Mad

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Realmente super hesitante em postar ou não essa fic, mas enfim... decidi por postar. Não aguentava mais ter que não dividir isso com alguém. Sei que o casal não é popular, que é um casal improvável e etc. mas... O que fazer, né?! :'D

Fic inspirada na música Mad, Ne-yo.

Peço desculpas já de antemão, no caso de erros gramaticais, pontuação etc. Por mais que eu tenha revisado, sempre ocorre de ficar algum erro...

Ah sim! Fiquei em dúvida na classificação da fic, não tenho muita experiência nisso, mas classifiquei como +16 por segurança, embora acho que não seja necessário, mas enfim... . _ .

Bem... Espero que gostem. õ

Boa leitura! (;

A sala do apartamento em que dividiam há quase três anos se encontrava em profundo silêncio. Kyousuke estava sentado no sofá da sala, em profundo silêncio, e era insistentemente encarado por Midori, que possuía um olhar raivoso e uma expressão irritada. Ela estava de pé, em frente a ele. Eles se encaravam. Ele estava impaciente e ela estava absurdamente irritada, e nervosa. Ele estava impaciente e irritado, imaginando no que ela estaria pensando. Nenhum dos dois se atreviam a dar uma sequer palavra, sabiam muito bem no que iria dar aquilo tudo. Gritos. E assim foi feito. Ela não conseguia mais segurar as coisas dentro dela e sentiu necessidade de falar, esclarecer, perguntar.

– Kyousuke, o que você quer de mim? O que você espera de mim? O que você espera... De nós dois? Aquela garota estava novamente lá dizendo “Querido, a noite passada foi tão divertida!”
– Qual o problema? Midori, porque você não confia em mim? Somos livres, podemos ir a qualquer lugar que quisermos, com quem quisermos. Já disse que ela é uma colega de trabalho e que fomos a um restaurante, e só. Porque você tá tão brava?
– O que? E eu não tenho motivos pra ficar brava? O que você tá querendo dizer, Kyousuke?

Os gritos poderiam ser ouvidos por quem quer que estivesse passando no corredor. Eles brigavam. Eles gritavam um com o outro. E tudo aquilo só significava que nenhum deles estava ouvindo. E o pior de tudo era que eles nem se lembravam mais do porque de estarem brigando. E eles, novamente, estavam irritados por nada.
Ela virou-se de costas e saiu andando em direção ao quarto que os dois dividiam há tanto tempo, e lá se trancou, em um pedido mudo de tempo para pensar, para que ele a deixasse sozinha. E eles não queriam ir embora assim por nada, sem motivo. Na verdade eles não queriam ir embora, eles não queriam se deixar. Porque eles não saberiam viver um sem o outro.

Ele pegou a chave do carro e saiu do apartamento batendo a porta. Estava super chateado por ela sempre desconfiar das coisas, por ela sempre desconfiar dele e ficar acusando coisas que não eram verdade, coisas que não existiam. Eles travavam uma guerra em que os dois se encontravam sempre perdendo. Nunca haveria ganhadores. Porque entre eles nunca deviriam haver guerras. E ele dirigia a toda velocidade em direção a casa do irmão mais velho. Yuuichi sempre o acolhia em sua casa quando brigas assim aconteciam, ele sabia que podia sempre contar com o irmão, mas também sabia que incomodava, embora o mais velho não demonstrasse. Desceu do carro e chamou insistentemente pelo irmão, até que o mesmo atendesse a porta. O mais velho arqueou uma das sobrancelhas e cruzou os braços.

– Brigaram outra vez, Kyousuke? – Perguntou o mais velho, irritado.

– Eu sei que te incomodo, mas será que eu posso entrar?

Yuuichi chegou para o lado, dando passagem para o irmão mais novo, que já se encontrava sentado no sofá com os cotovelos apoiados nas pernas e com a cabeça entre as mãos. Suspirou e foi se sentar ao lado do, perturbado, irmão mais novo.

– Qual foi o motivo da briga? – Perguntou, mesmo já sabendo a resposta.

– Eu... Não sei...

– Caramba, Kyousuke, você tem que tentar conversar com ela, você tem que se entender, resolver essa situação de vocês... – Não obteve resposta, apenas um suspiro longo e claramente confuso do irmão mais novo, cujos olhos transmitiam medo e agonia. Deixou o irmão sozinho na sala e subiu para que pudesse descansar, deitar e dormir um longo e bom sono.

Já era noite quando Kyousuke despertou desesperadamente de seu sono, se libertando do angustiante pesadelo. Respirou fundo e ficou encarando o teto, enquanto sentia aquela dor aumentar e comprimir no peito, o coração pesado, o corpo cansado, a mente desgastada. Ele não conseguia mais dormir, ele não queria dormir brigado com ela, ele não queria que ela dormisse brigada com ele. Bagunçou os cabelos azuis. Pegou o celular e ficou ali olhando para a tela do aparelho e pensando se deveria ou não...

E no apartamento, Midori se encontrava rolando na cama de forma insistente tentando dormir. Mas ele não saia de sua cabeça, ele não saia de seu coração, e esse era o maior e principal problema. Ele era tão indiferente, tão distante. Será que era tão difícil que ele ao menos tentasse ouvir as coisas que ela gostaria de dizer? Será que era difícil ele ouvir as imensas incertezas que ela tinha? E mais uma vez ela chorou. A dor dentro de si era tanta que ela se perguntava até quando ela iria agüentar. Ah, como ela amava aquele homem. Sorriu em meio as lágrimas ao lembrar de tantos momentos que eles viveram juntos... Sentou-se na cama e pegou o celular, olhando a tela, imaginando no que ele estaria pensando, no que estaria fazendo, e se deveria ligar ou talvez enviar um torpedo... Assustou-se com o aparelho vibrando em suas mãos e o nome “Kyousuke” piscando na tela. Suspirou e decidiu atender a chamada.

– Oi...

– Oi – Era a voz dele do outro lado, uma voz meio abafada, amargurada. – Eu... Será que eu... Posso voltar pra casa agora?

– Kyousuke, não faz isso...

– Midori, eu não consigo dormir! – Ele disse com um tom cheio de angustia e dor.

– Eu também não consigo dormir... – Ela disse por fim.

– Estou indo... – Ele então terminou a chamada, mesmo sem esperar resposta.

Midori suspirou pesadamente e deixou-se deitar com força na cama, fechando os olhos por um instante. Despertou-se de seus devaneios com o barulho da porta se abrindo e dos passos, que ela sabia serem dele, pela casa. Levantou da cama, abriu a porta do quarto e andou em direção a sala. Ele olhou direta e profundamente pra ela, como se quisesse passar todos os sentimentos e pensamentos para ela, apenas através daquele olhar. E passou. Ela retribuiu o olhar com a mesma intensidade, cheio de sentimentos, pensamentos e emoções. Ele andou em direção a ela, e quando chegou perto o suficiente a envolveu com os braços em um abraço cheio de significado, cheio de sentimento, cheio de carinho, amor. Ela retribui o abraço, envolvendo os braços ao redor da cintura dele. Ele afagava os longos cabelos ruivos dela, carinhosamente. E ela se apertava ao corpo dele. Ele depositou um beijo suave e carinhoso na testa dela, o que a fez levantar a cabeça e o encarar nos olhos, significativamente. Era o pedido mudo de desculpas feito por ele. Ela depositou um suave beijo nos lábios dele. O pedido de desculpas foi aceito.

Ambos sorriram um para o outro. Mas os dois sabiam que não poderiam ficar em silêncio para sempre, por mais que quisessem curtir ainda mais o momento. Sim, tudo que deveria ter sido dito, foi dito com o olhar e demonstrado através dos gestos. Mas existiam coisas que eles deveriam dizer um para o outro.

– Eu não consigo dormir brigada com você. Eu não posso e não quero dormir brigada com você. Eu, simplesmente, não consigo dormir longe de você, meu amor. – E foi ela quem quebrou o silêncio. Os olhos brilhando em sinceridade.

– Eu também não consigo, não posso, e não quero, nunca, dormir brigado com você. Porque eu não consigo dormir sem você, não consigo ficar longe de você, minha princesa. – Ele acariciou a bochecha dela suavemente, e de forma vagarosa ele desceu a mão pelo pescoço dela, em uma carícia suave e convidativa. Ela fechou os olhos em resposta ao carinho, até sentir os lábios dele em contato com os seus. Ela levou a mão até a nuca dele, fazendo um carinho lento e delicado. Com a outra mão livre, ele puxou o corpo dela contra o seu, mantendo a mão na cintura dela, fazendo círculos suaves com o polegar. A outra mão dela subiu pelas costas dele. Então ele comprimiu mais seus lábios contra os dela, aprofundando o beijo, e com a língua, que acariciava o lábio inferior dela, pedia passagem para explorar aquela boca que ele tanto amava, passagem que foi prontamente concedida a ele. E o beijo que outrora fora apenas um toque suave dos lábios, agora se tornava intenso e selvagem entre os dois amantes.

Aos poucos, à medida que os minutos foram passando, à medida que os toques se intensificavam e as carícias iam ficando mais ousadas, a temperatura do ambiente foi se elevando e as roupas que antes se encontravam no corpo deles, agora se encontravam espalhadas pelo chão. E o que mais cedo foram gritos de irritação, de briga, agora eram gemidos de prazer e gritos de puro êxtase que se espalhavam pelo apartamento.

Eles sabiam, tinham plena consciência de que algumas vezes iria chover, algumas vezes iria haver tempestades entre eles, mas eles poderiam passar por tudo o que viesse, juntos. Pois eles necessitavam um do outro. Pois eles não poderiam, não queriam dormir brigados um com o outro. Porque eles sabiam que a dor era demais para suportarem sozinhos. O amor deles não era perfeito, nunca seria. Mas eles sabiam que eles não poderiam ficar nervosos e brigar, enquanto tudo estivesse bem e em perfeita ordem entre eles. Porque por mais que o amor deles não fosse perfeito, era amor. E por ser amor, não teria fim.

Notas finais
Bom, foi isso! [/leva pedradas . __ .

Mas de qualquer forma gostaria que, quem tenha lido, deixasse algum comentário, não importa se grande ou pequeno, se elogiando ou criticando, apenas que deixasse alguma opinião. Isso sempre deixa qualquer autor muito feliz e, pelo menos eu, muito emocionado.

Agradeço desde já. E até a próxima õ
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!