Músicas da Miku!!
1 Once Upon A Mell
Notas iniciais
Eu espero que gostem e desculpem pelos meus erros de português!!
Era uma vez eu...
Eu era uma garota um pouco dura consigo mesma. Devido ao meu passado repugnante, acabei descontando nas pessoas. Sendo rude, grossa, estúpida e ignorante. Hoje, eu dou um sorriso por ser feliz.
...
-Miku-nee-chan! — Os gêmeos Kagamine aparecem todos sorridentes.
-Me deixem em paz. — Era o que eu queria dizer, mas apenas ficava em meus pensamentos.
-Fizemos um bolo para você! Gostaria de provar? — Perguntaram em uníssono.
-Não. — Disse sem ao menos olhar o bolo.
Eles não disseram nada. Deixaram o bolo em cima da minha mesa e se retiraram.
As pessoas não iriam me entender, elas não me escutam! Cada um prefere cuidar do umbigo que tem. As vezes acho que são bons comigo por causa do meu passado. Prefiro recusar do que receber sorrisos falsos.
-Miku-chan! — Meiko adentrou no quarto sem ao menos bater. — Venha, está na hora de trabalhar!
Meiko me puxa até a loja em que trabalhamos. É bem simples, é uma rotina tediosa. Colocar tudo lugar, limpar, receber o troco, voltar para casa.
Depois de fazer tudo isso, Meiko me libera e pego um sorvete e aipo para levar para casa.
No caminho, eu passo por um rio, nem me importo com o nome, é só mais um rio que não irá fazer diferença em minha vida. Concentrada em meus pensamentos, acabo por tropeçar em meu próprio pé.
-Que retardada eu sou. — Murmurei para mim mesma.
Meu sorvete de creme caira no asfalto, o encaro por alguns segundos e me sento na grama para fitar o rio, que é inútil até perceber que ele é bonito.
Sabe, eu ignoro as pessoas porquê quero, é pelo simples fato de não querer aceitar a opinião de cada um. Ter que trabalhar como uma atendente de loja nos dias de semana, e nos fins de semana virar uma pop-star, estava fora de meus planos.
De algum modo, eu consigo aproximar as pessoas. De um jeito ou de outro. O que eu mais quero é ficar sozinha, viver com minhas opiniões que me deixam contente por ser sincera comigo mesma.
É isso que eu quero... não é?
Enfim, me levantei e segui o caminho até em casa. Estava bem agitado, Kaito apanhando da Meiko, Rin e Len cantando alegremente no karaokê e eu... bem, eu vou para o meu quarto e tentar relaxar.
Deito-me na cama e fecho os olhos. Eu sinto uma dor imensa no meu peito, lágrimas percorrem meu rosto flácido e eu fico com raiva de mim mesma. Por que estou com raiva? Por que eu estou triste? Bem, isso irá passar... não devo me preocupar com algo inútil.
-Miku-nee-chan!! — E novamente os gêmeos me aparecem. — Temos uma ótima noticia! A Luka-senpai está voltando de sua magnífica viagem!!
-Legal... — Minha voz sai trêmula, mas coloco meu travesseiro sobre minha cabeça. — Agora podem ir.
Demorou um pouco para ouvir minha porta se fechar, mas quando isso aconteceu, dei um pulo na cama e abri a janela de meu quarto. Fiquei encarando as estrelas e pensei em como elas são bonitas.
Desci para jantar e as coisas pareciam o de sempre.
-Ei, ei, Miku! — Chamou Kaito, deve ser para fazer algum idiotice. — Você quer andar de bicicleta comigo amanhã?
Olhei torto para ele.
-Você não pode andar sozinho? — Perguntei colocando mais um pedaço grande de carne na boca.
-Sabe, é chato andar sozinho, pensei que poderia me fazer compainha. — Kaito deu um sorriso enorme.
Quais são as vantagens de andar de bicicleta com um retardado? NE-NHU-MA! Mas mesmo que eu diganão, Meiko e os outros irão me forçar a ir.
-Está bem... — Disse com a boa cheia e engoli logo em seguida que terminei a frase.
-LEGAL! — Berrou ele, depois disso levou um tapa na cabeça da Meiko. — AI!
-Não grite na mesa!
E começou uma discussão entre os dois, Rin e Len apenas se divertiam com a situação. Eu apenas terminei de jantar, coloquei o prato na pia e voltei para meu quarto. Fiz minha higiene antes de dormir e após isso, deitei na cama e peguei em um profundo sono.
Quando acordei com o barulho do despertador, peguei o relógio e o joguei contra a parede.
-MIKUUU!! — Kaito entrou no quarto todo sorridente e animado. — Vamos!! Se arrume, quero te mostrar o nascer-do-sol!!
Quando olhei para a janela, estava tudo escuro. Olhei feio para ele.
-Ah, desculpe. Eu adiantei o seu despertador. — Então saiu correndo antes que eu jogasse algo pesado em seu rosto. TIPO O MEU PÉ!
Furiosa, peguei minha bota, a coloquei sem ao menos colocar o maldito talco. Peguei minhas escova de dentes, molhei e comecei a limpeza.
-"Dane-se". — Pensei.
Lavei o rosto e amarrei de qualquer jeito o meu cabelo. Saio lentamente do quarto até chegar na porta de entrada.
-Vamos! — Ele me puxou para fora e me colocou sentada na garupa da bicicleta.
O vento irritante deixava meus cabelos piores do que já estavam, então quando Kaito começou a subir uma enorme colina, eu comecei a rir. Que patético. Comecei a rir de algo ridículo, algo inútil.
Quando enfim chegamos ao destino que Kaito tanto almejava, ele sorriu para mim e me mostrou o nascer-do-sol.
-Veja Miku, não é bonito? — Sua voz saiu tão serena, que aquilo me abalou de algum modo.
Meus olhos ficaram arregalados, nunca vira algo tão bonito. Aquilo estava preenchendo meu vazio.
-Vamos voltar para casa... — Disse pegando na bicicleta e me retirando dali. Não quero chorar na sua frente.
-Vamos. — Ele sorri, aquilo só piorou!
Então, frustrada. Subi na bicicleta e comecei a correr com toda a minha velocidade que conseguia alcançar.
-EII! ESPERE!!
No fim, eu chorei de rir. Ver Kaito tropeçar só para me alcaçar foi hilário!!
-Miku-chan... i-isso foi horríve-vel! — Disse ele todo ofegante.
Acabamos parando em frente a uma sorveteria, nisso minha barriga começa a fazer um som constrangedor.
-Quer tomar um sorvete? Eu pago!
Nem respondi, ele já entro na loja e pegou meu sorvete favorito. O de creme!
-Como sabia que este é o que eu gosto? — Perguntei pasma.
-Eu não sabia! — Cai de cara no chão.
-Enfim, vamos embora logo. — De uma certa maneira, fiquei feliz.
Acho que deveria me soltar mais. Acho que as pessoas gostam de ver uma Miku alegre. Mas espere, acho que eu estaria me obrigando a fazer isso.
Novamente, tropeço em meu próprio pé e derrubo meu sorvete no asfalto.
-Ah, levante-se... vamos jogar um pouco. — Kaito me ajuda a levantar.
Depois, ele tira uma luva de beisebol e uma bola. Ele colocou a luva e correu até uma parte do gramado.
-Vamos, jogue!! — Gritou ele.
Encarei a bola, depois ele, e a bola novamente. Fiquei assim por um tempo, até que... Lancei a bola com toda minha força. E sem querer, quase mato Kaito do coração, pois foi tão forte que além de estragar a luva, tirei alguns fios de seu cabelo.
-YAY! — Sem perceber, acabei gritando por causa da diversão. — Droga... — Tampei minha boca rapidamente.
-"ISSO É RUIM! MUITO, MUITO RUIM!!" — Gritava comigo mesma por ser tão ingênua.
-Haha, é bom vê-la que está se divertindo. — Kaito se aproximou de mim e afagou meus cabelos. — Vamos pra casa, a Luka-san já deve estar em casa.
Cruzei os braços e olhei para o lado. Moo!! Eu odeio ele!!
Enfim, depois que chegamos em casa, demos uma festa de boas-vindas, Luka insistiu para arrumar meu cabelo e a deixei. Luka-senpai me fez várias e várias perguntas e as escutou atentamente.
-"Acho que vou me esforçar no trabalho amanhã." — Pensei.
...
Depois de muito tempo, consegui chegar no final de uma das minhas trilhas. Sorri, chorei, ficava brava. Enfim, consegui alcançar os sentimentos de todos e os meus! Acho que era só uma garota que queria que alguém notasse de como estava me sentindo sozinha. Mas aí que está! Todo mundo percebeu, mas eu os ignorava e chorava pelos cantos.
Vou procurar traçar meus próprios caminhos, achar minhas prórpias perguntas e responde-las!
Agora é... um adeus para a antiga eu.
Era uma vez eu...
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