MENTA: a face obscura de cada um
2 Hostilidade
Notas iniciais
Fui deixada em uma estrada deserta,apenas algumas árvores enfeitavam o lugar desolado.Caminhei por volta de umas três horas até encontrar um vasto território com muros altos,isolados por cerca elétrica que matam qualquer pessoa que tentar se infiltrar.Parei em frente do Laboratório Militar,mostrando o meu cartão de identificação.Um homem forte e musculoso,com um uniforme azul marinho,me mandou esperar.Uma moça loira com um uniforme bege se aproximou de mim,me comprimentou e já foi logo ao ponto:
–Sou Victória,a supervisora dos recrutas.Me siga.
Caminhei em silêncio atrás dela.Todas as pessoas estavam usando uniformes de cores diferentes.Estudei cada canto desse lugar para saber no minímo que as cores representa a classe em que cada um se encontra.
O preto era para os mais fortes,ricos,poderosos e sem compaixão.Azul marinho para os guardas.Bege para supervisores.Bege claro para recrutas.Cinza para líderes,um pouco abaixo dos comandantes que usavam preto.Marrom para prisioneiros.Branco para empregados como cozinheiro e faxineiros.
Os comandantes,um dos cargos mais raros (e digo isso também pela a escassez de vaga) eram responsável por cada campo militar.Isso significa que temos apenas 3 comandantes do lab.militar Necros (cada sociedade recebia um nome).Havia apenas três campos espalhados pelo o mundo,com mais de um milhão de recrutas.Era a força mais influênte ao demais de outros campos de guerra.
Depois de o mundo entrar em guerra,sociedades secretas foram criadas e o mundo divididos em um regime distópico.Estamos em maio de 3050 e a única coisa que reina são os indícios de um vírus e a promessa de destruição.
Continuei caminhando,as pessoas olhavam de um modo estranho para mim,outras me encaravam.Olhei para mim e observei uma garota de olhos castanhos claros,com o cabelo longo da mesma cor sem contar com as mechas rochas,quase no tom de violetas.Eu estava usando calça jeans preta e jaqueta de couro (talvez seja o preto,deduzir).
Avistei um grupo de pessoas em fileiras.Elas eram prisioneiros,derrotados do campo alheio.Uma garotinha me olhou como se me conhecesse.Abaixei a minha cabeça para ela não me reconhecer.Enxerguei um olhar deprimente nela e o seu estado fisíco não estava melhor.Todos estavam sujos,feridos e possuíam sangue nas faces.
Victoria me levou até o dormitório onde havia várias camas com lençóis brancos,item que faziam lembrar as enfermarias desse local que estavam repletas de pessoas doentes e feridas.Ela me olhou impaciente e falou com a voz seca:
–Esse é o seu uniforme.Logo você vai conhecer a sua líder e espero que não seja uma fraca que espera por moleza.
–E quem diz que quero moleza?-ataquei.
–Dobre a língua e abaixe a cabeça sobre seus superiores — falou como se estivesse encima de um salto alto.Murmurei uma "desculpa" sem graça e mantive o meu olhar com autoridade.Se eles soubessem quem eu sou,ficariam espertos.
Victoria anotou algumas informações no seu caderno eletrônico,e falou:
–Troque essa roupa pelo o seu uniforme.Não use preto! — me analisou dos pés as cabeças.
–Nada de jóias — disse arrancando com força o colar do meu pescoço e deixando uma grande marca vermelha.Olhei com raiva para a Victoria.
Antes de sair,deu o seu último aviso:
–Parece que tenho uma novata que merece uma boa correção — Saiu batendo na porta.
Fui até a janela e em meio as agonias e gritos dos prisioneiros,avistei um homem de costa.Ele estava de preto,rondado por guardas e armas,que lhe protegiam do contato da ralé.Deveria haver algo muito importante para ele aparecer em público.Achei o meu alvo.
Notas finais
N/Lucy:Olha eu aqui... rsrsrs,capítulo babado confesso que até eu estou curiosa pra ver como vai ser o nosso querido ''bad'' e como a Viollet vai reagir,pf gente deixe seus comentários para alegria das autoras quanto mais comentário mais rápido postamos os capítulos...bjs
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