Notas iniciais
Amores ai vai o ultimo capitulo dessa louca aventura, espero que gostem. Boa leitura :3

Carlisle

–Desculpa Mike, mas dessa vez mandar Isabella pra cadeia não é um capricho, não é por que ela agride a lei com o simples fato de existir, mas sim pela segurança de Edward. — murmurei enquanto dirigia pela cidade, eu precisava bolar um plano para pegar Isabella. — e por ele eu quebro todas as regras do mundo.

Quanta hipocrisia Carlisle.

Seu filho quem enfiou uma bala na cabeça do Primo, e você quer prender a garota?

Onde está sua lógica?

Onde foi parar o seu senso critico?

Onde foi parar seu senso de justiça?

–Droga, droga, droga- batia minha cabeça freneticamente no volante, eu não queria prender Isabella por um erro que ela não cometeu, por um ato feito pelas mãos do meu filho, mas se ninguém fosse culpado iam mexer nessa merda até que ela começasse a feder, mas se eu mandasse Isabella para a cadeia ele ia me odiar sem a menor duvida.

O ódio que eu vi nos olhos de Edward quando ele matou o primo me gelou e gela a espinha sempre que me lembro daquele dia.

Eu me arrependo plenamente do dia em que "ensinei" Edward a atirar.

O inverno tinha acabado, e a primavera dava os seus primeiros sinais Edward tinha de 9 a 10 anos, eu queria despertar nele o desejo de atirar, assim como o meu pai fez comigo, mas Edward era tranquilo demais, seu gosto pela leitura e pela calmaria caseira, meio que me davam nos nervos, o máximo de ação que ele fazia era passar o dia no vídeo game.

–Edward, vamos lá fora aprender a atirar. – falei colocando uma arma na sua frente, eu estava realmente muito feliz.

Ao contrario do que eu esperava, ele simplesmente me ignorou e continuou com o livro em frente ao rosto e a xícara de chá na mão

–Edward eu estou falando com você- falei arrancando o livro de sua mão e o arremessando longe, o medo ficou estampado em seu rosto, seus olhos marejaram, mesmo assim a postura não se alterou e ele ainda me ignorava.

Aquele garoto estava me tirando do serio, o agarrei pelo braço e o arrastei para fora de casa até o quintal.

–Atira — berrei enquanto jogava a arma aos seus pés.

Edward continuava me ignorando, naquele momento, eu sentia um misto de ira e compaixão, eu queria que ele atirasse logo de uma vez para eu voltar pra casa, mas também não cederia até que ele atirasse.

Depois de quase uma hora nos encarando em desafio, Edward se agachou, pegou a arma apenas com uma mão, seus olhos se tornaram duas fendas esverdeadas, sua mandíbula se tornou uma linha fina, ele ergueu um pouco o braço ignorando por total o alvo escolhido, e então descarregou a pistola inteira num único ponto as balas se compactaram ao entrar no buraco.

–Pronto- Falou jogando a arma descarregada em meus pés.

Eu cheguei ao ponto de sentir medo de Edward, eu agora temia o seu poder de destruição

A vida inteira eu lutei contra o crime, mas agora eu não tenho forças para ajudar ao meu filho se reerguer desse deslize, tudo o que eu penso é me vingar de Isabella

Aquela mulher foi a serpente que o tentou, foi ela quem trouxe de volta o monstro que eu com tanto cuidado guardei por anos e anos

Agora outra vez eu ia ter que fazer algo que machucaria profundamente Edward

Primeiro eu o abandonei com Esme e me mudei para o mais longe possível, vinha os visitar apenas nos finais de ano, tudo para que a minha fama de policial não o pusesse em perigo, agora com certeza ele ia me odiar com toda a força do seu coração, mas dane-se eu ia cumprir a minha promessa de mantê-lo em segurança.

Desculpa Bella, desculpa Mike e desculpa Edward, mas hoje eu vou quebrar uma das minhas próprias regras:

Hoje eu vou mandar um inocente para trás das grades

Girei o carro com tudo em direção à casa de Edward com certeza Isabella ia estar lá.

Bella

Olhar Edward dormir era uma espécie de bálsamos para as minhas feridas, enquanto eu velava o seu sono eu não era a garota procurada pela policia, mas apenas uma garota apaixonada, seu rosto era tão mais angelical enquanto ele dormia nele eu não via mais a fera preza e sim o meu menininho

Ding dong!

Porra, quem diabos pode ser uma hora dessas?

Avancei em direção à porta o quanto antes, pois eu não queria de jeito maneira que Edward acordasse, ele havia rodado mais de meia cidade atrás de mim e estava pra lá de cansado.

Ao abrir a porta quem estava do outro lado não podia ser pior.

Ali na minha frente estava Carlisle Cullen o cara que me perseguia por mais de quatro anos/O pai do cara por quem eu estava irrevogavelmente apaixonada.

– Boa noite Isabella – falou me agarrando pelo braço e já pondo a algema, com um movimento que eu sei lá como ele me pôs de joelhos e com os braços para trás. — você está presa por assalto a mão armada, destruição de propriedade publica e privada, além do assassinato do Primo

Eu havia sido presa.

Carlisle me venceu.

O pior de tudo isso era que o meu plano tinha descido pelo ralo, eu tinha tudo pronto para me livrar e livrar Edward das minhas merdas, mas agora nada mais importava, eu ia ser humilhada publicamente, o meu rosto ia ser mostrado como o da assassina do Primo, mas isso não me importava, tudo o que eu queria era poder pelo menos me despedir do garotinho, mas é claro que sogrinho não ia me deixar falar com Edward e eu não ia dar um showzinho, eu nunca fui esse tipo de pessoa que escandaliza e que faz um escarcéu só por que a minha vida foi do céu ao inferno em menos de 30 segundos.

Ergui o queixo e tirei o cabelo da frente do rosto, eu nunca ia baixar a cabeça diante de um problema.

Eu iria para a cadeia?

Sim eu iria, mas eu iria com a cabeça erguida, eu ia assumir a culpa pela morte do Primo, manter o nome de Edward limpo seria a minha missão esse seria o meu motivo para viver, seria o meu combustível para olhar no fundo dos olhos do juiz e contar como foi prazeroso apertar o gatilho e ver o brilho de vida escapar dos olhos dele, eu ia contar pra eles como o meu sonho se tornou realidade.

Ao chegar à porta da delegacia o circo estava armado centenas de fotógrafos estavam abarrotados esperando a chegada da assassina do Primo, o empresário bem sucedido, o bom pai, o filantropo, o bam bam bam do ramo empresarial.

Quando o cerco de pessoas se fechou diante de mim e aquela cacofonia de vozes, flashes, sirenes começaram a me afetar eu comecei a sentir o enjoo me dominar, minhas pernas queriam falhar, me impulsionei um pouco pra frente dando a deixa para que Carlisle me guiasse até dentro da delegacia.

– Essa é a sua nova casa Isabella, amanhã você vai ser levada para o presídio estadual, e ai só Deus sabe quando você vai sair.

–Pronto Carlisle, pode parar de me aporrinhar, você já me prendeu, agora pode parar de inflar o seu ego excelentíssimo detetive.

A cela foi fechada com um baque, a maioria das presas acordou e me viu em pé encarando o nada, eu sabia que ali não era um bom lugar para mostrar fraqueza, mas a decepção de não poder pelo menos me despedir do menininho não me deixava por minha mascara de indiferença.

Assim que Carlisle saiu do corredor onde ficavam as celas cai de joelhos por saber que iria demorar muito tempo para encontrar o meu menininho, mas iria ser forte, pois tinha que assumir a culpa para ele poder ficar livre, ele entrou na minha vida como um furacão mudando tudo drasticamente, por ele e somente por ele faria isso.

Edward

Acordei por voltas da 08h30min e não encontrei Bella, pensei que ela tinha ido para a casa do Mike, liguei a TV para ouvir o noticiário enquanto me arrumava para ir atrás dela, assim que a TV foi ligada no canal do noticiário estava passando uma noticia urgente falando que o assassino do Primo havia sido Preso.

Como isso é possível se fui eu quem atirou no primo?

Isso não pode estar acontecendo.

Quando apareceu a imagem do assassino na TV fiquei branco igual papel.

Ali na TV estava Bella.

A minha Bella.

Vê-la sendo presa em meu lugar me fez sentir um fogo queimar dentro de mim, um fogo que eu segurei por muito tempo, mas que hoje eu ia deixar sair e já sabia o que fazer.

Primeiro fui ao banheiro e comecei a minha transformação cortei o cabelo por conta própria e de forma irregular, depois segui ao meu closet peguei uma jaqueta preta, uma camiseta branca, um jeans e uma bota.

–Agora uma ultima coisa. – murmurei

Agora sim eu ia cortar de uma vez por todas os fios que me mantinham atado, eu ia me libertar de verdade, fui ao fundo do meu guarda roupa e peguei uma caixa que eu jurei nunca abrir, mas por Bella eu abriria quantas exceções fossem necessárias.

Ali havia a .40 que eu ganhei de presente de aniversario de 10 anos do meu pai

Ao sair de casa, eu só tinha uma coisa em mente:

Salvar Bella.

Ela não podia pagar por um crime que eu cometi.

Fui eu quem apertou o gatilho que mandou o Primo para o inferno.

O dia ainda não estava nem no meio quando eu atravessei o meu carro na estrada bloqueando-a.

Esse comboio não vai passar daqui nem a pau.

O dia já estava acabando e nada de o comboio aparecer, eu já tinha fumado dois maços de cigarros e bebido meio litro de whisky, minha esperança já estava descendo pelo ralo quando eu ouvi o som estridente das sirenes soando estrada a dentro, então uma energia diferente me tomou, todos os meus sentidos e instintos se tornaram alerta, o comboio era formado por cinco viaturas, duas na frente, duas atrás e uma o meio e era nesta. Exatamente nesta que estava Bella e o pior de tudo, o meu pai.

Saquei a arma em clara insinuação para que parassem.

Carlisle

Levar Isabella presa era uma tortura, ela era uma mulher forte, determinada e muito apaixonada pelo meu filho a ponto de assumir a culpa pelo assassinato daquele porco imundo

Isabella entrou na sala de julgamento cercada por policiais e do seu advogado, ela levava um riso debochado nos lábios enquanto mantinha a cabeça erguida, ela encarava o juiz como se ele fosse a presa e ela a besta que o perseguia.

–Estamos todos reunidos aqui nesse recinto para o julgamento de Isabella Müller que é acusada de assalto a mão armada, destruição de propriedade publica e privada além de um crime mais recente é acusada de homicídio doloso contra o empresário e filantropo Stefano Primo Gordez, o que a sua defesa tem a dizer sobre isso? – falou olhando fixamente para Isabella

– A minha defesa não tem nada o que falar... Eu me declaro culpada de todas essas acusações e não vou ficar enchendo linguiça e fazendo um auê pra tentar reduzir alguns dias de pena, então dá logo a merda dessa sentença que o caminho até a penitenciaria feminina estadual é muito longo e eu quero arrumar uma cela com vista para o mar de areia.

– Só uma pergunta- o juiz se inclinou um pouco mostrando o quão interessado estava na pergunta.

–hã?- murmurou indiferente.

–Por que você atirou em Stefano Primo?

– Por quê?- um sorriso maldoso se espalhou pelo rosto de Isabella, mas em seus olhos eu via a dor. -Por que ele era o meu pai e queria me prostituir, além e ter arrancado de mim varias vezes a razão de viver- seus olhos agora eram duas lâminas e sua voz era amarga- e por que aquele desgraçado matou a minha mãe e o homem que eu jurava ser o meu pai esses são apenas alguns dos motivos que me fizeram emboscá-lo e enfiar uma bala na sua testa.

– Certo... – O Juiz ponderava os fatos como se pesasse tudo em uma balança imaginaria — se a própria Ré se considera culpada eu declaro Isabella Müller culpada pelos crimes citados anteriormente e assim sendo deverá cumprir uma pena de sete anos de reclusão em regime fechado no presídio feminino estadual... Caso encerrado.

Agora ali na minha frente Edward mantinha a arma que eu dei pra ele no aniversário de 10 anos, eu já havia até me esquecido, aquele Edward que estava ali na minha frente não se parecia em nada com o meu filho, seus cabelos acobreados estavam cortados de maneira irregular, seus olhos estavam mais verdes, seus músculos retesados como aço ele não movia.

– Desfazer formação- berrei pelo auto falante.

Eu não posso deixar que matem o meu filho, não enquanto eu viver pelo menos.

–Tá louco Carlisle, somos nove policiais contra um franguinho, podemos matá-lo fácil, fácil. — respondeu um novato.

– Eu disse pra desfazer a porra da formação e se alguém ousar me desrespeitar eu juro pelo meu distintivo que eu mando para o inferno sem hesitar. – falando isso a formação foi desfeita.

Eu parei a alguns metros de Edward, aquele era o verdadeiro Edward, eu nunca o vi tão natural, aquele sim era o filho que eu tinha feito, aquele era o verdadeiro Edward, mesmo estando do outro lado da linha da lei, eu estava sentindo uma espécie de orgulho, o meu filho não tinha alma de advogado, ou qualquer coisa do gênero, ele era livre sem agendas, mesmo sendo um ótimo advogado, ele não nascera pra isso.

– Carlisle solte Isabella e ninguém se machuca

Começou o teatro.

Eu estava na mira de Edward, soltei a minha arma e fui buscar Isabella.

– Edward, desiste dela isso é loucura... Se você der meia volta agora, eu juro que esqueço tudo e te deixo livre.

–Desculpa pai, mas entre viver sem Bella ou morrer ao lado dela eu prefiro jogar o meu carro contra um posto de gasolina e deixar as chamas me tornarem eternamente feliz ao lado dela, agora passa a chave das algemas, ou eu enfio uma bala na sua cabeça, assim como eu fiz com o Primo.

– Certo garoto- saquei a chave, primeiro, eu não estava nada a fim de matar o meu filho, ou de morrer pelas suas mãos.

Isabella realmente tem muita influencia sobre os homens que a cerca, todos dariam suas vidas por ela sem ao menos pensar uma segunda vez.

Edward saiu em alta velocidade levando consigo as nossas armas, a única coisa que eu podia fazer era segui-los para ver aonde eles iam, o garoto era ótimo em dirigir, meu ponteiro tinha passado do máximo há um bom tempo e mesmo assim Edward se mantinha muito a frente.

Em um piscar de olhos, a estrada a frente virou uma bola de fogo

Edward tinha feito o que prometera, ele enfiou o carro na merda do posto de gasolina.

Edward e Isabella estavam mortos.

Era o fim.

Eu fiz o meu filho se matar.

Eu matei o meu filho, mesmo que indiretamente eu matei o meu único filho.

O ar se negava a entrar nos meus pulmões.

Agora as lagrimas desciam largas pelo meu rosto, eu não conseguia formar uma palavra, apenas encarava aquele posto em chamas metros a minha frente. A minha vida acabou, não tinha mais o que fazer.

Mike

Finalmente eu tinha pagado minha divida com Carlisle, assim como ele me deu a chance de ser pai me dando uma vida para viver com Jacob, agora eu tinha libertado o seu filho do peso da morte do primo, o pior é só que eu não tinha avisado antes o plano.

Carlisle estava estático olhando o posto em chamas, os outros tiras tinham ido até lá ver se tinha havido vitimas, ou algo do gênero, mas é claro que eles só iam achar dois corpos carbonizados, não vou dizer que eu amo usar “Dubles” pra essas cenas, mas fazer o que se eles dão um toque especial?

Assim que eles se afastaram o suficiente para não me verem, sai do meu esconderijo e segui até Carlisle, realmente ele estava em choque, Carlisle envelheceu pelo menos dez anos em menos de cinco minutos, seus olhos se tornaram foscos e sem vida.

–Carlisle? ... Carlisle? – falei me aproximando dele.

Ele me olhou com muita dor, seus olhos estavam amargos.

– Me desculpa Mike, eu fiz nossos filhos morrerem... Me desculpa mesmo, eu não queria fazer isso, eu juro que não queria.- falou Carlisle desabando em lágrimas e me abraçando.

–Carlisle, eu tenho uma boa noticia... Eles não morreram, eles estão vivos.

–O que Mike? Você tá me dizendo que eles estão vivos?

Concordei com um aceno de cabeça.

–Como pode isso?- sua voz angustiada recebeu uma nota de esperança.

– Eu fiz uma releitura da minha morte- falei com um sorriso orgulho nos lábios.

Menos de um segundo depois de dar essa noticia recebo um soco no maxilar.

–Seu filho da puta, por que você não me avisou, eu devia partir sua cara ao meio, seu...- falou irritadíssimo.

–ok Carlisle, eu mereci- falei limpando o filete de sangue que escorria por entre os meus lábios- por não ter te contado, mas agora vê se pede a porra da aposentadoria e vai curtir sua nova família.

– Aposentadoria?- falou meio que com nojo daquela palavra.

–Isso mesmo, A-po-sen-ta-do-ri-a. O senhor já passou mais de meia vida pra essa merda de serviço, e foi o melhor no que fez, diga- se de passagem, agora como recompensa vai cuidar do seu filho, da sua mulher quem sabe dos seus netos, vai viajar ou quem sabe ficar em casa só coçando mesmo.

–Obrigado, por tudo Mike, obrigado por salvar os nossos filhos de toda essa sujeira que é o nosso mundo, mas aposentadoria já é demais.

– Vai lá Carlisle e pede a sua aposentadoria, que a noite eu passo na sua casa para de dar o endereço de onde a Bella, e o Edward vão estar.

–Mike, eu não sei se eu vou conseguir viver longe da ação de uma boa perseguição policial.

–Não se preocupe você se acostuma com tudo nessa vida

Edward

O plano estava correndo como o esperado, Bella estava ao meu lado e em segurança, minha felicidade não podia ser maior.

Bella tagarelava um monte de coisa, mas eu não conseguia prestar atenção nela eu tinha que ser cirurgicamente preciso, qualquer movimento em falso e nós morreríamos.

Eu já estava livre das amarras impostas por mim mesmo, agora eu, o verdadeiro Edward Anthony Masen Cullen estava solto e pronto para livrar Bella das garras da lei, e o pior das do meu pai.

Será que você está pronto para morrer e matar por esse propósito?

Morrer pelas mãos do seu pai?

Matar o seu próprio pai em nome desse amor?

Bella vale realmente tudo isso?

Vale à pena apostar todas as suas fichas por uma mulher tão volátil quanto ela?

Sim, vale tudo.

Bella vale tudo, tudo o que for preciso, eu só preciso dela comigo.

Sai de casa decidido a dar um jeito de livrar Bella de toda essa merda, mas tinha um detalhe que eu não tinha pensado

Por qual rota Bella ia ser levada para o presidio ?

–Edward entra no carro, eu tenho um plano pra livrar Bella da cadeia e vocês poderem ficar livres de uma vez por todas. – falou Mike parando o carro pra eu entrar.

– fala de uma vez- falei me jogando no banco do passageiro, enquanto Mike andava por ruas mais e mais estreitas ele me contava o plano que era mais ou menos isso:

#1 Eu ia ter que enfrentar o meu pai para tirar Bella do comboio policial.

#2 Íamos sair a mil de lá.

#3 íamos fugir pelo deserto enquanto Mike nos “matava”

–Parte um e dois do plano cumpridas– pensei enquanto pisava fundo no acelerador- 1,2 e... 3- girei o volante com tudo na curva indo parar uns 500 metros deserto adentro, o meu pé continuava fundo no acelerador quando a terceira parte do plano entrou em ação, Mike mandou o posto de gasolina pelos ares.

Uma bala na bomba de combustível e era uma vez a assassina do primo e toda essa história suja.

O som da explosão reverberou dentro dos meus ouvidos, me deixando tonto por alguns segundos.

– Que porra foi essa Edward? Me Explica! – berrava Bella do meu lado.

–Bella essa foi a nossa chave para sair dessa vida, essa é a chave da nossa liberdade. – falei tão empolgado por finalmente ter posto um fim em toda essa loucura que minha vida com Bella tinha virado, mesmo não me arrependendo de nada do que eu fiz por ela e com ela um pouquinho de paz não fazia mal a ninguém.

O sol se punha enquanto Bella dirigia deserto adentro, parece que ela tinha um plano.

Bella sempre tem um plano “B” mesmo sem ter o “A”

Bella

.. Finalmente eu ia poder voltar para a minha casa, agora sim eu ia coragem de por os pés na casa que pertenceu aos meus pais, agora eu ia poder lhes prestar homenagem, agora eu ia poder me reerguer agora eu ia ser quem eu deixei de ser no dia que aquele crápula destruiu a minha paz.

Agora eu ia voltar a ser Isabella Marie Swan, não ia mais ser Isabella Müller, ou Billy Sullivan, ou quem quer que seja eu sou agora eu ia poder ser apenas eu mesma.

Uma noite inteira seguindo pelo deserto, com muito de medo de pegar uma rota errada, mas graças a Deus, a lua cheia que iluminava o nosso caminho, junto com o que restou da minha memória me fizeram lembrar o caminho que eu fiz após fugir do hospital, eu andei por aquelas dunas sem rumo com um único objetivo em mente: sobreviver para matar o Primo.

Agora tudo acabou... Agora finalmente eu vou poder ser feliz ao lado do homem que eu amo!

Será que Edward realmente me ama?

Que pergunta idiota era essa?

É claro que ele me ama se não fosse por isso por que ele teria matado o primo?

Por que ele teria enfrentado o próprio pai?

Ao ver a casa onde eu tinha passado os melhores anos da minha vida em cinzas fui tirada do meu monologo mental.

– Chegamos- falei para Edward que estava meio adormecido no banco de trás.

Olhar o que a minha casa tinha virado me fez sentir raiva, dor, vergonha e mais um monte de sentimentos controversos, eu queria muito sair dali e por uma pedra em cima de tudo o que aconteceu comigo em todos aqueles anos.

{...}

–Esse seria um ótimo lugar para recomeçarmos a nossa vida já que aqui ninguém nos conhece mesmo.- falou Edward chutando um cascalho.

Aquela realmente era uma ótima ideia.

Aqui onde eu fui feliz, aqui onde um dia eu pensei ter sido o meu fim será o meu recomeço.

Alguns anos depois

Edward e eu finalmente tínhamos nos estabelecido, ele era o melhor advogado da cidade e eu tinha a minha própria empresa de consultoria arquitetônica, Carlisle, Mike e Esme estavam treinando para serem avós de primeira viagem, assim como Edward e eu estávamos nos preparando para mais essa aventura, eu estava grávida de seis meses, ia ser uma menininha, A minha pequena e forte Rennéesme seu nome era uma homenagem à minha mãe e a de Edward, duas mulheres de fibra e de bom coração.

A minha princesa ia ter muita sorte na vida e não ia passar pelo que eu tive que passar para ser feliz.

Jacob tinha se mudado de mala e cuia para cá, ainda bem que nós tínhamos projetado a nova casa para abrigar uma senhora família que teimava em crescer, Mike tinha se enrabichado por uma das nossas vizinhas e digamos de passagem que o namoro deles estava de vento em poupa.

Jacob era o meu sócio fundador, usamos a empresa primeiramente para lavar o dinheiro dos nossos roubos, mas agora nós estávamos quase que 100% dentro da lei, tínhamos um ou dois esquemas escusos em nome dos velhos tempos, Jacob tinha se casado e estava na espera de seu primeiro filho, o nome do bebê ia ser Billy em minha homenagem.

Emmett o melhor amigo/ irmão mais velho de Edward sempre dava um jeitinho de passar por aqui entre uma ou outra viagem de trabalho, ele queria ver como estava o desenvolvimento da gravidez e tudo mais, Emmett ainda se mantinha solteiro e em eterna caça, mas eu espero que um dia ele encontre alguém que o faça aquietar o facho.

Agora que a felicidade se mudou de uma vez por todas para a minha vida, eu espero que nada a tire daqui.

FIM.

Notas finais
nem posso acreditar que chegamos ao fim de mais uma história, agora segue a dedicatória das minhas betas amadas e idolatradas, só digo uma coisa delas: sem elas nenhuma das minhas fics seriam o que são, foram elas que corrigiram os meus exageros e não me deixaram jogar a toalha quando a inspiração decidia ir dar uma voltinha por Narina muito obrigado Bia Hale e Srta Galter por fazerem parte da minha vida e das minhas historias. =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= Hellooooou novamente pessoas o/ mais uma vez estou por aqui com esse doido escrevendo novamente. Essa fic não foi tão longa quanto venenosa, mas o amor presente é intenso também o/ Obrigado a todos os leitores e pela paciência. Ate a próxima galeraaaa :* vou ali alimentar uma onça hihihi Bia Hale =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= =*-*= Olá Pessoal venho por aqui novamente fazer a minha dedicatória a Mesa de Saloon, por pouco tempo fez parte da minha vida mais já mudou um pouco a minha vida fazendo parte de vários momentos dela, me fazendo avaliar a vida de uma forma melhor Agradeço a oportunidade de fazer parte de mais essa Fic. Bjss Pessoal Srta Galter!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!