Notas iniciais
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Dois meses. Dois longo meses haviam se passado. Eu estava trancada na enorme casa da rua Philgert. Não comia. Phillipi tentava me tirar dali, mas eu não queria. Estava fraca, mas não ia comer. Preferia a morte do que acabar com a vida das pessoas que eu amo que, naquele exato momento, não eram muitas.

Jenny sabia do risco que corria, mas não se preocupava em me evitar, eisso me frustrava cada vez mais. Phillipi me pressionando também não ajudava em nada. Eu estava cansada. Cansada de lutar.

As pistas que os investigadores dos assassinatos encontraram estavam cada vez mais claras. Logo, eles saberiam quem matou toda aquela gente. Phillipi dizia que nada ia acontecer, mas eu sentia.

Lembro-me que era uma manhã de domingo, chuvosa, nebulosa. A cidade estava um caos.

A campainha toca. Abri a porta, e não lembro de mais nada a partir daí.

Acordei numa sala, completamente branca. Eu estava sentada numa cadeira, com uma camisa de força. O quê?

- Marie Munni? — Uma voz masculina me chamou.

- Onde eu estou? — Sussurrei. Olhei em volta, e pude pelo menos cinco pessoas ali, ao meu lado. — Quem são vocês? — Eu tentava me soltar, inutilmente, é claro.

- Marie, você está sendo acusada de vários crimes de assassinato. Irá confessar, ou tonar as coisas mais dificeis?- Um homem, que aparentava ter uns 35 anos, me perguntou.

- Assassinatos? Como assim? Eu não sei de nada sobre esses assassinatos. — Eu dizia, nervosa.

- Fizemos alguns exames em você, e foi comprovado que você sofre de uma doença mental, que te dá uns ataques súbitos vez ou outra. Ou você confessa os crimes, ou teremos que sedar você e mandá-la direto para o manicomio. — Ele dizia.

- Como assim, doença mental? Isso étudo culpa do Phillipi! Ele me transformou no que sou, ele que destruiu minha vida, ele que é o culpado! — Eu praticamente berrava.

- Phillipi? Phillipi Gitter? — Ele perguntou, assustado.

- Exatamente. Phillipi Gitter. — Eu disse.

- Desculpe, mas Phillipi Gitter está morto há uns oitenta anos. — Ele disse.

- O-o-o q-q-quê? — Eu perguntei, e uma lágrima desceu pelo meus rosto.

- Não sei o que você pretende com isso, mas já está mais do que comprovado que você assassinou 150 pessoas, entre elas, vários políticos e oficiais de justiça, além dos seus próprios pais.

- Não, isso não é verdade! — Senti um liquido ser injetado em meu pescoço. Apaguei.

x-x

Faz um tempo que estou aqui. Vivo num quarto branco, trancada, tomando vários remédios. Jenny vem me visitar todo dia. Ela quem mandou eu escrever esse diário. Jenny disse que eu vou ficar bem. Ela acredita em mim, na minha verdade. Disse pra eu tentar ficar boa logo, para voltar pra casa. Perguntei pra ela sobre Phillipi, mas ela não sabe dizer para onde ele foi.

- Bom, tenho que ir. — Ela disse.

- Vá, amiga. — Eu disse.

- Volto amanhã, hein! É dia do seu aniversário! — Ela disse.

- É? Quer dizer, é claro que é! Te espero... amanhã! — Eu disse.

Jenny beijou minha testa e saiu do quarto, me deixando sozinha ali, cheia de dúvidas.

x-x

(N/A: Coloquem a música!)

Marie dormia tranquilamente. Estava exausta, depois de um dia cheio de exames.

Um barulho a acordou subitamente. Ora, quem poderia ser aquela hora da madrugada? Não deveria ser nenhum médico. Marie se levanta, e olha em volta. Nada vê, apenas um breu no quarto inteiro. Procurou o interruptor, e acendeu a luz.

- Olá, Marie. — Uma voz conhecida. Marie sabia quem era, saberia que, se virasse, o encontraria ali.

Marie se virou.

- Acabou? — Geovanna perguntava.

- Sim, não houve mais registros de outros diários. — Respondi.

- Isso é loucura, Phillipi! — Ela protestava. Odiava ter que fazer cenas.

- Se é loucura ou não, isso não importa, são só documentos antigos. — Eu disse.

- Bom, tenho que ir, já estou atrasada. — Ela disse. — Até mais, professor!

- Até mais, Geovanna! — Respondi.

Odiava essa carreira estúpida de professor. Mas era meu disfarce, sempre foi. Depois da louca da Marie destruir toda a cidade e me proporcionar toda a alegria da vingança, não pude deixar de agradece-la, pessoalmente, é claro. Toda aquela maldita cidade pagou por terem destruido a minha única chance de vida normal. Quando eu decido ter uma vida feliz, longe das desgraças do submundo, sempre vem alguém e corta o meu barato. Claro que eu matei Marie, depois de agradecer. Ela me foi muito útil, mas já era hora dela vazar.

Pelo menos, essas pessoas aprenderam a lição.

Nunca mexer com Lúcifer.

Notas finais
Ah, obrigada a todos que acompanharam a fic. Cara, sei que tenho muuuuuuuitos erros, mas é muito gratificante para mim, uma novata aqui no Nyah, receber tantos elogios de vocês. Se esse final ficou muito confuso, sintam-se à vontade para opinar, perguntar e, se quiserem, falar sobre um final diferente. Ah, podem me dar dicas para me aprimorar cada vez mais, eu aceito viu? UYGTUY Muito obrigada a todos os meus leitores, sem vocês essa fic não ia ser nada. Desculpem se esse não foi o final que vocês esperavam e tal, e se gostaram também, obrigada! Adorei escrever essa fic, e estou partindo para outra: http://fanfiction.nyah.com.br/viewstory.php?sid=79563
Um grande beijo para todos vocês, muito obrigada, de novo, de novo, de novo e de novo!

Bruna Soave