Maçã Podre

7 Capítulo 7: Through The Eyes of The Devil


Notas iniciais
Então né... *Corre*

Bill’s POV

Layne me encara confuso e vejo sua mão querendo se erguer para alcançar a seringa. Minha paciência está se esgotando, mas espero pacientemente para ver o que ele fará.

Será um momento pai e filho, não contarei a ninguém. –digo enquanto me forço a sorrir.

-Bem... Pai eu-

-Oioi oie. –A perua que namora com meu filho diz, entrando na sala do nada. –Hmm Bill jogue isso fora, pode te causar alguma dor no estômago. Ela diz sorrindo e me fazendo lembrar a humilhação que passei hoje mais cedo, quando o amigo idiota dela me deu um soco no estômago.

-Oh sim, jogarei querida. Belo lenço esse no seu pescoço. Roxo lhe cai bem. –digo dando uma piscadela acompanhada por um sorriso cínico.

-Hmm isso é sangue no seu braço? Não vai me dizer que o pobre Bill foi ferido por alguma criatura cruel. –Ela diz sorrindo, enquanto aponta a mancha de sangue em minha camisa. Essa vadia machucou meu braço com sua maldita mordida.

-Apenas um animal estúpido e fraco que me mordeu. Meu medo é pegar alguma doença.

-Sério que tem medo? Então você não deve dividir sua seringa com outros viciados, né? –ela diz, ressaltando a palavra “viciados”.

-Não costumo falar com outros viciados. Ah, a propósito. –Ergo a revista que comprei na banca mais cedo, uma que traz uma matéria sobre uma infidelidade de Alice. Duvido que essa idiota tenha feito algo, mas posso usar isso. –Você já viu isso? Esse povo de hoje espalhando essas fofocas terríveis...

-Ah nem ligo, já estou acostumada com idiotas espalhando asneiras. É como um babaca machista falar que uma mulher deve ser submissa e obediente. Acontece o tempo todo.

-Pois é. Seu amiguinho me parece ser alguém muito agradável e interessante.

-É sim, um dia talvez você o conheça e tenha a oportunidade de descobrir quão agradável Jefferson pode ser. –Ela sorri maliciosa. Maldita. –Agora será que posso ficar a sós com Layne durante alguns minutos? Precisamos conversar.

-Ah sim, claro. –Me levanto e me afasto deles, carregando minha revista. Mas não me afasto muito, me escondo atrás da estante e fico ouvindo e observando-os através dos buraquinhos da decoração da estante.

-Lay as coisas que estão escritas nessa porcaria não são verdade, eu jamais-

-Eu sei. –Layne diz, e então se curva para dar um selinho em Alice. Vou regurgitar o meu almoço.

-Sabe?

-Sim. Sally escreveu a matéria, então imaginei que fosse só um bando de idiotices. Sem bem que por alguns segundos tive medo, mas seu irmão e os meninos estavam lá para não me deixar duvidar. E Jefferson, que me ligou.

-Ele te ligou?

-Sim, ele disse que queria deixar claro que você jamais me trairia, e que não tem intenção de tira-la de mim. Ele parece ser um cara legal.

Vou bater minha cabeça na parede. Sério mesmo que ele está falando bem de um provável rival? Meus filhos são uma decepção.

-Bem, então estamos resolvidos. –A perua egocêntrica beija Layne e então sorri e o abraça. –Mas Sally que se prepara, amanhã logo cedo o ajuste de contas estará nas bancas de jornal.

-Como assim? Li você já andou aprontando?

-Vamos dizer que aplicamos o método olho por olho.

-Hmm explique isso melhor, mocinha.

-Beem. –Alice se aproxima de Layne e se senta em seu colo, toda sorridente. –A Lia amiga da Liz e da Linn conhece o dono de uma editora importante, e pra nossa sorte o cara odeia Sally e decidiu nos ajudar, ele vai publicar uma matéria vergonhosa sobre ela em um jornal amanhã cedo.

-Alice... –Meu filho dá um sorrisinho safado e então beija a perua, afastando-se dela apenas quando já parece estar com falta de ar. –Você me deixa louco quando fica malvadinha assim.

-Bem, podemos fazer bom uso dessa loucura. –Ela dá uma mordida no lábio e pisca.

Os pombinhos se beijam e Layne se levanta com ela no colo, levando-a então para o quarto dos dois.

Essa repórter é uma burra, achou mesmo que isso daria certo? Mas para a sorte dela eu estou disposto a ajuda-la. Afinal de contas, depois que Liz me contou que a banda de Layne provavelmente faria sucesso eu comecei a fazer meus planos para o dinheiro dele. E quando aquela vadia da Linn deu um jeito de abrir os olhos de minha querida filha, e de ter me ameaçado para ficar longe dela, passei meses lendo revistas sobre bandas para poder descobrir em que lugar poderia localizar meu filho. Aí chego aqui e nem posso aproveitar o dinheiro dele porque essa vadiazinha está no caminho? Ela que pense que isso vai durar.

Tranco-me em meu quarto e reviro a revista á procura de um número para contactar Sally Winters, mas só encontro o número da redação da revista. Digito-o e espero por alguns segundos, logo uma voz bem fina e irritante atende.

-Atendimento Stars Magazine, em que posso ajudar?

-Quero falar com Sally Winters.

-A senhorita Winters não irá atendê-lo, então prefiro não tentar.

-Ora querida. –Respiro fundo e conto até dez. — Um anjo de voz tão bela quanto a sua não pode mesmo fazer o favor de contar a Sally desejo falar com ela? Diga que é sobre Layne Stan.

-Oh, bem... –Ouço uma risadinha tímida do outro lado da linha. Algumas mulheres são tão fáceis de enganar... –Eu vou tentar, mas não garanto nada.

-Obrigado minha cara, foi uma honra poder ouvir a doce melodia de sua voz.

Ela dá outra risadinha e põe em uma música de espera insuportável. Quase dois minutos depois ouço uma voz diferente falando comigo.

-Quem deseja falar comigo?

-Sally Winters? Minha cara, eu sou o pai de Layne e-

-Pai do Layne? –Ouço uma gargalhada irritante. –É. Você é quarto que aparece esse mês. Parei de publicar coisas sobre prováveis pais dele desde que publiquei uma informação errada e levei bronca do Layne.

-Meu anjo eu realmente sou pai do Layne. Eu quero poder ajudar você porque você me parece ser uma moça adorável e-

-Ohh corte seu charme barato. Não vai funcionar.

-Ok. Eu não ligo pra você, mas quero separar meu filho daquela peruazinha e posso usar você pra isso.

-Agora sim estamos falando direitinho. Mas ainda não acredito em você.

-Eu posso provar.

-Como?

-Eu poderia invadir o quarto deles agora e você ouviria os gemidos sensuais dos dois, mas posso lhe dizer algo, uma informação importante em primeira mão.

-Ande logo, estou perdendo tempo.

-Amanhã logo cedo terá uma matéria bem constrangedora á seu respeito na capa de um jornal, um jornal de algum grande rival seu.

-O que?

-Cortesia de minha querida nora e seus amigos estúpidos.

-Eu não acredito em v-

-Não precisa. Armazene meu número e me ligue após ler sua humilhação. Beijos querida. –Desligo o telefone, não tenho que ficar dando atenção á essa idiota. E além do mais, precisarei acordar cedo para comprar o jornal.

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Acordo logo cedo e caminho pacientemente até a banca, quando estou á alguns passos dela meu celular toca.

-Alô?

-Oh bem hã... Aqui é Sally Winters. Liguei para o número certo?

-Senhorita Winters. –Sorrio e caminho até a banca, dando de cara logo com o jornal que procurava. –Querida espere um segundo enquanto pago meu jornal.

-Ouça... Não tenho tempo para gracinhas.

- Já viu que noticia interessante?–Seguro o jornal e começo a ler a matéria de capa triunfantemente. –“O desespero de uma repórter. Sally Winters da Star Magazine desesperada e apelando para falsos rumores para separar um casal de apaixonados.”.

-Oh pelo amor de Deus. Pare.

-E o que você quer, querida?

-Bem, como a informação que me passou está correta imagino que você tenha mesmo algo a ver com Layne e Alice...

-Eu sou mesmo o pai dele. Agora vamos logo ao que interessa. Você deve me encontrar na lanchonete que fica perto do shopping em... 2 horas.

-Bem, eu posso ir agora e-

-Em duas horas. –Dobro a edição do jornal que comprei e começo a andar em direção á um beco que sei que possui um traficante com material bom. –Eu preciso comprar minha heroína e não quero ter que ficar olhando para sua carinha durante uma crise de abstinência.

Ouço um baque do outro lado da linha seguido de um “Meu Deus”.

-Querida esteja lá, ok? Eu lhe encontrarei. Afinal com essa foto gigantesca sua no jornal não tem como eu não reconhecer seu rosto. –Dou uma risada e desligo na cara dela.

Compro o que preciso e uso um banheiro público para alimentar meu vicio. Não quero ir pra casa e levar bronca de Elvira a rainha das trevas por estar me drogando por lá.

Assim que chego à lanchonete vejo Sally sentada em uma mesa para fumantes. Ela está com um cigarro na boca e um cinzeiro já cheio á seu lado.

-Fumar tanto logo cedo não faz bem. –Digo, me sentando na cadeira á sua frente.

-Você é o pai de Layne? –Ela me encara com a boca aberta durante alguns segundos. –Por Deus, se tivesse me mostrado seu rosto eu não teria desconfiado de sua paternidade. Você é a cara do Lay.

-Considerando sua idolatria pra cima de meu filho eu imagino que deva considerar isso um elogio.

-Quem diria, o pai do Layne é um viciado em heroína. –Ela dá uma risadinha e volta a fumar.

-Surpreendente, não?

-Ah não, isso explica as letras super depressivas das músicas dele. E você está tentando separar ele da moça que ama. Que cruel. Pobre Layne.

-Ficaremos falando sobre como sou um péssimo pai ou chegaremos ao que importa?

-Está bem. Como você pode me ajudar?

-Primeiro de tudo te mandando largar de ser tão burra.

-Hey.

-Escute. Você não vai conseguir fazer meu filho achar que aquela garota está traindo ele, você nem ao menos vai conseguir fazê-lo ter dúvidas. Ele não confia em você, sabe que ela não é do tipo que traí, e tem todos os amigos e o irmão dela para fazê-lo ter certeza disso. E o tal Jefferson para sua infelicidade parece ser um rapaz decente.

-Ah tá. Vai dizer que não viu aquele olhar de desejo dele pelas fotos que tirei. Ele parece estar atraído pela garota irritante.

-Eu nunca disse que achava que ele não a desejava. Até porque o filho da mãe comprou briga comigo por causa dela. O que eu quis dizer foi que eu não acho que ele vá tentar algo com ela. Não enquanto meu filho for um bom namorado para Alice

-Tá, e aonde você quer chegar?

-Você tem que fazer Alice desconfiar de meu filho.

-Ela nunca vai desconfiar dele. Aquela maníaca só falta matar pelo Layne.

-Ela não me parece ser a única. –Digo sorrindo. –Bem, meu filho é um rockstar, esse tipo de vida muda as pessoas. E tem todas aquelas fãs lindas e com corpos estonteantes, e temos você. E eu, claro.

-Como assim “você e eu”?

-Faremos Alice pensar que toda a ciumeira que você sente por meu filho é por ter um caso com ele, e não por ser a maníaca doentia que você é. E eu darei um jeito de distanciar eles.

-Você é terrivelmente estúpido. Mas pode dar certo.

-Obrigado pelo elogio. –Tomo o cigarro que Sally está fumando de sua mão e o levo á minha boca, esse, aliás, é o terceiro cigarro que ela fuma desde que cheguei. –Agora vamos pedir algo para comer enquanto fazemos os planos. E claro cavalheirismo não rola comigo, então a conta será sua.

Quando termino a reunião com Sally o dia já está terminando, então volto para casa, para poder tomar banho e começar nosso plano.

Assim que saio do banho ouço uma comoção na sala. Nem vou me meter, e pelo visto meus planos terão de ser adiados.

Pelo que posso entender pela barulheira algo muito ruim aconteceu ao irmão de Alice, o tal Dean, Sean, Jean... Sei lá. Bem, que morra. Talvez isso ajude em meus planos.

Notas finais
Aconteceu algo com Sean. Ahhhhhhh
E o que vocês acharam do ponto de vista do Bill?
Gente... De onde vocês tiraram essas facas? Calma aí. NÃO ME MATEM AHHHHH.
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Provavelmente irei postar 2 capítulo nessa semana, o próximo e o com as perguntas. Se alguém ainda quiser mandar perguntas fiquem á vontade.
Agora vou lá responder os lindos reviews de vocês ♥.
Criticas, sugestões, perguntas, ameaças de morte?