Léo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem da fic, ela é meio curta, sei lá.
Boa leitura ^^
Eu estava bem, sabe, estudando muito no último ano do ensino médio, tentando esquecer meu último namorado e pondo a culpa nos Estados Unidos como sempre, já que ele terminou comigo por causa de uma americana. Mas então você veio.
Do meu lado, ouvi uma respiração, e você perguntou o que eu estava desenhando no meu caderno. Te respondi que eram árvores, esperando que você saísse de perto de mim, já que tinha te achado bonito com seus cabelos loiros e os olhos castanhos meio acinzentados tão estranhos, como se estivesse vendo através do simples galho de árvore em uma lago que eu estava desenhando.
Você pegou a caneta da minha mão e começou a desenhar grama e detalhes que eu nem me importaria de colocar. "O desenho agora está perfeito", você disse quando terminou, indo se sentar em alguma cadeira bem longe de mim, já que todas ao meu redor estavam cheias. Não que eu quisesse que você se sentasse perto de mim, eu só... Achei você interessante.
Já que conseguiu mudar a monotonia daquele dia com os detalhes que adicionou em minha visão.
Quando o professor fez a chamada, eu aprendi seu nome, Leonardo Pestana, não que eu quisesse ter gravado, ele só ficou na minha mente porque toco violão, e seu nome realmente me deixou curioso. Mais tarde que eu saberia que você gostava tanto de música quanto eu, mas odiava o sobrenome.
No intervalo, quando eu ia "estudar" (lê-se: desenhar novamente), você veio e perguntou porque eu não falava com ninguém em sua voz tão macia. Seus lábios pareciam ser de veludo, e seus olhos me atraiam com tamanha intensidade que é difícil resistir a você. Na noite de hoje, você disse que era seu próprio pecado atrair pessoas com sua tamanha cara de pau, mas eu nem ligava, apenas ficava pensando nas vezes me enganou com esses olhos, dizendo que me amava, e essas mentiras realmente me convenciam, querido.
Você me salvou dias depois, quando nos beijamos pela primeira vez? Ou quando me pediu em namoro?
Nunca saberei, pois seu jeito desatento me atrai tanto que nem suas confissões podem fazer meu destino mudar. É trágico, eu sei, mas o que se pode fazer, Léo?
Em meu apartamento, dois meses depois disso, eu acordava com um beijo seu. Eu tentava fazer você ficar mais alguns segundos comigo, mas você já ia andando para casa pegar suas coisas e ir para a escola. Você me deixava bem ali, na cama, e seguia seu caminho de sempre, sempre chegando na mesma hora no seu lugar naquela sala cheia de pessoas.
Eu não me importo, de verdade.
Tenho mais o que fazer do que ficar esperando quase o dia todo para você voltar para mim, tenho que estudar, e desenhar, e ir para minhas atividades fora da escola, não se esqueça... Eu só esperava que quando eu ia na sua casa você me esperasse ansioso também.
Novamente você me enganava, e nessa noite eu vou dizer isso á você, mas nunca consigo, porque com esse seu olhar voltado para as estrelas, como se fosse inocente, sempre me impede. No entanto, vou dizê-lo agora.
"Isso me mata por dentro, Léo.", penso nas frases, sabendo que você vai continuar a com seu olhar vagueando pelo céu, sorrindo como se partilhasse alguma graça com a lua e não quisesse me contar. "Ah, isso consome inteiramente meu tempo, esperar chamar sua atenção para que eu possa falar alguma coisa". É assim que eu me sinto nesse exato momento, fazem poucos minutos que estamos aqui, e nem boa noite você me deu.
"Você me deixa cego, e agora mesmo que penso que estou com toda a razão para dizer isso a você...", você me olha com esses seu lindos olhos castanho-acinzentados, e não consigo mais pensar. Deixo tudo de lado e desabafo para você, apenas você, mesmo que a lua possa rir de mim junto com você logo depois, eu digo:
- Léo sorri como se Léo não se importasse, sempre vivendo nesse mundo tão desligado, desatento... Léo por acaso sabe que meu destino aparenta estar com ele?
Eu fecho os olhos, e visualizo você sorrindo.
E como estou certo, Léo.
Léo.
Oh, Léo.
Porque você sorri assim, me convidando a sorrir também?
- Diego fala de Léo, mas Diego sabe que Léo tem seus próprios motivos para sorrir?
Você fala sorrindo junto com as estrelas e o Sol subindo por trás de seus cabelos.
Realmente parece um anjo de tão belo, mesmo quando me beija novamente me convidando para sorrir de suas piadas internas com a Lua.
Léo...
"Você está me salvando?"
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