Notas iniciais
Non joguem cometas na minha cabeça por não ter respondido os reviews ainda, eu juro que vou -se esconde-.
Bem XDD aqui estamos nós de novo, todos os reviews me deixam realmente feliz, é bom saber que estão gostando *-*
Eu achei esse cap bem fofinho, sei lá, eles são tão adoráveis não é?
Boa Leitura.

Então quando você sente a mudança

Nada parece ser igual

Todos os seus sonhos são estranhos

O amor está chegando

Van Halen – Love Walks In

Os dois sustentaram aquele olhar que os fez corar por um bom tempo antes de voltarem a si. Kouyou fitou rapidamente o desenho de seu chefe antes de focar novamente no tal pintor.

- Er... Você é o pintor Shiroyama Yuu? – A voz de Kouyou saiu mais calma e tranqüila do que ele imaginou, lhe causando certo espanto.

- Sim, sou eu. – A mesma coisa pareceu acontecer com Yuu, como o mesmo pôde sentir.

- Sei que está cedo ainda e você deve estar ocupado com seu café, mas é que uma pessoa me pediu um favor e como não sei se você poderá fazer queria te mostrar rapidamente.

- Tudo bem, pode se sentar.

Yuu sorriu fechado e Kouyou retribuiu, sentando-se. Pegou a pasta em suas mãos e retirou o desenho, entregando para Yuu. O pintor pegou a folha e deu um outro gole em seu copo com café antes de focar a folha em si.

- Eu pensei que era um desenho. – Disse, erguendo uma das sobrancelhas.

- Meu chefe apenas me pediu que te procurasse e lhe entregasse isso. – Disse o arquiteto, dando de ombros.

- Entendo. Bem, você não parece ser daqui da cidade, não é verdade?

- E não sou. – Kouyou sorriu levando o outro a fazer o mesmo – Eu vivo e trabalho em Tóquio. Sou arquiteto e logo decorador, mas estou de férias e vim aqui pra sua cidade passar meus trinta dias descansando numa das cabanas que tem por aqui.

- Entendo. Foi uma boa escolha.

- Tenho que certeza que sim.

Os dois sorriram ao outro uma última vez antes de Yuu focar novamente o papel em suas mãos. Havia algumas informações como tamanho da tela ao lado da foto e ele fitou minuciosamente tudo em silêncio antes de voltar a atenção para o tal arquiteto.

- Bem, é um trabalho realmente detalhista, então eu provavelmente vou usar todos os trinta dias para fazer, mas pode lhe avisar que dá sim.

- Ah, eu agradeço, Shiroyama-san. Vou te deixar um cartão meu e outro do meu chefe para o senhor pode entrar em contato com ele sobre pagamentos e o que mais precisar.

Yuu assentiu e Kouyou tirou dois cartões da camisa social que usava por baixo do terno. Fitou os dois para ter certeza que eram diferentes e os entregou para Yuu, desta vez seus dedos se tocando e lhes fazendo sentir o rosto esquentar novamente.

- Takashima Kouyou. Que nome bonito.
- Obrigado. – Kouyou sorriu e virou o rosto, envergonhado. Yuu deu uma risada baixa e fitou os dois cartões antes de colocar em cima da mesa junto com a foto e a pasta.

- Bem, assim que eu entrar em contato com o seu chefe eu te aviso o que foi decidido. É você que vai levar o quadro para ele?

- Sim, infelizmente.

- Infelizmente?

- É meu chefe é o tipo de pessoa que ninguém deseja trabalhar sabe? Apesar de ser um favor simples ele faz parecer uma obrigação.

- Isso deve ser realmente irritante. – Yuu terminou de tomar café e chamou uma das atendentes para trazer a conta.

- Sim, é realmente irritante. Sorte sua que é seu próprio chefe e mora nesse paraíso.

- Aqui tem uma pequena empresa de arquitetura e parece que eles estão precisando de pessoas. Não é de seu interesse?

- Não seria uma má idéia, hum?

Yuu deu de ombros e sorriu.

- Mas, — Kouyou continuou – eu prefiro me instalar primeiro e trocar essa roupa irritante e depois eu penso nesse comentário. – Ele sorriu – Seria a melhor coisa da minha vida morar num lugar assim.

Yuu sorriu e ia respondendo quando a atendente lhe trouxe a conta.

- Bem, vamos então?

Kouyou assentiu e se levantou. Era alguns centímetros mais alto que Yuu e o fitou da entrada da padaria enquanto ele pagava a conta. Alguma coisa os havia ligado, definitivamente.

- Bem, Shiroyama-san, eu te vejo por aí então.

- Então, até por aí.

Os dois deram um sorriso tímido e apertaram as mãos, soltando-as lentamente, mantendo o máximo de contato que pudessem. Não se olharam nos olhos novamente, mas sabiam que estavam corados. Tentaram não manter contato e Kouyou adentrou seu carro, colocando novamente o óculos. Deu partida no carro e saiu do estacionamento da padaria pegando uma pequena estrada que dava para a área das cabanas.

Enquanto isso Yuu o fitava distanciar-se. Deu novamente um sorriso e fitou o cartão com seu nome antes de sair da padaria, rumando calmamente para sua casa.

xXx

Kouyou havia chegado à cabana que ficaria hospedado a cerca de meia hora. Esta ficava realmente na margem de um lago e a distância entre as outras era grande, dando um ar silencioso para o local. Claro que não era um lugar grande, mas havia uma pequena garagem onde o arquiteto colocou seu carro.

Já dentro da cabana, havia uma pequena sala na parte de baixo que era junto com uma cozinha. Uma escada de dez degraus erguia-se num dos cantos e dava acesso para um quarto e um banheiro. Tudo era em tons de marrom e outros tons pastéis e Kouyou começou arrumando as coisas pela parte de cima. Colocou as duas malas no pequeno quarto, que continha apenas um guarda-roupa e a cama, fora uma pequena cômoda.

Depois foi para a cozinha, e como constatou, havia talheres e outros acessórios para cozinhar, assim como ele viu no anúncio. Claro que não havia comida e o arquiteto decidiu que compraria alguma coisa para cozinhar depois.

O que ele mais queria era tomar um banho e se livrar daquela roupa social, e foi o que fez. Pegou um tênis preto, uma calça jeans também preta e uma camiseta branca, fora outras coisas que sabia que precisaria. Dirigiu-se até o banheiro e tomou um banho relaxante.

O sono começou a tomar conta de seus olhos depois daquele banho, mas Kouyou queria comprar alguma coisa antes de dormir. Tomou então certa coragem e pegou seu carro, dirigindo-se para a cidade. Compraria o necessário para o mês inteiro só para poder aproveitar a natureza a seu redor.

Foi até um dos mercados da cidade que por sorte não estava muito cheio. Fitou tudo com calma e quando chegou à seção dos enlatados levou uma das mãos a uma lata de sopa que costuma tomar, só então notando que uma outra mão decidiu fazer à mesma coisa.