Made of Fire

24 XXI - Não te embrulho, te desnudo


Notas iniciais
Geeeeeente linda, gente boa, gente bela *-* AVISO IMPORTANTE: Capítulo puramente love. Capítulo puramente Willner. Logo, consequentemente, capítulo 16+. Ou 18+, não sei bem a diferença :O Desculpem a demora, mas além dos motivos óbvios - vida fora da internet, férias, falta de inspiração - eu ainda fiquei doente e tive certo problema com organizar os capítulos. A maioria dos cap eu já tinha uma ideia de como seria, tanto que eu tinha rascunho, mas eu acabei não planejando os outros. Não sabia o que escrever primeiro, já que tem alguns pontos ainda que fechar nessa fic :/ Maaaaaas vocês irão me perdoar prontamente! Hahahaha Eu sei que vão ♥ Will's POV Boa leitura! *0*

Subíamos as escadas rapidamente — já que o elevador estava sendo arrumado – enquanto eu mantinha-me em silêncio. Relanceei Turner ao meu lado ao passo que subíamos os últimos degraus antes de olhar para frente novamente.

— Will — chamou ele, caminhando agora em direção à porta de seu apartamento. — Você não precisa ficar chateado, não é nada demais — falou, olhando em minha direção.

Suspirei, emburrado.

— Você devia ter me contado antes — repreendi novamente. — Eu teria comprado um presente — resmunguei, desviando o olhar.

Turner estava de aniversário hoje e havia me contado alguns minutos atrás. Ele até poderia descobrir o meu aniversário por conta própria, já que tem acesso ao registro dos alunos. Mas como diabos eu ia adivinhar o aniversário dele?

A risada de Turner invadiu o corredor do prédio, enquanto ele tentava encontrar a chave certa para destrancar a porta. Em seguida, o sorriso que iluminava seu rosto se transformou em uma careta engraçada.

— Ah, Will — falou em um murmúrio antes de conseguir abrir a porta e entrar, seguido de mim —, aniversários são datas comemorativas quando se é jovem. Depois de certa idade, você só quer esquecer que aniversários existem. Para você, pelo menos — resmungou antes de fechar a porta.

Foi minha vez de rir.

— Você só está fazendo trinta anos, não? — perguntei, obtendo outra careta no rosto bonito. — Por que sempre fala como se já estivesse com um pé na cova? — Ri mais um pouco quando ele estreitou os olhos.

Turner aproximou-se deliberadamente e envolveu meu corpo com os braços.

— O que você tem que entender — disse ele — é que idade é um estado mental. Eu já me sinto velho, logo, estou — completou com um dar de ombros antes de encostar os lábios em meu rosto.

Afastei-me levemente ao erguer uma sobrancelha.

— Pode ser — murmurei, deslizando os olhos pelos detalhes de seu rosto. Inclinei a cabeça teatralmente, levando a mão ao seu rosto e deslizando-o pelas linhas deste. Fiz uma cara pensativa, obtendo um cenho franzido dele.

— Tem razão — falei. — E eu acho que isso é um cabelo branco — completei, segurando uma mecha de seus cabelos.

O corpo inteiro de Turner ficou tenso ao passo que o via engolir em seco. Mordi os lábios com força antes de dar-me por vencido e deixar a gargalhada inundar o local. Turner empurrou-me levemente ao desvencilhar-me de meus braços com a careta meio incrédula, meio zangada e meio divertida.

— Você não presta, Will — disse, finalmente deixando-se levar pela incredulidade acima de tudo. Abriu a geladeira, enquanto eu ainda ria, e tirou de lá uma jarra de vidro. — Quer água?

— Quero — falei, aproximando-me. — E claro que eu presto!

Turner serviu os copos antes de me olhar de forma carinhosa, com um sorriso. Não respondeu, no entanto. Colocou uma das mãos na cintura ao levar o copo de água à boca, inclinando-o da mesma forma que eu.

Turner havia insistido em me buscar em um sábado — agora descobri que o motivo era seu aniversário — às duas horas da tarde. Não recusei, já que minha mãe havia saído para trabalhar e Caleb estava na casa de um amigo.

Observei suas roupas simples. A calça jeans e a camiseta branca ainda eram estranhas aos meus olhos. Imaginei que, se as coisas não houvessem tomado o rumo que tomaram, eu nunca o veria em alguma roupa diferente da social. Eu nunca cogitaria a hipótese de que ele usasse roupas além das que ele usa para trabalhar. E eu nunca descobriria que ele podia ser mais sexy do que era nas aulas.

Suspirei pesadamente após ter engolido toda a água em segundos.

— Eu ainda vou comprar um presente para você — teimei quando o vi terminar de beber a água. Turner riu, balançando a cabeça ao se aproximar.

— Se você quer tanto me dar um presente — falou ele, apoiando-se na mesa ao chegar perto de mim —, eu tenho papel de presente suficiente no meu quarto para embalar você inteiro.

Por essa eu não esperava.

— Turner... — comecei, nervoso, sentindo o sangue subir para minha cabeça. Pude vê-lo rir também.

— Bom, eu admito — interrompeu, erguendo os ombros. — Não sei se tenho papel suficiente, apesar de você ser pequeno. — Revirei os olhos. — Mas poderíamos tentar. Talvez você tenha que tirar a roupa para caber dentro da embalagem. — Sorriu maliciosamente.

Ri nervoso, desviando o olhar ao perceber que ele se aproximava cada vez mais. Repreendi-me mentalmente por perder a compostura. Cadê o atrevimento quando preciso dele?

— Não seria preciso — falei. — Digo, me embalar. — Embolei-me com as palavras. — Você já me tem — murmurei, erguendo os ombros ao tentar afastar a vergonha de mim.

O sorriso de Turner alargou-se ainda mais e os olhos cinzas brilharam com intensidade.

— Isso é verdade — falou, erguendo-se completamente e envolvendo meu corpo com os braços de novo. — Mas talvez eu queira ter você de uma maneira diferente também — sussurrou em meu ouvido antes de passar a língua no lóbulo da orelha.

Inspirei fundo, sentindo um arrepio subir pelo meu corpo. Fechei os olhos instintivamente, segurando-me em seus ombros fortes. Naquele momento, percebi que havia caído em uma enrascada como um coelho em uma armadilha.

Turner afastou o rosto até mantê-lo de frente ao meu, milímetros nos separando. Já não sorria. Tinha a mandíbula trincada e uma veia pulsava com violência em sua testa. Apertou os braços ainda mais em minha cintura, como se eu pudesse escapar. Percebi que ele, assim como eu, não havia levado em conta que não conseguíamos ficar em um mesmo local por muito tempo sem acabarmos nos agarrando. Não havia sido uma armadilha, no fim das contas. Mesmo assim, no entanto, eu estava preso.

Turner pareceu escolher o foda-se novamente, grudando os lábios nos meus. Não sei por que eu estava surpreso, já que essa era a escolha que ele mais fazia ultimamente.

Grudou meu corpo no balcão com violência, fazendo-me soltar um resmungo de dor. Ignorou-me, entretanto, juntando sua língua com a minha em uma dança sensual. A mão esquerda de Turner mantinha-se em meu rosto, impossibilitando-me de afastar-me e a direita em minhas costas, apertando-me contra ele. Deslizou os lábios por meu pescoço com ausência de qualquer delicadeza e mordeu-me gradualmente.

Arregalei os olhos e afastei-me milimetricamente – o máximo que ele havia permitido.

— Então — falei, com a voz rouca —, hora de me contar a verdade. — Fechei os olhos novamente quando ele voltou a deslizar a língua por toda a extensão de meu pescoço.

— Que verdade? — perguntou como um gato, mordendo meu lóbulo e logo esfregando a barba mal feita pela lateral de meu rosto. Lambeu meus lábios em seguida, fazendo-me abrir os olhos novamente.

— Sobre seu aniversário — falei, sem consistência alguma. — Você está fazendo quatrocentos anos agora, por isso sente-se velho — murmurei, sentindo-o morder meu lábio inferior e soltá-lo. — Não é verdade, Drácula?

Pude sentir seus lábios abrirem em um sorriso enquanto me beijava com fervor mais uma vez. Eu já nem sabia onde minhas mãos estavam, já que não mantinham-se em um lugar só. Turner afastou-se e passou a língua pelos próprios dentes sem tirar os olhos cinzas dos meus, com o cenho franzido. Assentiu devagar com a cabeça.

— Sim, humano — disse ele, levando as mãos em direção à barra de minha camiseta. — Eu acho que tenho os dentes propícios mesmo — falou, passando a camiseta por minha cabeça e logo jogando-a no chão. — Vou continuar a testá-los — completou.

Antes que eu pudesse reagir, avançou com rapidez em direção ao outro lado de meu pescoço, fechando os dentes ali novamente. Soltei um resmungo, pronto para repreendê-lo, mas a sensação não havia sido nem um pouco ruim, apesar de levemente dolorida. E ficou cada vez melhor ao passo que sua língua deslizava pelo local onde havia mordido. Meu resmungo se transformou – vergonhosa e tragicamente – em um gemido.

— Will? — Sua voz rouca invadiu meus ouvidos, fazendo-me frouxar um pouco as mãos que agarravam suas costas com força. — Você ainda não conheceu meu quarto, não é?

Abri os olhos com brusquidão.

Estava quase em cima do balcão em que havia me apoiado e não parecia ter um centímetro de Turner apartado de mim. Senti meu rosto queimar ao perceber que, apesar da intensidade de seu olhar, havia certo receio ali também.

— Não — respondi, baixinho.

Os olhos mantiveram-se nos meus por um tempo, nossos peitos subindo e descendo com rapidez.

— Quer conhecer? — perguntou também com a voz mais baixa, receoso.

Parecíamos dois adolescentes que mal conheciam os próprios corpos.

Incapaz de abrir a boca, assenti mecanicamente com a cabeça.

Um sorriso começou a abrir em seu rosto, transformando-se em segundos em malícia. Afastou-se e quase caí no chão, dando-me conta que era seu corpo forte que mantinha-me em pé. Prometi a mim mesmo que comeria mais para deixar de ser tão magricela, mas esse pensamento logo esvaiu-se quando senti mãos alheias no cós de minha calça.

Turner tinha um sorriso arteiro e prendeu com mais força os dedos na peça de roupa, dando passos para trás e puxando-me junto dele.

Oh, céus!

A gravidade da situação deixou-me em alerta — lê-se em pânico - mas me recusei a me afastar.

Não serei um covarde, não serei um covarde.

Turner movia-se com lentidão e eu era incapaz de desviar os olhos dos dele. Seu corpo movia-se com graça. Não era possível que até o simples caminhar dele seja sensual. Como era possível existir pessoas assim?, indaguei-me com incredulidade.

Ciente de que todo meu peito magro — ainda com pequenas marcas roxas — estava exposto, me permiti entrar em pânico mais ainda. Internamente, é claro. Mas não havia motivo para pânico. Estávamos apenas indo em direção ao seu quarto, no seu apartamento. Ambos vazios, com exceção da presença calorosa de nossos corpos. Só estávamos indo em direção ao seu quarto, sozinhos, onde tem uma cama. Uma cama que provavelmente está inundada com seu cheiro. Seu cheiro sensual. E seu corpo sensual também estará no quarto. Mas não há motivo para pânico.

Engoli em seco.

Turner acendeu a luz e dirigiu-se às minhas costas, abraçando-me por trás. A porta do quarto, onde estávamos parados, dava de frente para um guarda-roupa e uma mesa organizada. No meu lado direito, havia uma cama de solteiro ao lado de uma cômoda. Esta, por sua vez, estava ao lado de uma segunda mesa – maior que anterior – que continha um notebook e várias pastas, as quais eu imaginava que fosse do curso. Tudo no quarto exalava uma masculinidade gritante.

Pensei no meu quarto simples – muito mais do que o quarto do Turner – com móveis velhos e nada elegantes. Não havia nada em meu quarto indicando, inicialmente, que a pessoa que dormia lá era um adulto ou uma criança, um padre ou um serial killer.

Suspirei, sentindo o pânico esvair-se aos poucos.

— Pode procurar — disse ele, soltando-me e entrando no quarto à minha frente. Entrei também, vendo-o erguer os ombros com um sorriso. — Não há listas com nomes de alunos marcados com uma cruz nem esqueletos nos armários — falou, fazendo-me rir. — Ou nas gavetas — acrescentou, erguendo a sobrancelha.

— Bom saber — falei, rindo ao observar ao redor.

Um momento de silêncio constrangedor se abateu sobre o quarto. Evitei a todo custo olhar para Turner, achando interessante a mais simples das folhas em sua mesa. Pude senti-lo aproximar-se por trás e traçar com o dedo uma linha aleatória pelas minhas costas nuas, fazendo-me encolher com o arrepio. Em seguida, deixou um beijo em meus cabelos.

— Você sabe que eu sou tão conhecedor do assunto quanto você, não é? — murmurou, acariciando meu cabelo.

Subitamente nervoso, mantive-me ainda mexendo com a folha na mesinha.

— Que assunto? — perguntei, com a voz falha.

Turner levou uma mão aos meus quadris enquanto soltava um riso em meu ouvido. Inspirei fundo.

— Este assunto — falou, puxando meu corpo de encontro ao seu. Pude sentir o volume de sua calça roçando violentamente na minha parte traseira. Senti meu corpo começar a tremer.

Não entra em pânico, não entra em pânico.

Porém, o pânico foi jogado para o fundo de minha consciência quando, com calma, Turner passou os dedos por minha pele nua. Inspirou fundo em meu pescoço, roçando os lábios de leve ali. Espalmou as duas mãos em meu peito, já arrepiado, e desceu-as em direção ao cós da calça novamente. Desabotoou-a sem pressa, ainda deixando beijos em meu pescoço e na lateral de meu rosto. Puxou o zíper, roçando os dedos em meu membro já rígido. Sem perceber, eu já havia apoiado minha cabeça em seu ombro com os olhos fechados, sentindo meu peito querer explodir.

Não só o meu peito, pensei rapidamente.

Girei rapidamente em seus braços quando ele ameaçou baixar minhas calças, enfiando meu rosto em seu pescoço. Já havia se tornado uma mania enfiar-me em seu pescoço quando eu queria fugir. Porque eu sabia que, no fundo, eu não queria fugir de forma alguma.

Turner riu levemente, e percebi que ele também estava nervoso. Levei as mãos até a barra de sua camiseta e ele ergueu os braços prontamente. Arranquei sua camisa de seu corpo e joguei-a no chão. Engoli em seco novamente ao observar seu corpo magnífico. Não era magro como eu e muito menos bombado como aqueles caras de academia. Era esbelto, musculoso e perfeito. Fechei os olhos.

— Eu te odeio — murmurei, ouvindo um riso de sua parte.

— Não parece — respondeu ele, olhando para minha calça aberta.

Deslizei a mão por seu peito, sentindo os pêlos macios que ali haviam. Observei pelo menos três cicatrizes espalhadas por seu abdômen, uma delas sendo bem visível também para quem não estivesse o comendo com os olhos – meu caso.

— Você quer mesmo fazer isso? — perguntou ele, levando a mão à meu queixo. Ergueu minha cabeça, fazendo com que eu parasse de olhar seu corpo magnífico para olhar seus olhos magníficos.

Eu realmente o odiava.

Assenti novamente, pensando que eu não recuaria nem se caísse um raio sobre mim. Teimoso demais para isso. Ansioso demais por isto.

Um sorriso abriu em seu rosto novamente e ele juntou nossos lábios com violência, girando nossos corpos de forma com que eu andasse para trás. Só percebi qual sua intenção quando bati minhas pernas em sua cama e ele jogou-me ali com brusquidão.

Deitado – estirado – na cama, observei Turner enquanto retirava as próprias calças. Arregalei os olhos quando vi o volume pulsando na boxer preta e soltei uma exclamação quando, sem esperar meu momento de choque passar, suas mãos atrevidas puxaram minhas calças para baixo com agilidade.

Tudo bem que eu nunca havia estado com um homem antes, mas já havia imaginado, principalmente em sonhos, como seria quando estivesse com Turner. Ou seja, eu não devia estar tão apavorado. Conhecia a anatomia humana e já sabia como funcionava o corpo masculino, já havia visto outros homens sem roupa — principalmente quando Gabe me arrastava para o futebol de quadra. Então por que eu tremia tanto?

Estar com um homem não deveria ser muito diferente de estar com uma mulher, afinal. Era a mesma coisa, apenas corpos diferentes. Ou melhor, corpos iguais. Corpos iguais que deviam encontrar uma forma de encaixar-se também. Forma esta que se fazia muito clara em minha mente. Mas não poderia ser ruim. Afinal, este era Turner. Nada poderia ser ruim com ele. Estar com Turner não deveria ser muito diferente de estar com alguma mulher. Não é?

Porém, a segunda parte de meu cérebro sabia tanto quanto a primeira e não pude me responder. Não tinha a resposta.

— Will — disse Turner quando jogou-se sobre mim na cama. — Seus olhos vão sair das órbitas daqui um pouco. — Riu ele, abraçando meu corpo com leveza e deixando um selinho em meu rosto.

— Desculpa — murmurei, emburrado comigo mesmo.

Não era assim que eu imaginava.

Na minha cabeça, eu seduziria Turner de forma determinada. Obteria as melhores reações do mundo, beijaria seu corpo inteiro e o faria gemer como nunca. Na minha cabeça, eu definitivamente não ficaria tão chocado quanto estou agora. Porque a minha cabeça não havia se atrevido a ir mais além do que eu sabia.

— Eu não vou fazer nada que você não queira — explicou ele, deitando ao meu lado e roçando o rosto em meu pescoço. — Você sabe disso, não é? — Afastou-se levemente para me olhar nos olhos.

Assenti mais uma vez. Baixei os olhos para seu corpo seminu ao meu lado. Os pêlos que cobriam as pernas de forma bem mais contínua que em seu peito eram macios, percebi ao enrolar minhas pernas nas suas. Passei os dedos por seu peito, parando-os na cicatriz maior, perto do estômago. Franzi o cenho ao erguer os olhos para seu rosto. Ele deu de ombros, sem nada falar.

Por quê? Por quê? Por que tão lindo?

Beijei sua boca rapidamente, obtendo um som de surpresa vindo dele. Colei meu corpo ao seu, juntando nossas línguas com afinco. Turner não deixou-me tomar conta da situação por mais de cinco minutos. Logo estava em cima de mim novamente, beijando-me onde quer que sua boca alcançasse. Começou a fazer um vai e vem com seu corpo, atritando nossos membros de forma completamente delirante.

Então, minha mente nublou por um segundo e continuou assim pelos segundos seguintes. Já não tinha medo, só tinha vontade.

— Você quer parar? — perguntou-me quando o apertei com mais força. — Will? — chamou novamente, a voz rouca trazendo-me a realidade.

Abri os olhos, mas não o respondi. Alguma coisa me dizia que, mesmo se eu quisesse parar, eu não conseguiria. Não mais.

Sentindo-me mais leve – lê-se: sem vergonha – forcei seu corpo para longe, obtendo um resmungo de sua parte. Joguei-o para o lado – e precisei usar força para isso! – e subi em seu corpo como se já o tivesse feito toda a vida. Tomei um segundo para inspirar fundo, olhando na profundidade cinza, agora já escurecida por desejo. Sorri, percebendo que Turner não deixava de surpreender-me. Olhando-o assim de cima, sem camisa e com os cabelos curtos bagunçados, conseguia levar a sensualidade à outro nível.

Não consegui reprimir o pensamento que piscava incessantemente em minha mente: Gostoso, gostoso, gostoso!

Ignorando o fato de eu estar sentindo-me como um garotinho envergonhado, eu juntei meus lábios com os seus novamente. Desci os lábios por seu abdômen, beijando cada detalhe desse com vontade. Satisfeito que seu peito descia e subia com a mesma velocidade do meu, continuei meu percurso apesar do receio. Assim que cheguei no volume avantajado de sua boxer, deliberei por alguns segundos antes de sentir Turner acariciar meus cabelos.

Incapaz de deixar meu medo tomar conta, ergui os olhos para seu rosto e sorri largamente. Largamente do tipo que deixa Turner desconfortável. Largamente do tipo que deixa claro que estou prestes a aprontar.

— Já que eu não tive tempo de comprar um presente... — Percebi minha voz falha escapar, sem deixar o sorriso sair do rosto.

Pude, com satisfação, vê-lo engolir em seco e piscar algumas vezes com a mão parada em meus cabelos. Deixei um, dois, três beijos por sobre a boxer antes de baixá-la completamente. Engoli em seco também, pegando seu membro com cuidado.

E agora?, pensei apavorado.

Sem mais demandas, lembrando de todo o tempo de minha vida que gastei assistindo filmes pornôs, enfiei tudo na boca de uma vez só, sentindo-o apertar meus cabelos com vontade. Bom, o que sobrara de meus cabelos. Comecei a movimentar a boca devagar, imaginando que não era ruim como eu pensava que seria. Nem um pouco, na verdade. Fiz exatamente o que eu gostaria que ele fizesse comigo e exatamente como nos sonhos que tive.

Descobri em pouco tempo que eu era muito bom no que fazia. Soube disso porque os resmungos baixos de Turner tornaram-se grunhidos e o sangue pulsava em seu corpo com violência. Afastou minha boca de si depois de um tempo, praticamente me puxando com força para que alcançasse seus lábios. Assim que tornamo-nos um emaranhado de braços e pernas e lábios novamente, pude senti-lo baixar minha boxer sem afastar-se de mim. Segurou meu membro já lambuzado com força, fazendo-me gemer alto.

Pude ouvir meu celular tocar na sala, mas eu não estava mais nesse planeta. Eu estava no planeta Turner e ele pegava fogo.

Agarrei-me em seus braços com força também, sentindo-o torturar-me com suas mãos. Mordi seu ombro com força, vingando-me de todas as vezes em que ele o havia feito. Isso, no entanto, deixou-o mais excitado e ouvi um riso em meu ouvido.

— Will... — murmurou ele, raspando a barba em meu rosto.

Beijou-me o peito, deslizando a língua por meus mamilos e fazendo-me delirar. Com os olhos semicerrados, pude vê-lo chegar à meu umbigo, beijando cada pedaço de pele que encontrava. Devido às nossas posições, pude ver alguma coisa cobrir as costas de Turner, embora não pudesse ter uma visão perfeita do que seria. Dei-me conta logo após que aquele emaranhado de desenhos só podia ser uma tatuagem.

— Sua tatuagem é nas costas — murmurei, um tanto perdido com seus lábios em mim.

Turner assentiu levemente, sorrindo ao puxar meu braço e lamber em cima da árvores bem desenhada neste. Deixou um selinho ali antes de voltar a atenção à meu abdômen.

Em seguida, desceu o rosto com o intuito de fazer o mesmo que eu. Ainda segurando meu membro, passou a língua neste, fazendo-me arregalar os olhos. Abocanhou-o da mesma forma que eu fiz consigo, passando a língua de forma frenética neste. Sem saber onde me segurar, agarrei os lençóis de sua cama e seus cabelos. Tentei reprimir os gemidos, mas foram mais fortes que eu. Em pouco tempo eu já mexia o quadril de forma contínua, incapaz de me segurar.

Não era a primeira vez que eu tinha uma boca alheia em minhas partes íntimas. Esperava, certamente, que não fosse a última. No entanto, o fato de eu estar delirando como nunca ninguém me fez delirar junto ao fato de que eu queria tanto isso que chegava a me doer a alma, fazia com que a perfeição do momento o torna-se único.

Sim, eu era virgem mais uma vez.

— Devia ser proibido algo ser tão bom — murmurei, só dando-me conta que o havia pensado em voz alta depois de ter aberto a boca.

Turner soltou-me depois de um tempo, deitando ao meu lado antes de subir em cima de mim novamente. — Eu sei — disse ele, sorrindo. — Queria que você sentisse o mesmo que eu.

Então eu não era o único virgem. Bom.

Em seguida, deslizou os olhos para baixo com o cenho franzido. Já estávamos os dois melecados e pulsando com afinco. Ergueu os olhos para os meus como se pedisse desculpas antes de abrir minhas pernas com as suas. Arregalei os olhos, tensificando o corpo inteiro quando percebi o motivo. Deixei, relutantemente, que minhas pernas relaxassem de forma com que ele pudesse encaixar-se em mim. Levou as mãos em meu traseiro, encontrando em pouco tempo o lugar proibido.

Fechei com olhos, tentando controlar o desespero.

— Ei, calma — disse ele, beijando minhas pálpebras fechadas. — Não vamos fazer isso hoje, tá bom?

Abri os olhos novamente, franzindo o cenho.

— Não? — perguntei, confuso. Não devíamos?

— Não — respondeu-me, balançando a cabeça com um sorriso. — Eu tenho algumas coisas para isso — disse ele, apontando a cômoda com a cabeça. — Mas não precisa ser hoje.

Ergui os olhos para esta, só então dando-me conta do que havia ali em cima. De onde estava, pude ver camisinhas, lubrificante e outras coisas que não pude identificar. E nem quis. Voltei os olhos para ele, sentindo a vergonha voltar à mim com violência.

— Agora eu só quero te fazer sentir bem, meu anjo — falou, sorrindo maliciosamente de novo.

Senti meu coração bater mais forte com suas palavras e o sorriso, também malicioso, voltar ao meu rosto com rapidez.

— Então o que você está esperando? — perguntei em um murmúrio, lambendo seus lábios com lentidão.

Turner voltou a beijar-me com brusquidão, segurando ambos nossos membros com agilidade, atrapalhando-se um pouco no início. Ao final, chupava-me onde podia, apertava-me onde alcançava e o ritmo de suas mãos só aumentava. Sentindo meu corpo suar em excesso, envolvi seu corpo com minhas pernas e agarrei-o com força contra mim. Ambas nossas bocas exalando sons confusos e repetitivos.

Não demorou muito antes do meu corpo adormecer aos poucos, esquentando mais e mais. Minha mente nublou e eu soube o que estava por vir. Então meus gemidos tornaram-se mais altos e meu corpo estremeceu enquanto sentia meu corpo aliviar-se. Ainda com os olhos fechados, não pude sentir nem ouvir mais nada além das batidas de meu coração. E o do seu, grudado em mim.

Abri os olhos, vendo que a cabeça de Turner estava enfiada em meu pescoço dessa vez, enquanto sua respiração pesada fazia-se ouvir em conjunto com a minha pelo quarto. Baixei os olhos para ver nossa obra de arte em nossas barrigas. Soube, então, que eu não havia sido o único a aliviar-me.

Deitados lado a lado, abraçamo-nos com vontade.

O mundo parecia voltar a girar e eu estava bem mais consciente do cheiro de suor e sexo que invadia o quarto, bem como a leve brisa que entrava por sua janela. Os olhos cinzas, levemente caídos devido ao cansaço, me observavam com carinho enquanto ele deslizava os dedos por meu rosto.

— Turner?

Ele sorriu, como se eu tivesse dito algo lindo. Franzi o cenho, mas não perguntei.

— Will? — respondeu-me no mesmo tom, divertido.

— Isso foi muito bom — esclareci, já que sentia cada célula do meu corpo animar-se para contar-lhe que foi o melhor sexo da minha vida e nem havia sido realmente sexo completo.

O sorriso de Turner alargou-se novamente, fazendo as rugas aparecerem em seu rosto e deixarem-me indagar novamente sobre seu passado de sorrisos.

— Sim — concordou, deixando um beijo em meu nariz. — Fomos bem para dois inexperientes, não? — Ri, assentindo. Seus olhos exalavam afeição. — Foi o melhor presente de aniversário que eu poderia ganhar — completou, segurando meu pulso e deslizando os dedos por minha pulseira.

— Ainda assim vou te comprar uma coxinha antes de ir embora — deixei claro, vendo-o rir alto antes de assentir. No entanto, o sorriso deu lugar a uma careta e ele puxou meu corpo novamente, estreitando os braços ao meu redor.

— Quem disse que você vai embora, Will? — perguntou, apertando-me mais. Ri também, abraçando-o mais forte de volta.

Ficamos assim por tempo suficiente para regular nossas respirações. Com o rosto enfiado em seu pescoço, pensei que ele havia adormecido. Porque eu também deveria adormecer, já que sentia meus olhos pesarem e meu corpo sucumbir ao cansaço de tanta agarração. Não consegui, no entanto. O que havia acontecido não saía de minha cabeça ou de meu corpo ou de meu coração. Estava cansado mas ao mesmo tempo, havia-me enchido de energia e não conseguia fechar os olhos.

— Que houve, Will? — A voz de Turner surpreendeu-me. Ergui o rosto com brusquidão. Estava acordado. — Você está balançando a perna. Tique nervoso — falou, com diversão.

Ora, era óbvio que ele saberia de meus tiques nervosos.

— Quero fazer de novo — contei antes que me arrependesse, obtendo sobrancelhas igualmente arqueadas, com surpresa.

— De novo? — gaguejou, arqueando as sobrancelhas com surpresa. — Agora?

Assenti mecanicamente, os olhos esbugalhados ao observar sua reação. Turner riu nervoso e pude ver seu rosto ficar avermelhado. Balançou a cabeça com incredulidade, mas eu pude enxergar em seus olhos que achava a ideia, no mínimo, interessante.

— Sim — falei, beijando seus lábios rapidamente. — E quero ir até o fim.

Se tudo que havíamos feito havia sido bom, o resto também deveria ser. Não?

Observei-o morder os lábios ao olhar para os meus. Seus olhos mudaram de expressão aos poucos e eu soube que tudo que ele precisava era que eu pedisse.

— Você ainda vai me deixar maluco, Will — disse ele, balançando a cabeça negativamente. Sorri, beijando-o com vontade. — Eu comprei algumas coisas — disse ele, apartando-se ao apontar para a cômoda. — Jay me deu algumas dicas — completou, fazendo uma careta.

Sorri, beijando seus lábios com vontade. Turner estreitou os braços em minha cintura, deitando em cima de mim novamente, deixando beijos por todo meu rosto. Ri junto a ele antes de sua expressão tornar-se séria novamente.

— Podemos tentar, se você quiser.

Sorri abertamente ao observar os detalhes de seu rosto e perceber que podia observar também os detalhes de seu corpo agora. Envolvi-o com meus braços, passando os dedos pelos músculos de suas costas, devagar.

— Ah, eu quero — falei, sem precisar pensar. — Você quer?

Turner mordeu meu lábio inferior antes de deslizar a língua por ele. Deslizou a mão direita de meus ombros pela lateral de meu abdômen, até minhas pernas. Senti o arrepio já familiar subir por minha coluna rapidamente. Então um sorriso malicioso formou em seus lábios enquanto me olhava com luxúria.

— Como se você precisasse perguntar — murmurou, antes de beijar-me novamente.

Notas finais
Gente, eu não sei o que dizer. Vocês não tem noção da vergonha que eu tô de ter escrito esse capítulo! Vocês não tem noçãooo! Hahaha Cogitei até correr para as colinas agora :P Originalmente, eu nem ia escrever nada explícito, mas como meus leitores são fogosos, me atrevi a ir além do que eu achava que seria minha capacidade e meu nível de vergonha HAHAHAHA Me amem! Sério, que vergonha. Então eu queria pedir desculpas caso eu não tenho alcançado a expectativa de vocês e caso vocês quisessem que eles fossem até o fim. Gente, eu não queria escrever a primeira vez - a primeira vez mesmo - deles aqui. Talvez a segunda ou as posteriores eu pudesse escrever. Por quê? Porque deve ser dolorido pra caramba e eu ficaria um capítulo inteiro só nessas e não seria legal de ler (uma droga ser realista T.T) (me recuso a escrever que a dor se transforma em prazer de uma hora pra outra) Hahaha Se o Will fosse desses que sempre soube que é gay e treina em casa com brinquedinhos e pá, até que eu poderia.. Hahahahaha Mas a princípio, não. Claaaaaro que se vocês pedirem nos reviews ou nas MP, eu posso fazer mesmo assim, ok? Bom, sei lá. É com vocês! Você fazem a história, na verdade, porque eu faço pra vocês ♥ Enfim, espero que tenham gostado. Pensei em não escrever textão, mas escrevi mesmo assim - não me aguento, foda-se. Hahhahaha Amo vocês ♥ Amem, odeiem, mas me digam o que acharam, ok? :** Atualizada: 10/2017.