Lyrics Of Love
9 Hymn For The Weekend
Notas iniciais
— Sabe… eu ainda continuo a não acreditar que estamos finalmente juntos. – Kurt disse a Blaine, escorado no moreno, o qual havia passado a noite em sua casa. – É difícil de simplesmente acreditar, sabe?
— Eu também não consigo acreditar. Parece apenas um sonho perfeito. – O moreno falou, concordando com o namorado. – Mas então eu percebo que estou acordado e, o principal, que você é apenas meu e de mais ninguém.
— Meu primeiro beijo foi com você... – Kurt confessou tímido, levando Blaine a também sorrir.
— O meu também...
— É, mas você não perdeu tempo em ir beijar a boca de outro, enquanto eu continuei com você sendo o único que eu beijei. – Brincou Kurt, rindo.
— Me perdoa por isso, amor, eu... não adianta pedir desculpas, mas, eu me sinto mal por ter feito aquilo. – Blaine disse e sentiu Kurt subir em cima dele e se inclinar até ficar próximo de seu rosto.
— Isso já é passado. E dane-se ele, você está comigo e não com ele. – Kurt disse ainda rindo. – E eu te amo. Ele não te amava, te garanto.
— Eu também te amo. – Disse o moreno, puxando Kurt para beijá-lo ternamente. – Eu daria tudo para ficar aqui com você e não ir para a aula...
— Eu também, mas temos ensaio... – Kurt revirou os olhos. – Se bem que... não mataria ninguém nos chegarmos na escola só para o ensaio, não?
E assim os meninos voltaram aos seus beijos e coisas a mais. Saíram da cama quando já era meio-dia e foram tomar um banho. Resolveram almoçar após colocarem seus uniformes – o qual Blaine tinha levado com ele – e depois arrumaram a bagunça do almoço.
Quando já estavam quase saindo, Blaine puxou Kurt e novamente o beijou e tudo terminaria bem, caso eles não tivessem caído no sofá e ficado ali por mais uma hora.
Chegaram no ensaio com meia hora de atraso e encontraram Sebastian ensaiando com Elliot tocando o piano. Todos olharam para os dois quando os viram, principalmente Elliot e Sebastian.
— Hum, vocês estão com cara de quem estava aprontando... – Disse Sebastian, do seu jeito debochado de sempre, fazendo os meninos corarem.
— Volte a ensaiar, cobra venenosa. – Rebateu Blaine, levando o amigo a rir.
— Desculpa o atraso, Elli. – Pediu Kurt, se aproximando do professor. – Prometo que isso não vai mais acontecer.
— Você acha que já não fui adolescente, Kurt? Está tudo bem, não precisa se desculpar. – Riu o moreno. – Apenas tente evitar fazer isso muitas vezes por semana.
— Vou manter ele na linha, professor. Não se preocupa. – Brincou Blaine.
— É, com a boca na linha abaixo da sua cintura... – Sebastian disse, gargalhando em seguida.
— Inveja? – Provocou Blaine, puxando Kurt mais para perto. Era uma brincadeira, mas ele viu que aquilo mexeu com Sebastian.
Algo não estava certo. O seu amigo, Sebastian, rebateria aquela brincadeira. Ele sempre fez isso.
— Está tudo bem? – Perguntou Blaine e viu Sebastian olhar para baixo. Ele olhou em volta e não enxergou Hunter.
— Olha, quer saber? Vou voltar a ensaiar. – Disse Sebastian, se virando de volta para Elliot e voltando a ensaiar sua música.
Blaine estanhou aquilo, mas apenas sentou no sofá junto com Kurt e os outros meninos.
Ensaio vai, ensaio vem e Sebastian pediu para Elliot continuar ensaiando com ele por mais um tempo. Quando todos os meninos foram embora, inclusive os instrumentistas, Sebastian sentou-se no banco do piano ao lado de seu professor e continuou com aquela feição triste no rosto.
— Sebastian, eu adoraria continuar ensaiando com você e não nego que você é uma ótima companhia, mas eu queria entender o que está acontecendo com você. Você está aqui e, ao mesmo tempo, não está. – Elliot disse preocupado. – Você sempre faz suas brincadeiras, mas quando Blaine fez uma para você, você ficou todo estranho. O que houve?
— Hunter e eu terminamos. E eu estava apenas distraído, mas quando Blaine perguntou se eu sentia inveja e puxou Kurt, me machucou, pois eu queria que Hunter aparecesse do nada e fizesse o mesmo e aí nós todos riríamos e fim, sabe? – Sebastian encheu os olhos de lágrimas ao falar aquilo.
— Por que vocês terminaram? Vocês pareciam tão felizes até semana passada...
— Todos os casais sempre parecem felizes, até o momento em que eles terminam e todos sempre dizem essa frase. – Sebastian riu fraco. – É justamente por conta desse meu jeito. Eu sempre brinco com tudo, faço piadinhas maldosas e sou um pouco rude com muita gente, pareço odiar o mundo inteiro e tudo o mais. Ele se irritou com isso e disse que eu tinha que mudar o meu comportamento ou eu só afastaria as pessoas de mim, começando por ele.
— Mas Sebastian, você não pode mudar porque é o que alguém quer que você faça.
— Ele está certo. Eu afasto as pessoas de mim, porque eu sou uma pessoa horrível. Eu só sei brincar de maneira maldosa ou fazer piadas que envolvam sexo. Ele chegou a jogar na minha cara que eu ajo como se fosse um maníaco sexual, mas que na hora de realmente ser um, eu não tenho coragem. – Sebastian começou a chorar e se escorou no braço de Elliot. – Eu acho que ele terminou comigo justamente por isso.
— Você é uma pessoa incrível. – Elliot disse, fazendo Sebastian o olhar. – E eu sei que você faz essas piadas e tudo, mas eu acho você uma ótima pessoa. Você tem tanto ódio no seu coração, você é tão novo para pensar dessa maneira.
— Você terminaria com alguém pelo motivo que ele terminou?
— Por querer que você mude? Óbvio que não. Se você gosta da pessoa não tem que querer muda-la, apenas completa-la.
— Isso foi lindo, mas não me refiro a isso. – O castanho negou com a cabeça. – Me refiro ao fato de que ele terminou comigo por eu não querer... você sabe... fazer... coisas...
— Ele terminou com você por você não querer... oh, meu Deus, isso é ridículo. Ele não deveria querer te forçar a nada, se você não quer. – Elliot disse um pouco irritado.
— Desde que eu e ele nos beijamos pela primeira vez, uns anos atrás, ele é o único com quem eu fico, sabe? E até pouco tempo atrás eu nunca quis beijar outra pessoa nem nada, mas agora... bem, de qualquer maneira, ele diz que se eu não quero me “entregar” a ele, significa que eu não o amo nem confio nele. O que é bem ridículo de se pensar.
— Você precisa conver...
Sebastian se inclinou no banco e juntou os seus lábios nos do seu professor, que demorou alguns segundos para raciocinar o que estava acontecendo ali. O “beijo” deles não passou de um longo selinho, calmo, tranquilo, e aparentando compartilhar entre eles um sentimento doce e ingênuo.
O barulho de uma porta batendo foi ouvido e então os dois viram Hunter parado ali, olhando para os dois. Hunter saiu e foi embora e Sebastian não correu atrás dele de imediato. Ele olhou de volta para Elliot, que ainda estava confuso.
— Me desculpa, eu não devia ter te beijado. Eu não sei onde estou com a minha cabeça, eu... – Sebastian ia falando sem parar, então Elliot botou o dedo indicador sobre sua boca para calá-lo antes de tomar iniciativas mais drásticas para conseguir isso.
— Quando disse que nunca quis beijar outra pessoa até agora, você estava se referindo a mim?
— E-eu... – As palavras fugiram de seus lábios. – Sim. – Respondeu envergonhado.
— Mas eu sou o seu professor. Isso não é certo.
— Olha, vamos apenas esquecer isso, ok? Vamos fingir que eu não te beijei e que isso não aconteceu. Eu vou embora.
— Seb, espera... – Ellit levantou e correu atrás de Sebastian, que parou próximo a porta que agora estava fechada. – Não fuja de mim, por favor.
— Não vou fugir. Mas eu preciso ir embora antes que Hunter espalhe isso para a escola inteira e você perca o seu emprego.
Sebastian se inclinou e deu um beijo muito provocante bem próximo a boca de Elliot, logo saindo correndo de lá.
[...]
O sábado da competição finalmente chegou. Todos os meninos se encontravam imensamente nervosos, com seus corações disparados e suas respirações um pouco fracas. Kurt e Blaine perceberam a mudança de humor em Sebastian e perceberam que Hunter estava de cara amarrada. Algo continuava fora do lugar.
Elliot tinha dado como tarefa a semana da banda Coldplay e junto com seus meninos haviam escolhido duas músicas, uma para o solo e uma para o dueto. Quando o momento de eles entrarem – com todos fazendo o fundo – chegou, eles queriam se enfiar debaixo do palco, pois o nervosismo tomou conta deles.
O Gilbert os acalmou e abraçou todos, os dando um boa sorte confortante e assim eles seguiram para o palco. Tudo começaria com o solo de Sebastian.
The lights go out and I can't be saved (As luzes se apagam e eu não posso ser salvo)
Tides, that I tried to swim against (Ondas, que eu já tentei nadar contra)
You've put me down upon my knees (Vocês me colocaram de joelhos)
Oh, I beg, I beg and please, singing (Oh, eu imploro, eu imploro e suplico, cantando)
Todos começaram com o fundo da música, com a ajuda de alguns instrumentos, e Sebastian saiu do meio de todos já começando a cantar. Elliot havia ido se sentar na primeira fileira da plateia e Sebastian prendeu seus olhos nele sem nem ser de propósito.
Desde o dia do beijo ele estava pensativo. Tinha sido apenas um longo selinho, mas que fez todos os seus pensamentos sobre Hunter simplesmente começarem a ser questionados. Se aquele selinho tinha mexido tanto com o Smythe, então será que ele não amava Hunter de verdade? Não fazia nenhum sentido.
Come out of things unsaid (Desapegue-se das coisas não ditas)
Shoot an apple off my head (Atire uma maçã em minha cabeça)
Trouble that can't be named (Problema que não pode ser nomeado)
A tiger's waiting to be tamed, singing (Um tigre está esperando pra ser domado, cantando)
You are, you are (Você é, você é)
Elliot era lindo, Sebastian não podia negar. Mas sentir atração por seu professor era tão errado e, ao mesmo tempo, tão bom. Não, aquilo não era apenas atração. Se fosse ele não sentiria todas as coisas que está sentindo.
Coisa que deveria sentir por Hunter, não por Elliot.
A questão principal, é que, por mais que Sebastian ame Hunter, ele não sente aquela paixão vibrar dentro dele e, aqueles mínimos e rápidos toques que ele tinha trocado com Elliot, tinham o feito quase ter vontade de arrancar todas as suas roupas e fazer todas as loucuras com as quais nunca teve coragem nem de pensar em fazer.
Confusion that never stops (Confusão que não acaba)
Closing walls and ticking clocks (Paredes fechadas e relógios tiquetaqueando)
Gonna come back and take you home (Vou voltar e te levar para casa)
I could not stop, that you now know, singing (Eu não poderia parar agora que você sabe, cantando)
Era complicado ficar pensando naquilo, fora que aquilo estava machucando Sebastian, ainda mais porque Hunter viu. Hunter não falou com Sebastian naquela semana nenhuma mísera vez, mas aquilo não significava que ele não estava irritado ou que não estava se sentindo traído.
Mas não, Sebastian não o traiu. Eles haviam terminado, então não tinha problema algum em ele ter beijado outro. E, mesmo assim, Sebastian se sentia culpado. E aquela culpa estava o matando.
Come out upon my seas (Apareça sobre meus mares)
Cursed missed opportunities (Malditas oportunidades perdidas)
Am I a part of the cure (Sou uma parte da cura?)
Or am I part of the disease? (Ou sou uma parte da doença?)
Singing (Cantando)
Sebastian, que há pouco olhava para o chão, olhou novamente para Elliot. O moreno o encarava com um sorriso de canto, mas expressava uma feição que claramente dizia que ele queria levantar daquela cadeira e ir abraçar Sebastian.
E era verdade. O moreno queria ajudar. Seu único medo era acabar se apaixonando por aquele aluno. Ele não podia fazer aquilo. Era tão errado, mas parecia tão certo. Era um sentimento bom, mas que poderia expulsar os dois da escola.
You are, you are (Você é, você é, você é)
You are, you are (Você é, você é)
And nothing else compares (E nada se compara)
Oh, nothing else compares (Oh, nada se compara)
And nothing else compares (E nada se compara)
Quando Sebastian terminou sua canção foi aplaudido de pé por todos e agradeceu pelos aplausos, logo se juntando de volta aos seus colegas e já ajudando no coro para a próxima música, que era o dueto de Kurt e Blaine.
O moreno e seu namorado já ficaram afastados do restante do coral e sorriram para a plateia. Estavam nervosos, não podia negar, mas Elliot os mandava um sorriso enorme, que certamente os deixava mais calmos.
A música invadiu o auditório lenta e agradavelmente e logo eles começaram a cantar.
Oh, angel sent from up above (Oh, anjo enviado lá de cima)
You know you make my world light up (Você sabe que você ilumina o meu mundo)
When I was down, when I was hurt (Quando eu estava triste, quando eu estava machucado)
You came to lift me up (Você veio para me levantar)
Blaine foi o que começou a cantar, deixando sua voz forte e deliciosa agradar os ouvidos de todos os presentes. Os jurados os olhavam com expectativa e sabiam que não se arrependeriam por estarem ali já marcando uma nota ótima para eles sem nem ouvirem a apresentação até o final.
Kurt sorria de canto para Blaine e o moreno cantava passeando na volta do castanho, tudo da maneira que tanto ensaiaram durante a semana.
Life is a drink and love’s a drug (A vida é uma bebida e o amor é uma droga)
Oh, now I think I must be miles up (Oh, agora eu acho que devo estar milhas acima)
When I was a river dried up (Quando eu era um rio em época de seca)
You came to rain a flood (Você veio chover e me inundar)
Blaine não fazia ideia, mas no dia anterior Kurt e Sebastian tiveram uma conversa sobre tudo que estava acontecendo com o Smythe. Kurt estava um pouco preocupado, então resolveu ir pesquisar o motivo da tristeza do castanho com ele mesmo.
Ele não contou para Blaine, porque Sebastian o pediu encarecidamente para que ele não contasse. E o que Kurt descobriu, foi justamente que Sebastian estava mexido em relação a Elliot e o Smythe contou até sobre o quase beijão que eles deram e disse que só não contaria para Blaine, porque o moreno surtaria quando soubesse.
You said: Drink from me, drink from me (Você disse: Beba de mim, beba de mim)
When I was so thirsty (Quando eu estava com tanta sede)
Poured on a symphony (Derramou uma sinfonia)
Now I just can’t get enough (Agora eu nunca me satisfaço)
Put your wings on me, wings on me (Colocou suas asas em mim, asas em mim)
When I was so heavy (Quando eu estava tão pesado)
Poured on a symphony (Derramou uma sinfonia)
When I’m low, low, low, low (Quando eu estava me sentindo pra baixo, baixo, baixo, baixo)
Kurt começou a cantar junto com Blaine e algumas pessoas começaram a levantar e bater palmas no ritmo da música, influenciados pelos meninos do coral. Elliot foi um dos primeiros a levantar, já que ele sabia que era o fã número um daqueles meninos.
Elliot não negava o amor que sentia por aqueles garotos. Se sentia mais em casa com eles do que com sua família – a qual já não via há tempos e eles pareciam nem sentir sua falta. Mas, naquela noite, Elliot estava mais preocupado em olhar para um integrante do coral do que para todos os outros. Um de olhos claros – e que certamente não era Kurt.
I, oh, I, oh, I (Eu, oh, eu, oh, eu)
Got me feeling drunk and high (Você me faz me sentir bêbado e elevado)
So high, so high (Tão alto, tão alto)
Oh, I, oh, I,oh, I (Eu, oh, eu, oh, eu)
Now I’m feeling drunk and high (Agora estou me sentindo bêbado e elevado)
So high, so high (Tão alto, tão alto)
Blaine foi até seus colegas e puxou Nicolas para o acompanhar no refrão mais de perto, assim como Kurt puxou Sebastian. Sim, os amigos estavam trocados naquele momento, mas eles fizeram de propósito. Tudo exatamente igual ensaiaram. Não queria improvisar algo e acabar deixando dar errado.
Oh, angel sent from up above (Oh, anjo enviado lá de cima)
I feel you coursing through my blood (Sinto você correndo pelo meu sangue)
Life is a drink and your love’s about (A vida é uma bebida e o seu amor está prestes)
To make the stars come out (A fazer as estrelas aparecerem)
A música já estava na metade e os meninos tinham misturado o dueto com um duplo dueto, se é que aquela definição realmente existia. Nicolas e Sebastian agora cantavam diretamente com Kurt e Blaine e iam trocando os trechos um com o outro.
Tinha ficado muito mais bonito do que o esperado e ensaiado. Todos na plateia pareciam estar amando a apresentação.
Put your wings on me, wings on me (Colocou suas asas em mim, asas em mim)
When I was so heavy (Quando eu estava tão pesado)
Poured on a symphony (Derramou uma sinfonia)
When I’m low, low, low, low (Quando eu estava me sentindo pra baixo, baixo, baixo, baixo)
Agora com a música quase no fim, todos do coral foram mais para a beirada do palco e todos cantariam juntos o último refrão.
I, oh I, oh I (Eu, oh, eu, oh, eu)
You got me feeling drunk and high (Você me faz me sentir bêbado e elevado)
So high, so high (Tão alto, tão alto)
Oh, I, oh, I, oh, I (Eu, oh, eu, oh, eu)
Now I’m feeling drunk and high (Agora estou me sentindo bêbado e elevado)
So high, so high (Tão alto, tão alto)
A música acabou e todos foram enormemente aplaudidos. Eles não saberiam como seria o resultado da votação, mas tinham certeza de uma coisa:
Naquela noite, todos eles eram campeões.
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