Notas iniciais
Oi pessoal! Fic de supernatural na área!

Pov Sarah

Tinha acordado com os olhos pretos e não conseguia controlar meus movimentos.

Eu andava sem permissão até um hotel próximo à minha casa. Passei despercebida e subi procurando o quarto 33.

Eu não tentei me parar, já tentará várias vezes, mas não mais. Eu era “possuída’’, como eu chamava, diariamente. No inicio... assustada. Agora? Rotina.

Esse ser que me possuía, falava sempre com vários seres da mesma espécie que a dele. Eu conseqüentemente ouvia-os.

Falavam de tudo: planos, armação e uns tais de Winchesters, que sempre os caçava; e o mais assustador de todos. Eu. Falavam que o chefe deles precisava rápido de uma lágrima minha. Já tentaram me fazer chorar de formas inimagináveis.

Quando eu abri a porta do quarto, dei de cara com dois homens. O mais novo, aparentemente, tinha olhos claros e cabelos escuros. O primogênito tinha cabelos loiros e olhos semelhantes ao do irmão. Olharam pra mim confusos, depois desconfiados.

O mais novo pegou um frasco. Com água-benta, imagino. Muitos caçadores já jogaram o líquido em mim muitas vezes. Não me fazia mal algum, para o demônio... Acho que sim. Espero que sim.

– Olá, Winchesters. – o ser disse com uma voz, que óbvio, não é minha. Ah, esses eram os famosos Winchesters.

O loiro o olhou com desdém e disse:

– Crowley. Achou um corpo novo para usar?

– Na verdade esse é um caso diferente. – primeira vez que eu ouvia a coisa sendo chamada por um nome. Sempre o chamavam de rei do inferno. Um demônio, julgo.

– Como assim, um caso diferente? – vi a ruga de curiosidade do irmão mais novo, enquanto falava.

Crowley sorriu.

– Quer saber toda a história, Sammy?

– Que pena que você não vai estar aqui para conta-lá. – o loiro jogou água-benta nele e o tal Sammy, começou a recitar:

Regna terrae, cantate deo, psallite dominio…
Tribuite virtutem deo.
Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversari, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica…
Ergo…

Não pode terminar de falar e uma fumaça preta começou a sair de minha boca. Logo depois, desmaiei.


Pov Dean



A garota caiu desmaiada no chão.

Olhei para Sam, e disse:


– Sam, pegue a garota e invente uma história bem convincente e...

– A ‘’garota’’ tem nome.

Olhei assustado para trás e vi a garota se levantando. Sam tentou ajuda-la, mas ele não deixou.

– Qual vai ser dessa vez? – disse rindo sadicamente. – a tortura básica ou estão com tempo?

Eu a fitei.

– O quê? –murmurou Sam, atordoado com as palavras da jovem.

Finalmente perguntei:

– Quem é você? – minha voz saiu desconfiada.

– O que importa? O que querem comigo dessa vez? – sua voz era assustada e ao mesmo tempo ameaçadora.

Os belos cabelos pretos caídos sobre os ombros. Seus olhos frios e azuis me olhavam.

– Acho que ela está falando de demônios, Sammy.- disse.

– Não se preocupe, não lhe faremos mal. – Sam tentou argumentar com ela.

Ela olhou pra gente e sentou na minha cama. Disse:

– O que eu tenho a perder mesmo?

–Ok, qual seu nome? – Sam perguntou.

Ela sorriu e disse:

–Ivy.


Pov Sarah



–Ivy. – menti. Ok, eu não falaria meu nome verdadeiro pra ninguém. Vai que eles podem ir atrás da minha irmã?



– Ivy, o que os demônios queriam dizer sobre você ser um caso à parte. – perguntou o loiro.


– Não sei seu nome. – comentei mudando de assunto. O loiro sacou minha tática, mas respondeu:

– John Borra.

Olhei pra cara dele com uma cara irônica.

– Claro, e eu sou o Kurt Cobain. E além do mais, John Borra Winchester? Que nome lindo. – provoquei.

Sam o olhou, como se dissese ‘’Você é imbecil?’’

Ri mentalmente.

– Ok, Sam inventa um nome rápido? – continuou o loiro.

– Ele é Dean Winchester. – Disse ignorando o irmão.

– Agora nos conte o que Crowley quis dizer. – Dean pediu impaciente.

– Não sei de muita coisa. – pensei um pouco. – Só sei que não posso chorar.

Sam me olhou confuso.

–Chorar como assim?

–Também não sei. – respondi sinceramente.

–E que história é essa de tortura? – perguntou Sam me olhando de um jeito que não consegui decifrar.

– Ah Sam, você tinha cara de esperto. Ainda não ligou os pontos. – o moreno me olhou um pouco ofendido. – Eles me torturam para que eu chore.

– Nossa, sinto muito. – Dean disse com pena. Fiquei irritada.

Não gosto que sintam pena de mim.

– Deixa pra lá. – disse.

– Dean, vamos chamar o Castiel. – Sam disse para o irmão, que concordou.

– Opa! Quem é Castiel? – perguntei ainda na defensiva. Dean me olhou com uma cara tipo “Conto ou não conto”.

– Conta logo! – disse.

– Castiel é um anjo. – Sam disse apressadamente, como se tivesse esperança que eu não tinha escutado.

Demônios existem. Tem pessoas que os caçam e um cara louco pela minha lágrima. Anjos não faziam diferença na minha desgraça.

– Ok. – disse.

– Como assim ‘’Ok’’? Não está com medo?! – Sam estava muito surpreso.

Ri e expliquei minha teoria:

– Demônios existem. Pessoas os caçam e um doido quer minha lágrima. Por que a existência de anjo me surpreenderia?

Dean olhou pra mim e para o irmão.

– Ela tem razão. – apontou pra mim.

Sam revirou os olhos e disse:

– Tanto faz. Dean chame Castiel.

Dean olhou para o teto e disse:

– Castiel, desça dessa sua linda nuvenzinha de algodão e venha aqui.

Nada por um minuto.

– É parece que o Cass está se atracando com alguma anja lá no céu. – Dean comentou rindo.

Arregalei os olhos.

– Olá Dean.

Um cara de, sobretudo bege e com cara de bebê apareceu no canto do quarto.

– Cass, precisamos de sua ajuda e... – Sam não pode terminar a frase por que Castiel o interrompeu ao olhar pra mim.

– Você! Você deveria estar morta.


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Notas finais
Próximo cap semana que vem... Ou não.

Beijos.