Made in Destiny

2 O Gêmeo da Minha Melhor Amiga


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês dudesss, espero que gostem desse (outro) capítulo grandinho. Agora chega de enrolação e bora ler issaí (peguei mania, viu Lexy?)

— Hum... – Ouço alguém pigarrear do meu lado. É Amanda. – Eu ainda estou aqui pessoal. E você, Vio, está proibida de encarar garotos. – Ela analisa o garoto de cima a baixo. – Mesmo que sejam bonitos. – Isso faz com que ele dê uma risada.

— E por que ela não pode encarar garotos?

— Ela tem namorado. Agora, nos dê licença, a aula já vai começar e ela precisa guardar esses livros no armário. Vem Vio. – Não consigo deixar de olhá-lo. Eu sinto que o conheço há tempos, mas não consigo lembrar. É como se alguém tivesse pegado minhas lembranças dele e as esmagado. Como eu não saía do lugar, Amanda pega no meu braço e me arrasta. – Vamos logo.

— Obrigada e desculpa... mais uma vez. – Eu falo, quase gritando, para o garoto, ele dá mais um sorriso e continua o seu caminho. Ele deve ser novo na escola, nunca o vi antes por aqui. Droga. Acabei esquecendo de perguntar o nome dele, talvez eu tenha a chance de fazer isso mais tarde. – Amanda. – Nada. – Amanda. – Nada. – AMANDA. – Dessa vez ela me olha. Ela parecia brava. Por quê? – O que deu em você garota?

— Deu que eu estou evitando o término do seu namoro. De nada.

— O que?

— Ai meu deus, o que tem de bonita, tem de lerda. Vocês dois estavam se encarando do mesmo jeito que você encarava o Ethan antes do namoro. E estavam próximos demais, separados apenas por uns livros. E se alguém tirasse uma foto ou coisa do tipo e mostrasse para o Ethan?

— E por que alguém faria isso? Que eu saiba ninguém aqui me odeia tanto a ponto de querer acabar meu relacionamento. E eu sinto eu conheço aquele garoto, mas não consigo me lembrar de onde. – Acabo olhando para o nada e tentando lembrar de onde o conheço. Nada.

— Você sabe muito bem que o Ethan é um dos caras mais bonitos da escola, e tem várias garotas por aqui que são caidinhas por ele. Não duvido nada que alguma delas queira fazer isso. E, olha, esquece isso. Acontece com todo mundo. Já vi várias pessoas que pensei conhecer e na verdade era só impressão minha. – Ouvimos o sinal para a primeira aula. – Agora vai lá e para de pensar nisso, a gente se fala no intervalo. – Fecho meu armário e vou rapidamente para a sala. Cumprimento meus amigos e sento no meu lugar. Como a mesa da frente é vazia, puxo a cadeira da mesma mais para perto e apoio meus pés nela.

Na segunda aula, ouvimos uma batida na porta. O professor para a explicação e se direciona para a porta. Consigo ouvi-lo.

— O senhor é o aluno novo? – Ele pergunta para a pessoa que está lá fora.

— Sim, desculpe o atraso professor. – Essa voz... não. Não pode ser ele.

— Muito bem, entre. Pessoal, esse é o novo colega de vocês. Por favor, se apresente para seus colegas. – O professor mostra exatamente quem eu pensava que era. O cara do corredor. O rosto familiar.

— Bom, meu nome é Jake. Jake Paul. – PERA AÍ. Jake Paul? Impossível. – Tenho dezessete anos e uma irmã gêmea. Fui morar no Canadá com meus avós quando eu tinha nove anos, mas decidi voltar para cá. – Nossos olhares se cruzam e ele dá um sorriso de canto. Eu só consigo ficar com uma cara de choque extremo. Sem reação.

— Muito bem, Jake, sente-se naquela carteira vazia na frente de Violett. Então pessoal, como eu ia dizendo, se o y equivale a 80... – O professor prossegue sua explicação, mas eu não prestava atenção em suas palavras. Ainda estava processando o que estava acontecendo. Ele se senta na minha frente e cumprimenta todos os meus amigos, como se já se conhecessem há anos.

— Eai, garota dos livros. Quer dizer que seu nome é Violette?

— Hã? Ah, sim, é. Violette Thomas.

— Jake Paul, prazer. Então, quem é o sortudo do seu namorado? – Sempre aquele sorriso de canto.

— É o Ethan. Que senta do meu lado. – Ethan faz um aceno de cabeça para Jake, que retribui.

— Silêncio, ou mando todos para a diretoria. – Nos calamos no mesmo instante. O resto da aula foi com o professor rabugento explicando álgebra. Não consegui prestar atenção, na verdade, tudo o que fiz foi copiar o conteúdo. E não entender nada. Quando o sinal para o intervalo tocou, fiquei sentada na minha cadeira, até alguém me cutucar.

— Vai ficar aí sonhando acordada? – É Ethan. Dou um sorriso para ele, que retribui.

— Eu só estava pensando. Você conhece o Jake?

— Você não? – Ele dá risada, fico confusa. Devo ter demonstrado isso porque, logo ele parou de rir. – Tipo, sério? Você não sabe quem ele é?

— Deveria?

— Óbvio, ele é o irmão gêmeo da sua melhor amiga. Jake Paul. Você não suspeitou nada?

— Eu sabia que o conhecia de algum lugar. Toma essa Amanda. – Falo mais para mim do que para ele.

— O que a Amanda tem a ver com isso? E por que ele te chamou de garota dos livros?

— Vamos para o pátio que eu explico. – Nós saímos e enquanto andávamos, eu contei o incidente da manhã. Não mencionei a parte das mãos se tocando e daquele momento estranho. Não quero que Ethan pense que eu estou apaixonada por Jake.

Chegamos na árvore de sempre, sento do lado de Alissa e Ethan do meu lado. Dou um tapa no braço dela.

— Aiii – Ela exclama de dor. – O que foi que eu fiz dessa vez?

— Idiota, por que não me contou que era o seu irmão gêmeo que estava voltando? Eu mal o reconheci.

— E por isso eu mereço ser agredida brutalmente? Volta pra época dos bárbaros, volta. – Todos dão risada, acabo cedendo também. – EI JAKE, ESTAMOS AQUI!! – Ela grita e acena para Jake, meio perdido no pátio.

— Não precisa gritar Ali, agora todo mundo tá olhando pra gente. – Neels odeia chamar a atenção, o que é estranho, só a sua beleza já chama atenção. Ele devia estar acostumado.

— Você já está acostumado Neels, com todas as garotas que correm atrás de você. – É impressão minha, ou isso foi ciúmes na sua voz Alissa? Neels abre a boca para revidar, mas é interrompido por Lucas.

— Pessoal, pessoal, calminha aí. Nós sabemos que vocês se amam...

— Mas demonstrem em outro lugar. – Completa Marcus. Eles riem e dão um high five.

— Eai, o que é que tá pegando? – Jake aparece de trás da árvore.

— Apenas o romance da sua irmã com o Neels – Responde Grayson, rindo. Todos rimos, exceto Alissa e Neels.

— Qual é Ali, é só brincadeira. – Digo, dando um soco de leve em seu braço. – Senta aí Jake. – Indico o lugar vazio ao lado de Ethan. – Cara, vocês não se parecem tanto quanto gêmeos deveriam.

— Mas a Ali é loira, e o nariz dela é meio torto também. – Neels fala, mexendo no nariz de Alissa.

— Ei, meu nariz não é torto. E meu cabelo natural é loiro escuro. Nós somos diferentes, sim.

— E pensar que ontem ela estava toda animadinha porque “alguém que não vejo há muito tempo vai voltar hoje à noite”. – Ethan fala, fazendo uma imitação perfeita da voz de Alissa. Mais alguns minutos jogando conversa fora, interrogando Jake, fazendo brincadeiras e piadas, o sinal que indica o retorno ao pesadelo, toca. O resto da manhã foi o mesmo de sempre. No fim das aulas, me despeço de meus amigos e vou com Ethan para minha casa. Ele começou a passar o último dia dos meus pais em casa, conosco. Meus pais gostam dele. Hoje, iríamos a um restaurante japonês. Decidi colocar uma saia de cintura alta cinza, uma blusinha bege, um cinto marrom e uma sapatilha preta. Fiz uma trança no cabelo e passei uma maquiagem leve.

(X-x-X)

Após o almoço, passamos em uma sorveteria e pegamos milk shakes. Chegando em casa, coloquei uma camisa gigante que eu tinha, um short jeans, que não aparecia devido ao tamanho da blusa. Tirei a maquiagem e prendi meu cabelo em um coque solto. Minha mãe fez pipoca e nós quatro assistimos A Órfã. É um filme bem fraquinho, se me permitem dizer. À noite, Ethan foi para a casa dele e meus pais foram para o aeroporto. Eu decidi arrumar as roupas que vou levar para a casa da Alissa amanhã, tomei um banho, fiz meu dever e fui dormir.

Notas finais
É isso por hoje meus queridos, até o próximo cap, bjs de luz da titia Shauna