P.O.V. Riley.

Temos que ler o diário, assim saberemos o que diabos ela está escondendo.

—Lê ai.

—Tudo bem. Vamos começar do princípio.

—Querido diário, todo mundo pensa que eu sou Claire Levi, mas eu não sou. Eu sou Claire Bishop Proctor Clairemont. O nome da minha mãe, o nome verdadeiro da minha mãe era Diana Bishop, agora vem a parte doida. Ela era uma bruxa. Do tipo que lança feitiço, faz talismã e coisas assim. Ela não era só uma bruxa, ela era... realeza das bruxas. O meu pai, o nome de verdade do meu pai é Matthew Clairemont, ele nasceu na França em quinhentos... antes de Cristo. Ele é um vampiro. E ele também é da realeza. Eu carrego a marca da meia lua, assim como a minha mãe. Tudo começa e acaba na linhagem. Minha avó paterna era Black, mas meu bisavô era Blackwell. Não importa, tudo o que importa é que eles eram descendentes de Francis Balcoin e John Proctor uma linhagem de forte magia negra. Eu sou descendente de dois verdadeiros bruxos de Salém. É, parece loucura, mas é verdade. É a única verdade.

—Bruxas e vampiros? Fala sério.

—Continua Riley.

—Os malucos que mataram a minha mãe, eles nos caçam desde sempre. Eles acham que as bruxas são servas do diabo e que a nossa magia é... profana. Eles acham que a ciência é mais importante que a magia. Como se uma pudesse existir sem a outra, mas enfim.. eles se chamam de Ordem de Sangue. Dizem que os pensamentos dos bruxos são pecaminosos e que tudo o que dizemos é mentira. Minha mãe me disse uma vez que não é só da minha força que eles tem medo. Eu sou uma bruxa Bishop Proctor Balcoin, com um pai vampiro. Ela disse que um dia, eu vou unir as facções. O símbolo da Ordem de Sangue é uma serpente comendo a própria cauda. Bizarro, eu sei.

—Ai, tem um desenho. Dá uma olhada.

—A coisa da ordem de sangue estava no relatório da polícia. E no depoimento eles disseram que estavam cumprindo seu dever sagrado limpando o mundo do mal.

—Vamos mandar uma foto desse desenho para a sede da Fênix, quem sabe alguém descobre alguma coisa.

Felizmente o resultado veio rápido.

—Os homens que foram interrogados e fichados pelo desaparecimento de Hayley tinham tatuagens com essa cobra. É o mesmo desenho.

—Isso não prova a teoria da caça ás bruxas.

—Pesquisa ai Riley, Matthew Clairemont.

—Eu tenho uma ideia melhor. Vou usar um programa de reconhecimento facial.

O programa começou a rodar e... haviam várias combinações. Quadros de diversas épocas, vários estilos diferentes, várias pinturas. Todas autênticas.

—Caraca!

—É ele mesmo.

—E nessa aqui, ele está com a mãe da Claire. Ela era linda.