Notas iniciais
Capítulo novo para vocês pessoas! Espero que gostem e boa leitura! Era para ele ter saído ontem, mas tive uns problemas e não consegui fazer, então está saindo hoje. Para quem quiser saber, estou com certa pressa com essa fic, já que tenho apenas dois meses para terminar ela, então vou postar ela mais vezes na semana!

─ Incrível! ─ Falava Kyo ao ver sua Valkyrie. Deixando um pouco seu lado infantil se sobressair. ─ Ei, ei, posso pilotá-la?

─ Não, ainda não... ─ Falava Tyler, rindo um pouco da forma infantil que Kyo falava. ─ Primeiro vamos para um simulador para você se acostumar com os controles!

Então os cadetes juntos com o capitão foram para a sala de simuladores, onde haviam certa de seis simuladores de Valkyries, principalmente para fazer batalhas em equipes de três, mas daquela vez seria cada um por si:

─ Vocês vão batalhar nesses simuladores, quem ganhar terá o direito de pilotar uma Valkyrie hoje. ─ Falava o capitão.

─ Mas capitão... E nós outros? Ganharemos novas Valkyries também? ─ Perguntava um cadete sobre os outros que eram adolescentes e adultos, mais velhos que Kyo.

─ Sim, para vocês que não mostrei a unidade tem os V-30K, que são unidades mais comuns. ─ Falava o capitão. Naquela fala, muitos olhares ruins se viravam para Kyo, muitos ali não estavam gostando do mais novo receber toda aquela atenção que ele estava recebendo, além de ganhar uma unidade própria e que parecia ser mais equipada que a dos outros. Ao perceber os olhares, o capitão voltava a falar. ─ Mas vamos, não querem perder essa oportunidade, não?

Logo os seis cadetes entravam cada um em um simulador, a unidade escolhida para a batalha de todos era a V-30K, que era uma unidade normal e cinza, cor padrão nos Valkyries da época.

Alguns cadetes falavam entre si, antes da partida começar, sobre todos irem em cima de Kyo já que ele não deveria sair impune dessa situação só por ser uma criança prodígio. Eles então aceitavam e quando a partida começava, foram quatro unidades para cima da de Kyo, que rapidamente mudou para a forma de Battroid e esquivou dos tiros com um tipo de pulo que fez, mesmo no espaço, usando a propulsão dos jatos das pernas para fazer esse pulo. Mas o ataque não acabava por ali, os quatro foram para cima novamente de Kyo, alguns se tornando Battroids para pegarem a faca e ao chegarem perto de Kyo, atacarem com a faca. Porém, Kyo, defendia o golpe de um com o braço e atirava direto na cabine, fazendo aquela unidade sair do combate. A outra unidade que o atacava com a faca era defendida com a perna direto na cabeça da unidade atacante e assim Kyo atacava aquela unidade com a faca, também na cabine e a tirando do combate.

Os outros dois que sobraram continuavam a atacar Kyo a distância, que somente se esquivava da maioria das balas, algumas o acertavam, mas ele avançava contra as unidades atacantes, virando caça e depois Gerwalker para acertar com a faca bem na cabine das outras unidades, as tirando do combate. A única unidade restante além de Kyo virava um Battroid e levantava as mãos, abrindo um canal de comunicação com Kyo e com o capitão; que estava em uma cabine de controle da sala de simulação.

─ Eu desisto, não vou tentar atacar esse pequeno pois não vou conseguir ganhar... ─ Falava a pessoa.

─ Está bem, não vou te atacar. ─ Apesar de ter ficado com raiva de ter sido chamado de pequeno, não faria nada com ele pois ele desistia e Kyo não costumava fazer nada com quem desistia, pois sabia que não teria resistência.

─ Se está bem para o Kyo, não tenho o que fazer, a simulação está acabada, o vencedor foi Kyo Harness! ─ Falava Tyler, logo saindo da sala e ordenando para os cadetes se encontrarem no hangar.

Enquanto andavam para o hangar, o cara que desistiu foi até Kyo, sorrindo para ele e falando:

─ Você é muito bom! Alias, prazer em te conhecer, me chamo Issun Kami. ─ Falava Issun, que tinha por volta dos dezoito anos de idade, cabelo bem curto e vermelho, olhos castanhos e com um rosto de dar inveja para outros de sua idade pela falta de pelos.

─ Prazer em conhecer você Issun! Acho que você já sabe meu nome... ─ Kyo sorria meio sem jeito. ─ Acho que todos sabem quem eu sou pelo que o capitão falou mais cedo...

─ Sim, mas não se preocupe, eu te acho um fofinho sendo muito bom assim. ─ Falava na maior inocência do mundo, mas aquelas palavras faziam Kyo corar e até virar seu rosto para o outro lado por vergonha.

─ Que isso, sou uma criança Zentradi normal... Se tenho algo de especial é o fato dos outros me chamarem de prodígio... ─ Tentava mudar de assunto, fazendo o mais velho rir um pouco das ações do menor, então bagunçando os cabelos dele.

─ Você é mesmo um fofo! ─ Terminava de dizer, chegando no hangar com os outros cadetes, então o capitão começava a falar sobre como a simulação foi um pouco brusca, mas apesar dos pesares, Kyo conseguiu sobreviver e mostrar para eles que ele merecia toda essa atenção. Alguns cadetes falaram entre si coisas desagradáveis como que não gostaram da chegada da criança Zentradi ou como o Kyo deveria voltar para o distrito Zentradi, mas aquelas coisas não chateavam Kyo, até porque ele fora elogiado por Issun mais uma vez, o chamando de excelente piloto e com esse elogio, todas as coisas negativas iam embora, em partes...

Mas sem demorar muito, Kyo entrou em sua unidade, com ajuda de Tyler para subir nela, então mais uma vez, o Zentradi colocou seu capacete e abaixou o vibro da cabine. Logo os outros foram para um lugar seguro e Kyo finalmente podia sair da Macross dentro de sua Valkyrie. O menino mostrou uma grande felicidade perante a isso, então voava em torno da Macross e transformava sua Valkyrie em Gerwalker para ver como era a transformação real, já que tinha só usado simuladores.

Mas uma hora ele foi um pouco longe da Macross, perto de uns asteroides e mesmo com o aviso do capitão Tyler de não ir muito longe, ele acabou indo. Mas quando voltava, em forma de caça, percebeu algo, era um tiro vindo de trás de um dos asteroides, era uma unidade Zentradi, Queadlunn, mas diferente das unidades do exército, essa era preta e com uma caveira e ossos cruzados pintados em um dos braços, então Kyo logo exclamou:

─ Piratas Zentradis! ─ Ao exclamar aquilo, Kyo se pôs em batalha, mas o capitão falou.

─ Não entre em batalha, pode ser perigoso Kyo! ─ Ele logo corria em direção a sua unidade, falando também para os outros soldados para se colocarem em batalha.

─ Mas eu tenho, ou eles vão chegar na Macross, não dá tempo dos outros saírem e chegarem antes que eles cheguem na Macross! ─ Falava Kyo, já; na forma de Battroid; sacando a arma e começando a atirar naqueles Queadlunns, que retribuíam os tiros, mas dessa vez Kyo conseguia se esquivar da maioria, por até estar indo um pouco para trás, saindo um pouco daquela região de asteroides, mas infelizmente, nenhum de seus tiros pareciam ser efetivos contra os piratas, ou se acertavam, não pareciam dar muito dano, então foi nisso que Kyo teve a ideia de atacar de perto, para que a defesa deles não fosse tão efetiva. Nesse meio tempo, algumas unidades já saíam da Macross e iam em direção a Kyo, já atacando, mas parando por ordem do capitão ao ver o avanço de Kyo:

─ Parem! Ou vão acertar o Kyo! Mas por que ele está avançando? ─ Perguntou-se, mas logo percebeu que talvez aquelas unidades estivessem preparadas para ataques a distância, então teriam que atacar de perto, então logo ordenou. ─ Vamos todos atacar aquelas unidades de perto, talvez seja isso que Kyo esteja fazendo!

Ao todo eram três unidades Zentradis, todas pretas e com o símbolo de piratas, e Kyo avançava sobre uma, pegando a faca e começando a atacar, mas a unidade contra quem ele batalhava era habilidoso, conseguindo defender os golpes com os braços da unidade, mas em um golpe mais forte, o braço fora arrancado e foi naquele momento que Kyo perfurou bem no meio da unidade com sua faca, fazendo o Zentradi gritar de dor, mas que não se era ouvido. Era a primeira pessoa que Kyo matava e era bem alguém de sua espécie, ele não ficava triste ou coisa parecida, ele tinha que fazer ou se não seria morto, ele tinha essa consciência.

Porém, um dos piratas atacou a Valkyrie de Kyo bem na barriga, fazendo ele soltar a faca e ir para longe, então o pirata começou a atacar Kyo ferozmente com seus tiros, que se defendia com os braços, mas os tiros pareciam mais pesados e aos poucos os braços iam se quebrando. Kyo ficava com medo, ele pensava que morreria ali naquele momento, pois as outras unidades ainda estavam longes, então ele começou a chorar, colocando suas mãos sobre seu rosto, mas então fora que ouviu as outras unidades chegando e espantando os piratas dali, porém, Kyo apenas chorava e tivera que ser levado por duas Valkyries até a Macross, também sendo tirado da unidade por Tyler, que o abraçava assim que o via chorando.

─ Calma, calma... Está tudo bem agora... ─ Falava Tyler, tirando o capacete de Kyo para acariciá-lo na cabeça, querendo que ele parasse de chorar. Mas aos poucos, ele parava de chorar e dizia.

─ Eu pensei que ia morrer... ─ Falou entre alguns soluços por causa do choro.

─ Tudo bem, está tudo bem agora, deu tudo certo! ─ Tyler falava como se fosse o pai de Kyo, de certa forma se sentia responsável por ele já que estava como guardião legal dele enquanto estava longe de seus pais, mas, na prática, Tyler não deveria sentir nada pela criança, porém ele sentia e muito. ─ Mas da próxima, prometa que vai obedecer as ordens de seus superiores, ouviu?

─ Sim, está bem... ─ Respondeu parando de chorar, então que caía no sono, sendo levado pelo mais velho até a casa deles, passando pelo vestiário para trocar suas roupas e as roupas do menor.

Quando Kyo acordava, ele estava na cama de seu quarto na casa que morava com Tyler, estava de noite. Kyo se levantou para ver o céu estrelado; projetado pela Macross; da janela de seu quarto; que era bem do lado da cama; e lembrou daquele primeiro dia, foi um dia turbulento, conheceu novos colegas de classe e matou sua primeira pessoa, mas o que mais dava medo era o fato de ter corrido risco de morte, mas não queria pensar naquilo. Voltava a se deitar e pensava que daqui para frente ele ficaria mais forte e que não choraria em perigo de vida, para não precisar ser acolhido novamente por Tyler, mas; antes de dormir; pensava como o abraço de Tyler era bom, um abraço de um pai amoroso e ele pensava que o mais velho era apenas alguém que devia viver junto, não que poderia confiar...

Notas finais
Não resisti em por o Kyo corando com a fala do Issun, e também não resisti por o Issun falando isso. Mas quem sabe não tenha gente que goste de um triangulo amoroso na história? Alias, Macross tem triangulo amoroso desde Macross 7, então seria valido por um, mas não sei se vai para frente isso. Alias, também quis por o Tyler como um tipo de segundo pai para Kyo, espero que isso tenha caído bem no personagem.