou Lestrange atraindo a atenção dela, passando as mãos por seus cabelos, puxando ao de leve , fazendo um contato desnecessário no pescoço dela.

Por dentro, o estômago de Hermione se revirou, ela sentiu uma grande repulsa, além de uma pontada de medo, mas não iria mostrar a parte fraca, não poderia, não se permitiria demonstrar nada, além do rosto que auto-impusera.

—Não sei Lestrange, pergunta para sua esposa. -Respondeu irónica, ao que Rodolphus grunhiu fechando a cara, em sinal óbvio de raiva e despeito, ela manteve ainda mais o sorriso zombeteiro que vinha portando.

—Sabe beleza, logo eu tirarei esse sorriso do seu rosto.- Hermione alargou o sorriso ainda mais, podia jurar que seu rosto ja estava ate com covinhas, tendo a certeza de que só esse ato iria irritá-lo ainda mais.

Ela precisava distrai-lo o máximo possível, que forma melhor que deixar seu inimigo irritado e controlado pela emoção.

Não era por nada, mas ela pensava sempre com lógica e friamente, mesmo nas piores situações.

—Veremos! -Falou , preparada pra agir, ela forçou as pernas, com um pouco de dificuldade e deu uma joelhada no meio das pernas de Rodolfo, que ajoelha-se violentamente no chão,em um baque surdo, urrando de dor.

No segundo seguinte, gira e roda todo seu corpo, voltando na direcção de Dolohov. O bruxo arregala os olhos, mal processando quando Hermione lhe soca a cara e chuta seu estômago, o fazendo ficar sem ar, fazendo-o curvar-se, sustendo a barriga procurando ar.

Hermione aproveita a chance e rapidamente leva as mãos no bolso do terno dele e recupera sua varinha. Estuporando-o sem cessar, com um feitiço mudo, tamanha a sua raiva e ódio naquele momento, ainda chutara Rodolfo que encontrava-se no mesmo local, este gemera de dor.

—Quem é a putinha agora, seu porco?

Ele estava tão desesperado, que quase a fez gargalhar. Hermione sabia que estava sendo muito cruel. Mas a única coisa que conseguia pensar era que pela primeira vez poderia se vingar por tudo que havia passado por culpa deles. Não iria deixar essa passar. Não iria abaixar a cabeça para ninguém e muito menos, para esses infelizes.

Voldemort olhava a cena, ainda surpreso. E ele se surpreender era algo épico. Não pode deixar de sentir orgulhoso por saber que sua aprendiz sabia se cuidar sozinha. Alem disso, ele percebeu algo que nem a própria Hermione tinha percebido, a magia dela estava crepitando em volta do próprio corpo, com tamanha agressividade.

Era fantástico de se ver, o tanto de magia que ela tinha.

Ela não era tao inútil, quanto pensou, denotara com pronunciado interesse, tendo a sua cobra olhando para ele ainda mais interessada, retornando o olhar para a mulher que já havia saído pela porta, triunfante e confiante, pelo menos naquele momento.

Notas finais
Ficou bom? Meus amores...Se vcs estao gostando da fic me mandem reviews! Temos mais de 40 leitores no sistema do nyah( Fora os fantasminhas) e nem cinco pessoas comentam. Se estao gostando, vamos participar mais. Nem que for pra dizer que esta ruim. Assim eu estou começando a desanimar.