Lírios
14 Capítulo 14
Acordei sendo chacoalhada por Youta, com o sol batendo em minhas costas, me aquecendo.
— Riiin... Riiin... Hora de acordar. — Uhum... — Sequer abri os olhos. — Se não levantar agora eu ou te beijar — Ele deu uma pausa — Pensando bem, não levante. O garoto me virou de frente para ele e, em cima de mim, me beijou. Perdi o sono na hora e, assim que abri meus olhos, ele se afastou, dando-me bom dia com um sorriso meigo, então esticou a mão, ajudando-me a levantar. — Obrigada — Eu estava me acostumando com os beijos. — Disponha — Ele arrumou meu cabelo. Youta me trouxe água num copo improvisado, feito de bambu, e alguns pêssegos recém colhidos. O convidei para comer comigo, mas ele disse que já havia comido. Terminei meu desejum e sai da caverna, me espreguiçando. — Aonde você vai? — Youta veio atrás de mim. — Procurar o senhor Sesshoumaru — Respondi com um grande sorriso no rosto. — Quem? — Ele parecia confuso. Suspirei, Youta não iria me deixar procura-lo sozinha, então comecei a contar toda a minha história, desde o dia que eu encontrei o youkai, até o dia que eu cheguei no vilarejo. O garoto teve as mesmas reações do monge, fazendo comentários nas minhas pausas, mas tomando cuidado para não me ofender. — Então, é por isso que não me aceita em casamento? O problema não sou eu? — É por isso. Não é você, nunca foi. — E o que você sente por esse youkai? — Eu não sei bem ao certo, mas... Acho que o amo. O silêncio dominou a atmosfera e permanecemos assim por um longo tempo — ao menos parecia que Youta havia entendido porque eu não gostava dele de um jeito especial. O sol estava se pondo, exibindo a mistura fantástica de tons no céu. — Rin? — Youta estava sério. — Sim? — Eu não conseguia tirar os olhos do horizonte. — Tem uma aranha no seu cabelo. Foi involuntário e, de certo modo, engraçado: eu comecei a correr desesperada, gritando \"Sai! Sai!\", com o garoto vindo atrás de mim, \"Espera, Rin!\", para me ajudar. Youta me alcançou, rindo, e tirou o inseto que estava embolado nos meus fios negros. — Obrigada. — Você é uma boba, Rin — Ele acariciou meu rosto, ainda rindo, e me roubou um beijo — Mas é a boba que eu amo.
Notas finais
Não odeiem o You-chan i.i/
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