Lwu

7 Capítulo 7 Teorias e apertos de mão


Notas iniciais
Olá! Demorou um pouquiiiinho para continuar, não é? Bem, aqui está o capítulo finalmente atualizado!

“Você não vai acreditar mesmo!” Insistiu ele.

“Você vai falar ou não?!” Reclamei enquanto comia mais uma garfada do prato delicioso que estava comendo.

Eu olhei para ele.

Seus olhos tinham um brilho que eu conhecia muito bem. Esse brilho surgia sempre que ele descobria alguma coisa importante.

“Kisshu... O que você...?” Perguntei á ele.

Ele não me respondeu.

Olhou para os dois lados, e quando teve certeza de que ninguém estava olhando tirou do bolso um papel amassado e jogo na mesa.

“O que é...?” Eu ia perguntar, mas ele me interrompeu.

“Olhe.” Falou.

Eu peguei o papel. Era um simples envelope de carta muito amassado e um pouco sujo.

“Leia o nome.” Falou Kisshu.

Eu revirei o papel. Não tinha nada nele... A não ser por um nome. Estava escrito em letras pequenas. “Keiichiro”.

“Keiichiro...” Murmurei para que ninguém ouvisse.

“Sim.” Concordou Kisshu.

Seus olhos ainda brilhavam o que queria significar que o nome de Keiichiro não era tudo que ele queria me mostrar.

“Uma hipóstese.” Falou Kisshu.

Eu fixei meus olhos nos deles prestando muita atenção.

“Vamos supor que você se importe muito com a segurança do seu estabelecimento.” Falou Kisshu.

“Sim...” Concordei entrando no raciocínio dele.

“Vamos supor que você também se importe muito com a segurança da sua noiva.”

“Sim...” Assenti.

“A sua linda... Perfeita... Formosa... Delicada...” Falou ele fugindo do assunto.

“Minha noiva! Entendi! Agora continua!” Reclamei.

“Ah, sim.” Riu ele voltando ao assunto. “Vamos supor agora que você seja um pouco paranóico.”

Eu concordei com a cabeça. Não sabia onde ele queria chegar.

“E vamos supor também você sabe que um dos maiores chefões do crime está solto pela cidade e que tem medo dele roubar um de seus maiores bens.” Falou ele.

Eu assenti devagar ainda não sabendo onde ele queria chegar. Kisshu sorriu ao perceber isso.

“Você ia adorar ele fora da jogada, não é?” Perguntou Kisshu.

“Hipoteticamente, sim.” Concordei, mas logo notei onde ele queria chegar. “Você está sugerindo que Ryou seqüestrou Keiichiro para que Deep Blue saísse de seu caminho?”

“Não estou dizendo isso.” Falou ele se aproximando de mim. “Mas tenho certeza de que se...hipoteticamenteo dono do diamante fosse seqüestrado, a primeira pessoa de quem alguém desconfiaria seria o tal chefão do crime.”

“Mas isso não faz sentido, Kisshu.” Falou Masaya.

“Claro que faz!” Insistiu ele ainda com um tom de voz baixo. “Pense bem.”

“Não! Pense bem você.” Falei. “O diamante não é de Ryou. É de Keiichiro.”

“E se Keiichiro fosse dar o diamante para Ryou?” Sugeriu ele. “Lembra o que Ichigo falou que ele um grande amigo de Ryou? Ele poderia entregar o diamante para Ryou como um presente, sem ninguém saber.”

“Por que ele faria isso?!” Perguntei. “Isso é uma completa idiotice! Ele é o homem mais rico do mundo com esse diamante em mãos. Acha mesmo que ele entregaria para Ryou só porque são amigos?!”

“Acho.” Concordou Kisshu. “Eu acho que Ryou sequestrou Keiichiro para poder ficar com o diamante sem ter que arrumar problemas com o Deep Blue. Acho que essa carta...”

“Sabe o queeuacho?!” Falei. “Acho que você está criando essa sua hipótese maluca para prejudicar o Ryou, porque ele é o noivo da Ichigo. E também acho que aquela droga de beijo está afetando todo o caso.”

Eu levantei-me da mesa.

“Aonde você vai?” Perguntou ele.

“Eu vou procurar alguma coisa que possa provar que você está errado.” Falei me afastando da mesa.

“Ótimo!” Exclamou ele. “E eu vou provar que eu estou certo! E vou comer esse seu macarrão!”

Se ele realmente acha que eu estou errado, o problema é dele. Vou provar que minha teoria é tão plausível quanto qualquer outra.

Olhei para o prato em cima da mesa. Ainda estava cheio.

Masaya não tinha nem tocado direito.

Eu peguei um garfo que estava na minha frente e comecei a comer. Era magnífico! Nunca tinha provado algo tão bom quanto aquilo!

Entre as minhas garfadas, eu pensava em algum jeito de provar a minha teoria. Mas como? O que eu poderia fazer, sem estragar o meu disfarce, para provar que Ryou estava por trás de tudo?

Eu olhei para o prato. Havia comido tudo que estava nele. Mas a comida estava tão boa que eu queria mais um...

Ah! Tive um a idéia.

Eu poderia falar com alguém na cozinha para elogiar o prato... E depois procurar alguma coisa que pudesse ajudar.

Eu levantei da mesa.

Passei por todas as mesas e parei no balcão de madeira que tinha antes da porta da cozinha, onde saía gente o tempo todo com pedidos na mão.

Lettuce estava saindo da porta quando eu me aproximei, de modo que quase nos esbarramos.

“A-Ah! Desculpe-me...” Falou ela equilibrando uma bandeja com 2 pratos na mão. “Você deseja alguma coisa?”

“Ah... Para falar a verdade, sim. Eu quero falar com o chefe da cozinha.” Respondi.

“Por quê?” Perguntou ela assustada. “Alguma coisa errada?”

“É só porque eu acabei de comer o prato mais delicioso da minha vida.” Expliquei e ela ficou mais aliviada. “Quero agradecer ao Chefe.”

“Na verdade... É ‘a’ chefe.” Corrigiu ela. “Está lá dentro. Talvez um pouco ocupada, mas tenho certeza que vai adorar falar com você.”

“Obrigado.” Agradeci e entrei.

Eu tinha que admitir. Aquela era a cozinha mais limpa e organizada que eu já tinha visto. Os fogões eram enormes e incrivelmente limpos. As chapas quentes eram impecáveis também.

O chão estava tão limpo, mas tão limpo, que você poderia comer nele. Eu olhei para a parede que era feita de azulejos brancos. Conseguia até ver o meu reflexo!

Eu estava tão impressionado de ver o meu reflexo na parede que nem notei que os cozinheiros estavam me encarando sem entender.

“Ei, você!” Ouvi alguém chamar.

Eu virei-me e por pouco não fui acertado por uma frigideira.

“O-O que é isso?!” Exclamei.

Na minha frente estava uma garota mais nova que eu, com certeza. Ela vestia uma roupa branca tão impecável quando tudo naquela cozinha. Ela tinha um chapéu engraçado também... Um daqueles de... Opa.

“Ah! Você é a chefe de cozinha, não é?!” Exclamei.

“Eu mesma.” Assentiu ela. “Mas a questão é... Quem é você e porque invadiu a minha cozinha?!

Ela era um pouco estranha. Primeiro ela estava feliz por eu ter adivinhado quem ela era, e depois ela estava com raiva de mim por ter entrado na cozinha dela.

“Ahn... Meu nome é Kisshu.” Disse tentando acalmá-la. “E eu não invadi a sua cozinha.”

“Bem, não fui eu quem deixou você entrar!” Exclamou ela.

Eu olhei em seus olhos com um pouco de insegurança. Ela parecia realmente irritada, e eu não tinha certeza se conseguiria fazê-la enxergar que o que eu falava era verdade.

“Foi a Lettuce!” Expliquei, e ela levantou uma sobrancelha. “Ela disse que eu... Poderia vir aqui e elogiar a chefe que fez um prato tão perfeito.”

Ela não esperava por essa. Fez uma cara de surpresa, mas que só durou alguns segundos.

Do nada, ela começou a pular e correr em círculos no meio da cozinha, o que me deixou um pouco assustado.

Ela parou de correr e pular, e segurou as minhas mãos um pouco forte demais.

“Você gostou mesmo?!” Ela parecia muito feliz.

Eu olhei para os outros cozinheiros. Eles pareciam não ligar para o que estava acontecendo, e me perguntei se aquela reação era tão comum assim.

“Si-Sim. Gostei muito.” Admiti. “Eu... Esperava que você tivesse um tempo... Mas vejo que está um pouco ocupada, não é?”

Eu tive a impressão de que era melhor eu perguntar para outra pessoa. Ela não devia ajudar muito na minha investigação.

“Mas é claro que eu tenho tempo!” Exclamou ela. “Sempre tenho tempo para os meus fãs!”

Fãs?! Bem... Se ela queria pensar daquele jeito.

Eu não tive muito tempo para dizer nada, pois assim que ela terminou a sua frase me puxou pelo braço até uma sala depois da cozinha, onde eu fui perceber que era o seu escritório.

“Então... Qual é o seu nome?” Perguntei depois de ser lançado em uma poltrona que ficava de frente para uma escrivaninha.

“Você não sabe?” Ela parecia chocada, mas logo se recuperou. “Meu nome é Lola.”

“Prazer...” Eu ia estender minha mão, mas lembrei-me de como ela a apertou lá na cozinha e preferi só assentir com a cabeça. “É incrível... Como esse lugar é maravilhoso e eu nunca tinha vindo aqui antes.”

“Jura?!” Exclamou ela feliz. “Isso é perfeito! Eu vou contar a história inteira daqui para você.”

Eu senti que aquilo iria demorar um pouco mais do que o previsto. Deixei meu corpo afundar na poltrona enquanto ouvia toda a explicação da famosa chefe de cozinha, que parecia ter só 13 anos.

Notas finais
Será que Kisshu está realmente certo? Seria Ryou o verdadeiro responsável pelo desaparecimento de Keiichiro? Será que eu ganho alguns reviews?