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5 Capítulo 5: A Primeira Madrugada
Nos adiantamos pelo gramado do parque até onde as pessoas se acumulavam em uma enorme meia lua a beira do lago. A lua cheia brilhava no céu e iluminava a multidão eufórica que rodeava o pequeno tablado montado como palco. A bateria dourada golpeada pelo baterista da banda reluzia no fundo da formação, a sua frente a dupla de guitarristas e o baixista tocavam seus instrumentos com harmonia, meu amigo Lucas Vaz cantava “Dani Califórnia”, RHCP, a frente dos companheiros.
O som da banda guiava a multidão como um maestro à sua orquestra, as guitarras cortavam o ar frio da noite e pintavam sorrisos e explosões de euforia por todas as pessoas que passavam. Acompanhando a batida da bateria eu guiei minhas companheiras por entre as pessoas tentando achar algum rosto conhecido, senti Ana apertar a minha mão enquanto ria de alguma coisa que a Carol tinha dito atrás de nós. Um sorriso lentamente se abria nos meus lábios, o ar frio vindo do lago batia suavemente no meu rosto.
Nos embrenhamos na multidão tomando o máximo de cuidado para não deixarmos ninguém para trás. Seguimos da entrada da clareira por dentre a meia lua passando pela frente do palco em direção a extremidade leste, bem perto e de costas para o lago. Avistei Raul e meus outros amigos agrupados a meia distância do palco e nos dirigimos para lá.
— Salve maninho. Saudei, Raul se virou para me cumprimentar.
— Ora mano, se perdeu no caminho? Ele me deu um meio abraço.
— As gurias me enrolaram, tocaram muito já? Eu perguntei enquanto cumprimentava meus colegas.
— Tá na terceira já mano, demoraram demais, o Lucas tava achando que vocês não vinham. Respondeu um rapaz da minha altura.. 1, 75 talvez, magro de olhos e cabelos castanhos. Cumprimentei-o com entusiasmo.
— E ai irmão, tranquilo? Esse era o De Castro, a verdade é que ninguém lembrava de verdade o primeiro nome dele. De Castro era dois anos mais velho do que eu, tinha cabelos longos amarrados com uma tira de couro e a longa barba castanha cobria boa parte do seu rosto; era ligeiramente forte e andava sempre com a mesma jaqueta de couro... era um dos meus melhores amigos.
— Tranquilo meu mano, tu tá bem? Ele me cumprimentou com um meio abraço.
— Tudo certo, cadê a sua mulher? Eu não via a namorada do meu amigo em lugar nenhum.
— Ela teve que ir atender o telefone, daqui a pouco ela tá aí. Ele respondeu pouco antes de abraçar a Carol, que vinha cumprimenta-lo.
— O Bruno passou aqui antes da deles começarem, mano, ele queria falar contigo. Raul me avisou. Se aproximando de mim
— Pois é, eu tenho que resolver uma parada com ele mais tarde. Eu respondi, terminando de cumprimentar os outros.
— Tu tá entravado com ele mano? Alexandre me perguntou. Era um dos meus amigos da festa, Alexandre Godoy: Alto e muito bem-apessoado, tinha cabelos negros curtos e não usava barba, era um cara gente boa.
— Não mano, ele queria que eu ajudasse ele com uma parada mas nós não resolvemos ainda sabe? Dai eu fiquei de encontrar com ele aqui. Eu expliquei olhando em volta, Lucas tinha acabado de iniciar uma outra música... “Why don’t you get a job”, The Offspring, se não me engano.
— Os cara tão mandando bem demais essa noite mano, tu não tem noção. Raul comentou, me fazendo olhar para o palco.
Lucas com certeza tinha melhorado seu vocal desde a última vez que se apresentara, era estranho ver tanta gente reunida para ver meu amigo tocar quando eu me lembrava de quando a banda começara a quase 7 meses atrás. Os rapazes eram todos amigos de infância e todos mais novos do que eu, mas o único que eu conhecia de início era o Lucas, ele era como um irmão pra mim e desde que nos conhecemos ele sempre me trata como se eu fosse uma espécie de irmão mais velho.
Na primeira vez que o vi eu havia acabado de chegar em Pséma e estava procurando um lugar onde não tivesse só sertanejo universitário ou funk tocando, o que eu descobri ser uma tarefa especialmente difícil. Finalmente encontrei uma espécie de Pub há duas quadras de casa em que o rock era uma constante obrigatória e onde ocasionalmente algumas bandas se apresentavam, era a Caverna, lá eu conheci grande partes dos companheiros que me acompanham em shows até hoje.
Certa vez eu estava no Pub com alguns conhecidos da faculdade quando o Lucas chegou e começou a tocar, pelo que me lembro ele tinha combinado com o dono no dia anterior e não teria de pagar nada, e bem... ele não tocava tão bem como toca hoje. Depois de alguns covers a coragem do jovem finalmente cedeu, ele agradeceu a atenção e se retirou para o balcão seguido de algumas manifestações de apoio.
Lucas devia ter uns 18 anos na época, quase 19, e sempre gostara muito de se apresentar no melhor estilo. Para mim era uma grande frescura mas ele sempre tocava com uma bandana vermelha prendendo os negros cabelos cacheados e com um daqueles cintos grandes de prata prendendo as jeans escuras rasgadas combinando com uma camisa de banda, dispensando os coturnos o meu amigo era um punk tradicional. Ele se sentou no balcão e começamos a conversar sobre por que os jovens ainda não estavam preparados para o rock de verdade, conversa de bêbado.
Ele era um bom amigo, e agora tocava muito bem. A School’s Out havia começado 7 meses atrás no meu apartamento na Suzanno Nogueira em uma noite especialmente inspirada. Ganhar espaço naquela cidade pela música que eles tocavam era uma tarefa desafiadora, mas bem... eles estavam conseguindo se virar, não é como se dependessem da música para viver. Senti a Ana apertar minha mão direita ao se posicionar ao meu lado, ela tinha os olhos fixos na banda e estava quieta.
— Ei, tu tá bem? Tá com sono já? Eu perguntei
— Tô bem, tô cansada mas vou esperar os meninos. Que horas acaba o show? Ela respondeu, encostando a cabeça no meu ombro.
— Meia noite, eu acho. Eu respondi, bocejando. O sono estava chegando para me buscar, pesquei o celular no bolso, já passavam das 22:40. A música preferida da minha amiga começou a tocar e com ela grande parte dos presentes começou a cantar; “Be Yourself”, Audioslave, aquela realmente era uma ótima música.
Olhei em volta, havia realmente muita gente ali, aquela área deveria comportar umas 500 pessoas com tranquilidade e deveria ser mais ou menos esse o número de esoectadores naquele momento. Era um gramado amplo e circular, sua entrada ficava na parte sul vinda dos portões do parque por entre as arvores, do lado leste estava o lago de Pséma enquanto do lado oeste ficava a reserva florestal onde se faziam caminhadas e ocasionalmente alguma criança malcriada alimentava os macacos livres do parque, na parte norte era montado o palco.
Avistei o Bruno Correia no meio da multidão, era um rapaz branco da minha altura, cheio de sardas no rosto, tinha os olhos claros e o cabelo ruivo, era uma pessoa fácil de se identificar numa multidão.
— Ei, vou ali no Bruno que ele tinha que resolver uma coisa comigo, já já eu volto. Eu avisei a loira enquanto ela conversava com uma das garotas que viera com a gente.
Me aproximei do rapaz, ele me viu e apertamos as mãos.
— E ai cara, beleza? Ele me cumprimentou.
— Tranquilo irmão, tá curtindo?
— Pô, rock não é a minha praia mas tá maneiro, esses caras ai tocam demais e eu vim com meu irmão, ele que se amarra nessas coisas. Ele comentou, rindo da situação.
— Saquei mano, e como que tu tá querendo fazer essa social ai? Eu perguntei cruzando os braços.
— Bicho, seguinte. Tô pensando em fazer lá na área do meu prédio, chamar uma galera... padrão mano.
— Na área do teu prédio vai dar errado mano, tem que ser em casa ou um espaço separado.
—Bah, cara, posso ver com a minha namorada se tem problema se for na casa dela então, os pais dela viajam essa semana e na próxima.
— Tu acha que consegue? Ela não acha ruim não?
—Vou falar com ela.
— Beleza, vamos fazer o seguinte. Tu confirmas isso com ela, se liberar a gente faz assim: Tu vai escrever uma lista com que tu quer chamar e as pessoas que eu disser tu coloca também, são as pessoas que vão na festa; deixa que eu cuido de som, segurança e abastecimento, tu vai ter que convencer sua guria e cuidar da festa enquanto estiver acontecendo, a gente racha o lucro pra ela, pra tu e pra mim.
— Beleza mano, eu tenho que ver com ela ainda, amanhã eu confirmo e te mando mensagem, tu cuida das coisas sozinho mesmo?
— Cuido mano, relaxa, vê com a guria e me avisa valeu?
— Combinado bicho, valeu. Ele se adiantou em um meio abraço, nos despedimos e o ruivo se afastou para perto do palco.
Pisquei os olhos repetidas vezes tentando afastar o sono, me ocorreu um troque que um amigo da medicina na faculdade havia me ensinado para aquilo mas não consegui me lembrar, olhei para o palco. A banda começara a tocar uma nova música e essa eu demorei para reconhecer: “Nearly forgot my broken heart”, Chris Cornell. Eu quase havia esquecido da garota da festa... quase, Beatriz Mendonça; o perfume da garota ainda estava na minha memória e acredito que exista um pouco da fragrância na minha camisa pois eu duvido que tenha uma memória tão boa.
Me lembrei então de ter pedido que ela anotasse o seu número no meu celular, pesquei-o no bolso, procurei na lista de contatos e nada... Nenhuma Beatriz Mendonça, nenhuma Bia... Antes de travar o celular novamente para tentar conter minha frustração eu abri as notas, havia uma nova:
“Achei que nunca fosse pedir ;P olha no teu bolso”
Com a ponta dos dedos eu pesquei um folha de guardanapo no bolso direito, escrita com uma tinta azul, se lia:
Bia
999675543
Eu sorri como uma criança, um formigamento percorreu as costas da minha mão e eu senti o meu rosto esquentar, olhei em volta para ver se alguém havia percebido e rapidamente salvei o número da garota no celular, mandei uma mensagem:
“Achei hehe”
Ela não estava online. Guardei o celular e olhei em volta novamente, meus amigos conversavam alto sobre alguma coisa, segui até eles.
— A música tá muito boa mano, caralho. Eu comentei com o Raul enquanto o rapaz acompanhava o som da bateria com a cabeça.
— Tá animal mano, sem comparações. Ele concordou, tomando um gole de uma garrafa de cerveja que trazia na mão, com certeza ele não a tinha quando eu cheguei.
—Oie!! Eu ouvi atrás de mim acompanhado de um leve beliscão. Me virei para dar de cara com uma garota baixinha, de cabelos castanhos passando dos ombros, os óculos quadrados escondiam um par de belos olhos negros, as sardinhas nas bochechas da garota davam espaço para seus lábios vermelhos abrirem-se num sorriso dócil, eu sorri de volta.
— E ai guria!! Eu abracei a garota rindo. Era a Alice Nogueira, namorada do De Castro, e era como uma irmã para mim.
— E ai, o Enrique falou que você e as meninas tinham chegado. Ela disse sorrindo. “Enrique... esse era o nome do De Castro, anotação mental para me lembrar. ”.
— Chegamos tem uns 20 minutos ora, onde tu tava? Eu perguntei.
— Tava falando com um amigo meu, deu uma merda lá em casa ele queria uns conselhos. Ela explicou enquanto olhava em volta, certamente tentando achar o namorado
— Em casa, como assim ué?
—Em Brasília. Ela riu -Ele é de lá.
— Entendi, e cadê o De Castro? Eu perguntei, a namorada do meu amigo era brasiliense e sempre se referia à cidade natal como “casa”, “anotação mental para me lembrar, o sono realmente ta me pegando. ”.
— Sumiu ué, ele fica bravo toda vez que ouve falar desse amigo meu, devia falar que era minha mãe. Ela revirou os olhos enquanto ficava na ponta dos pés para olhar em volta.
— Eu sei bem como é. Eu ri por dentro, Ana tinha me contado que seu pretendente tinha o mesmo problema comigo... esses caras são loucos.
A música tinha acabado e o palco se escurecera, olhei no celular e ainda eram 23:05, o show não podia estar acabando. Um violão começa a tocar, seguido de uma guitarra, as luzes se acendem revelando Lucas Vaz e Enrique De Castro De pé no palco. Alice soltou um grito contido do meu lado assim que reconheceu a música que se iniciava, logo a pequena se adiantou e se perdeu na multidão para chegar mais perto do namorado. Eu vi seu rosto corado enquanto ela partia, tinha de admitir, De Castro podia não cantar bem mas amava sua garota como eu nunca vi alguém amar outra pessoa. A multidão começou a cantar e nessa hora até o meu coração bateu mais forte, “Um minuto para o fim do mundo ”, CPM22, é simplesmente uma obra de arte.
O show se desenrolou por ainda uma meia hora até que eu me lembrasse de falar com alguém de novo, eu e meus amigos estávamos tão absortos na música que muito provavelmente por aquela meio hora inteira, foi apenas no final apoteótico de “Free Bird“, Lynyrd Skynyrd, que todos conseguimos voltar a respirar normalmente. Eram 23:40 e o show se encaminhava para o fim, Lucas agora cantava músicas mais lentas e nesse exato momento acabara de começar “Where did you sleep last night”, Nirvana.
Eu me virei, algumas pessoas já se adiantavam para a saída a medida que se davam conta do horário. Um bocejo subiu novamente pela minha garganta, eu realmente estava com sono, a festa mais cedo havia minado boa parte da minha energia. Procurei a Ana no meio das pessoas, me despedi do De Morais e da namorada ao encontra-los a meio caminho da saída, Alice ia abraçado no meu amigo sorrindo para os lados... parece que ela tenha gostou da surpresa.
Avistei a Ana e a Carol a alguns passos de mim conversando com o Alexandre Godoy, fui até eles.
— E ai meu povo, tão querendo ir embora já? Eu perguntei.
— Vou ficar pra trocar uma ideia com o Lucas mais tarde. Respondeu a Carol, olhando de esguelha para o garoto do lado.
— Pois é, eu tenho que falar com ele também. Continuou o Godoy, olhando distraído para o palco e depois voltando sua atenção para nós – Vocês vão ficar?
— Tô com sono já, mano, e tenho que levar a Ana em casa. Eu expliquei, olhando para a loira.
— Tô morrendo de sono cara, serio, acho que não aguento até meia noite não. Ela disse, olhando para a amiga.
— Por que ué? Devem faltar uns 20 minutos só. A morena argumentou.
— Tô cansada meu, vou esperar a próxima e a gente vai, tudo bem pra ti? Ela me perguntou, chamando minha atenção que novamente se desviara para o palco.
— Vamos esperar duas músicas e a gente vai. Eu combinei, acompanhando a letra da música que tocava. Ana bufou em descontentamento.
—Duas músicas mano? Vai demorar ainda.
—Relaxa, tu vai gostar. Eu sorri, havia acabado de me lembrar qual seria a última música.
Eu tinha razão, é claro. A School’s Out tocou “The Man who sold the world”, Nirvana, logo em seguida e então, para a alegria da nação, finalizou com a minha favorita: “Black”, Pearl Jam. Cantei à plenos pulmões, confesso, mas não pude evitar... aquela música sempre me causa arrepios, é uma obra prima. enquanto a música acabava eu e a minha amiga nos despedimos de todos e nos adiantamos para a saída. Lucas começara a cantar “Behind Blue Eyes”, The Who, e eu ia acompanhando a letra enquanto a loira ligava para um taxi.
Aquela tinha sido uma noite sensacional e, apesar do meu encontro desafortunado com o Frazão algumas horas atrás, me senti satisfeito por não ter ficado em casa. Ana encostou a cabeça no meu ombro assim que desligou o telefone, a loira realmente estava cansada. Nos encostamos na parede e esperamos o taxi chegar escutando a música que vinha de longe dentro do parque, o carro estacionou, nós entramos, Ana murmurou o endereço para o motorista e o carro partiu.
Fomos andando pelas ruas já vazias da cidade enquanto minha mente divagava, passei o braço pelos ombros da loira de forma que ela conseguisse dormir um pouco antes que chegássemos em casa. Ela estava quieta e eu imaginei que fosse o sono, mas... ela estava meio abatida, teria que conversar direito com ela depois, “anotação mental para me lembrar”. Ainda bem que Ana morava perto do parque, paramos na porta do prédio da garota e eu pedi que o taxista esperasse enquanto eu saia para me despedir.
— Boa noite Rod, brigada por me trazer. Ela murmurou me abraçando quando chegamos ao topo da escada do prédio.
— Por nada, tu não tinhas uma surpresa pra mim mais cedo? Eu lembrei, sorrindo para a menina.
— Tinha, é verdade. Ela sorriu aquele riso lindo, os olhos claros brilharam na luz do prédio. Ela colocou a mão no bolso e puxou um anel de prata com ramos talhados, meu rosto se enrubesceu e eu sorri, a garota sorriu e continuou. – Achei.
— Eu não acredito. Eu disse sorrindo um sorriso maior ainda, tomei o anel na mão e abracei a loira, beijando-a na testa.
— Tava naquela bolsa que eu não usava mais, tu deve ter deixado lá em alguma festa, eu achei na viagem. Ela explicou, sorrindo.
— Brigado, meu anjo, de verdade. Eu agradeci, beijando a mão da garota.
—Por nada bebê, boa noite. Ela sorriu e abriu a porta do prédio.
— Boa noite. Eu sorri, acenando em despedida, e ela desapareceu atrás do vidro negro.
Voltei para o taxi com o anel nas mãos e informei ao motorista o meu endereço, eu achava que tinha perdido aquela joia meses atrás e era um dos meus maiores arrependimentos. Aquele anel fora passado para mim do meu avô e estava na minha família à gerações incontáveis, era um anel grosso de prata entalhada com ramos por toda a circunferência e por dentro estavam gravadas as iniciais da minha linhagem, Noyer Chevallier. Aquela era uma relíquia que me enchia de orgulho.
Depois de alguns minutos paramos na porta do meu prédio na Suzanno Nogueira, nº 202, paguei o motorista e entrei. Jeremias já não estava na portaria e eu subi as escadas apressado, quase sem folego eu finalmente cheguei no meu andar e caçei as chaves no bolso. Porta aberta, entrei, acendi a luz, tranque a porta, tirei o tênis, camisa e fui direto para o meu quarto, passando pelo pacote que chegara no dia anterior e que eu havia esquecido de abrir... “anotação mental para me lembrar”.
Apaguei a luz, deitei na cama. A sono pesava minhas pálpebras como chumbo e eu não vi mas, enquanto adormecia, meu celular abandonado em cima da mesa brilhava com uma mensagem recém recebida:
Bia Mendonça
“Tava achando que tinha esquecido de mim ^^”.
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