MEMÓRIAS
17 CAPÍTULO 16 - Bom dia, marido
Sarah deveria estar dormindo.
Era o que dizia o relógio sobre a mesa de cabeceira.
Passava da meia-noite, o dia tinha sido emocionalmente exaustivo e, nas últimas horas, ela descobrira informações suficientes para preencher vários anos de terapia.
Tinha dois irmãos.
Um deles era seu gêmeo.
Seu pai biológico se chamava Carlisle Cullen.
Sua mãe era Esme Cullen.
A mulher cujo nome carregava fora Sarah Black.
Billy Black fora seu tio Billy.
Jacob Black estivera em praticamente todas as fotografias de sua infância.
E, aos quatro anos, Sarah Cullen decidira que se casaria com ele.
Essa última informação era, definitivamente, culpa de Emmett.
Sarah estava deitada de lado na cama, usando uma camiseta larga e um short de dormir, enquanto segurava nas mãos a fotografia que trouxera da casa de Billy.
Uma toalha branca sobre a cabeça.
Um pequeno buquê.
Emmett segurando um livro de cabeça para baixo.
Edward parecendo desejar estar em qualquer outro lugar.
E Jacob.
Seis anos.
Parado diante dela.
Sarah sorriu.
— Uma arruela...
Ainda não acreditava.
Jacob Black lhe dera uma arruela como aliança.
A lembrança da indignação dele voltou imediatamente.
Eu tinha seis anos, Sarah! Não tinha exatamente acesso a uma joalheria!
Ela riu sozinha.
Foi estranho.
Não a fotografia.
Não a história.
O que permaneceu em sua cabeça não foi a criança da foto.
Foi o homem sentado na sala de Billy.
O jeito como Jacob tentara impedir Emmett de contar.
O constrangimento.
As respostas defensivas.
As risadas.
E então...
O sorriso.
Sarah deixou de rir.
Olhou para a fotografia outra vez, mas já não enxergava o menino de seis anos.
Lembrou-se de Jacob naquela noite.
Rindo.
De verdade.
Não aquele pequeno movimento dos lábios que ele normalmente oferecia quando alguma coisa o divertia.
Um sorriso inteiro.
Aberto.
Bonito.
Sarah franziu a testa.
Bonito?
— Não.
Colocou a fotografia sobre a cama.
Deitou de costas.
Olhou para o teto.
Aquilo era absurdo.
Tinha acabado de descobrir que conhecera Jacob durante a infância inteira. O cérebro estava tentando organizar quinze anos perdidos. Era natural que prestasse atenção nele.
Natural.
Perfeitamente explicável.
Jacob fazia parte das poucas memórias fragmentadas que começavam a encontrar contexto.
Era o menino da mão.
A voz dos sonhos.
A pessoa a quem Sarah Cullen, aos quatro anos, anunciara que se casaria.
Só isso.
Uma história de criança.
Sarah pegou a fotografia novamente.
Olhou.
Seu olhar caiu sobre o pequeno Jacob.
Depois lembrou-se do adulto sorrindo.
— Para com isso.
Virou a fotografia para baixo.
Apagou a luz.
Trinta segundos depois, tornou a acendê-la.
Pegou a fotografia.
— Ridículo.
Abriu a gaveta da mesa de cabeceira e guardou-a.
Fechou.
Deitou.
Apagou a luz.
Dessa vez conseguiu ficar quase dois minutos sem pensar no sorriso de Jacob Black.
Na manhã seguinte, Jacob chegou à empresa antes das sete.
Dormira pouco.
Mas, pela primeira vez em muitos anos, não porque acordara de um pesadelo.
Dormira pouco porque sua cabeça não parava.
Sarah estava viva.
A frase continuava voltando.
Não como pergunta.
Como fato.
Sarah estava viva.
O exame existia.
Edward era irmão dela.
Emmett era irmão dela.
A menina que caíra no rio crescera.
Tornara-se advogada.
Tinha uma família.
Uma carreira.
Um humor afiado.
E continuava roubando suas batatas.
Jacob entrou no elevador sozinho.
Quando as portas se abriram no andar executivo, caminhou pelo corredor ainda silencioso.
Gostava daquele horário.
Ninguém falando.
Nenhuma reunião.
Nenhuma crise.
Nenhum Emmett.
Principalmente nenhum Emmett.
Entrou em sua sala, deixou o paletó sobre uma cadeira e abriu o computador.
Quarenta minutos depois, estava completamente concentrado num relatório quando ouviu passos no corredor.
Não prestou atenção.
Até ouvir:
— Bom dia, marido.
Jacob parou.
Devagar.
Muito devagar.
Levantou os olhos.
Sarah estava encostada no batente da porta.
Tinha uma pasta contra o peito.
E um sorriso descaradamente satisfeito.
Jacob ficou olhando para ela.
— Não.
Sarah entrou.
— Não o quê?
— Não começa.
— Eu apenas dei bom dia.
— Você acrescentou uma palavra.
— Um termo historicamente comprovado.
Jacob fechou os olhos.
— Eu vou matar Emmett.
Sarah aproximou-se da mesa.
— Por quê? Ele era nosso celebrante.
— Sarah.
— Padre Emmett Cullen.
— Para.
— Temos testemunha.
— Edward tinha quatro anos.
— Mas parece confiável.
Jacob tentou manter a expressão séria.
Sarah viu o canto da boca dele subir.
— Ah.
Jacob percebeu.
— O quê?
— Nada.
— Sarah.
Ela colocou a pasta sobre a mesa.
— Você está sorrindo.
O sorriso desapareceu imediatamente.
Sarah ficou indignada.
— Ei!
— O quê?
— Volta.
Jacob franziu a testa.
— O quê?
— O sorriso.
Ele a encarou.
— Você chegou aqui me chamando de marido às sete e quarenta da manhã.
— Sete e quarenta e três.
— Pior ainda.
— E estava funcionando.
Jacob balançou a cabeça.
Sarah cruzou os braços.
— Emmett tinha razão.
— Nunca diga isso em voz alta.
— Você fazia tudo que eu queria.
— Quando você tinha quatro anos.
— Então existe prazo prescricional?
Jacob olhou para ela.
— Você está tentando discutir juridicamente uma brincadeira de casamento infantil?
Sarah abriu um sorriso.
— Finalmente você está acompanhando.
Ele tentou segurar.
Não conseguiu.
O sorriso voltou.
Inteiro.
Sarah ficou quieta.
Ali.
De novo.
O mesmo da noite anterior.
E alguma coisa estranha aconteceu em seu peito.
Pequena.
Tão pequena que poderia ser ignorada.
Mas existiu.
Sarah percebeu que estava olhando tempo demais.
Desviou para os documentos.
— Trouxe o parecer do contrato de fornecimento.
Jacob ainda sorria.
— Mudança de assunto muito sutil.
— Sou excelente nisso.
— Não foi.
Ela abriu a pasta.
— Vai ler ou continuar discutindo nosso casamento?
Jacob soltou uma risada.
— Nosso casamento não existiu.
Sarah começou a caminhar para a porta.
— Negação é uma fase importante do divórcio.
— Sarah.
Ela virou-se.
— Sim, marido?
Jacob pegou uma caneta e fingiu atirá-la.
Sarah fechou a porta antes.
Do lado de fora, começou a rir.
Do lado de dentro, Jacob também.
Nenhum dos dois percebeu imediatamente que aquela conversa tinha sido diferente.
Não porque remetesse ao passado.
Justamente porque, durante alguns minutos, o passado não importara.
Eram apenas Sarah e Jacob.
Dois adultos provocando um ao outro.
E alguma coisa muito pequena começava a existir num espaço que, até então, estivera completamente ocupado pela culpa, pelas perguntas e pelas lembranças de infância.
Ainda não tinha nome.
Nem precisava.
Sarah caminhava pelo corredor olhando um documento no tablet quando ouviu:
— Vejo que está bastante confortável.
A voz apagou parte de seu bom humor.
Sarah levantou os olhos.
Irina estava diante dela.
Elegante.
Impecável.
E claramente desagradada.
— Bom dia, senhora Volturi.
— Senhorita Clearwater.
Sarah percebeu a ênfase.
— Doutora serve.
Irina sorriu sem humor.
— Naturalmente.
Sarah bloqueou o tablet.
— Precisa de alguma coisa?
— Apenas fiquei curiosa.
— Sobre?
Irina olhou discretamente para a porta da sala de Jacob.
— Sua proximidade com a presidência da empresa.
Sarah quase sorriu.
Agora entendia.
Irina tinha visto.
Provavelmente Sarah saindo da sala.
Talvez tivesse ouvido as risadas.
— Minha relação profissional com o presidente não interfere nas minhas atribuições jurídicas.
— Profissional?
Sarah ergueu uma sobrancelha.
— A senhora está sugerindo alguma coisa?
— Não preciso sugerir. As pessoas observam.
Sarah respirou fundo.
— Então talvez as pessoas devessem trabalhar mais.
Irina apertou os lábios.
— Você tem uma confiança impressionante para alguém que chegou há tão pouco tempo.
— Obrigada.
— Não foi elogio.
— Eu sei.
Irina aproximou-se.
— Cuidado, Sarah.
— Com o quê?
— Com a impressão de que pertence a lugares aos quais acabou de chegar.
A frase atingiu um ponto diferente.
Sarah ficou quieta.
Irina interpretou o silêncio como vantagem.
— Cullen & Black não é apenas uma empresa. É uma família. Existem décadas de história aqui. Pessoas que construíram tudo isso antes mesmo de você nascer.
Sarah olhou para ela.
Uma resposta veio imediatamente.
Poderia ignorar.
Deveria, talvez.
Billy pedira cautela.
Jacob pedira sigilo.
O DNA ainda não era público.
Mas Irina estava diante dela dizendo que não pertencia à própria família.
E Sarah ainda estava aprendendo muitas coisas sobre Sarah Cullen.
Porém já descobrira uma característica que aparentemente sobrevivera intacta desde os quatro anos:
ela não gostava que decidissem por ela onde podia ou não estar.
— Tem razão.
Irina pareceu satisfeita.
Sarah continuou:
— Eu ainda tenho muito que aprender sobre essa história.
A satisfação desapareceu lentamente.
— Como?
Sarah sustentou seu olhar.
— Sobre os Cullen.
Irina ficou imóvel.
— O que quer dizer?
— Exatamente o que disse.
Irina analisou seu rosto.
— Você não conhece essa família.
Sarah respirou fundo.
— Conheço menos do que deveria.
— Então talvez devesse lembrar disso antes de se comportar como se tivesse algum lugar nela.
Sarah ficou em silêncio por alguns segundos.
Depois falou calmamente:
— Meu nome é Sarah Cullen.
Irina não reagiu.
Talvez não tivesse entendido.
— Perdão?
— Sarah Cullen.
O rosto de Irina perdeu a cor.
Sarah continuou:
— Filha de Carlisle Cullen e Esme Cullen.
Silêncio.
Absoluto.
Irina olhou para Sarah como se o corredor tivesse desaparecido.
— Isso não tem graça.
Sarah não sorriu.
— Não foi uma piada.
— Sarah Cullen morreu.
— Não.
A resposta foi simples.
— Sarah Cullen desapareceu.
Irina deu um passo para trás.
— Isso é impossível.
— Eu também achava.
— Quem colocou essa ideia na sua cabeça?
Sarah sentiu o tom mudar.
Não era mais arrogância.
Era medo.
— Ninguém.
— Jacob?
— Não.
— Edward?
— Não.
— Emmett?
— Também não.
Irina parecia procurar alguma coisa no rosto dela.
Sarah continuou:
— Houve um exame de DNA.
Irina ficou completamente imóvel.
— O quê?
— O resultado confirmou minha relação biológica com Edward e Emmett.
O silêncio seguinte foi diferente.
Sarah percebeu.
Não sabia ainda por quê.
Mas percebeu.
Irina não parecia apenas surpresa.
Parecia atingida.
— Isso não pode ser verdade — murmurou.
Sarah inclinou a cabeça.
— Por quê?
Irina demorou um segundo a mais do que deveria.
— Porque você foi dada como morta.
— Presumida morta.
— Não encontraram seu corpo.
Sarah ficou atenta.
Irina percebeu o erro.
Corrigiu rapidamente:
— Foi o que todos souberam na época.
Sarah não respondeu.
Irina olhou para ela outra vez.
Agora com atenção quase agressiva.
Os olhos.
O formato do rosto.
A maneira de erguer o queixo.
E então viu.
Não a criança que desaparecera.
Esme.
Havia alguma coisa de Esme ali.
O sorriso.
Os olhos.
Talvez por isso tivesse detestado Sarah Clearwater desde o primeiro encontro sem compreender por quê.
— Você é filha de Carlisle — Irina disse.
— Sou.
A palavra pareceu feri-la.
Sarah observou.
— Isso a incomoda?
Irina recuperou parte da postura.
— Não seja ridícula.
— Estou apenas perguntando.
— Carlisle era meu irmão.
Sarah já sabia.
Ainda assim, ouvi-la dizer aquilo tornou tudo estranho.
— Então...
Sarah fez uma pausa.
— Você é minha tia.
Irina ficou branca.
Sarah também pareceu perceber a dimensão daquilo apenas depois de pronunciar.
Tia.
A mulher que a tratara com hostilidade desde o primeiro encontro era irmã de seu pai.
Irina demorou para responder.
— Biologicamente.
Sarah estreitou os olhos.
— É uma forma curiosa de receber uma sobrinha que acreditava estar morta.
Irina não respondeu.
Sarah continuou observando.
Não havia alegria.
Não havia alívio.
Não havia sequer a emoção confusa que encontrara em Billy, Edward, Emmett ou Jacob.
Havia choque.
E alguma coisa que Sarah ainda não sabia nomear.
— Há quanto tempo vocês sabem? — Irina perguntou.
Sarah percebeu o plural.
— O suficiente.
— Billy sabe?
— Sabe.
— Jacob?
Sarah não respondeu.
Irina riu sem humor.
— Claro que sabe.
— Por que isso importa?
— Porque tudo importa agora.
A frase fez Sarah ficar atenta.
— O que significa?
Irina pareceu perceber que estava falando demais.
— Significa que o retorno de uma filha de Carlisle naturalmente produz consequências familiares.
Sarah sustentou o olhar.
— Só familiares?
Silêncio.
Irina sorriu.
Mas seus olhos não acompanharam.
— Bem-vinda de volta, Sarah Cullen.
Não soou como boas-vindas.
Soou como ameaça.
Sarah percebeu.
E, pela primeira vez desde que descobrira sua identidade, compreendeu que encontrar sua família talvez não significasse apenas recuperar o que perdera.
Talvez significasse também despertar coisas que alguém preferia manter enterradas.
Irina entrou no primeiro elevador vazio.
Esperou as portas fecharem.
Então perdeu completamente a expressão controlada.
A mão tremeu quando pegou o telefone.
Sarah.
Viva.
Não podia ser.
Tinha visto aquela menina desaparecer da história quinze anos antes.
Todos tinham acreditado.
Nenhum corpo.
Nenhum retorno.
Nenhuma pista.
E agora ela estava ali.
Dentro da empresa.
Trabalhando com Jacob.
Próxima de Edward.
Próxima de Emmett.
Com DNA.
Irina apertou o celular.
A investigação.
De repente, todas as perguntas que fizera sobre Sarah Clearwater tinham outra resposta.
Não era Harry Clearwater tentando se aproximar da Cullen & Black.
Não era uma jovem advogada ambiciosa.
Era Carlisle.
Era Esme.
Era o passado voltando pela porta principal.
E Irina sabia de uma coisa que Sarah ainda não sabia.
Sarah Cullen não era apenas uma filha perdida.
Era uma herdeira.
Irina fechou os olhos.
Precisava pensar.
Precisava falar com Aro.
Mas, sobretudo, precisava descobrir quanto eles sabiam.
Sarah permaneceu alguns segundos no corredor depois que Irina saiu.
Talvez tivesse cometido um erro.
Jacob pedira segredo.
Billy também.
Mas Sarah não se arrependia de ter dito.
Não completamente.
Ainda assim, precisava contar aos outros imediatamente.
Virou-se.
Jacob estava parado alguns metros atrás.
Sarah congelou.
— Há quanto tempo você está aí?
— O suficiente.
Ela fechou os olhos.
— Ótimo.
— Você contou para Irina.
— Tecnicamente, ela me irritou até eu contar.
Jacob passou a mão pelo rosto.
— Sarah.
— Eu sei.
— Nós combinamos.
— Eu sei.
— Ela não podia saber.
— Eu sei!
Jacob ficou em silêncio.
Sarah respirou fundo.
— Ela disse que eu estava me comportando como se pertencesse a uma família à qual não pertencia.
Jacob fechou os olhos.
— E você não conseguiu deixar passar.
— Não.
— Claro que não.
Sarah cruzou os braços.
— Está bravo?
Jacob abriu os olhos.
— Estou preocupado.
— É diferente.
— Muito.
Sarah assentiu.
— Desculpa.
A palavra fez Jacob olhar imediatamente para ela.
Sarah percebeu.
— O quê?
Ele balançou a cabeça.
— Nada.
Ela entendeu um segundo depois.
— Ah.
Um pequeno sorriso apareceu.
— Agora é você que não gosta de ouvir essa palavra.
Jacob quase sorriu.
— Dependendo de quem diz.
Sarah observou.
Lá estava outra vez.
Aquele quase sorriso.
Ela sentiu a mesma coisa pequena da manhã.
E afastou.
Não era hora.
— Temos que contar aos outros — disse.
— Temos.
Sarah começou a andar ao lado dele.
Depois de alguns passos, olhou para Jacob.
— Você ficou bravo quando eu chamei você de marido?
Ele virou a cabeça lentamente.
— Estamos falando de Irina.
— Eu sei. Só estou verificando.
— Sarah.
— Pergunta simples.
Jacob tentou manter-se sério.
— Não.
— Não o quê?
— Não fiquei bravo.
Sarah sorriu.
— Ótimo.
— Mas não faz disso um hábito.
Ela caminhou mais dois passos.
— Certo, marido.
Jacob parou.
Sarah continuou andando.
Ouviu atrás de si:
— Sarah!
Ela começou a rir.
Jacob foi atrás.
E o sorriso apareceu novamente.
Dessa vez nenhum dos dois percebeu imediatamente.
Mas algo havia mudado.
Era pequeno.
Quase invisível.
Ainda cercado por uma infância recém-descoberta, por quinze anos de ausência e por sentimentos que nenhum deles estava preparado para examinar.
Mas estava lá.
Pela primeira vez, o que começava a nascer entre Sarah Clearwater — Sarah Cullen — e Jacob Black não vinha de uma lembrança.
Vinha do presente.
E, enquanto os dois seguiam pelo corredor discutindo se um casamento realizado por Emmett Cullen aos seis anos poderia ou não ser juridicamente reconhecido, nenhum deles viu as portas do elevador se fecharem no andar inferior.
Nem Irina discando o número de Aro.
O passado acabara de descobrir que Sarah Cullen estava viva.
E dessa vez ele não pretendia recebê-la com risadas.
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