Lyrics Of Love

13 Love Is In The Air


Notas iniciais
Mais uma de presente o/ Joy, meu bem, espero que goste, viu? Feliz dia do amigo ♥

Oh…

Tudo bem, me perdoa, eu não deveria ter dito que te amo, me apressei, me perdoa.

E, sendo assim, Elliot desligou o telefone, se odiando por ter sido tão precipitado. Se sentia um idiota. Não conseguiu nem atender o telefone quando Sebastian o ligou de volta.

O restante daquela semana se passou de uma maneira infernalmente lenta para Elliot. Ele não conseguiu trocar nem duas palavras com Sebastian, porque se sentia completamente envergonhado. Assistiu a apresentação de todos os meninos, que cantaram seis músicas da Katy Perry e, durante todo o tempo, ficou mentalmente se repreendendo por ter dito que amava Sebastian.

Não se arrependia, afinal era verdade. Mas estava irritado por ter dito isso tão cedo. Não era o momento certo. Se bem que, quando é o momento certo? Nunca sabemos. Talvez pelo simples motivo de não existir um momento certo. Quando sentimos que devemos falar, então simplesmente falamos. É bem simples.

Sexta-feira chegou e, com ela, a solidão de Elliot, já que Sebastian simplesmente não apareceu no jantar que eles deveriam ter, ainda que o Gilbert já estivesse preparado para ficar sozinho. Acabou se odiando ainda mais por ter terminado as coisas com um gesto de amor. Definitivamente, sua vida não podia piorar.

Primeiro termina com o seu namorado depois de um bom tempo de namoro, então se apaixona por seu aluno, que é tão incrível que não havia maneiras de não se encantar por ele. Então os dois passam a ter uma quase relação e por conta de um “eu te amo”, tudo pareceu terminar.

Na noite de sábado, Elliot estava atirado de qualquer jeito no sofá assistindo televisão, usando uma calça de moletom e uma camiseta qualquer. Já havia jantado e estava pronto para dormir, apenas preferiu olhar um pouco de televisão antes. Sua campainha tocou e, revirando os olhos, levantou-se para atender a pessoa sem coração que estava em sua porta às onze da noite de um sábado.

— O que está fazendo aqui S... – Elliot nem pôde terminar sua pergunta, pois havia sido interrompido por um beijo apressado por parte de Sebastian, que entrou e o prensou contra a porta. – O que foi isso?

— Só cala a boca e me beija, só isso. – Sebastian disse, já voltando a beijar Elliot, que correspondeu ao beijo sem nem pensar.

O moreno estava com suas mãos fixas na cintura do Smythe, o trazendo para mais perto. Elliot não conseguiu evitar de sorrir durante o beijo, pois aquilo o fez perceber que nem tudo estava perdido.

— Eu te amo, Elliot Gilbert. Eu te amo! – Sebastian gritou ao soltar Elliot, fazendo ele sorrir mais ainda. – Eu tentei falar isso por telefone, mas você se desculpou e desligou. Eu fiquei irritado, mas ainda assim tentei te ligar e como você não atendeu eu resolvi te dar um tempo, só que a semana se passou e eu não aguento mais ficar longe de você. Eu só ia dizer que você me pegou de surpresa e a verdade é que eu fiquei sorrindo feito um idiota quando você disse que me amava.

— Como eu sou apressado... você não ia falar nada demais. – Elliot parecia chocado.

— Claro que eu iria falar algo demais. Eu ia dizer que também te amo. – Sebastian riu. – Porque essa é a verdade. Você não só fez eu me apaixonar perdidamente dentro de pouco tempo, fez também eu te amar.

— Eu também te amo! – Elliot se aproximou novamente e puxou Sebastian pela cintura, logo juntando seus lábios nos dele em um beijo calmo.

[...]

— Amor, vem deitar logo! – Blaine gritava do quarto, enquanto Kurt estava enfiado no banheiro. – Você fica uma hora passando esse monte de creme desnecessário.

— Desnecessário?! – Kurt gritou incrédulo, abrindo a porta, mas ainda sem sair. – Você não vai me querer quando eu for um velhinho cheio de rugas e marcas.

— Isso significa que você quer ficar velhinho ainda comigo? – Blaine abriu um sorriso bobo, vendo Kurt sair do banheiro quase nu. – Wow!

— Sim, eu quero ficar velhinho do seu lado. – Kurt subiu na cama e também no colo do moreno, que agora estava sentado e com as mãos nas costas do namorado. – Porque eu te amo e quero permanecer te amando até o meu último suspiro de vida.

— Isso foi lindo. Você é lindo. Eu te amo. – Blaine disse ainda sorrindo.

— Eu também te amo. – Kurt também sorriu, se inclinando e beijando o namorado. – Mas sabe... tem coisas que eu não sei se conseguiremos fazer quando formos velhinhos...

— Hum... entendi seu ponto... por isso estamos na minha casa, já que aqui estamos sozinhos. – Kurt abriu um sorriso malicioso com as palavras do moreno. – Depois eu que sou o safado da nossa relação.

— Se você não ficasse tão gostoso nessa calça preta de moletom, não teríamos esse problema, sabe? – Brincou o castanho, vendo o moreno negar rindo.

Kurt envolveu suas mãos na nuca de Blaine e lentamente aproximou seus lábios dos dele, iniciando um beijo calmo entre eles. Suas línguas se entrelaçavam em sintonia e logo o beijo calmo se tornou um tanto quanto urgente.

O castanho empurrou Blaine na cama e fez uma trilha de beijos pelo corpo do moreno, tirando a calça dele em seguida e percebendo que ele não usava nada por baixo. O moreno corou na hora e Kurt apenas sorriu, voltando com seus beijos até voltar para a boca do moreno. Os dois trocaram de posição na cama e Blaine tirou a única peça restante do castanho.

O Anderson sentou-se na cama, com Kurt sentando-se em seu colo, mais especificamente em seu membro, o fazendo soltar um alto suspiro. O castanho subia e descia no colo de Blaine, provocando altos gemidos vindo por parte de ambos.

Blaine beijava o pescoço de Kurt enquanto o castanho mantinha as mãos nos cabelos do namorado. Trocavam alguns beijos desajeitados, estava com as respirações e corações acelerados, falando coisas que nem eles mesmos conseguiam entender. Nem um “eu te amo” saiu corretamente no momento e quase tiveram uma crise de riso por conta disso.

Não demorou muito para que chegassem aos seus ápices, gemendo o nome um do outro e, em seguida, compartilhando um beijo mais calmo. Vestiram-se preguiçosamente e deitaram-se abraçados para dormirem.

— Boa noite, meu amor. Dorme bem! – Disse Blaine, depositando um beijo na testa de Kurt.

— Boa noite, B. Dorme bem também.

[...]

Enquanto Kurt e Blaine dormiram tranquilamente, Elliot e Sebastian ainda assistiam à televisão. O moreno disse que não ia deixar Sebastian ir embora àquela hora, então ele que se aquietasse e ficasse ali agarradinho nele.

Quando já estava quase batendo uma da manhã no relógio, Elliot percebeu que era mais observado por Sebastian do que o filme, então o encarou e sorriu.

— Sou mais interessante que o filme? – Brincou o Gilbert.

— Ah, com certeza você é. – Rebateu Sebastian, se esticando e beijando os lábios do moreno. – Você está com sono?

— Nem um pouco... por que?

— Só perguntei... – Sebastian disse, agradecendo por Elliot não ter percebido exatamente o que ele queria dizer.

O castanho estava sentado de lado, com as pernas sobre as pernas de Elliot e agora o encarava imaginando tudo que faria para simplesmente dizer que Elliot era algo seu, porém eles não eram nada. Pelo menos, não tinham nenhum rótulo. Então se lembrou de que sua relação com Hunter foi muito melhor antes de assumirem um namoro.

Mas Elliot era diferente, não? Eles poderiam ser diferentes. Eles não eram Sebastian e Hunter, eles eram Sebastian e Elliot. Não é porque um relacionamento deu errado que todos precisam dar.

— Você continua me olhando estranho. – Riu Elliot sem nem olhar para Sebastian, que corou.

— Eu só estava pensando sobre como minha vida melhorou depois de eu me envolver com você. – Refletiu o Smythe, vendo que Elliot o encarava com atenção. – Você parece aquele príncipe da Disney que eu sempre sonhei, sabe? Eu sei que ninguém pensa que eu sou uma pessoa que de fato tenha sentimentos, já que faço brincadeiras na maior parte do tempo, mas eu tenho sentimentos. Eu gosto de romance.

— Mas suas atitudes nem sempre definem como é a sua total personalidade. Só um lado dela. E eu não nego, que muitas vezes você parece um pervertido me olhando. – O moreno disse em tom de brincadeira, levando Sebastian a rir.

— Não sou de ferro também, poxa. – Sebastian fingiu estar ofendido. – Não tem como não ser pervertido perto de você. Confesso que antes de vir na sua casa a primeira vez eu jurava que você era que nem o cara do Cinquenta Tons de Cinza.

— Como se você não fosse gostar. – Elliot disse ainda brincando.

— Hey, eu posso ser pervertido, talvez até curtir algo louco... mas não é para tanto. – Se defendeu o Smythe. – E você? Curte essas coisas?

— Não. Céus, não... – Riu o moreno. – E que tipo de loucura estaria disposto a fazer comigo, Sr. Smythe?

— Para quem é virgem, até sexo é considerado loucura. – Sebastian riu fraco.

Elliot nada disse. Ficou u pouco surpreso. Será que aquele era o plano de Sebastian? Será que aquela era sua ideia desde o princípio? Bom, na verdade, não era. Sebastian realmente tinha ali para dizer que amava Elliot, mas não iria se importar caso as coisas ficassem mais “sérias”.

Sebastian novamente se inclinou para beijar Elliot, porém dessa vez foi puxado para o colo dele. O moreno deixou suas mãos na cintura de Sebastian, sentindo as mãos do castanho em seus cabelos desajeitados. Um beijo calmo aqui, outro ali, e eles já estavam loucamente se beijando. Sebastian chegou até a puxar fora a camiseta do moreno, se surpreendendo por ter tomado uma atitude.

— Vamos para o meu quarto. – Elliot disse afastando rapidamente sua boca da de Sebastian, logo o puxando de volta.

— Só se for agora. – O castanho disse de uma maneira safada, ainda que seu coração estivesse muito acelerado por conta de seu nervosismo.

Os dois se levantaram e foram até o quarto de Elliot com tamanha dificuldade, se batendo contra as paredes e subindo a escada aos beijos. Já no quarto, Elliot já estava sem camiseta, então foi lentamente tirando a de Sebastian. Ele foi beijando o pescoço do Smythe e beijando todo o pedaço de pele que encontrava, passando seus beijos pelo peito dele, passando por sua barriga, arrancando suspiros e mais suspiros por parte dele, que havia fechado os olhos ao sentir Elliot abrindo sua calça e a tirando fora.

— Eu já amava vermelho... mas agora amo mais. – O moreno disse para descontrair, se referindo a roupa intima do castanho, que corou e empurrou Elliot contra a parede, o beijando em seguida.

Por mais que aparente um pouco brusco ter o beijado contra a parede, o beijo foi calmo, exalando amor e carinho. Enquanto ainda o beijava, Sebastian resolveu tomar a atitude de tirar a calça de Elliot, porém acabou tirando toda a pare de baixo junto e ficou ainda mais tímido por conta disso.

Os dois andaram em direção a cama ainda aos beijos e o membro deles acabou se tocando durante o processo e, por mais que ainda houvesse um tecido os separando, aquilo causou uma onde enorme de prazer nos corpos deles. Elliot se deitou por cima de Sebastian, depois de deixá-lo completamente nu, e passou a beijar novamente seus lábios.

— Eu te amo... – O moreno sussurrou no ouvido de Sebastian, que sorriu com o arrepio que sentiu.

— Eu também te amo, Elli. – Elliot sorriu por conta do apelido e continuou a beijar o castanho.

O Gilbert lentamente introduziu o seu membro em Sebastian, que permanecia o olhando, soltando praticamente um grunhido, o qual não teve entendimento por parte de Elliot, que agora estava preocupado. Sebastian murmurou um “está tudo bem, continue”, e assim Elliot ainda devagar começou a se movimentar. Depois de certos minutos, o corpo de Sebastian estava totalmente mais relaxado e completamente entregue aos toques do moreno, reagindo muito bem aos mesmos.

Baixos gemidos se tornaram altos vindo por parte de ambos, principalmente quando Elliot passou a movimentar-se um pouco mais rápido e levou sua mão ao membro de Sebastian, fazendo movimentos de vem e vai e o levando ao delírio.

Sebastian chegou ao seu ápice e Elliot veio logo depois. Ambos caíram cansados na cama e Elliot puxou Sebastian mais para si, beijando seu ombro e suas costas. Sebastian virou-se para o moreno e sorriu, o beijando calmamente em seguida.

— Obrigado. – Sebastian disse depois de um tempo, deixando Elliot confuso. – Não pelo que acabamos de fazer... digo, não só por isso, porque foi ótimo e quero repetir quantas vezes conseguirmos, até não aguentarmos mais. – Riu ele, levando o moreno a também rir. – Mas estou agradecendo por você ter surgido na minha vida. É muito bom te ter comigo, sabe?

— Eu que agradeço por você ter ficado um tempo a mais ensaiando comigo. Aquele piano testemunhou nosso primeiro beijo. – O moreno acariciava os cabelos de Sebastian, que sorria para ele de uma maneira extremamente apaixonada.

— E testemunhou também quando dissemos que estávamos apaixonados. – Lembrou Sebastian.

— Seb...

— O que?

— Eu sei que ninguém na escola pode saber do nosso relacionamento e que corremos um risco danado por estarmos juntos, mas... você quer namorar comigo?

— Isso é sério? Você está mesmo me pedindo em namoro? – Ele parecia uma criança alegre e Elliot apenas assentiu. – É claro que eu quero, namorado.

— Tudo bem, então, namorado.

[...]

Quando a segunda-feira infelizmente chegou de novo, Elliot foi dar sua aula com um sorriso de orelha a orelha e todos perceberam sua mudança de humor, mas preferiram se manter em silêncio. A nova tarefa para a semana era músicas de amor ou qualquer coisa relacionada a esse tema.

Algo estava estranho aos olhos de Elliot, porém, no momento em que ele juntou as duplas e ouviu que música Kurt e Blaine iriam cantar. Por que eles iriam cantar uma música sobre coração partido?

Será que haviam brigado? Ou pior... será que haviam terminado?

Notas finais
Tava um doce só, não? Não me matem por esse final ♥ Bjo ♥