Ma Chérie

11 Capítulo 11: Cobertura


Notas iniciais
Perdão pela demora, mas consegui postar um presente para vocês no dia das crianças! *-*
Vou contar, eu me matei para escolher a dança da aula, mas ai lembrei que o lugar se passa no Rio de Janeiro e com uma ajuda das leitoras (obrigada Valentina!) pensei no stiletto dance.
E eu não posso deixar de surtar e agradecer pelas recomendações! Nossa, eu nem tenho palavras suficientes para descrever como é receber algo assim, eu me sinto fazendo algo realmente bom. Então obrigada MaryMelo (você sempre me ajuda linda), María, yurilovelyclub e Elizabeth!

POV Liz

-E um, dois, três, quatro – eu contava enquanto caminhava pela fileira de alunos da aula – Jéssica, lembre-se das mãos, o corpo todo tem de se completar! – auxiliei a uma garota morena – Cinco, seis, sete, oito! – prossegui indo para frente e parei ao lado de Vinicius para sussurrar – Se você ficar distraindo-se admirando as vantagens de Camila não irá acertar nunca a sequência de passos, sua mente não está preparada para focar em duas coisas diferentes.

Ele ficou vermelho, mas sorriu e se concentrou novamente na sequência de passos. Aquela era uma das minhas aulas mais cheias, a de Jazz no turno da tarde. Era cheia de jovens que estudavam pela manhã e aproveitavam o período da tarde para dançar. Fui mais a frente parando para observar os últimos passos da coreografia que eu havia passado para eles, não podendo evitar um singelo sorriso orgulhoso ao vê-los acertar todos os passos em uma sincronia quase perfeita. Assim que a música acabou eu os aplaudi e sorri mais ainda ao vê-los gritar animados por terem conseguido realizar todos os passos que estávamos ensaiando durante uma semana e meia.

-Tenho de parabeniza-los, foi uma lisonja vê-los completar uma tarefa que treinamos bem – comentei entre animada e educada, começando a caminhar mantendo sempre minha postura ereta de bailarina – Mas ainda temos tempo, quem ficou de apresentar-se essa semana?

Havia sido um dos primeiros acordos que nós fizemos. Programaria as aulas para que sobrasse minimamente dez minutos do horário final, assim os alunos trariam coreografias próprias e se apresentariam. Não importaria o ritmo ou se seria individual ou em grupo, o que importaria era a chance de mostrar algo criado por eles próprios, ou ensaiado o suficiente.

-Foi eu e a Mariana! – Eduardo, ou Duda como gostava de ser chamado, exclamou todo animado – Vamos nos arrumar amiga, prepara gente! A nossa dança vai ser um arraso!

Não se precisaria de muitos neurônios para saber que Duda era um gay afeminado completamente assumido. Ele também era um dos mais divertidos que eu encontrei da Escola, sempre de bom humor, alfinetando aqui e ali com suas críticas de moda, mas sempre causando boas risadas na turma. Apesar de ter certo desleixo, era um ótimo dançarino. Mariana era a sua prima, eles viviam unidos e logo os dois saíam da sala de dança. Alguns alunos não demoraram a se aproximar para conversar comigo, seja para elogiar ou provocar por causa de meu sotaque francês.

-Ah, professora! – chamou Carol, uma das garotas mais tímidas e dedicadas da turma, uma loira de pele muito branca e olhos azuis – E-eu poderia falar uma coisa com você?

-Oui – concordei e murmurei um com licença para os que estavam falando comigo, segui Carol até uma parte mais vazia da sala – O que desejas mademoiselle?

-Ah cara, esse seu jeito não ajuda em nada! – Carol ficou completamente sem graça.

-Pardon? Fiz algo que te desagrada? – perguntei realmente confusa.

-É que você é muito educada professora, a gente aqui não é tão acostumado a formalidade – Carol explicou e respirou fundo – Meus pais vão fazer vinte e cinco anos de casados e minha mãe também era dançarina. Ele é péssimo de dança, mas eu sugeri que ele aprendesse uma coreografia de valsa que minha mãe fez há muito tempo atrás e a surpreendesse.

-Uma valsa é algo indubitavelmente romântico – concordei com um pequeno sorriso.

Valsa. Algo em mim se agitou de uma maneira confusa, mas era impossível compreender. Era como se essa dança tivesse uma importância a mais que eu não conseguia distinguir. Por isso ignorei a sensação e me concentrei na garota a minha frente.

-Então, meu pai é realmente difícil de dançar, mas ele está disposto a se esforçar para poder fazer essa surpresa pra minha mãe. Ele disse que depois de tanto tempo juntos vai se esgotando a criatividade para surpresas e que ele queria algo que provasse que ele ainda é capaz de fazer qualquer coisa por ela. Eu sei que parece ser bobo e idiota, mas é que...

-Non, non! É muito lindo o que seu pai está tentando fazer. Eu ficaria feliz em ajudar, depois poderemos ver um horário em comum para que eu possa ajudar! – a interrompi completamente animada e envolvida naquela trama romântica.

O sorriso feliz que Carol me direcionou apenas confirmou toda a minha fé de que o amor poderia sim ser algo bom. Porém antes que algo a mais acontecesse, Mariana e Duda invadiram a sala usando salto alto e com roupas diferentes. Os alunos assoviaram e riram, um deles pegou o pendrive na mão de Mari para por a música no som enquanto os outros seguiam para o canto extremo para dar espaço para que a dança fosse realizada sem empecilhos. Eu não reconheci o inicio da música, mas logo Carol me avisava que se tratava de Meiga e Abusada, da cantora Anitta. Muitos estavam rindo quando os passos começaram, mas aqueles dois eram uns dos melhores da turma. Duda não tinha medo de se expressar de forma feminina, ele se jogava na dança com uma confiança que faltava em muitas meninas.

Quando a apresentação acabou todos estavam se aproximando deles para parabenizar, outros ainda ficavam batendo palmas e poucos saiam correndo por causa do horário. Depois de parabenizar a dupla perguntei quem seria o da próxima aula, mas qual a surpresa de todos quando Henrique apareceu na porta todo sorridente.

-Eu vou, professora! – ele exclamou todo intruso – E não vai se decepcionar, estou preparando algo para impressionar você.

-Cuidado com a propaganda falsa, querido! – Duda logo provocou de um jeito afetado – Mas se quiser me impressionar eu to aceitando qualquer tipo de apresentação.

O modo intrusivo de Eduardo me deixava um pouco sem reação. Ainda não havia me acostumado com esse jeito brasileiro de ser, de poder invadir espaços e conversas. Porém havia aprendido que nesses momentos era simplesmente melhor não comentar ou reclamar, afinal era o jeito deles, a cultura deles.

-Tudo bem Henrique, só não se atrase ou algo similar, está bem? – pedi com um sorriso gentil.

Ele sorriu tão animado que eu fiquei imaginando o que ele estaria aprontando para a próxima aula. Alguns alunos sempre ficavam para me ajudar a arrumar as coisas, o que facilitava e muito a minha vida em deixar o trabalho e chegar ao apartamento para fazer o jantar. Naquela noite seria algo bem simples, panquecas, queria aproveitar para poder ver alguns vídeos e testar alguns passos.

Três dias haviam passado desde que Victoria havia me levado para o cinema e desde então estávamos passando um pouco mais de tempo juntas. Eu notava a forma como ela queria se fazer presente e achava isso... Achava mais que agradável, mesmo sabendo que não era bem esse adjetivo que usaria para definir o que sentia em relação à brasileira.

POV Victoria

Eu estava extremamente cansada do trabalho. Tinha me estressado com um cliente que nunca decidia o qual a arte que queria e me obrigava a mudar por qualquer besteira. Porém só a ideia de que ao chegar ao apartamento me fazia suspirar de alívio. Assim quando me aproximei dele já estava com um princípio de sorriso, mas quanto mais chegava perto mais escutava o som de uma música ecoando de lá de dentro. Coloquei a chave e já preparava o meu habitual “querida, cheguei” quando abrir a porta. Minha boca abriu para pronunciar tais palavras e assim permaneceu, mas sem verbalizar nenhum tipo de som.

Elizabeth estava dançando.

A ruiva estava em pé sobre meu sofá, usando um shortinho e uma camiseta simples. A sua frente a televisão estava ligada exibindo algum tipo de clip de dança. Liz naquele momento parecia animada, seu corpo mexia rebolando e fazendo movimentos sinuosos, requebrando de um lado para o outro, movendo os braços de maneira sensual e jogando o cabelo para o lado. Eu nem ao menos reconheci que música era aquela, minha mente estava focalizada demais no movimento daquele quadril e em como aquelas nádegas estavam implorando para serem apertadas.

Eu estava hipnotizada, paralisada no lugar. Mas dentro de mim parecia que tudo ia explodir. Eu a desejei mais do que a qualquer outra garota no momento. Meu coração parecia querer quebrar minhas costelas, a minha garganta ficou seca e meu corpo por inteiro parecia quente. Minha mente estava agitada, pensando em coisas pervertidas que apenas pioraram o tesão que crescia rapidamente. Dei apenas um passo a frente, não estava mais conseguindo raciocinar direito, eu apenas queria agarrá-la de todas as formas deliciosas possíveis.

-Vic, já chegou?

A voz de Anne atrás de mim foi como um balde de água fria. Arfei como se estivesse despertando de um sonho e fiquei extremamente vermelha. O que estava fazendo?! Virei meu corpo para quebrar o contato visual com Liz e encarei minha vizinha em um misto de medo e excitação.

-Victoria? – Liz chamou surpresa – Eu não ouvi você chegando e...

-Eu vou aqui à casa de Anne, já volto! – disse rapidamente.

Sem dar chance para que a minha amiga reclamasse, a peguei pelo braço e praticamente a arrastei para o apartamento da frente, batendo a porta atrás de mim com mais força do que o necessário. Encostei-me à parede e escorreguei até o chão, só então percebi o quanto estava trêmula e ofegante. Grande parte de mim ainda queria retornar para lá, jogar Liz no ombro e transar pelo resto da noite até não ter mais nenhuma força em levantar minha mão.

-O que diabos...! – Anne logo veio exigir respostas.

-Eu quase a agarrei – falei com um tom perdido e gemi frustrada – Ela estava dançando e estava tão malditamente gostosa! Deus do céu, eu vou enlouquecer!

-Ta falando sério? – aqueles olhos puxados me fitaram incrédulos e logo depois Anne começou a gargalhar – Você está mesmo ferrada Vic, está fugindo do tesão!

-E eu não sei?! – quase gritei com ela, estava mesmo desesperada – Eu vou enlouquecer naquela casa!

Então eu fiz o favor de lembrar como o beijo de Elizabeth era delicado. Grunhi para mim mesma e levantei começando a andar de um lado para o outro. Eu estava indo bem até ali em meus planos incertos de conquista. Não tinha nenhuma experiência em cortejo, apenas em flertes cujo efeito era imediato, havia aprendido como convencer uma garota a ficar comigo naquela noite, mas não para ficar comigo até... Até... Deus, queria Liz comigo por um tempo indeterminado e muito longo.

-Eu não sei mais o que fazer – desabei no sofá, peguei uma almofada a colocando sobre o meu rosto e gritei com todas as minhas forças – Eu te amo caralho!

Aquela era a primeira vez em que eu pensava naquelas palavras e verbalizava, mesmo que em um surto. Fiquei com a almofada sobre meu rosto, a pressionando contendo a vontade de chorar. Sim, chorar, porque eu estava surtando por não poder ter a mulher que eu queria naquele momento. Não ainda. Respirei fundo e retirei a almofada de meu rosto para deparar com uma Anne sorridente, mas não um sorriso de deboche ou algo parecido, mas algo que levava a compreensão do momento em que estava tendo. Ela ia falar algo, mas alguém bateu na porta. Eu estava para gritar para Anne não abrir, mas ela foi mais rápida que eu, revelando uma Liz acanhada por detrás da madeira.

-Pardon interromper – ela disse em um tom hesitante, mordeu o lábio e seus olhos encontraram os meus – Vic, você... Você está zangada comigo?

A ruiva parecia com tanto medo de minha resposta, seus ombros encolhidos, as mãos unidas se apertando e um olhar temeroso. Estava tão linda e delicada, ao mesmo tempo frágil e sem jeito que mais uma vez senti uma necessidade sufocante me tomando, mas dessa vez era apenas de abraça-la e ficar dizendo que estava tudo bem. Saltei do sofá quase batendo na mesinha de centro.

-Não, não! – falei rapidamente, negando com a cabeça e as mãos – Porque eu estaria Liz? Deixe de pensar bobeiras, não tem como ficar zangada com você.

-É que eu estava dançando em seu sofá – Liz explicou e abaixou o olhar – Eu sei que é errado subir nos móveis, mas fiquei empolgada com a música e como não havia muito espaço pareceu-me uma ideia conveniente no calor do momento.

-Não mon ange, eu só precisava falar com a Anne – apressei-me em explicar e me aproximei – Está precisando de espaço para dançar?

-Vai leva-la para lá? – Anne finalmente se manifestou, havia se afastado um pouco, ficando encostada com o ombro na parede – É uma boa ideia, eu não preciso porque uso o meu quarto vago como sala de dança.

-Levar-me para onde? – Liz finalmente ergueu o olhar.

Era realmente uma ótima ideia, porque eu não tinha pensado nisso antes? Antes de explicar ou dar qualquer resposta, por impulso peguei a mão da Liz e a levei de novo para o nosso apartamento. A soltei apenas para pegar o notebook que estava no sofá. Meu humor e frustração haviam mudado completamente de uma forma que eu não tinha notado e nem pretendia parar para pensar e analisar, afinal tinha algo mais urgente no momento.

-Vem comigo – chamei enquanto seguia para a janela que havia no final do corredor – A síndica não gosta que usemos esse lugar por isso vedou o acesso normal pela escadaria. Mas minha parte da escada de incêndio da direto nele.

-Do que está falando? – Liz aproximou parecendo desconfiada.

-Confia em mim – pedi abrindo o meu melhor sorriso travesso.

Ela suspirou rapidamente e deu de ombros, mas logo estava sorrindo daquela maneira delicada que possuía naturalmente. Abri a janela com apenas uma mão e logo passei por ela para ter acesso à escada de incêndio. Coloquei minha cabeça dentro da janela e ofereci a mão para ajuda Elizabeth fazer o mesmo processo. Dessa vez ela nem ao menos hesitou, segurou-me em um aperto firme e mesmo sem saber o que estava fazendo saltou a janela.

-Isso é loucura Vic, deve haver algum motivo plausível para se criar uma preposição que proíba o acesso a esse lugar – Elizabeth falou com a voz da razão.

-Sim, alguns moradores estavam usando o lugar para fumar maconha – expliquei e sem soltar a mão dela comecei a subir os degraus – O cheiro começou a incomodar o pessoal do último andar.

-Mas...

-Liz, você vai gostar eu prometo!

Olhei por sobre o ombro e a vi hesitando, mas também desistindo e começando a me seguir de perto. A subida se tornou mais demorada que o normal por manter um ritmo mais lento, não queria que Liz escorregasse ou pisasse em falso já que aqueles degraus eram totalmente irregulares. Quando chegamos à cobertura do prédio estava mais escuro do que eu pensei, porém graças a lua e a pouca poluição que havia na cidade pequena podia-se ter um vislumbre do lugar. Não havia nada demais, literalmente, apenas um cômodo que dava acesso a escadaria principal e um enorme espaço vazio, além de algumas antenas colocadas no canto esquerdo.

-Eu vou conseguir iluminação lá no trabalho. Você pode vim aqui para dançar, tem bastante espaço e ninguém para atrapalhar! – expliquei a puxando mais para o centro – O que achou?

-É perfeito! Não vou incomodar os vizinhos e ter espaço! – Liz estava visivelmente animada – Você poderia, por favor, colocar alguma música?

Acenei com a cabeça e a soltei para poder manusear o notebook, abri o player e coloquei as músicas para tocar no aleatório. Era o aparelho de Liz, eu não pude reconhecer um terço das músicas que estavam ali já que a maioria era francesa ou em alguma outra língua que eu não compreendia. Apoiei o notebook em um lugar seguro e virei para comentar algo com ela, mas a encontrei próxima ao limite da cobertura e de braços cruzados. O cabelo ruivo natural dela esvoaçava a cada leve sopro de vento, as luzes da cidade contornavam a sua silhueta e a deixavam ainda mais bela. Meu coração mais uma vez disparou alucinadamente em meu peito, provavelmente poderia morrer a qualquer momento de um verdadeiro ataque cardíaco.

Soltei um suspiro e me aproximei sem me pronunciar. A observei esfregar uma mão no braço provavelmente sentindo frio. Engoli em seco e quando fiquei próxima o suficiente segurei em sua cintura com as mãos levemente trêmulas e a puxei delicadamente para trás.

-Não fique tão perto da beirada – disse em um tom mais baixo que esperava – Está com frio?

-Um pouco – Liz respondeu usando o mesmo tom que o meu.

-Posso te abraçar?

Parece que o mundo parou quando eu perguntei aquilo. Ela poderia dizer não, que estava tudo bem, ou inventar qualquer outra desculpa. Alguns segundos se passaram e eu começava a achar que estava fazendo errado, que poderia estar pressionando ou indo rápido demais... Porém Elizabeth segurou minhas mãos e me puxou para fazer com que meus braços envolvessem seu corpo. Fechei meus olhos com força e a apertei delicadamente contra meu corpo. Seria possível que ela pudesse sentir meu coração batendo alucinado já que meu peito estava comprimido em suas costas? Lutei contra um suspiro e respirei fundo. Grande erro, eu fui invadida pelo cheiro delicado daquela mulher.

-A vista aqui é tão linda – Elizabeth comentou quebrando o silêncio que havia se formado.

E realmente era. O edifício não ficava no centro, mas próximo o suficiente para que dali de cima pudéssemos ter um belo vislumbre da maior parte da cidade. Apesar de ser uma cidade pequena, havia uma grande iluminação mesclada a espaços naturais que ainda eram mantidos. Por alguns minutos eu me permiti apenas apreciar o momento de ter Elizabeth em meus braços, era impossível descrever a sensação de paz que me tomou. Estava calma e contente, como se finalmente estivesse me firmando em algo que eu pudesse segurar e querer me manter assim.

-Darling, don't be afraid I have loved you for a thousand years, I'll love you for a thousand more – Elizabeth cantarolou baixinho, mas eu pude reconhecer facilmente o ritmo e partes da letra, mesmo não entendendo nada de inglês.

Ela estava tocando a música da valsa. Meu corpo entrou em choque e mais uma vez a paz foi substituída pelo ressoar de um coração batendo alucinado.

-O... O que está cantando? – perguntei hesitante e com medo, e se ela tivesse lembrado? O que iria acontecer?!

-A Thousand Years – Liz explicou e virou um pouco o rosto para mim, seu sorriso era o mais lindo do mundo – Eu gostava dessa música, mas eu não sei explicar, parece que gosto mais ainda e parecia uma música que se encaixava ao momento. Eu sei que eu não sou tão boa cantora quanto sou dançarina...

-Não, não... Está perfeito.

Ela sorriu e virou o rosto novamente para a paisagem, aconchegou ainda mais em meu braço e apoiou parte de seu peso em meu corpo, ficando literalmente em meus braços. Dessa vez eu não contive um suspiro dessa vez. Ela não tinha lembrado nosso beijo e dança, mas isso naquele momento não importava. Por enquanto estar com ela daquele jeito estava sendo o suficiente para ser um momento perfeito.

Notas finais
Pouca revisão, eu sei. Fiz de tudo pra postar no dia das crianças. Posso dizer que o próximo capítulo vai ser bombástico? Posso? Ok. Vai ser BOMBÁSTICO!

Ps: pra quem pensou que Anitta é só funk errou (eu pensava assim q). Stilleto Dance u.u