Lágrimas De Sangue - Saga I - Biogenesis
1 Capítulo 1
Notas iniciais
2 de Novembro de 2165.
A noite lá fora, além daquelas janelas opacas do ônibus Gate Of World, estava chuvosa naquela temporada de seca. Uma exceção, aliás, já que raramente chove nessa época. Passaram por postos de gasolina com letreiros meio apagados, alguns que formavam nome bizarros, outros engraçados, outros estranhos e assim vai...
Drowned in their own sorrows, I could not stop where ...
Uma musica do qual não me lembro o nome começou a tocar em meu Tell-phone... não,não é um telefone, embora seja nome parecido. Na verdade, era bem diferente. Tocava musicas, passava vídeos, fazia chamadas, tudo que o antigo Celular fazia. Pra falar a verdade, as fábricas desse aparelho foram destruídas durante a Guerra dos Titãs, que foi uma guerra Brasil-Paraguai-Argentina. Muitas outras coisas foram extintas durante o ataque Ômega 3000, com forças paraguaias e argentinas. A causa dessa guerra que ocorreu em 2050 é desconhecida para nós, pois os documentos com tais informações foram destruídos em um atentado terrorista de origens misteriosas.
His heart locked, was drowned in tears of blood ...
Mais um paragrafo da musica, embora não prestei atenção no resto da musica. Cansado de olhar para fora, voltei os olhos para a carta a minha frente, o nome do remetente e o seu conteúdo apagadas por lágrimas minhas e rasgos de raiva. Porém, as palavras ainda estavam em minha mente...
Caro Sr. Ryan Brockwood,
Temos o pesar de informar que o Sr. Thiago Brockwood, e a Sra. Diana Brockwood vieram a falecimento no dia 26 de Outubro desse ano, 2165. A pedido de seus parentes, informo-lhe que o enterro acontecerá no dia 4 de Novembro desse ano, 2165.
Nossos pesares.
Maria Antonieta
Vice diretora do Hospital Municipal de Las Vegas.
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Claro, saber que os pais morreram não é fácil, mais não sabia que doía tanto. O que fazer? Essa é a pergunta que pelo menos a maioria se faz quando ocorre isso. Quando a carta se refere a parentes, deve ter se referido a minha irmã, Isabelle Brockwood. Saíra de casa quando tinha 21 anos, para casar com seu marido, um médico, no qual o nome não me dei o trabalho de decorar.
Um barulho despertara-me de meu devaneio, e segundos depois, um homem com uma lanterna apareceu no começo do corredor. O ônibus que estávamos, Gate Of World, era um ônibus de 3 andares, estávamos no segundo, e de acordo com o manual de instruções (‘’ Para sentir-se seguro! ‘’ Anunciava o papel) um vigia aparecia a cada 3 horas para verificar se estava tudo bem.
‘’ Ei você ai, isso mesmo, você ai com coberta de leão, ta me ouvindo? Já ta tarde, é bom ir dormir ‘’ Uma voz rasgou o silêncio da noite. Aparentemente o segurança ralhou com alguém na minha frente. ‘’ Já são 3:00 da manhã, faremos uma pausa em Monte Viddel para abastecer em um posto e ficaremos parado até as 6:30 da manhã. Agora todos dormindo! ‘’ E apagou a lanterna, subindo para o terceiro andar...
Bom... não sei com quem ele estava falando, a maioria das pessoas já estavam dormindo a essa hora... E eu deveria fazer o mesmo. Me remexi, desligando o Tell Phone e virando, a coberta ainda enrolada em meu corpo... O tempo lá fora estava chuvoso, havia matos, luzes e um pontinho vermelho... Um pontinho vermelho?! Me adiantei rápido pela janela, mais o pontinho vermelho já se distanciava pela vegetação fértil dali. Suspirei fundo, essa viagem estava me deixando com alucinações... Voltei para o meu lugar calmamente e novamente me enrolei... que sono... e de repente... adormeci.
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3 de Novembro de 2165
Acordei com um barulho num andar de cima. Estava sonhando com o pontinho vermelho, no sonho, eu quebrava a janela do ônibus assim que eu o via, e saia correndo. Chegava perto dele, e quando ele virava a cara... o sonho acaba. Mexi no meu bolso lentamente, ainda estava com muito sono, e peguei meu Tell Phone, quase deixando-o cair várias vezes. Eram 4:30 da manhã e eu olhei para o lado, vendo o Posto Santa Mônica, provavelmente em Monte Viddel. Virei a cabeça para o lado e virei a marcha, parecido com as marchas de carro. Meu assento deitou para trás. O assento atrás de mim estava vago, ninguém havia adquirido-o, e isso era bom, pois eu poderia deitar o tanto que eu quiser... Suspirei e tentei dormir, mais o sono não me vinha a cabeça, toda vez que tentava dormir uma luz vermelha tomava conta da minha mente, e eu ficava acordado com a mente dispersa em pensamentos. O que diabos era aquele ponto vermelho? Eu não estava com a menor vontade de saber, então me virei para o lado, e tentei dormir novamente. O tempo passava e o silêncio estava dominante, estava quase dormindo quando ouço pessoas conversando...
‘’ Mas não tem jeito... ‘’
‘’ Tem que ter o vir-‘’
‘’ Não fale nisso aqui! Mais você sabe, ele vai se espalhar rapidamente! ‘’
‘’ Você ficou sabendo? Diego me disse que a BioGenesis foi danificada de dentro pra fora, e uma de suas cobaias de teste fugiu do local. Parece que o vírus fora espalhado!’’
‘’ Já lhe disse! Não fale sobre o vírus! Imagine quando as pessoas souberem que... ‘’ Silêncio.
‘’ Tem alguém nos ouvindo...’’ Gelei. Será que era eu.
‘’ Dentro do ônibus. Vamos! ‘’ E eles adentraram o primeiro andar do ônibus.
‘’ Não é aqui... ‘’
‘’ Andar de cima. ‘’ E eles subiram. ‘’ Se ele estiver lá, o pegaremos! ‘’
Ainda gelado, com um movimento rápido peguei meu livro ao lado, Mergulhados em Trevas, e joguei em um passageiro qualquer que também não tinha acordado para sair do onibus. Ele acordou assustado e eu fingi que estava dormindo.
‘’ Aha! Ali, aquele está acordado. ‘’ Dizia uma voz.
‘’ Te pegamos! ‘’ E eu ainda estava gelado. Enquanto o silêncio durava, percebera o tanto covarde que fora. Finalmente tomara um pouco de coragem e abrira uma fresta dos olhos. Eles já não estava lá. Nem o passageiro. Minimamente, vi dois vultos pretos levando uma pessoa carregada – que, por acaso, parecia muito com o passageiro no qual eu tacara o livro – para um beco qualquer. Minutos passaram. Ou seriam horas? Quem sabe. Só vira um corpo sendo lançada para lá, todo sangrento. Mais agora. Hora de se organizar.
1- Vira um pontinho vermelho.
2- Ouvira uma conversa suspeita.
3 – A conversa falava sobre um Vírus.
4 – Outro assunto da conversa era uma Cobaia de Testes.
5 – O nome da tal empresa era BioGenesis, no qual nunca ouvi falar.
6 – Eles conseguiram me perceber escutando a conversa, estando fora do ônibus, e eu estava no Segundo Andar.
Respirei fundo. Me levantei tomando coragem e saí do ônibus, tomando certa distância de pessoas suspeitas. Os passageiros do ônibus estavam em certo canto do posto, alguns comendo salgados e outros bebendo refrigerantes e água.
‘’ Bom dia senhor. O que deseja? ‘’ Uma garçonete me perguntou. Ainda sem olhar para ela, eu respondi.
‘’ Sabe onde fica a delegacia? ‘’ Eu perguntei.
‘’ Você tem sorte. ‘’ Ela disse. Levantei os olhos para ela, e percebera que ela estava sorrindo. ‘’ Sou Jannete Gray, filha de Alexxandro Gray, o cherife de Monte Viddel. E para sua sorte... ‘’ Ela não terminara, simplesmente apontara para um lugar a minha esquerda. A longa vista, parecia um bar qualquer, mais não era um bar. Semicerrei os olhos para uma plaquinha ao lado da entrada. ‘’ Delegacia Policial de Monte Viddel. A melhor delegacia – e a única, afinal – de Monte Viddel. ‘’ Ela terminou.
Agradeci, dando uma gorjeta a ela e me encaminhando para a delegacia. Quando de repente ouço passos e tudo fica escuro...
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Por baixo da venda, uma luz irritante encheu meus olhos de dor. Fechei-os novamente.
‘’ Ei, traste, acorde! ‘’ E um barulho. Haviam me socado usando um soco inglês. Eu estava vendado, mais dava pra sentir devido eu sentir um metal frio. ‘’ Acordou? ‘’ Agora havia parado para perceber a voz. Era uma voz grossa e irritante.
Tiraram a venda de meus olhos e agora sim uma luz realmente irritou meus olhos. Fechei-os repetidamente até me acostumar com a claridade do local. Finalmente percebi os nomes em meu lado. Eram 4. Os dois vultos pretos – vulgos homens da conversa misteriosa – um que eu não sabia que era e... o motorista do ônibus? O que diabos estava acontecendo aqui?
‘’ Me diga agora! O que você ouviu ‘’ Simples e direto. Um dos dois vultos pretos que eu vira, um mais baixo que o outro, me perguntara.
‘’ Palavras, ou serão sons? Não faço a mínima idéia, sabe? ‘’ Ver muitos filmes de ação onde o mocinho é ousado e responde como bem quiser e usar essas respostas na vida real não era muito lucrativo. Resultado: Mais uma marca na bochecha, mais um soco.
‘’ Insolente! Sem gracinhas ou arranco aquilo-que-não-deve-ser-nomeado seu.’’ Ui! Deveria doer.
‘’ Eu ouvi... apenas sobre... um tal de vírus, e uma tal de BioGenesis... ‘’ Eu disse. Não sei por que, preferi ocultar a parte do cobaia de testes.
‘’ Então você não ouviu sobre o Mellaniuus... ‘’ Disse uma voz, quase como aliviada.
‘’ Mellaniuus? O que diabos é isso? ‘’ Eu perguntara.
‘’ Já que você vai morrer, não faz mal falar. É um cobaia de testes de um vírus chamado Omega 3000, sabe, o mesmo nome do famoso ataque Argentina-Paraguai. Na verdade... ele escapara da sede da BioGenesis... e sabe o que ele se transformou? Mellaniuus se transformou... em um... zumbi!’’ Dizia um, convencido.
Zumbi? O que diabos... UM ZUMBI?
‘’ E dizem que ele foi para Meggius.’’ Não pode ser. Meggius era a cidade que eu estava quando eu vi o pontinho vermelho.
‘’ ATENÇÃO! POLICIA DE MONTE VIDDEL! Vando Grace, Diadoro Heav, Millano Toro, Leando Dago, vocês estão presos! Soltem o refém e saiam desarmados agora! ‘’ Uma voz forte – le-se: megafone – foi ouvida de fora da casa.
‘’ Ferrou, ferrou! Vamos sair lo-‘’ PUF! A porta arrombada voou alguns centímetros e antes de qualquer movimento. 3 dos 4 que estavam comigo foram baleados. Um ultimo já tinha se entregado.
‘’ Você ai. ‘’ Disse o que havia se entregado. ‘’ Escapou daqui. Mais agora que você sabe sobre o Mellaniuus, acho melhor você ficar atento. A BioGenesis virá atrás de você, e se você falar algo para alguém, a sua família e seus parentes vão sofrer coisa pior do que você. ‘’ E então, sorrindo malignamente, ele mordeu algo em sua boca e tudo ficou branco. Ele tinha uma bomba dentro da boca e ele... Se auto-explodira. E tudo caia na escuridão...
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