Notas iniciais
Hey, Alison Fosther obrigada pelo seu comentário, peço desculpas a minha demora. Esse capítulo é seu.

Pov Sarah

Sabe como é se sentir indefesa e ter de depender dos outros para se proteger? Isso é simplesmente horrível. Emily dita tudo o que eu faço, Sam não sai de perto de mim e Dean também não me deixa sozinha em hipótese alguma. Sinto-me uma criança sendo cuidada, quando afinal já tenho 22 anos. Nem adolescente eu sou mais. Pra mim já chega.

Olhei para Sam lendo ao meu lado e perguntei:

– Hey, Sammy — Ele me olhou, esperando o meu pedido. Idiota. Mas o idiota que eu precisava. -Me ensina a lutar?

Ele me olhou de um jeito engraçado.

– E para o quê exatamente você precisa aprender isso? — Uniu as sobrancelhas.

– Para me defender, não é óbvio?

–Na verdade não é nada óbvio. Não precisa se preocupar, na verdade. Eu e Dean estamos te protegendo.

– Mas é exatamente por isso! — Exclamei. — Não quero ninguém me protegendo, muito menos arriscando sua vida por minha causa. Emily sabe lutar, por que eu não posso aprender?

Olhei para ele de maneira desafiadora.

– Não é questão de poder. — Ele me olhou, sereno. — É questão de simplesmente não precisar.

– Oh, acredite em mim, eu preciso. Supondo que você e Dean estejam imobilizados e alguns demônios nos cercassem. — Supus.

– Aí Emily te ajudaria ­­- disse parecendo orgulhoso por achar uma resposta.

– Emily também estaria imobilizada.

– Você não mencionou isso. -Seu orgulho ia se derretendo.

– Não importa — balancei a cabeça.

Sam não era burro, mas estava agindo como tal. Claro que na cabeça dele ele já teria suposto a situação, só era orgulhoso demais para admitir. E, vai por mim, isso pode nos prejudicar. E muito.

–Aí os demônios me pegariam e... – enquanto ele me olhava, esperando eu continuar, seus olhos escureceram. Engoli em seco. – Me matariam.

– É – ele abaixou a cabeça. – Talvez você tenha razão.

Pov Emily

Dei mais uma garfada no meu bolo de chocolate e suspirei. Mesmo naquela situação, meu vício em doces e bolos não diminuíra. Nem um pouco.

–Oba, bolo. – Dean exclamou atrás de mim, pegando um garfo de plástico e se juntando a mim.

Mandei-lhe um olhar assassino, dizendo “não toque no meu precioso”.

Ele me olhou divertido antes de pegar uma garfada enorme do meu bolo delicioso. Olhei para ele mortalmente, mas ele nem ligou. Invés disso, riu e pegou mais bolo.

Quer ser meu amigo? Não pegue minha comida.

Como meus olhares não estavam adiantando, resolvi mudar o jogo. Juntei os lábios em um bico e cruzei os braços me afundando na cadeira.

Dessa vez ele parou de atacar o meu pobre bolo e olhou para mim.

–Qual é, é apenas um bolo. – Falou.

– Que você está devorando agora mesmo. – Fiz uma voz manhosa, que eu particularmente achei ridícula. – Com sua enorme boca carnívora.

Dean gargalhou e juntou os lábios em um bico também, só que na cabeça dele aquilo era sexy. E poderia até ser, se ele não estivesse todo lambuzado de chocolate.

–Você não resiste a minha enorme boca carnívora.

Isso me irritou.

Dei-lhe um soco no braço o mais forte que pude, peguei meu bolo e saí correndo.

–Emily! — Dean estava correndo atrás de mim. – Volta aqui.

– Nem morta! – Disse tentando me trancar no banheiro, só que o abestado colocou a merda do pé na porta.

Se você supôs que ele conseguiu entrar e me tomou nos braços me beijando, você está completamente... Errado.

Na verdade, eu meio que forcei a porta e machuquei o pé dele.

–Aí!

Foi nessa hora que eu tive um ataque de risos ouvindo Dean Winchester gritar feito uma garotinha.

–Que saco Emily, você só faz merda, que cace... – Foi nessa hora que eu caí com o bolo e tudo em cima dele.

Espera. Volta um pouco. Eu estava rindo que nem uma condenada quando sinto uma mão puxar meu pé e me jogar no chão.

Agora o bolo que devia parar na cabeça de um certo alguém filho da mãe parou no meu cabelo.

Pov Sarah

Estava conversando com Sam sobre algumas estratégias de lutas, quando escutamos o barulho de alguém cair no chão. Logo depois outro.

Levantei-me e fui ao local da confusão.

–Você que começou! – Uma Emily descabelada coberta de bolo gritou.

– Nada disso, princesinha, quem começou foi você! – Dean discutia segurando o pé esquerdo.

Emily parecia a ponto de socá-lo.

–Não me chame assim, idiota! – Ela gritou.

–Não precisa cuspir também, né princesa. – Ele ironizou.

Foi nesse momento que Emily se atirou em cima dele, agarrando seu pescoço livre e os dois rolaram pelo chão.

–Sam faça alguma coisa! – Gritei para o mais novo, até me tocar que ele também estava rindo.

Revirei os olhos com raiva.

Três patetas. Sam parecia ser diferente mais não, era infantil igual os outros dois.

Emily e Dean ainda estavam se engalfinhado no chão. Ele tentava segurar seus pulsos e ela o arranhava a aonde conseguisse, até que teve um momento que ela cravou as unhas em seu pulso.

–Outch – Dean fez uma careta de dor, finalmente conseguindo domá-la embaixo de si. (sim, eu usei esta expressão). – Isso doí, sabia, princesa?

– Me solta! — Ela se mexia, mas Dean parecia ser pesado. – Seu... Ridículo!

– Ridículo? – Rindo, saiu de cima dela. – Já me chamaram de coisa pior.

– Uh – Emily se virou em direção ao banheiro. – Ridículo!

–Princesa! – Dean falou antes de ela bater a porta na sua cara.

Espera uma repreensão da parte de Sam, mas o mesmo não disse nada disso.

–O que houve com seu pé?

Dean bufou, indignado.

–Emily bateu com a porta nele.

–Okey, se resolvam vocês dois – Sam disse, saindo da sala.

Não acredito nisso. Eu vou ter que dar o sermão sozinha? É, eu não vou ser nada agradável.

–Escuta aqui, Dean – Peguei a gola de sua camisa, o empurrando contra a parede. – Não estamos em um momento muito agradável, então vou ser direta: Estamos no meio de um caso, temos problemas com Castiel e os anjos, Crowley e demônios estão vindo atrás de mim. Acredite em mim, não é momento para brincadeiras infantis, okey?

Ele me olhou como se tivesse entendido, depois revirou os olhos e me acusou:

–Aposto que não vai dar o mesmo sermão para Emily!

Argh, infantil!

Sai dali batendo o pé indo em direção ao meu quarto, irritada.

Notas finais
Até outro dia.