Madae

2 Capítulo 2 - A inocência e a malícia


A bruxa Madae adorava ficar escondida na caverna escura, onde não poderiam ver sua aparência velha e hipnotizava todo o tipo de viajante que passasse por ali. Matava todos que entrassem na caverna, procurando por alguém que tivesse dons mágicos. Um dia enquanto cantava sentiu uma presença pura de magia, tão forte quanto a de suas filhas. A bruxa, não perderia aquele poder por nada, se ajeitou e parou a cantoria.

–- Posso entrar? --Perguntou a menina inocente.

–- Chegue mais perto minha querida, para que eu possa lhe ver melhor. -- A mulher de aparência de uma múmia e voz doce convidou a menina, que sem hesitar entrou e foi de encontro com a mulher que estava sentada no chão, que parecia estar em seus últimos dias. Ela estava com um corpo muito velho e nenhum bruxo é imortal, ela precisava continuar viva. Ela queria ser a qualquer custo, para ver sua filha sofrer mais uma última vez.

A mulher ficava olhando a beleza da menina, que mesmo sendo uma criança era bela, e invejava-a.

–-Qual seu nome minha doce menina? -- A mulher perguntou para deixar a menina mais à vontade, mas a menina já estava se acomodando e sentando ao lado da bruxa.

–- Meu nome é Violet. -- Ela respondeu com um sorriso radiante que iluminava a caverna obscura. -- Se quiser eu posso ajudá-la a sair dessa caverna. -- A menina por ser tão cegamente pura de bondade não via a malícia na mulher.

Estava na hora de sair daquela caverna, a velha tentou se levantar e a menina foi ajuda-la e a bruxa deu um abraço enquanto falava palavras antigas e poderosas. A menina estava aterrorizada.

–-Commutationem animae –A velha disse com grande esforço e continuava segurando a menina para ela não fugir.

A menina tentou se livrar daquele fardo, mas era tarde demais.

Quando a menina abriu os olhos e se viu no corpo de uma velha ficou desesperada e assustada.

–-Eu só queria lhe ajudar. -- Exclamou inocente com os olhos brilhando, a “criança” não conseguia entender porque a outra havia feito isso com ela, tão sonhadora nem conseguiu ver os perigos que o mundo lhe escondia.


Quando Madae abriu seus olhos estava no corpo da menina e na mesma hora empurrou seu antigo corpo para o lado enquanto a mesma chorava.

–-Bla, bla, bla. --Em forma de criança foi rude com aquela "mulher". –Você deveria ter tomado mais cuidado com quem encontra na floresta, pequena. Mas agora já é tarde demais. -- A bruxa não ia deixar “seu corpo” ali, choramingando, agora que ela não estava mais amaldiçoando a caverna algum ser magico poderia aparecer e ajudar essa menina e viria atrás dela, a menina sabia onde a bruxa morava agora.

Isso não iria ficar desse jeito. Para acabar com aquela choradeira, a "menininha" começou a pisar e pular nos ossos frágeis e pesados da "velha" com uma força muito grande, fazendo eles se quebrarem e uma dor enorme ser sentida pela "mulher".

–-Oh... inocente criança, seus pais nunca te falaram para NUNCA confiar em estranhos? -- Ela deu uma gargalhada muito sombria para uma criança, mas a risada saiu mais fina do que o esperado, já que a voz era dona de uma criança de apenas 5 anos.

O crânio, não poderia ser simplesmente pisado, então Madae pegou uma pedra muito pesada e jogou em cima da cabeça da mulher, que foi esmagada e começou a jorrar sangue. Caíram algumas gotas em seus sapatos, não podia usar um sapato tão bonito manchado de sangue.

–-Hm... Será que mamãe vai estranhar eu chegar em casa sem sapatos? --Deu outra gargalhada fina, jogou os sapatos em cima do corpo esmagado e começou a andar para fora da caverna.

Plantas, que antes nem sonharia em encontrar naquela caverna, começaram a nascer do lado do corpo. Criando um santuário natural para a alma da pobre garota.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.