Máfia
1 Capítulo único – Vício
Notas iniciais

Os únicos sons do corredor estreito eram de seus saltos. Ada tinha seus cabelos curtos em seu rosto, mas isso não a incomodava. Ela parou na frente do quarto 301 e arrumou seu vestido preto, que estava mais apertado que de costume. Antes que ela tocasse a campainha, sentiu seu corpo ser puxado para dentro do quarto e sendo prensado na parede.
- Por que você sumiu na última vez? – ela sentia o nariz gelado dele em seu pescoço. Ele queria sentir aquele doce cheiro, não sabia quando seria a última vez que faria isso. Ela não respondeu, apenas curtiu a sensação que ele lhe proporcionava. O calor, a segurança. Ela odiava admitir que se sentia segura nos braços dele. – Por que você sempre some? – Ele parecia querer uma resposta, mas ela não respondeu-lhe. Ela pegou o queixo dele e selou os lábios, num beijo rápido e voraz, como se o próximo segundo dependesse disso. Mas na verdade dependia. Ele pegou-a no colo e ela entrelaçou suas pernas na cintura dele, sentindo a ereção do rapaz. Ela arranhava o pescoço dele, fazendo-o grunhir durante o beijo. A ereção dele arrancava gemidos dela. Ele conduziu-os para cama, colocando-a delicadamente sobre a cama. Ele separou o beijo. Ambos precisavam de ar. Ele olhava-a com um olhar de desejo. Ela também. Ele tirou o vestido dela, tirando com dificuldade a parte de cima, os seios dela dificultaram a retirada do vestido, mas quando ele tirou, ela soltou um gemido.
Ele ainda olhava ela, como se quisesse guardar a imagem dela em sua mente, ele não sabia quanto tempo até ela aparecer novamente. Ela fez o mesmo, ela guardava a imagem do rosto dele a fitando, mas ela precisava dele, assim como ele precisava dela. Ela puxou-o para ela, selando os lábios deles. Ela tirou a camisa dele com urgência, ela afastou ele um pouco, para memorizar o corpo dele. Ele fez o mesmo, gravar a imagem dela olhando-o. Seus olhos se encontraram, ambos iriam guardar aquele momento. Ela tirou a calça dele, com uma certa dificuldade e ele tirou o sutiã dela. Os seios dela se soltaram, fazendo-a soltar um gemido e virar o rosto. Por mais que já tivessem feito isso milhares de vezes, ela ainda tinha vergonha disso. Ele tocou-lhe nos seios, fazendo-a arfar. Ele não agüentou mais e abocanhou o seio esquerdo, enquanto acariciava o direito, ela soltou um gemido. Ele era o único que lhe proporcionava esse prazer. Ela puxava o cabelo dele levemente. Ele então soltou o seio esquerdo dela e abocanhou o direito, invertendo a situação. Ela gemeu o nome dele, fazendo-o ficar mais excitado. Ela puxou-o para cima, selando a boca deles. Ela retirou a boxer dele, revelando a ereção dele. Ele foi até a arquibancada e colocou uma camisinha. Com uma mão retirando a calcinha de Ada, outra acariciava o rosto delicado dela. Ela não podia aceitar que o amava, mas mesmo que aceitasse, não iria deixá-lo saber. Depois colocou as mãos ao lado da cabeça dela.
- Eu te amo, Ada – e penetrou-a, fazendo ela gemer alto. Ela deu um sorriso, ele também a amava, era isso que ela queria: ser amada também. Enquanto ela arranhava as costas dele, enquanto ele deixava um chupão no lado esquerdo do pescoço dela. Ele aumentou o ritmo das estocadas. Eles sentiam que iam chegar ao clímax, como sempre: juntos. Eles chegaram ao clímax juntos. Ele saiu de dentro dela e se jogou na cama. Ela se sentou e colocou sua calcinha, que fora perdida em algum momento que ela não se lembrava onde fora parar. Assim que achou-a, ela a colocou. Depois, pegou o sutiã e o colocou, com uma certa facilidade. Leon jogou a camisinha num saquinho perto da cama e vestiu sua boxer, ainda se perguntando o porquê dela ir. Ela colocou o vestido e começou a procurar os saltos.
- Você viu meu salto esquerdo? – ela perguntou, enquanto calçava o direito.
- Deve estar debaixo da minha blusa... – ela sorriu e pegou o salto. Ela caminhava em direção a porta, com a cabeça baixa e com o coração partido. Ela queria voltar e dizer o quanto o amava, mas ela não podia. – Por que você vai embora? – a voz dele parecia triste, ela virou o rosto, encontrando ele com os braços na coxa e de cabeça baixa. Ela queria correr e se soltar nos braços dele, mas ela não podia. Ela não podia amar ele. Ele engoliu um seco e saiu do apartamento, voltando para sua vida normal. Deixando Leon para trás, Ada desceu as escadas e andou alguns metros, até achar seu carro estacionado numa cafeteria. Ela entrou no carro e encontrou Simons encostado no volante.
- Como sua mãe estava? – Simons sorriu e deu um selinho na Ada, fazendo a garota corar, tímida.
- Ela ficou melhor... – Ada se virou para janela. Encontrar-se com Leon era perigoso, ambos sabiam, mas a vontade de se ver era maior.
- Por que demorou tanto? – Ada deu um sorriso de lado, já tinha se acostumado com as perguntas de Simons, por isso nem se importava mais.
- Minha mãe pediu pra eu ajudar ela a arrumar algumas coisas... coisas de família, sabe? – Simons sorriu pra Ada e deu partida no carro, voltando para casa. Ada decidiu puxar assunto, aquilo poderia dar uma acalmada em Simons, ele parecia nervoso. Afinal, quem não ficaria nervoso? Ada decidiu falar da banda, talvez isso fosse algo que deixasse Simons feliz e fizesse Ada menos culpada, se bem que isso não adiantaria, mas fizesse a consciência dela um pouco mais limpa, quem sabe. – E a banda, Simons? – ela perguntou, se arrumando no banco. Ela se sentia desconfortável: pela resposta e por o que acabara de fazer. Por mais que ela amasse Leon, ela não queria admitir, muito menos para Simons, que com certeza seria capaz de matar alguém por ela.
- Anda tudo o.k! Todo mundo ficou feliz por nosso álbum ser o mais vendido, menos o Leon... anda tão triste, você sabe o motivo? – talvez a razão que causasse a infelicidade de Leon, fosse a mesma que a dela.
- Não sei. Vou tirar uma soneca, boa noite, Simons – ela virou o corpo pra janela e fechou os olhos. Talvez o pesadelo fosse menor, mas isso com certeza não iria diminuir o fardo.
Notas finais
Madrugada ferrando pessoas~
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