Lwu
10 Capítulo 10 Briga! Briga! Briga!
Notas iniciais
Obs: O vestido da Ichigo é o mesmo que da capa dessa fic!
Atravessei o salão inteiro correndo. Sabia que chamar atenção desse jeito não era nada bom, mas não podia perder tempo. Se estivesse realmente certo, o que na maioria das vezes estava, nós tínhamos que agir rápido.
“Espera!” Pediu Kisshu quando chegamos á escada.
Mas eu não pude parar ou diminuir o ritmo. Subi na mesma velocidade todos os degraus e Kisshu me seguiu.
“Pode ao menos falar o que está acontecendo?” Perguntou ele.
Mas assim que chegamos ao topo da escada e viramos a direita, encontramos exatamente quem eu esperava encontrar.
Ryou.
Ele se assustou ao nos ver aparecer tão de repente naquele andar. Ele estava na metade do corredor e nós, na beira da escada.
“O que fazem aqui?” Perguntou ele.
Nós ficamos em silêncio olhando para ele.
“Respondam!” Exigiu ele.
“Ryou.” Disse eu. “Ryou Shirogane?”
“Responda você primeiro.” Falou ele com uma expressão séria.
“O que tem no terceiro andar?” Perguntei.
Podia sentir que Kisshu tentava analisar o que estava fazendo.
“Não vejo como isso pode ser da sua conta. Agora responda. Quem são vocês?” Insistiu ele.
“Notícias de Keiichiro?” Perguntou Kisshu atrás de mim.
Isso fez com que Ryou tirasse conclusões precipitadas.
“Sugiro que dêem o fora daqui.” Falou ele pegando uma espada ornamental que estava pendurada na parede.
A lâmina da espada brilhava e eu sabia que se aquilo encostasse na gente, estávamos ferrados. Seriamos cortados facilmente. Do mesmo jeito que alguém pode cortar manteiga. É... Você entendeu.
“Não viemos brigar com você.” Disse eu. “Nós só queremos...”
“Querem o diamante. Pois sinto dizer que não vão levar nada.” Interrompeu ele.
Ryou investiu contra nós com a espada. Eu e Kisshu desviamos a tempo. Fomos para o outro lado do corredor, invertendo as posições de antes.
Agora ele estava perto da escada e nós estávamos no corredor.
“Onde está Keiichiro?” Perguntei.
“Diga você!” Falou Ryou atacando novamente.
Só que dessa vez enquanto ele atacava Kisshu, eu desviei e puxei o pé dele para trás com o meu fazendo o trabalho de um gancho.
Ryou quase perdeu o equilíbrio, e virou-se para trás para poder me atacar, mas antes que tivesse a chance Kisshu segurou seus dois braços.
“Acho melhor se acalmar. Para o bem de todos.” Disse Kisshu. “Agora você tem algumas coisas para nos responder.”
Eu e Kisshu o amarramos com uma corda que achamos na despenca. Uma das portas daquele corredor, e colocamos ele sentado no chão.
“De novo...” Resmungou Kisshu cansado, pois Ryou havia resistido muito. “Onde está Keiichiro Akasaka?”
“Não sei, idiota!” Reclamou Ryou.
“Acho que sabe sim.” Insistiu Kisshu. “Acho na verdade, que você deu um sumiço nele para poder ficar com o diamante sem ninguém suspeitar. Agora diga logo e nos poupe trabalho!”
Ryou estava prestes a xingar Kisshu de algum nome, quando eu interrompi.
“O importante agora é, o que tem lá em cima?” Perguntei apontando na direção das escadas.
“O que?” Perguntou Kisshu sem entender. “Nós pegamos o culpado e você quer saber o que tem no terceiro andar?!”
Eu revirei os olhos. Kisshu nunca entenderia o meu raciocínio se eu não explicasse.
“O cofre é lá embaixo. Naquele escritório.” Falei. “Não é?”
Ryou piscou os olhos.
“Como sabe disso?” Perguntou surpreso. “Ninguém tem permissão de entrar lá.”
“Só porque não tem permissão, não quer dizer que as pessoas não entrem.” Falou Kisshu. “E ainda me chamou de idiota, Sr. Shirogane?”
Eles dois trocaram olhares raivosos um com o outro, como cães prontos para brigar. Eu continuei...
“O diamante não está no cofre.” Falei. “De jeito nenhum.”
Ryou estava mais surpreso ainda. Ele pensou em mentir e dizer que estava, mas por fim notou que isso seria inútil.
“Você não trabalha para o Deep Blue...” Falou. “Parece ser inteligente demais para isso.”
“Somos detetives.” Disse Kisshu. “Não que isso seja bom para você.”
“Enfim... Isso não importa agora.” Disse logo, antes que começassem a brigar. “O diamante não está lá, não é?”
“É...” Concordou hesitante.
“Como assim?! Pra que um cofre se você não usa?!” Perguntou Kisshu sem entender nada. Como ele era lento... Nossa.
“Simples. Ele tem esse cofre ótimo para que as pessoas pensem que toda a fortuna ou coisas importantes estão guardadas nele e em segurança, mas na verdade não estão. É só fama.” Expliquei. Os olhos de Ryou me acompanhavam a cada palavra. “O fato é... Se todos pensassem que o diamante estava no cofre, e... Ele sumisse de repente... Poderia facilmente culpar novamente o Deep Blue por ter roubado.”
Kisshu parou um pouco para pensar.
“Brilhante...” Murmurou.
“Concordo.” Disse Ryou. “Você é muito bom em seja lá qual é o seu trabalho.”
“Obrigado.” Agradeci. “Ninguém suspeitaria se o diamante estivesse no terceiro andar. Iam ir direto para o lugar mais óbvio de se guardar algo.”
“Exato.” Concordou ele. “Menos pela a parte deu fugir com ele! Deep Blue é o único que está atrás da pedra!”
“Errado!” Disse Kisshu. “Nós já descobrimos o seu plano. Você vai ficar preso por muito tempo se depender de mim.”
“Um minuto, Kisshu.” Disse eu no ouvido dele. “Vou verificar uma coisa. Tente ver se faz ele confessar. Assim as coisas ficam mais fácil.”
Ele assentiu silenciosamente.
Eu me levantei e pude ver Ryou olhando para mim enquanto andava, mas Kisshu roubou a atenção dele.
“O que?! Achou que eu tinha acabado com você? Ainda temos assuntos á tratar...” Falou Kisshu.
Enquanto ele pressionava Ryou, eu fui até a porta de Ichigo. Bati nela devagar, mas ninguém respondeu.
Eu a abri.
“Com licença.” Falei.
Entrei no quarto. Ichigo não responderia. Ela estava dormindo. Ou pelo menos pensei que estava.
“Uhm...?” Murmurou ela sonolenta.
“Ah-ah... Bem. Sinto muito entrar assim.” Desculpei-me.
“Não tem problema. Eu não estava dormindo.” Falou ela levantando-se de sua cama. “Tinha acabado de desligar o telefone.”
“Não estou atrapalhando, não é?” Perguntei.
“Claro que não.” Sorriu ela. “Pode falar.”
Eu olhei para sua roupa. Estava diferente. Usava um vestido branco com várias listras azuis. Da cintura para baixo ele era bem largo. Estava calçando botas, que não combinavam muito, mas... Não sei por quê... Ficavam lindas nela.
“Nós... Pegamos Ryou. E... Vamos levá-lo para a delegacia assim que pegarmos o diamante.” Contei para ela com certa dificuldade para me concentrar.
Ichigo parou para pensar um pouco. Ela olhou em volta para seu quarto. Depois voltou a olhar para mim.
“Então... É ele mesmo?” Perguntou.
“Sim.” Respondi. “Deve ser difícil para você, mas tente entender... Ahm... Bem... Se precisar de ajuda... Eu estou aqui.”
Ela olhou para mim com um sorriso doce no rosto.
“Não preciso de ajuda.” Disse ela.
“Certo.” Assenti.
Droga. Queria que ela precisasse de ajuda.
“Você está bem?” Perguntei.
“Sim.” Respondeu ela um pouco pensativa. “É só que... Não esperava que fosse tão rápido.”
“Eu entendo.” Concordei. “É um choque.”
Ela sorriu de novo delicadamente.
“Não é... É só que...” Ela olhou para mim. “Quanto tempo levarão para terminarem aqui?”
Eu fiz uma estimativa.
“Uns... 5 minutos.” Falei. “Só precisamos da pedra, e vamos embora.”
Ichigo suspirou.
“Rápido... Rápido até demais...” Murmurou ela.
“O que?” Perguntei sem entender.
Ela olhou para mim novamente. Deu uns passos na minha direção, e eu não recuei.
“Esquece isso. Eu só não esperava que vocês fossem assim tão eficientes.” Falou ela em um tom baixo e sedutor. Ou pelo menos era sedutor para mim.
Ela chegou mais perto e apoiou suas mãos em meus ombros. Elas eram as mãos mais suaves que eu já tinha visto.
“O que está fazendo?” Perguntei curioso, mas feliz.
“Relaxe. Eu só quero agradecer pelo que você fez.” Falou ela sorrindo de leve. “Foi muito heróico. Que tal a gente... Comemorar?” Sugeriu ela.
Eu senti o meu corpo ficar quente. Ela começou a me abraçar bem apertado e passar suas mãos pelas minhas costas. Foi a melhor sensação que eu já tive.
“Ichigo... Eu...” Tentei impedi-la, sei lá porque.
“Não fale nada.” Sussurrou ela em meu ouvido.
“Mas...” Tentei dizer.
Ela abriu a porta atrás de mim, depois me girou fazendo com que suas costas ficassem viradas para a porta. Lá fora só dava para ver a parede da frente com outra porta.
“Isso foi muito rápido.” Disse ela apontando a cabeça para fora. “Que tal enrolarmos mais um pouco?”
Eu senti meu corpo ficar mais quente ainda. Ela devia gostar muito de mim. Claro! Por que não? Aposto que gostava. Mas tinha Ryou lá fora...
“E Ryou?” Perguntei.
Ela revirou os olhos.
“Agora nosso noivado acabou. Não tem porque continuar.” Disse sorrindo.
Eu não tinha mais nada á falar. Mas também, mesmo que tivesse seria impossível com ela tampando a minha boca com a dela.
Ela me beijou forte. Eu automaticamente fechei meus olhos. Deixei que aquele momento durasse bastante. Eu a abracei, e ela se movia e me movia de tanta animação.
Mas... Não sei como... Ela acabou se animando demais, porque fez com que eu caísse no chão do corredor bem em cima dela. Ela desgrudou os lábios dos meus delicadamente e ficou me olhando.
Era um olhar de satisfação, e fiquei feliz por isso. Mas a minha felicidade não durou muito...
Senti que estava sendo observado, por isso olhei para o lado. Lá estava Kisshu á uns metros de distância ajoelhado de frente para Ryou, que continuava sentado no chão.
“Seu desgraçado...” Falou Kisshu devagar.
Ele não piscava. Só olhava para mim fixamente.
“Kisshu...” Falei.
Ele se levantou devagar. Ryou também observava a cena completamente chocado, mas não era de longe metade da reação de Kisshu.
“Calma.” Falei para ele levantando também.
Ele riu nervosamente.
“Eu estou calmo.” Falou. “Muito calmo. Na verdade... Extremamente calmo.”
“Olha...” Tentei, mas ele me interrompeu.
“Sabe por que eu estou calmo, Masaya?” Perguntou ele sorrindo. “Porque eu vou matar você, seu desgraçado!”
Com um movimento extremamente rápido ele investiu contra mim fazendo nós dois cairmos no chão. Ichigo, por sorte, já tinha se colocado de pé.
“Eu mato você! Quem pensa que é para beijar a minha garota?!” Exclamou ele.
“Sua garota?!” Repeti irritado agora. “Quem disse que ela é sua?! Ela é minha!”
Eu puxei o braço dele para trás tentando quebrá-lo, mas ele me deu um chute no estômago obrigando-me á largá-lo.
“E o que aconteceu com o sermão de não se envolver com as clientes?!” Exclamou ele me dando um soco no mesmo lugar que tinha me acertado antes.
“Pergunto á você!” Exclamou dando uma gravata em volta do pescoço dele. “Você que beijou ela!”
“E você... Fez o que?” Perguntou ele sufocado. Logo depois chutou entre as minhas pernas.
Larguei-o novamente. Ele se jogou em cima de mim e sentou-se sobre as minhas costas. Começou a puxar a minha perna para trás o máximo que conseguia.
“Ela que me beijou!” Exclamei. “Não que te interesse!”
“Ela que te beijou?! Tem como mentir pior do que isso?!” Exclamou ele. “Você estava em cima dela!”
Aquilo estava doendo muito, por isso chutei-o com a minha outra perna. Ele caiu de costas no chão bem ao meu lado. Eu dei um soco nele, mas antes que atingisse seu olho direito, ele rolou para o lado me fazendo acertar o chão.
Aquilo não ia acabar tão cedo, mas eu estava determinado a vencer. O único problema era que... Ele também estava.
Notas finais
Quem será que ganha essa briga?
E quanto a Ryou?
Reviews sempre bem-vindos! Até o próximo capítulo.
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