Mad About You

20 Capítulo 20: Loucos


Notas iniciais
Oie! 8D Como vocês estão? Imagino que querem me matar. UAHAUHAUHAUH, well, finalmente tive inspiração para finalizar o último capítulo dessa coletânea. O começo estava pronto há um tempo, mas eu não fazia ideia de como terminar essa one, mas hoje, UHUUUU, a inspiração veio e TCHARAAAAAAAAAM. Saiu isso ai. Deixarei para falar mais nas notas finais, espero que gostem do último capítulo, beijo e até lá em baixo! ps; Não revisei, preciso acordar 5h da manhã e tô aqui ainda, ÇOCORR, me perdoem. Aliás, vou revisar todas as ones depois! ♥

Loucos

Lucy estava tão cansada que dessa vez nem se preocuparia em tomar um banho antes de ir para cama. Tinha pegado a missão mais longa e fácil que tinha conseguido, por conta disso, tinha ficado uma semana inteira fora. E apesar de ter sido só sete dias, pareceu um mês. Queria chegar em casa logo e desfrutar do calor e conforto do seu apartamento. Mas ao abrir a porta, percebeu que todos os seus planos estavam completamente arruinados.

A escada estava repleta de poeira, sendo que tinha pedido a Natsu que limpasse a casa antes que ela chegasse, porque sabia que estaria cansada demais para fazer isso. Se fosse apenas isso, ela estaria agradecida. Mas quando subiu as escadas constatou que aquilo era o de menos. Se as escadas estavam sujas, não havia uma palavra que pudesse definir o estado em que sua casa se encontrava.

Havia embalagens de comida para todos os lados, roupas jogadas no chão, em cima dos móveis — e sem contar a poeira —, um cheiro horrível de comida estragada cobria o apartamento, pegadas de sapato sujo no chão. O lugar não sabia o que significava limpeza.

Não estava pronta para ver o estado da cozinha, ou muito pior, do banheiro.

Ainda com os sapatos, soltou a bolsa no chão e passou pela sala. Estava zangada. Isso era o resultado de aceitar que Natsu morasse junto com ela e deixá-lo sozinho por uma semana. Onde estava com a cabeça quando pensou que isso daria certo? Cerrou os punhos com força e encontrou Natsu esparramado no sofá, sem camisa, o cachecol amarrado na cabeça de um jeito estupidamente idiota, enquanto assistia algo na lácrima-TV.

— Oe, Lucy, ouvi o barulho de quando você chegou. Okaeri¹ — cumprimentou com um sorriso e sentou. — Como foi a missão?

— Natsu Dragneel — tentou conter o tom raivoso na voz, em vão.
Mordeu o lábio inferior com força. Tudo que queria era chegar em casa e descansar, encontrar as coisas nos seus devidos lugares, e principalmente limpa! — Okaeri? Sério, Natsu? Isso é tudo que você tem pra me dizer?

Levou a mão as têmporas para massagear o local, uma enorme dor de cabeça estava vindo.

— Amo... você? — acrescentou receoso, sem saber o certo o que ela esperava.

Lucy grunhiu e com rapidez, tirou o sapato e atirou nele com toda força que tinha. Ele se protegeu com os braços, confuso, e levantou do sofá em um supetão.

— O que há de errado com você? Por que você fez isso?

— O que há de errado comigo? Natsu, olhe só em sua volta! Eu deixei você sozinho por UMA semana e olha o que você fez! — gritou, os braços tensos ao lado do corpo, e os dedos apertados com tanta força que as dobras estavam esbranquiçadas. — Eu pedi pra você cuidar da nossa casa enquanto eu estava fora e olhe só para essa bagunça!

— Eu não sabia que você ia voltar hoje — tentou se defender. — Eu ia limpar tudo!

— Pra começar nem era para estar desse jeito! O que é esse cheiro horrível? Por que você não pode tirar suas roupas e colocar no cesto? Isso é tão difícil? O que aconteceu com o “eu vou te ajudar em casa, Luce”? — Ela estava tão brava, tããããão brava que poderia socá-lo para sempre.

— Para de surtar! — Natsu retrucou irritado por tantas acusações. — Eu disse que ia limpar, não disse? Por que você está tão irritada? Eu nem coloquei fogo em nada!

A maga se afastou dele, com um ar incrédulo. Balançou a cabeça negativamente, tentando assimilar tudo aquilo, para ver se não passava de um grande pesadelo. Por que ele tinha que ser tão infantil? Por que não podia admitir seus erros e fazer as coisas corretamente?

— Isso, Natsu. Então eu não tenho o direito de ficar brava quando chego na minha casa e a encontro desse jeito, só porque você não colocou fogo na casa? Nossa, estou realmente muito feliz por isso! — murmurou ironicamente, quase arrancando os cabelos.

O mago continuou parado ali, sentindo-se tão irritado quanto ela. Por que a culpa tinha que ser toda dele? Ele já tinha dito que iria limpar tudo, então por que ela estava tão brava?

— Eu sempre faço tudo que você quer, sempre tento te agradar. Mas parece que nada é o suficiente para você — retrucou em voz baixa, embora o sangue fervesse em suas veias. — O que você quer de mim afinal, Lucy?

Foi com a respiração agitada que ela respondeu:

— Eu só queria que você não bagunçasse tanto a casa, que não fizesse isso. — Abriu os braços, apontando para a bagunça em volta deles. — Eu não queria me preocupar se vou achar a casa inteira toda vez que sair por um tempo e deixar você sozinho. — Suspirou. — Você não é mais criança, mas age como uma.

O silêncio pairou entre eles, tenso. Ela abaixou os olhos para os próprios pés, sentindo uma imensa vontade de chorar, estava frustrada, cansada e principalmente desiludida. Ele ficou a encarando, sem nada a dizer. Era a primeira vez que eles brigavam mesmo e isso o deixou abalado. Como lidava com esse tipo de situação?

Geralmente quando fazia alguma besteira, pedia desculpas e fazia um agrado, e apesar da relutância, Lucy sempre o perdoava. Porém dessa vez algo lhe dizia que isso não daria certo. Além do mais, ela estava sendo escandalosa demais por nada.

— Isso não está dando certo — Lucy murmurou por fim, quebrando o silêncio. Fora tão baixo, que ele pensou estar ouvindo coisas. Mas logo a maga voltou a falar, com a voz mais firme: — Nós não estamos prontos pra isso, agora eu percebo. Eu... — parou de falar e virou-se para a cômoda de roupas. — Eu estou indo.

Pegou uma muda de roupas qualquer e depois andou até o lugar em que tinha deixado a bolsa antes e enfiou-as ali. Precisava sair dali, precisava pensar. E foi sem olhar para trás, que Lucy saiu de casa e deixou Natsu ali, sozinho.

N&L

Fazia uma semana que Lucy tinha buscado refúgio na Fairy Hills. Não queria encarar Natsu, não queria encarar os problemas. Não sabia dizer se aquilo era o final do relacionamento dos dois. Era a primeira briga séria que eles tinham tido e isso a destruiu — realmente nunca tinha imaginado que chegaria a tal ponto.

Mas e se fosse o fim... Era o que realmente queria? Ela não saberia dizer. Ainda estava tão chateada, sem contar que Natsu não a procurou nenhuma vez para que pudessem consertar as coisas, ou ao menos para se desculpar. Segundo Erza, ele só tinha aparecido na guilda uma vez e assim que pegou uma missão, saiu, deixando até mesmo Happy para trás.

— Eu acho que vocês só precisam de tempo para acertar as coisas — Levy opinou, olhando com compaixão para a amiga. — Vão se separar por causa de uma briga?

Lucy parou de mastigar o cereal e passou a manga da blusa na boca para limpar. O seu estado era completamente deprimente. Tinha chorado tanto que olheiras apareceram debaixo dos olhos castanhos, o cabelo estava desgrenhado e sujo, sem vida, todo o seu corpo doía. Os lábios estavam ressecados e pálidos, sem contar que quase não se alimentou durante esse tempo, simplesmente não tinha fome.

— Eu ainda não perguntei, porque estava com medo da resposta — Lucy começou e olhou-a nos olhos. — Você acha que eu exagerei?

Levy, que estava sentada na cadeira de sua própria escrivaninha, ajeitou-se e engoliu em seco. Não era de se meter no relacionamento alheio, mas já que ela estava perguntando...

— Bem... Você quer que eu seja sincera? — A maga estelar balançou a cabeça positivamente, aguardando a resposta. — Olha, Lu-chan, eu acho que os dois tiveram culpa. Quando o Natsu foi morar com você, a senhorita já sabia como ele era e mesmo assim você o aceitou. Então... O que mudou? — Deu uma pausa e continuou: — Eu imagino que não deve ser fácil e não estou falando que ele está certo, mas o Natsu é tão tapado que nem deve achar que fez algo muito errado, já que ele sempre apronta e você sempre perdoa.

Lucy pareceu pensar no assunto e enfiou outra colher de cereal na boca. Então o problema era que ela sempre o perdoava? Se fosse o caso, poderia dar um jeito nisso.

— Obrigada, Levy-chan! Você me ajudou bastante! — Levantou da cama e se espreguiçou.

— O que você está fazendo?

— Eu vou voltar pra minha casa, pra começar, nem deveria ter saído.

Ela jogou todas as coisas que tinha ali dentro da bolsa, amarrou o cabelo em um rabo de cavalo e voltou-se para Levy:

— Desculpe o incômodo, muito obrigada por me abrigar. Estou indo! Tchau! — e sumiu pela porta, tão rápido que a baixinha estranhou.

— O que será que ela vai fazer?

N&L

Para surpresa de Lucy, quando ela chegou a seu apartamento, ele estava completamente limpo e Natsu não estava lá. E até mesmo as coisas dele tinham desaparecido. Só havia restado ela, suas coisas e o silêncio.

N&L

Quase um mês. Esse foi o tempo que Natsu e Lucy ficaram sem se falar. O clima entre eles estava insuportável e isso se estendeu para todo time. Missão em conjunto? Poderiam esquecer! Quando um via que o outro também ia, logo inventavam uma desculpa para não irem e Gray e Erza sempre acabavam indo sozinhos.

O estado dos dois não era nada bom, todos podiam perceber só de olhar que Lucy tinha perdido peso e que dormia pouco, Natsu sempre estava de mau humor e se metia em mais brigas do que de costume e sempre saia em missão sozinho, deixando Happy para trás — que era outro que não aguentava mais toda aquela situação.

Pra falar a verdade, ninguém aguentava mais vê-los se acabando por teimosia e orgulho. E foi por conta disso que a guilda tomou uma decisão por eles: iriam obrigá-los a fazerem as pazes. E tudo estaria resolvido.

Com ajuda de Erza, Gray arrastou Natsu até a guilda, o dragon slayer não teve outra escolha além de obedecer. Não sabia sobre o que se tratava, e admitia estar um pouco curioso.

— O que está acontecendo? — perguntou enquanto era empurrado para dentro da enfermaria. — Por que vocês estão me colocando na enfermaria? Eu não estou doente!

— Você está sim! — Gray retrucou igualmente mal humorado. — Doente de estupidez aguda! Ninguém aguenta mais você, Natsu.

— Não faço ideia do que vocês estão falando. — Cruzou os braços sobre o peito e virou o rosto.

— Faz sim e você sabe bem sobre o que estamos falando! — Erza acusou em um tom rígido que o fez estremecer e encolher os ombros. — E chega! Chega dessa sua teimosia, não iríamos nos meter, mas...

— Então por que vocês estão fazendo isso? Droga! — resmungou chateado. — Por que eu preciso pedir desculpas...

— Natsu — Erza interrompeu-o —, a questão não é essa. Antes de tudo... Você e Lucy são amigos, certo?

Isso o fez pensar.

— Viu, esquentadinho? Apenas conserte as coisas, ela é sua companheira, você mesmo disse isso. Se deixá-la por ai, alguém vai roub...

— Não! — Natsu gritou. — Lucy é minha!

— Diz isso pros caras que ficam dando em cima dela, já sabendo que ela está praticamente solteira...

Enquanto isso, Mirajane e Levy também arrastavam Lucy para a enfermaria.

— Para onde vocês estão me levando? — murmurou, sendo puxada pelo braço por Mira e empurrada por Levy. — O que é isso? Por que tanto mistério?

Elas continuaram em silêncio, com uma expressão decidida, e empurraram-na escada acima. Pararam no meio do caminho.

— Vai! — Mira mandou, apontando para a porta.

— Para a... Enfermaria? — Arqueou as sobrancelhas. — Por que? Não estou doente.

— Apenas vai logo, Lu-chan! — Levy revirou os olhos.

— Ok... — Desconfiada, Lucy terminou de subir as escadas e quando chegou ao topo, conseguiu ouvir o som de gritos. Aquela era a voz de Natsu? Recuou um passo, mas percebeu que as duas magas ainda estavam ali, bloqueando o caminho. Ouviu o barulho da porta se abrir e Erza e Gray saíram do lugar. — Erza, Gray?

— Entra logo ai! — Erza puxou-a pelos braços e a enfiou lá dentro com seu jeito todo delicado.

— Ai! — A maga gritou e se desequilibrou sob o salto alto, mas logo foi amparada por duas mãos calejadas que a impediram de cair no chão. — Natsu — sussurrou e tentou se afastar dele em vão. — Me solta!

— Você está saindo com outros caras? — perguntou tão sério que ela ficou assustada. — Me responda! Você está saindo com outros caras, Lucy?!

Ela olhou bem para ele, as mãos estendidas sobre o peito musculoso, os olhos assustados e arregalados. Ele parecia tão zangado, as pupilas estavam dilatadas e uma veia saliente era vista em sua testa, e os dedos apertavam seu braço com mais força que o necessário.

— Você está me machucando! — reclamou, tentando sair do agarro dele mais uma vez. Sentiu vontade de chorar. — Me solta!

— Me responda primeiro! — pediu.

— E se eu estiver? Qual é o seu problema com isso? — gritou revoltada.

Ele a soltou, deixando os braços caírem inertes ao lado do corpo, olhando-a com incredulidade.

— Você me deixou sozinha, o que você esperava? Que eu fosse correr atrás de você? Não, me desculpe Natsu! Isso não vai acontecer.

— Você estava realmente saindo com outros caras? — perguntou baixinho, claramente magoado só de imaginar a hipótese.

Lucy se arrependeu quase imediatamente de ter insinuado que sim. Ao vê-lo daquele jeito, parecendo tão frágil, teve vontade de abraçá-lo e fingir que nada daquilo estava acontecendo, que eles tinham sequer brigado. Mas ao invés disso, continuou parada ali, encarando-o.

— É isso que você pensa de mim? — sussurrou em resposta e abaixou a cabeça. Passou os dedos nos braços, sentindo o calor do toque dele, segundos antes. — Por que eu preciso responder quando parece que você já tem tanta certeza?

— Se eu tivesse tanta certeza, não estaria perguntando, Lucy — retrucou também em voz baixa, contendo para não se aproximar.

— É claro que não, não seja estúpido — admitiu por fim e voltou a encará-lo. — Eu nunca faria algo assim, quando nós...

— Quando nós?

— Estamos nessa situação — completou. — Você também foi forçado a vir aqui? — Ele balançou a cabeça, confirmando. — A que ponto chegamos, não é mesmo? Pra sermos forçados a conversar, como dois estranhos.

— Acha que estaríamos aqui se não fosse por eles? — perguntou retoricamente, porque já sabia a resposta.

Os dois ficaram parados de frente para o outro, em um silêncio esmagador.

Natsu olhou bem para ela e só dessa vez percebeu o quanto ela tinha mudado em poucas semanas. Onde estava o brilho nos olhos castanhos? O que tinha acontecido com o cabelo loiro e sedoso, com as unhas pintadas e bem cuidadas? Por que a clavícula dela parecia tão evidente? Logo entendeu... Era tudo culpa dele. Ela estava sofrendo, por culpa dele. De quem mais seria?

Lucy também o analisou com cuidado. Os olhos fundos, a boca ressecada, mas ao contrário dela, parecia que tinha ganhado mais músculos, e havia cicatrizes novas em suas mãos e braços. Ele parecia tão maltratado. Quando aquilo tinha acontecido com ele? Quando ele começou a parecer muito mais velho do que realmente era?

Tudo era culpa dela, pelos seus excessos e escândalos por pouca coisa. Ele estava sofrendo tanto ou mais do que ela própria.

“Eu sou tão egoísta...”, pensou angustiada.

— Me desculpe — pediram em uníssono. — Eu realmente sinto muito...

— Não — Natsu interrompeu. — Eu que sinto muito, fui eu que errei com você. Você estava certa quando disse que eu não era mais criança e agia como uma. Eu baguncei o seu apartamento e não deveria ter feito aquilo. Fiquei com raiva na hora, mas agora eu percebo o quanto mal fiz a você. Eu não mereço você, Lucy.

— Para, Natsu — pediu e deu um passo na direção dele, ainda com receio. Mas quando ele não se afastou, ela continuou e pousou as duas mãos nos braços dele e continuou: — Eu exagerei e peço desculpas por isso. Você também estava certo quando disse que fazia de tudo para me agradar, mas eu só reclamo. Fui muito dura com você, eu estava estressada e cansada...

— Mas eu realmente não devia ter deixado seu apartamento daquele jeito. E não devia ter deixado você sozinha...

— Eu também te deixei sozinho — disse com pesar e algumas lágrimas desceram pelo rosto dela. — E eu nunca deveria ter feito isso. Eu prometi que nunca te deixaria e olha só o que eu fiz...

— Eu também prometi e quebrei minha promessa — murmurou e dessa vez abraçou-a com força. — Eu sinto muito. Me desculpe, Luce.

— Está tudo bem, me desculpe também. — Abraçou-o de volta com mais força, afundando o rosto no peito dele, apenas para sentir o cheiro do qual tinha sentido tanta falta. — Você está horrível.

— Você também — sussurrou pertinho da orelha dela. — Parece que vou ter que te alimentar muito pra voltar a te chamar de Lucy-gorda.

Ela soltou uma risada e levantou a cabeça para encará-lo.

— Acho que podemos esquecer o que aconteceu, não é?

— Não — rebateu negativamente para a surpresa dela. — Vamos tomar isso como uma lição. Vamos... Aprender juntos.

— Uau, isso foi tão adulto. Desde quando...?

— Vinte e cinco dias longe de você me fizeram enxergar a vida com outros olhos — brincou e beijou-a, provocando um estalo.

— Sexy.

Ele riu e esfregou o nariz no pescoço dela, para depois dizer:

— Dessa vez eu vou cumprir minha promessa, Lucy. Nunca mais vou te deixar sozinha, eu prometo.

— Parece que nossa vida se encheu de promessas, hum? — riu e passou a ponta dos dedos pelo rosto dele, traçando o contorno dos seus lábios. — Quando brigarmos de novo, não me deixe esperando tanto.

— Não vamos brigar de novo.

— Aaaaah, vamos sim — afirmou. — Você sabe que vamos. Por causa do seu ciúme.

— Por causa dos seus escândalos?

— Por causa da sua irresponsabilidade.

— E por vários motivos, mas por causa da sua loucura também.

— Se eu sou louca, tem apenas um motivo pra isso, Natsu — pontuou.

— O que? — perguntou com sincera curiosidade.

— Você.

Natsu sorriu.

— Amo você, estranha.

— Também amo você.

— Não vai me pedir pra te beijar? Você sempre faz isso e elogia o quanto fiquei bom.

— Preciso pedir? — Arqueou as sobrancelhas.

— Nããããã.

Omake I

— Tudo limpo! Eles fizeram as pazes! — Happy voou pela guilda, informando. — E acho melhor ficarem longe das duas primeiras camas. Eles estão realmente fazendo as pazes!

— Happy! — Erza repreendeu com o rosto vermelho. — Não diga essas coisas, tem crianças aqui.

— Aye!

Omake II

Três meses depois...

— Eu acho que devemos comprar uma casa — Natsu disse, olhando para o banheiro destruído por conta da brincadeirinha que ele e Lucy tinham arrumado. — Esse apartamento tá ficando pequeno demais para...

— Já entendi! Ok. Vamos fazer isso! Mas acho que precisamos casar primeiro.

— Você quer? — perguntou, olhando para ela pelo canto dos olhos.

— Você tá me pedindo? — perguntou de volta, também olhando-o pelo canto dos olhos.

— Sim.

— Sério?

— Sério.

— Eu imaginei isso diferente — admitiu e depois pulou em cima dele. — Mas eu aceeeeeeeeeito! — Encheu-o de beijos.

— Você vai querer...

— Sim...

— Aqui?

— É.

Dez minutos depois...

O banheiro não estava legal, na verdade, estava bem destruído.

— Sabe a ideia da casa? — Lucy perguntou, olhando pra bagunça.

— Deixa pra lá.

Notas finais
¹ Cumprimento usado quando alguém chega em algum lugar, "Bem vindo de volta". Prontinho. Ficou bem maior do que eu estava imaginando, hehehe. Espero que tenham gostado, de verdade. Agradeço por toda a atenção, pelos reviews, acompanhamentos, favoritos e pela recomendação. Fiquei muito feliz em ver que fui recebida com tanto carinho e que vocês tiveram paciência com uma autora enrolada que nem eu, que some e volta depois 8923982 anos como se nada tivesse acontecido. Muito obrigada por não me abandonarem. ♥ Peço desculpas caso tenha causado algum inconveniente, não foi por mal. Agradeço as autoras BonneyQ e Mei, que contribuíram com esse lindo projeto, que me rendeu muitos frutos, muitas gargalhadas e principalmente prazer. Porque foi um prazer estar com vocês. ♥ Vocês não sabem o quanto isso significou para mim. De verdade. :') Esperarei pelas opiniões de vocês, é realmente importante. E para o leitor que vai ler tudo isso depois, não deixe de comentar, nem que seja em apenas uma oneshot, já vou ficar muito feliz por isso! Garanto! E sempre respondo os reviews, então, não se preocupe sobre isso! Logo voltarei com mais projetos, não me abandonem. :) Por enquanto estou com "Posse" e "Too Close", apareçam por lá. :) Beijo, boa noite e muito obrigada por tudo, again. Vocês são demais! xoxo. 15/07/2014.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!