Mac, o bebêzinho
1 A chegada
Notas iniciais
— Mac, filho! — Disse Barbara em um tom elevado para que pudesse ser ouvida do andar debaixo da mansão. — Precisamos conversar!
— Já vou! — O garoto pausou seu jogo antes de descer as escadas. Seus pais indicaram a poltrona com um aceno da cabeça, para que se sentasse se frente para os dois — que estavam no sofá.
— O que foi? — O menino indagou, embora já soubesse do que se tratava aquilo.
— Você sabe muito bem! — Vociferou Travis, seu pai. — Você precisa parar com essas pegadinhas, garoto, já falamos sobre isso. A escola deu um ultimato, se aprontar mais uma depois das férias, vai ser expulso.
— Mas pa... — Começou a dizer, mas logo sua mãe o interrompeu.
— Você sabe que não sabemos como te deixar de castigo, mas bolamos um jeito de fazer isso, para seu próprio bem... — Disse, baixando o olhar. Por ser o filho mais, Mac era muito mimado e nunca havia sido castigado realmente. — Você não vai na viagem conosco, vai ficar com alguém renomado, que vai saber te colocar na linha.
— O quê?! Eu já estava com as malas prontas! — Protestou o menino.
— Nós sabemos, e vai levar elas para o lugar em que vai ficar... Ou não. Seu irmão que conseguiu a pessoa e deu as informações. — O pai deu de ombros.
• • •
No outro dia, a família colocou as bagagens no porta-malas, deixando as de Mac por último, para que pudessem ser retiradas facilmente. O motorista dirigiu por quase meia hora, até parar em frente a uma casa branca, era média, mas uma grande cerca de arame podia ser vista em volta do terreno.
— É aqui. Eu te ajudo, irmãozinho. — Bradley saiu do carro, mantendo um sorriso divertido. Em circunstâncias normais, Mac brigaria por conta do "inho" na palavra, mas estava concentrado em outra coisa no momento.
— Pai... mãe... Deixa eu ir com vocês... — Insistiu em um tom dramático.
— Já está pago, não dá pra voltar atrás. — Replicou Bradley do lado de fora, temendo que os pais voltassem atrás com a decisão.
— Tchau, meu bebê. — A mãe passou a mão carinhosamente no rosto do filho mais novo, prestes a chorar. Era difícil para ela. Barbara não aceitava que ele estava crescendo, faria de tudo para que congelasse no tempo.
— São duas semanas, garoto, você vai ficar bem. — Apesar disso, a expressão do pai também exibia tristeza.
Aquela altura, Bradley já tinha retirado ambas as duas mochilas do porta malas e o fechado. A expressão de Mac tinha se transformado uma de raiva assim que saiu do carro. Brad levou as malas até a entrada da cerca e tocou a campainha.
— Malcolm Young, 12 anos? — Indagou uma voz eletrônica.
— Ele mesmo. — Disse Bradley. O portão se destrancou e logo foi empurrado pelo irmão mais velho. Ele entregou as duas mochilas ao mais novo, que seguiu caminho até a porta branca. Acenou tristemente para os pais, em uma última tentativa. Os pais apenas acenaram de volta, ele havia falhado.
O garoto seguiu caminho e abriu a porta, que estava destrancada. A porta se fechou atrás de si, trancando automaticamente. Estava dentro de um outro cercado, que não permitia vista para nada, onde havia apenas uma pequena abertura, que dava para uma caixa.
— Esvazie suas malas na caixa. — Pediu uma caixa de som, presa na parede da caixa.
Mac franziu o cenho, mas achou melhor acabar logo com aquilo. Uma câmera podia ser vista na parte superior. Abriu a primeira mala, retirando roupa por roupa e colocando na caixa. Supôs que, guardariam em um armário, de forma organizada.
— A outra também. — Disse a caixa de som, fazendo com que o menino olhasse em volta.
— O que...? — Mac hesitou, mas logo abriu a outra mochila. Nela tinha seu celular, seus jogos eletrônicos e afins, supôs que seriam guardados também, ou que seu castigo seria ficar sem eles.
— Coloque as mochilas vazias na caixa. — Assim que a ordem foi cumprida, rapidamente a caixa voltou a falar. — Tire suas roupas e coloque na caixa, fique apenas de roupa íntima.
— Como é que é?! — Mac arregalou os olhos indignado.
— Faça, ou vai ficar preso até fazer. — Disse a voz.
Relutante, Mac obedeceu. Ficou apenas com a cueca azul que tinha vestido naquela manhã. Quando terminou, ouviu passos atrás do cercado. A caixa foi retirada dali e os passos se afastaram novamente. Minutos depois, voltaram a ecoar. Ouviu-se o barulho de maçaneta, e uma porta se abriu no cercado, dando vista a duas pessoas.
— Eu sou Sally! — Disse uma mulher extremamente animada.
— Eu sou Martin! — Disse um homem, também extremamente animado.
— Cadê minhas roupas?! — Indagou Mac, com as bochechas vermelhas. Tanto por raiva e vergonha.
— Ora, você não vai precisar daquilo, seus pais mandaram dinheiro para coisas novas! — Explicou Sally.
— Venha conhecer seu quarto! — Disse Martin. — Aí podemos comer e você pode se vestir!
— Mas...! — Mac pensou em protestar, mas o que mais queria naquele momento era poder se vestir, então seguiu os dois pela escada espiral, que levava para um corredor.
— Cuidado com a escada, você não quer cair e fazer dodói. — Disse Sally em tom de alerta, como se estivesse falando com uma criança de três anos. Mac ignorou, subindo o mais rápido possível.
— É aqui, se prepara pra surpresa, carinha! — Disse Martin, com um sorriso largo e animado ao parar diante de uma porta azul. A abriu, dando vista para um quarto azul bebê como a porta.
Dentro dele podia se ver um trocador de fraldas sobre uma cômoda, um berço, brinquedos infantis espalhados, um armário e uma outra porta. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Sally o segurou no colo.
— O que tá acontecendo? Eu quero ir embora! — Disse, lutando para sair do colo da maior.
— Seu irmão disse que você agiu como um bebê! Temos que te tratar como um! — Explicou a maior.
— Você não vai querer ir embora só de cueca na rua, vai? — Indagou Martin. — Coopera com a gente, carinha, e se você se comportar essa semana, vai poder voltar a ganhar suas coisas de volta, uma por uma!.
Mac percebeu que não teria escolha, e seu silêncio consentiu aquilo.
— Vamos mostrar o banheiro, então. — Disse Sally, o guiando no colo até a outra porta. Ali dentro havia uma banheira, um penico infantil, uma privada, um roupão de bichinhos e uma pia.
— Você só vai usar a banheira, por enquanto, o resto tem travas com senhas. — Disse Martin. — Eu vou fazer sua comidinha, Sally vai te preparar.
— Me preparar...?
Estava prestes a iniciar a pergunta quando o homem deixou o banheiro e o quarto, fechando a porta atrás de si.
— Hora do bainho! — Disse ela, descendo-o de seu colo e o deixando sobre a tampa da privada. Tentou retirar sua cueca, que era a atual única peça de roupa que trajava.
— Não! — Disse o loirinho em desespero, segurando a cueca. — Eu sei tomar banho sozinho!
— Eu preciso... Quanto mais rápido você deixar, melhor... — Disse Sally. Mac sabia que era verdade, então soltou a barra da cueca, olhando para cima envergonhado com as bochechas vermelhas ao sentir a cueca ser abaixada. Levantou os pés para retirar completamente. — Não precisa ter vergonha, meu bebezinho...
A frase fez com que corasse ainda mais. Ela abriu a torneira da banheira, segurando a cueca que havia sido retirada. O menino estava com as mãos unidas, cobrindo seu pintinho.
— Eu vou guardar isso aqui rapidinho... — Ela saiu do banheiro, retornando depois, com as mãos vazias. A banheira estava até a metade, então a fechou. Ela pegou ele no colo de novo, fazendo que apoiasse as mãos nos ombros dela. Ele foi colocado na banheira, com um copinho ela molhou o cabelo dele e começou a lavar o cabelo com shampoo e condicionador de bebê. Depois pegou o sabão e lavou seu corpo, fazendo ele ficar em pé para lavar da cintura pra baixo. Depois de enxaguar, ela tirou a tampa do ralo e pegou o roupão, secando ele devagar e o deixando vestido com ele. Pegou ele no colo novamente.
— Agora eu vou me vestir? — Perguntou ele. Sally confirmou com a cabeça. Ela o deitou no trocador de fraldas, ele instintivamente cobriu o pintinho. — Eu não vou usar fralda!
— Você é o nosso bebezinho, vai usar o que a gente quiser que você use. — Disse seriamente. — Você não vai ficar peladinho por aí. Mas, se você ficar sem sujar ou molhar sua fraldinha até amanhã de manhã, eu devolvo sua cueca.
O garoto respirou fundo e cobriu os olhos, abrindo as pernas, corado. Ela passou o hipoglós e colocou a fralda nele. Depois vestiu um boddy e pegou no colo.
— Hora da papinha! — O que Mac não sabia é que estaria cheia de laxante...
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