Ma Chérie

34 Paixão e Dança


Notas iniciais
Olha, fui mega rápida *o*

Pov Victoria

As coisas começaram a se acertar rapidamente. Era incrível como estar de bem com a garota de sua vida melhorava até os dias maçantes e longos de trabalho. O estresse ainda permanecia lá, mas só de saber que estava tudo em voltar para casa fazia-me suportar um pouco mais. Sim, eu estava me tornando esse tipo de pessoa melosa e caseira, terrivelmente rendida a uma mulher ruiva que poderia conseguir qualquer coisa com um lindo sorriso gentil nos lábios.

Deus, eu estava amando e rendida a uma mulher. Mas, bem, isso já não era tão novidade assim.

Os dias se passaram voltando ao eixo, dessa vez quando Liz retornava um pouco mais tarde para casa, eu questionava como havia sido os ensaios e ela me dava todos os detalhes. Parte eu queria apenas verificar se não existia nada mesmo, parte porque eu amava ver a empolgação nos olhos achocolatados. Ela falava com uma paixão tão grande o quanto estava provando como a dança contemporânea também exigia força e equilíbrio que eu apenas sorria e escutava. Às vezes, Liz começava a falar em francês demais, quando suas frases entrava em um fervor apaixonado pelo que fazia.

Certa noite cometemos o maior desastre dela tentar me mostrar os passos como eram, afinal aquele tal de Bruno teria de segurá-la firme em locais que pouco me agradavam, então ela quis mostrar o porquê dos toques e expressões.

–Então ele precisa segurar firme na minha perna enquanto segura a minha cintura para que eu possa manter minha postura enquanto giramos – ela narrava e posicionava a minha mão – Vou dar impulso e você só precisa me segurar, ok?

–Eu não acho isso uma boa ideia – disse pela milésima vez.

–Mon amour, não é tão complicado e ajuda a você entender como funciona a técnica e, consequentemente, entender porque ele precisa me segurar dessa forma.

Eu queria dizer que tudo bem, que confiava nela, mas de certa forma, estar vivenciando parte daquilo me ajudava mesmo a compreender um pouco mais daquele profissionalismo todo quando se estava segurando alguém tão linda e gostosa quanto Elizabeth. Então tentamos na primeira vez e eu arriei de primeira, com medo e rindo. Liz revirou os olhos e deu um olhar reprovador, obrigando-me a ficar séria em questão de segundos. O que seria engraçado para um telespectador, porque bastou um olhar para que o riso morresse e eu pigarreasse para voltar a ficar com um semblante concentrado. Ela ensaiou a contagem e dessa vez eu realmente tentei. Fiquei surpresa como o peso dela era distribuindo e assim permitia que eu a levantasse mais facilmente. A postura dela era perfeita, ao mesmo tempo em que parecia delicada eu sentia os músculos rígidos sobre a palma de minha mão. Encantada com isso, arrisquei girar uma vez... duas... até bater o pé na mesinha de centro que foi arrastada, tropeçar e cair sobre o tapete da sala com Liz encima de mim.

–Ai meu Deus – falei sem ar, pois o cotovelo dela tinha acertado em cheio o meu diafragma.

–Mon amour! Je suis désolé! – Liz girou para o lado sentando no chão – Está machucada?

A olhei negando com a cabeça, respirando fundo várias vezes. Liz esperou em expectativa, mas assim que eu sorri, a francesa começou a rir descontroladamente. Ela gargalhava de maneira divertida, ao que aparentava eu deveria estar engraçada caída e encolhida no chão, pois Liz mal conseguia controlar-se. Os olhos acastanhados marejavam devido a risada tão gostosa e contagiante que me fazia rir naturalmente.

–Vamos dizer que eu sou boa apenas na valsa ok? – propus sentando e respirando fundo para recuperar o ar.

–Oui, oui! – ela passava os dedos pelo canto dos olhos.

–Mas obrigada, isso só me mostra o quão incrível você é por conseguir fazer essas coisas tão perfeitamente – disse enquanto me arrastava em direção a ela – Minha dançarina.

–Sua dançarina – ela repetiu com um olhar e sorriso apaixonados.

–Minha princesa – falei dando um beijo demorado no pescoço alvo, a vendo arrepiar a ronronar baixinho – Minha ruiva – subi arrastando os lábios pelo pescoço dela beijando o maxilar – Minha namorada – mordisquei demoradamente o lóbulo da orelha dela antes de murmurar de maneira rouca e sedutora – Deixe-me fazer minha mulher.

A sedução foi eficaz, pois logo Liz gemia e buscava a minha boca para um beijo entregue. A peguei no colo, a levando para o quarto para mostrar que eu sabia conduzir muito bem outro tipo de dança.

Quando o dia do evento finalmente chegou, Elizabeth estava uma pilha. Ela entrava e saia do apartamento, não saia do celular e parecia cada vez mais ansiosa. No finalzinho da tarde, eu já não a via perambulando pela sala, já tendo ido para o local começar a preparar as coisas e fazer os últimos ensaios.

Não preciso dizer que foi um verdadeiro sucesso e tão lindo que eu poderia apostar que muitos pais estariam matriculando os filhos na escola e os adolescentes fariam fila. Até mesmo os garotos, depois de verem os homens segurando firmemente nas suas parceiras com um olhar fatal. Isso incluía Bruno e Elizabeth. De início foi um verdadeiro incomodo, mas logo nos primeiros passos veio aquela posição que ela tentou me ensinar e eu apenas sorri com a lembrança. Com um olhar não tão leigo assim, eu consegui apreciar a arte da dança como ela era realmente, uma expressão de sentimento através de movimentos do corpo e entrega por parte dos dançarinos. O ciúme se esvaio dando lugar a admiração verdadeira e sincera.

Assisti as apresentações ao lado de Pierre e Nicoly, foi impossível me sentir deslocada entre os dois, pois a garota loira era realmente engraçada, direta e ao mesmo tempo distraída. Pierre comentava de todas as garotas que dançava e passava, fazendo-me comentar sobre os tipos e estereótipos. Foi uma pequena surpresa quando Nicoly começou a participar dos comentários, deixando claro que também tinha o seu lado conquistadora e caçadora. Claro que quando Anne e Liz se aproximava, fingíamos comentar sobre qualquer apresentação que tinha acabado de acontecer.

Mas isso era nem de perto o mais importante. Liz parecia brilhar de tamanho contentamento. Ela estava sempre cercada por pessoas, seja alunos, cidadãos da cidade, dançarinos ou curiosos. Um sorriso encantador aparecia facilmente em sua boca, seus olhos emitiam a confiança de quem estava reinando sobre o que mais gostava de fazer. Mas ao mesmo tempo encontrava-se aquela sutileza que sempre precedia os seus gestos e palavras, uma dama, mas uma que estava feliz e realizada.

–Vic – Liz aproximou-se em um determinado momento, enquanto eu bebia água de uma garrafinha e observava divertidamente Pierre tentar uma aproximação com uma mulher morena – Desculpe não estar te dando tanta atenção, essa noite está sendo uma loucura e...

–Deixe disso – a cortei de maneira suave – Essa noite é sua e eu estou feliz só de fazer parte de um pedaço dela. Você está linda, gostosa e brilhando. Isso que importa, ok?

–Oui... Mas está se divertindo, não é?

–Claro que estou, ainda mais que agora compreendo todo o seu fascínio sobre a dança, nunca fui de acompanhar muito a Anne no seu trabalho, só a via dançar mesmo lá nas baladas e não se compara nem um pouco ao que acontece aqui.

–Isso me deixa tão...

–Com licença, desculpe-me interromper.

O nosso diálogo foi cortado por uma mulher de pele escura e profundos olhos castanhos. Ela possuía uma beleza digna de Halle Berry, só que com belos cachos negros que chegavam a altura de seu ombro. Eu a conhecia. Afinal estávamos em uma cidade pequena e era impossível não lembrar de uma promotora tão bonita e polêmica quanto ela.

–Naomi Andrade – cumprimentei com um sorriso pequeno.

–Perdão, conheço você? – ela fitou-me com uma genuína confusão.

–Não, mas é impossível morar tantos anos em Santa Mônica e não saber quem é você, sra. Promotora – expliquei dando de ombros – De qualquer forma, sou Victoria e essa dançarina que está roubando todo o holofote da noite é a Liz.

–Victoria! – Liz reclamou em um tom baixo.

–Ela só está dizendo a verdade – Naomi concordou e ofereceu a mão para me cumprimentar e depois a Liz – Como já fui introduzida nas apresentações, gostaria de ir direto ao ponto. Eu queria saber diretamente com você se ainda há vagas abertas para a sua turma.

–Você dança? – perguntei surpresa.

–Não, mas minha sobrinha sim – Naomi sorriu ao falar da garota e apontou o indicador discretamente para a sua lateral – É a jovem com gorro na cabeça e parece um garotinho com aquelas roupas.

Se a promotora não tivesse me dito que aquele ser era uma garota, eu teria dificuldade em reconhecer. Ela usava uma touca na verdade, escura e com algo escrito, trajava uma calça com rasgos e uma blusa descolada, mas folgada. O corpo era magro e ela era alta o suficiente para se pensar ter mais de dezoito anos. A garota estava perto de outras dançarinas, sorrindo de lado e parecendo ter um jeito desleixado.

–Ela gosta de dançar apesar de não ter toda a técnica, acho que sua especialização é o que chamam de freestyle – Naomi falou e olhou para Liz – Eu acho que seria muito proveitoso que você fosse professora dela. Tanto pela dança, quanto por modelo.

–Perdão, algo me foge a compreensão da situação como um todo – Liz dizia de maneira educada e calma – Para que me julgue como um modelo para alguém, teria de saber um pouco sobre mim e não faz mais que um par de meses que eu estou na cidade e esta é de fato minha primeira apresentação pública.

Trabalhar com publicidade ensinava muito sobre ler os outros e o que eles queriam de verdade e não diziam. Bastou um olhar melhor para a garota mais ao longe para compreender o ponto que Elizabeth estava deixando escapar.

–Amor – chamei a atenção com um sorriso de lado, Liz olhou-me apreensiva pelo tratamento a frente de uma desconhecida, enquanto Naomi permanecia tranquila – Você já possui fama apenas por ser uma nova e jovem professora de dança, com forte sotaque francês e cabelos ruivos, além de deixar claro que namora alguém. Para quem a observa de perto saberá que namora uma garota e, como moramos em uma cidade pequena, logo todos sabem disso – dessa vez olhei diretamente para a promotora – A quanto tempo a sua sobrinha se assumiu?

–Alguns meses, viveu um inferno em casa antes que eu a trouxesse para morar aqui – Naomi respondeu e suspirou – Ela se sente bem sendo daquele jeito que vocês estão vendo, é como ela se aceita... Mas uma parte do mundo parece não estar preparada para aceita-la daquela forma. Apesar de gostar de boa parte das coisas que garotos supostamente devem gostar, Frankie ainda é uma garota sensível e romântica que viu um lado feio da humanidade. Então juntar a dança com alguém que pode mostrar a ela que se pode viver da forma que acha mais certa e sincera... Acho que é uma boa combinação. É bastante claro a paixão que você tem pelo que você faz e, bem, só um cego não ver a troca de olhares entre vocês duas.

–Ninguém está tentando ser discreto mesmo – dei de ombros causando um pequeno riso em Naomi – Eu vou lá conversar com ela, vocês duas se acertem sobre a dança.

Liz sorriu de uma maneira linda antes de apertar minha mão e me deixar partir. Quanto mais eu me aproximava da garota menino mais eu notava o quanto ela era bonita ao seu modo. Ela tinha tirado a touca nesse meio tempo, revelando um cabelo cortado em cut side, ou seja, parte da lateral quase raspada. A outra parte, tinha fios ondulados e castanhos escuros que davam um ar bonito e moleque. Os olhos eram verdes, o queixo com uma covinha e a pele cor oliva. Tinha um piercing discreto no nariz e um sorriso sempre de canto. Ela era uma linda tomboy adolescente.

–Ei – falei para chamar a atenção, os olhos dela assim como os das dançarinas voltaram para mim – Gostei da touca, comprou na capital? Aqui como é interior não vende muito dessas já que não há uma demanda suficiente para essas coisas de “clima frio”.

–Na verdade comprei no Sul, sou de Porto Alegre – ela falava e a voz vinha mais grave, porém não menos feminina e cheia de sotaque sulista, parecendo apenas completar o conjunto – Mas acabei de me mudar para cá. Você consegue fácil uma na internet, conheço uns sites que são bem legais e confiáveis.

–Eu iria adora! – disse de maneira sincera.

–Eu conheço você – uma das dançarinas da noite, uma garota de pele mulata olhava-me desconfiada – Espera, você é a namorada dela não é?!

De certa forma, eu senti um orgulho de ser reconhecida como namorada de alguém tão especial quanto Liz. Abri um sorriso que refletia isso, fazendo com que a tal Frankie me olhasse surpresa.

–Se ela você se está se referindo a ruiva incrível que dançou essa noite, sim – disse e dei de ombros – Vamos dizer que eu dei muita sorte na vida.

–Oh, nossa, eu esperava que você fosse mais... Alta – a outra garota, essa uma de cabelos pintados de maneira colorida, revelou quase sem querer – Digo, foi uma surpresa pra todo mundo quando descobrimos que ela namorava, ainda mais uma garota. Mas a Liz é tão legal e quase não fala disso que só nos acostumamos!

–Então vocês não ligam? – Frankie perguntou de maneira incerta.

–Alguns sim, mas isso é besteira – a mulata argumentou dando de ombros – Quem vai ta beijando e se pegando é ela, que eu tenho haver com isso? E a Liz é uma ótima professora, parece que veio importada da Europa com aquele sotaque todo e educação.

As duas garotas começaram a falar de como a Liz era dentro dos estúdios de dança e eu não me surpreendi, apenas me encantei mais ainda. Porém não era a única, Frankie sorria e tinha um brilho cada vez maior no olhar, eu o reconhecia bem e não era maldoso, era apenas esperança.

–Ei – cutuquei levemente a cintura da garota que tinha o meu tamanho – Não vá se apaixonar, ela já tem dona.

Havia falado de maneira baixa para que só ela escutasse, mas foi o suficiente para fazer com que ela ficasse corada. A menina tinha coragem de sair vestida como um garoto e não parecia ligar, mas ficava tímida com um assunto daqueles? Foi impossível não rir, sendo este o momento em que Naomi e Liz se aproximavam.

–Liz, estávamos falando de você – a mulata logo falou sorrindo – De como o Duda surtou quando você dançou Gaga logo nos primeiros dias.

–Madame Duda sempre exagera um pouco, mas foi um dia que também está muito bem preservado no meu coração – Liz dizia se aproximando de mim naturalmente, o braço dela enroscando no meu – Mon amour, podemos ir para casa? Já finalizei tudo o que cabia a mim – ela pediu docemente, fazendo-me sorrir e apenas concordar com um aceno de cabeça – Tenham uma boa noite, mademoiselles. E Frankie, estou ansiosa para te encontrar na sala de aula, sua tia falou-me muito bem de seus movimentos.

–Espera, tia....? Ah, você é a melhor tia! – Frankie quase pulou no lugar quando Naomi apenas sorriu grande a pergunta oculta que a garota fazia.

As garotas pareciam ficar animadas e logo começaram a falar como era a escola de dança. Essa foi a deixa para que saíssemos dali de fininho, apenas mandando uma mensagem para Anne de que já estávamos indo embora. Provavelmente a japa iria ter alguma espécie de encontro com a Nicoly e Pierre já estava perdido com alguma garota. Enquanto caminhávamos pelo lugar movimentado, muitos pares de olhos recaiam sobre nós duas que andávamos uma do lado da outra, bem pertinho e com os braços entrelaçados. Liz não aparentava se incomodar com isso, ou melhor, nem ao menos parecia notar o que acontecia ao seu redor. Isso quase me fez suspirar de alívio, isso era tão diferente de tudo o que eu já tinha vivido até agora! Bem, ser assumida e andar de mãos dadas e dedos entrelaçados com alguém eram coisas completamente diferentes. Essa era a primeira vez em que eu namorava e exibia isso tão publicamente. E nem de perto o medo estava presente, pois tudo o que eu sentia era um carinho mesclado ao orgulho.

–O que achou da garota? – Liz perguntou de maneira serena enquanto esperávamos o ônibus.

–Corajosa – respondi e dei de ombros – Simpatizo porque foi mais ou menos nessa idade que eu também me assumi. Ela deve ter o que... dezoito?

–Dezenove – Liz completou – Madame Andrade explicou que ela veio fazer cursinho e concentrar nos estudos, irá tentar arquitetura na federal.

–Arquitetura, claro – acabei rindo – Eu sempre acho que arquitetura e direito é o curso das lésbicas. O setor de artes por si só é colorido demais.

Ela revirou os olhos e começou um pequeno discurso que o curso não queria dizer nada sobre a sexualidade das pessoas. Claro que eu escutava e pouco argumentava, ela era bem enfática e persuasiva com a sua postura de dama. Quando chegamos em casa, tomamos banho juntas sem nenhum tipo de malícia, Liz estava cansada e merecia um tratamento apenas carinhoso. Algo que eu estava mais do que feliz em fazer, já que eu havia descoberto o quanto era gostoso mimar alguém só para ter o seu sorriso e olhos brilhando.

–Vic – Liz chamou delicada.

Estavamos deitadas em minha cama assistindo qualquer coisa na televisão esperando o sono vim. Ela estava parcialmente deitada sobre mim, a cabeça repousando sobre o meu ombro e as pernas enroscadas na minha. Eu mantinha uma constante carícia ao deslizar a ponta de meus dedos suavemente pelo braço dela, mal roçando a pele. Isso sempre a acalmava e por vezes até arrepiava.

–Hum – mais fiz um som nasal do que respondi o chamado em si.

–Você se assumiu com dezoito anos? – ela ergueu o rosto, os olhos amendoados curiosos e suaves ao mesmo tempo.

–Sim – respondi me ajeitando melhor na cama, o assunto sempre me deixava um pouco desconfortável – Na verdade, muita gente já desconfiava. Eu vivia dando fora em garotos e nunca estava realmente com alguém. Mas falar para a família “ei pessoal, eu sou gay, o que vamos ter para o jantar?” é completamente diferente. Desconfiar é uma coisa, confirmar que aquilo que é feio estar em sua família é outra coisa.

–Não é feio! É o que você é – Liz disse rapidamente, apoiando-se sobre um braço para erguer levemente o corpo.

–Eu sei disso... Agora – abri um sorriso de lado e acariciei o rosto de minha namorada – Quer dizer que a madame ai me acha linda? Já que eu não sou feia...

–Absurdamente linda, ma chérie – Liz falou com tanta convicção que me deixou sem jeito – Eu amo cada detalhe seu e de seu corpo – os olhos castanhos cravaram nos meus como se pudessem ler até mesmo o canto mais obscuro de minha alma, longos segundos se passaram naquela troca de olhares até que Elizabeth suspirou apaixonada – Vamos fazer amor.

–O que? – ela soltou tão do nada que demorei a processar.

–Fazer amor – Liz repetiu e rapidamente seu corpo estava cobrindo o meu – Quero fazer amor com você.

Eu não tive chances de retrucar. Logo os lábios dela estavam sobre os meus em um beijo intenso e apaixonado, um que me fez querer fazer qualquer coisa, menos ter aquela ruiva longe de mim. Nessa noite eu deixei que Liz me amasse e me descobrisse, sem nenhuma instrução ou comando vindo de mim, a ruiva foi explorando, experimentando, usufruindo e me tornando tão dela que eu já não me percebia minha.

Notas finais
Frankie vai aparecer mais pra frente -qq