Notas iniciais
Yoo!
Quem diria, hein? Eu, Kuro, investindo no Yaoi?
Na verdade, só é Yaoi porque Larissa ainda é Lass por dentro, e no final, vai ter LEMON! TADADADAAAAA!
Feliz leitura, suas fujoshis pervas! (#naopossofalarnada)

Hoje era um daqueles dias que se chama de “refrescante”. Uma manhã de primavera em que, se fossemos verificar a grama, a mesma estaria cheia de orvalho. A sombra estava fria, e o sol emanava um calor gostoso.

Arme dormia tranquilamente em sua cama. Desde que havia se tornado Arquimaga, seus cabelos cresceram, indo até o meio das costas, e esses mesmos cabelos agora, encontravam-se espalhados pelo travesseiro branco.

Porém, o sono de nossa maga foi interrompido quando, inconscientemente ela rolou para fora da cama, acabando por cair de rosto no chão. Ela choramingou por um curto período de tempo, tratando logo de se levantar. Ela trajava um pijama de inverno lilás.

Observou o seu quarto. Ele era quadrado, perfeitamente quadrado. A cama de Arme estava no meio de uma das paredes, encima de um altar baixo, e o resto da parede era ocupado por uma grande janela, que dava para os fundos da base, onde havia uma grande floresta.

A parede esquerda era ocupada por compridas prateleiras, onde havia vários frascos de vidro com várias poções mágicas diferentes, duas estantes cheias de livros grossos sobre magia, e entre eles, uma escrivaninha, onde havia papéis diversos sobre receitas de poções e notas sobre seus resultados. Havia também, sobre a escrivaninha, um pequeno recipiente com tinta e uma pena branca.

A parede direita era ocupada por um grande guarda-roupa, obviamente guardando todas as roupas e pacotes visuais de Arme, e um grande baú, onde encontravam-se todos os tipos de acessórios, inclusive as Facas, a Máscara, as Asas e todos os acessórios da Dama das Tormentas. Ao lado do baú, uma caixa onde encontravam-se todas as Cartas Monstro que Arme conseguiu, organizadas pela parte do corpo em que poderiam ser utilizadas.

A última parede continha uma divisória de vidro que dava para o banheiro da suíte, e a porta que levava para o resto da base. As paredes do quarto eram lilases e o piso era de madeira.

A roxinha realizou sua higiene matinal, vestiu uma regata branca simples, um short jeans e uma sandália rasteirinha bege, e seguiu para o refeitório da base, onde alguns membros já estavam.

Ryan, como amante da natureza que era, havia acordado com o cantar do galo; Zero era forçado por Grandark a acordar e treinar antes do nascer do sol; Sieghart era Imortal, logo, não precisava dormir, então passou a noite inteira azucrinando Elesis, a líder da Caçada, que agora corria atrás dele para batê-lo; Dio havia sido acordado cedo por Mary Bastião, a cadela infernal de Rey, mordendo o seu braço; e Lupus, que tinha o horário biológico do submundo.

Arme sentou-se na mesa do refeitório, esperando pacientemente por Mary Jane, a mascote empregada que ajudava nas tarefas domésticas da base. Assim que Mary Jane chegou, preparou waffles com cobertura de mel e algumas frutas.

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Ryan foi o primeiro a atacar, sendo seguido calmamente pelos outros. Lupus apenas pegou uma maçã e se retirou, alegando que odiava mel. Após o café da manhã, Arme regressou ao seu quarto e foi logo abordada por suas mascotes, Sacerdote Negro Jr. e Cazeaje Jr.

–Onde a Mestra Arme estava?

–A melhor mascote do universo quer um cristal! – Cazeaje Jr. lambeu a pata.

Arme riu, e pegou um pouco de Gemas, Cristais e Ração, colocou em duas vasilhas e deu para os seus pets comerem.

Enquanto observava seus pets comerem, Arme teve uma ideia um tanto quanto... Bizarra. Uma máquina que invertesse a personalidade e os gostos das pessoas. Assim, Lupus gostaria de comer mel, não é?

Assim, Arme deixou seus pets se alimentando e seguiu para o quarto de Mari, afinal, quem melhor do que a La Geas para montar uma máquina?

O quarto de Mari tinha as paredes azul-céu bem claras, e piso de madeira também. Todos os quartos da base eram quadrados, e o quarto de Mari era praticamente igual ao de Arme, porém, as coisas roxas eram azul claras e em vez de poções, receitas e notas de resultados, eram peças mecânicas, plantas robóticas e protocolos de funcionamento.

–Ahn... Mari-chan...? – Arme perguntou, receosa. Mari parecia não estar em seu quarto.

–Arme Glenstid. O que deseja? – Mari respondeu, atrás de Arme, causando um susto na mesma. Assim que se recuperou do susto, Arme pôde ver que Mari segurava um livro sobre engenharia mágica, ou seja, estava na biblioteca.

–Eu queria sua ajuda para uma máquina...

–E qual seria sua função?

–Inverter personalidades e gostos. – A Tecnomaga pareceu refletir um pouco. Uma máquina com essa função operando na Grand Chase poderia, no pior dos casos, até causar a extinção do grupo! Como por exemplo, Elesis, se esta se tornasse uma tsundere, ela teria medo de lutar com uma espada na mão, causando o enfraquecimento do grupo. – M-mas não usarei de qualquer maneira, eu prometo!

–Se promete verdadeiramente, ajudar-te-ei. Agora, preciso ajustar a velocidade de processamento dos meus DK-MARK’s. Com licença. – Disse, seguindo para dentro de seu quarto.

A maga sorriu, seu objetivo havia sido conquistado. Pensando no que fazer depois disso, foi para o seu quarto, e viu Lass passando pelo corredor, ao seu lado. Pobre Lass, já havia sido marcado como cobaia.

“O jeito do Lass, é sempre tão frio com todo mundo... Se eu invertesse isso, como ficaria...?”

Algumas semanas depois, a máquina finalmente havia ficado pronta.

–PORQUE DIABOS EU ESTOU AQUI? – Lass gritou furioso, já havia visto experimentos mecânicos de Arme, e eles sempre deram errado, ou por sempre explodirem em menos de quinze minutos, ou por nunca ligarem.

–Fique tranquilo, Lass, foi a Mari-chan quem fez a máquina, não eu. – A roxinha o tranquilizou. Sendo Mari quem fez a máquina, o albino poderia ficar mais tranquilo, porém, ainda não totalmente relaxado, pois ainda não sabia a função da máquina.

Arme o guiou para dentro da cápsula da máquina, fechando a porta. A máquina consistia apenas em uma cápsula com uma porta azul e um módulo á esquerda deste com uma alavanca.

Mari acionou a alavanca. Um brilho cegou as duas, então a porta da cabine se abre e uma fumaça branca escapa, e Lass sai de lá de dentro.

–Tem certeza que foi a Mari quem fez essa... Droga de... Máquina... – Lass foi perdendo a fala aos poucos. A sua expressão foi trocada de raivosa para pavorosa, e abaixou, cobrindo a cabeça com as duas mãos e tremendo. – N-não olhe...!

–Escopofobia*? Vamos ver mais quais inversos você tem. – E arrastou Lass para dentro da máquina novamente, e Mari acionou de novo a alavanca. Outra vez, um brilho cegou as duas, e a porta se abriu, revelando um garotinho de pouco mais que cinco anos. Ele era realmente idêntico a Lass, não mudara nem um pouco. O que havia de diferente?

Lass não era totalmente humano, e quando ele tinha seus cinco anos, isso era evidenciado por placas marrons nas bochechas e em partes do pescoço e da testa. Porém, o que havia acabado de sair da máquina não tinha essas placas, mostrando que era filho de humanos.

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–Nee-chan, quem é você? – perguntou o garoto, sorridente.

Arme abriu a boca para responder, porém Mari a interrompeu.

–Se você disser quem somos, o passado, o presente e o futuro estão comprometidos. Esse Lass ainda não nos conhece, talvez lá nós nem existamos.

–Tem razão... Sinto muito, Chibi-kun, mas você não pode saber quem sou eu.

Arme usou a máquina em Lass dezenas de vezes naquele dia, e Lass tinha inversos desde um ser completamente envolto nas sombras até o mais puro dos seres.

–Arme, acho que você está sobrecarregando a máquina, e---

A fala da azulada foi interrompida por uma explosão provinda da máquina, que ficou em frangalhos. Alguns segundos depois, podia se ouvir uma tosse fraca.

–Lass! – Arme usou um pouco de força para abrir a porta da cápsula, o que não foi tão fácil, já que estava tudo amassado. – Mas o que...

Notas finais
*Escopofobia: Medo de que os outros olhem para você diretamente.