MaKtub “Estava Escrito”
2 A Predestinada ♡
Notas iniciais
♡ MaKtub “Estava Escrito”
Capítulo II
A Predestinada
O Destino enfim iria se cumprir... Victoria organizava os últimos detalhe da viagem. Ela sentia uma sensação diferente dentro dela. O seu vazio existência nesse momento parecia ser um pequeno grão de areia.
— Nanã estou pronta! –disse isso abrindo o sorriso que mais parecia o sol.
— Ainda falta duas horas... Nunca você tão feliz!
— Eu nunca me sentir assim antes.
— Vou só terminar os últimos detalhe e nós saímos.
— Certo, mas não demore, por favor!
Fazenda Ferraz
Heriberto estava no escritório, resolvendo alguns problema da fazenda... Estava procurando um determinado papel, quando se deparou com uma foto, de uma mulher que ele não conhecia. No verso da foto tinha o nome e uma dedicatória “Eu sempre vou Te amar! Sua Clara.” Leandro entra no escritório e ver seu filho com a foto, da única mulher que amou.
— Pai quem é essa mulher? Não me diga que até o senhor caiu na fantasia desse tal amor, uhm? – Heriberto entregou a foto para seu pai.
— Essa mulher é alguém que não mais existe. E sim, foi um antigo amor ou melhor uma ilusão. – Leandro olhava pra foto com mágoa e amor.
— O que houve com ela?
— Morreu! E quem te deu ordem de mexer nas minhas coisas? – Disse isso tentando sério.
— Estava procurando a escritura do sitio de passo fundo, ai me deparei com essa foto. Desculpe não queria se importuno.
— Tudo bem filho, me desculpe pela forma que eu falei... E que esse passado já está enterrado e não gosto de mexer com mortos.
— Posso te fazer uma pergunta?
— Faça!
— O senhor amou minha mãe?
— Existe várias maneira de amar, sua mãe me fez um homem muito feliz... Só que alguns amores são diferente. Clara me fez sentir um tipo de sentimento que eu nunca pensei que sentiria... Só que o amor nem sempre é bonito como os poetas descreve nas poesia. Sua mãe me deu o que é de mais importante pra mim, ela me deu você e sua irmã. Então com toda certeza eu fui um homem feliz junto com ela.
— E Você, meu velho é o melhor pai que ela poderia ter escolhido.
— Com toda essa conversa até me esqueci o que vim fazer aqui... Tem uma moça muito bonita a sua procura. Está te esperando na sala.
— Não disse o nome? –
— Acho que não faria muita diferença, por que todos os dias é uma diferente. Está na hora de escolher uma, não dar pra levar essa vida assim para sempre.
— Não sei se dá, mas que eu vou tentar eu vou... – Heriberto levantou e foi até a sala.
Sala
A moça se encontrava de costa, admirando um quadro.
_ Olá, Boa tarde! – Heriberto disse isso fazendo com que ela se virasse.
— Olá meu amor, por que não me procurou? Ontem fiquei a sua espera e você não apareceu.
— Eu marquei algo com você? – Heriberto odiava ser cobrado sobre qualquer coisa. Ele também não lembrava o nome da moça.
— Heriberto não fale assim comigo, você ficou de me ligar e não ligou... e ontem você nem apareceu na festa que teve na minha casa. – A moça estava brava.
— Desculpe eu me esqueci! – Heriberto tentava lembra o nome e nada de lembrar.
Marta estrou na sala, foi até onde estava o sobrinho e falou...
— Não vai me apresentar essa moça tão linda é sua namorada meu sobrinho- Marta disse isso com ironia.
— Não, tia é uma amiga! – Heriberto quase que fuzilou a tia com seu olhar. _ Essa é minha tia e essa... E – Ele não conseguia, mesmo lembrar o nome da moça.
— Você está de brincadeira comigo? Você não lembra meu nome? – Disse isso com fúria. _ Qual é meu nome Heriberto?
Heriberto ficou olhado pra tia, como quem pedisse ajuda.
— Milena, Andreia, Marcia? – Ele não tinha muita alternativa e decidiu e no chute.
— Você é um canalha! – ela deu um bofete na face de Heriberto e saiu.
Heriberto colocou a mão na face e disse...
— Droga, odeio quando isso acontece!
— Você não tem jeito! – Marta saiu da sala, dando gargalhada.
São Francisco EUA
Aeroporto
Victoria e Nanã já estava dentro do avião. O coração de Victoria estava acelerado, suas mãos suava e ela queria chegar o mais rápido no México. Dentro de alguns horas seu destino iria começar a ser comprido.
— Nanã sinto que meu coração vai se expandindo. Eu estou com medo!
— Medo de que, minha menina?
— Não sei! Eu me sinto em uma encruzilhada... Uma voz aqui no meu coração me manda seguir essa viagem. – Ela levou a mão ao peito. _ Ao mesmo tempo, sinto a sensação de estar naquele pesadelo. E outra voz me manda ficar. E como se tivesse duas de mim aqui dentro. Você me entendi? Eu acho melhor não ir... – ela disse isso se levantando.
— Espere... _ Nanã segurou o braço de Victoria fazendo ela sentar novamente. _ O medo é algo totalmente normal... Você é a criaturinha mais determinada e valente que eu conheço, vai deixar se levar pelo medo? Não deixe o medo, cortar seus sonhos e sua fé. Se existe uma coisa nessa vida que não podemos fugir é de nosso destino. E Victoria Montenegro não é mulher de fugir. Esse medo não tem nenhum cabimento. Eu vou estar com você, minha menina, sempre!
— Eu já te disse que eu te amo?
— Hoje, não!
— Eu Te amo, muito Nanã!
Victoria seguiu a viagem um pouco mais tranquila, dormiu durante grande parte. Seus sonhos foram tranquilos, nenhum pesadelo. Quando desembarcaram no México, Victoria sentiu-se leve. Encontraram um dos empregados da fazenda. Victoria se sentiu decepcionada. Esperava encontrar sua mãe! Durante trajeto pra fazenda, ela se sentia como um passarinho que foi libertado. Nada falou durante todo trajeto, apreciava cada detalhe da paisagem, abriu o vidro do carro, colocado seu rosto para fora. Sentia a brisa do vento bagunçar seu cabelo negro. O sol penetrava nos olhos verde mel de seu rosto. Não se sabia qual brilhava mais. Era uma guerra entre o brilho do sol e olhar de uma menina cheia de sonhos. Todo o caminho ela se manteve com o mesmo aspecto... O aspecto de quem voltada para seu mundo, seu destino... Chegaram na Fazenda Montenegro, Ela saltou do carro em movimento quando avistou sua mãe. Victoria tinha desejo, cobiça pela vida... Tudo era resumido no agora, no hoje... Era uma cede insaciável de viver.
— Mãe, Mãezinha... Que saudade! – Ela abarrotava sua mãe de beijos!
— Meu amor, minha pequena menina. – Clara abraçava Victoria, era um abraço que só uma mãe tem.
— Ai Mãezinha, nunca ninguém vai me fazer passar tanto tempo sem esse abraço e seu cheiro.
— Nunca meu amor, nunca!
Rodolfo se encontrava na entrada da casa, observava o abraço das duas. Seu semblante era de alguém que nunca experimentou nenhum tipo de amor!
Victoria avistou seu pai, seu coração não sentia nada! Aquele homem não despertava nenhum amor. Isso fazia ela se sentir culpada! Ela queria sentir amor por ele, mas nunca ele soube conquistar isso. Ela se desvencilhou dos braços de sua mãe, indo ao encontro de Rodolfo. Pensou no primeiro momento em apenas estender a mão, ela não sabia como agir em relação a ele. Ele era um total desconhecido. Mas seu coração ordenou que ela o abraçasse. E assim ela o fez. Foi um abraço meio que sem jeito... Rodolfo tentou se manter frio perante aquele abraço, mas se sentiu amado pela primeira vez. Sentiu um abraço sincero, vindo de uma menina que tanto ele renegou.
— E bom está com você, pai... _ As palavras saia da boca de Victoria como se não a pertencesse.
Rodolfo olhou nos olhos de sua filha e viu que as palavras tinha sinceridade. Ele não disse nada, apenas deu outro abraço nela... Ele sentia pela primeira vez o amor tomar conta de seu coração. Passou a vida toda remoendo um amor não correspondido e nos olhos de sua filha viu algo que passou um vida toda procurando.
— Vamos entrar, você deve está cansada! – Ele nem sabia o que falar, sentir o abraço de sua filha fez ele sentir algo que não conhecia.
— Não estou cansada, estou cheia de saudade, do cheiro dessa terra, do vento de cavalgar, de tudo meu pai. – Era a primeira vez que Victoria se colocava em relação fraternal com seu pai.
Rodolfo foi pego de surpresa, esperava uma mulher, cheia de manias... Mas em sua frente via os olhos de uma menina, um olhar muito parecido com seu... No olhar dela tinha uma paixão, pelo campo, pelas terras... Ele se sentiu desarmado, Victoria tinha um poder sobre ele, que ninguém nunca teve. Ele a olhava admirado... Parecia tão forte, cheia de vida. Não parecia nada com a mãe. Eles passaram um tempo conversando, Rodolfo estava enquanto com sua filha... Em pouco tempo de conversa percebeu que Victoria, era uma mulher de personalidade forte. Pensou que isso o incomodaria, mas pelo contrário, fez ele ficar orgulhoso.
— Vou sair pra dar uma cavalgada e matar a saudade da minha terra e também da minha Cristal, quer ir comigo pai? – Victoria, pela primeira vez sentiu o pai mais próximo. E gostou da sensação.
Rodolfo sentiu uma estranha sensação invadir seu corpo, quando sua filha pediu sua companhia... Sempre desejou um filho homem, sempre quis cavalgar por essas terras, mostrando tudo o que a ele pertencia. E agora uma menina de uma estatura frágil e de um olhar penetrante o convidava pra cavalgar por suas terras.
— Prefiro ficar aqui, tenho coisas a resolver. – Ele disse isso e notou nos olhos de sua filha um ponta de desapontamento. Nunca em sua vida se importou com alguém, mas o olhar de Victoria fez ele se sentir culpado. Então disse... _ Eu tenho alguns problemas pra resolver, mas outo dia prometo que vamos junto.
— Tudo bem, pai! Vamos ter uma vida toda. Vou ver a Cristal. – Ela levantou e deu um beijo em sua mãe que estava admirada pela conversas que nunca imaginou acontecer.
— Victoria... _ Rodolfo a chamou... Tentava encontrar as palavras que pela primeira vez se perdia. _ Sua égua, Cristal.... –Ela ficou doente, eu tive que sacrifica-la.
Victoria sentiu uma dor terrível, apesar de sete anos longe, Cristal foi sempre sua companheira... As lagrimas se manifestaram em seu olhar! Rodolfo se sentiu imponente, queria falar algo que tirasse aquele olhar... Então disse...
— Vamos lá no estábulo, vamos encontrar um cavalo pra você! — Disse isso puxando Victoria.
Quando chegaram no estábulo Victoria observava todos os cavalos... Dentro dele, tinha um que se estava afastado. Ela abriu a porteira. _ Rodolfo a segurou dizendo... _ Esse ai é perigoso, ele nem se quer me obedece. Volte!
— Confie em mim, pai! — Ela disse isso olhando pra mãos de seu pai que segurava seu braços. Rodolfo soltou ela.
Victoria chegou perto do cavalo, começou a fazer carinho... mirou nos olhos dele dizendo...
— Estava me esperando né? Eu sei que estava! Arisco esse será seu nome! Vamos dar uma volta? – Ela acariciava o cavalo, pedindo que seu pai passasse a cela. Rodolfo contra vontade a entregou.
Victoria colou a cela, subiu no cavalo esperando seu pai abrir a porteira...
— Victoria, não é uma boa ideia! Desça, escolhemos outro. — ele nunca sentiu uma vontade tão grande de proteger alguém!
— Pai, o Arisco é meu! Abra, por favor!
Rodolfo abriu a porteira, aquela menina tinha uma poder no olhar que nem ela mesmo sabia. Ele ficou observando sua filha ela tinha uma postura, inacreditável... Ela domou o cavalo, mas ela nem imaginava o poder que ela tinha. Era uma mulher predestinada a domar o mundo! Só precisava descobri.
Victoria saiu cavalgando sem rumo, assim ela pensava, mas o destino estava traçando cada passo que ela dava já estava escrito... Estava montada em um cavalo totalmente desconhecido, assim como seu futuro. Porque o destino pode ser traçado, mas o livre arbítrio é algo inviolável. Ela sempre teria a escolha, poderia fugir. O destino nos dar sempre uma segunda opção. Até porque destino nunca é um fato concreto... O que de concreto era o amor entre os dois! Seria dela essa escolha, só a ela essa escolha pertenceria! Seus passos tomava um rumo que ela permitia, ela cavalgava em rumo a uma história e a um amor... Podemos fugir, ignorar o destino... Como antes dito, podemos fazer o que quiser da nossa vida. Mas tem algo que chame nossa alma, algo maior que qualquer seguimento cientifico ou racional, simplesmente é algo de alma. Ela seguiu a voz que gritava silenciosamente em seu coração, até que se deparou com um riacho... Por muito pouco não caiu do cavalo, aquele lugar tinha uma energia... Ela resolveu descer e tocar a água cristalina. Levou suas mãos, a enchendo e jogando contra face... Quando abriu os olhos viu na água um reflexo que não a pertencia. Desviou-se olhar para o outro lado do riacho. Seus olhos assuntados enxergou um homem montando em cavalo preto, ela não conseguia enxergar de forma nítida. Mas simplesmente seu corpo perdeu todos os movimentos. E ela entrou em um mundo paralelo!

No outro lado do riacho um homem incrédulo, via seu mundo desabar! Ele fugia do amor, como o diabo fugia da cruz! Quando seus olhos encontraram a garota do outo lado do riacho, seu mundo e sua filosofia de vida caiu por terra. Ele sentiu algo totalmente estranho, seus olhos se encheram de uma água saldada, e começaram a transbordar por sua face. A distância que o separava não deu pra ver seus olhos, mas Heriberto sentiu algo único.... Aquele olhar, não o olhar físico, mais o olhar de alma era o que preenchia o vazio de sua vida. Aquela garota do outro lado do rio, era sua garota! Quando enfim as palavras saiu de sua boca ele disse pra si mesmo...
—Será que isso é o amor, Meu Deus? Nem sei a cor dos seus olhos e ela já tem o poder de me fazer acreditar em Deus e no amor? Ela será meu amor e minha perdição! Ela é a minha predestinada!
♫Já estava escrito
No tempo e no espaço
Que a minha alma e tua
Uma luz seriam
Já estava escrito
Pelos milênios
Que no sagrado fogo da paixão
Nos consumiríamos
Sol do deserto
Queimando a areia
Tua presença é água
Que preserva a vida
Pomba selvagem
No azul da alma
Teu amor é luz
Que ilumina e cega
Já estava escrito
E Allah o sabe
Que a serpente mágica do amor
Nos faria deuses
Está escrito
Antes dos tempos
Que a vida vale apenas
Quando o amor nos toca
Fale com o autor