— GINA!!! — Draco gritou assim que entrou na casa dela correndo e não obteve resposta.

Ele procurou pelo andar de cima inteiro e nada, desceu e foi direto para cozinha e sala de TV e ainda nada, quando passou pelo corredor viu a porta do escritório do amigo entreaberta e entrou, encontrando Gina deitada no chão, com uma mão no colar e a outra no chão próximo a vários medicamentos jogados e abertos.

— Não, não, não... — ele disse correndo até ela — Gina, pelo amor de Deus me diga que você não fez isso — ele tentou acorda-la, mas não obteve sucesso

Sem se questionar mais e tentando ser rápido, pois pensava que Gina tinha feito alguma besteira, ele pegou a amiga no colo e levou para o seu carro, a colocando no banco de trás e discando para Astória

— Pra onde você foi? — a esposa atendeu já irritada

— Agora não dá pra explicar — ele disse desesperado — Avise a equipe médica que tem uma paciente chegando e que ela precisa de TODA atenção?

— De que você está falando? — ela questionou sem entender

— Encontrei Gina caída ao lado de vários remédios, só faz o que eu tô te pedindo amor!!! — ele suplicou já com os olhos encharcados de lágrimas — Tenta não alarmar todo mundo, mas avisa a Ron...

— Tudo bem... — ela disse nervosa e ele desligou

— Eu não acredito que você fez isso Ruivinha, eu não consigo acreditar... — seu melhor amigo disse secando algumas das muitas lágrimas que rolavam pelo rosto

Assim que parou na frente do hospital, uma equipe já esperava por Gina, então Draco a tirou do carro e colocou ela na maca ficando paralisado logo em seguida enquanto via a amiga ser levada as pressas para dentro.

— O que aconteceu com ela? — Ron perguntou desesperado, mas Draco estava em estado de choque, só conseguia chorar

— Amor... — Astória chamou ele com calma para uma sala de espera, onde estava todos os familiares e amigos de Gina e lhe deu um copo de água

— Alguém sabe informar o que aconteceu com a Srta. que chegou agora? — o médico perguntou

— Eu a encontrei descordada perto de alguns remédios jogados no chão... — Draco respondeu vidrado no chão, a sua cabeça estava cheia, passavam-se um milhão de coisas por ela.

— Ela os ingeriu? — novamente uma pergunta do médico.

— Eu não sei... — Draco foi sincero e só viu o médico sair pra dar atendimento a sua amiga.

— Você consegue nos explicar agora? — Asty perguntou com calma pegando a mão do marido.

— Meu celular tocou naquela hora que estávamos todos no quarto de Hermione com ela e Hugo e no identificador mostrava o contato de Gina... — ele começou, olhando pra esposa — Eu estranhei, mas atendi na hora e ela começou a falar umas coisas bem nada haver, que me assustou e eu decidir ir até lá.

— Que coisas? — o Sr. Weasley perguntou.

— Ela me pedia desculpas e dizia que não aguentava mais. E do nada desligou, por isso fui até lá e quando cheguei a encontrei no escritório caída no chão ao lado de vários remédios, não sei mesmo se ela tomou. — disse sincero — Me desculpa Sr. e Sra. Weasley, eu devia ter sido mais rápido pra chegar lá e...

— Meu querido... — Molly se sentou ao seu lado pegando a sua mão — Você não tem culpa! — falou calma — Nossa filha não está bem tem um tempo... — admitiu relutante — Você ajudou muito indo até lá e trazendo ela, muito obrigada! — agradeceu e o abraçou forte.

— Preciso respirar um pouco... — ele disse se levantando e andando para porta da sala.

— Você quer que eu vá com você? — Asty perguntou.

— Não amor, eu preciso ficar um pouco sozinho... — ele disse — Qualquer noticia me manda uma mensagem que eu volto... — ele pediu e ela concordou.

Todos estavam extremamente preocupados com Gina, mas ficaram mais ainda com Draco. O estado do loiro era de cortar o coração.

Ele caminhou pelos corredores do grande hospital trouxa e em um deles, viu uma pequena capela. Ele nunca acreditou muito, mas sabia que sua amiga acreditava sim em algo maior, algo muito maior.

Se sentiu atraído e entrou, sentando em uma cadeira perante a um pequeno altar.

— Eu não vou tentar buscar respostas, pois Gina me disse uma vez que tudo tem um propósito, mas se o senhor está me ouvindo aí de cima, não deixa nada acontecer com a minha melhor amiga... — ele disse e começou a chorar muito — Não deixa ela partir, eu preciso dela! Todos precisamos! — finalizou, com a voz super embargada pelo choro compulsivo e por instinto se ajoelhou, suplicando para que a amiga ficasse bem.

Um tempo depois, o celular de Draco vibrou em seu bolso e ele logo viu a mensagem da esposa dizendo o número do quarto que Gina estava. Ele então levantou, agradeceu e foi.

— Como ela está? — ele perguntou entrando no quarto.

— Ela não tomou nenhum remédio! — a Sra. Weasley se adiantou e Draco respirou aliviado

enquanto abraçava Astória, que estava no canto do quarto — Foi apenas uma queda de pressão, ela já acordou, mas está dormindo novamente porque está medicada. — informou

— Você pode ficar com ela enquanto vamos informar a Hermione e comer alguma coisa? — Sr. Weasley perguntou

— Claro que sim! — Draco não se opôs e viu os dois saírem do quarto.

— Vou em casa tomar um banho e trocar de roupa, você quer algo? — sua esposa perguntou e ele apenas disse que queria o carregador do celular, pois passaria a noite com Gina

Quando todos já tinham saído, Draco se aproximou da amiga e chorou, chorou muito. Mas seu choro agora era de alívio e gratidão por ela estar bem.

— Que susto você me deu Ruivinha... — ele disse — Em todos nós né? — foi sincero — Eu jamais me perdoaria se não chegasse a tempo... Sabe Gi, você sempre me irritou muito, pois de todas as meninas, você nunca me deu uma bola e por isso eu sempre peguei muito no seu pé. Depois que nós nos aproximamos, eu fui vendo o quanto você era incrível, o quanto ter você por perto fazia bem e você foi a única que via de cara o quanto eu era injustiçado, o quanto todos me usavam e a única que acreditou que eu realmente poderia mudar... — ele disse

— E você mudou... — ouviu com um sussurro enquanto via ela abrir lentamente os olhos

— Hey... — falou com um sorriso e secando as lágrimas

— Draco Malfoy chorando? — ela brincou — Isso a gente não vê todos os dias.

— Bem piadista, como sempre! — ele falou — Senti sua falta!

— Eu também! — ela falou abrindo os braços para que ele a abraçasse

— Como vocês estão? — ele perguntou, se referindo a ela e a filha

— Estamos bem! — ela falou sincera

— Você pode pelo amor de Deus me explicar agora o que aconteceu? — suplicou o loiro, se sentando na ponta da cama

FLASHBACK ON
Ela estava desesperada, querendo sentir algo além de dor...

Fechou os olhos e segurou o colar com força assim que desligou a ligação com Draco, decidida a tomar todos os remédios que estavam na sua outra mão, quando ouviu algo...

— Não Gin!!! — a voz era de Harry e ela na hora abriu o olho, sema creditar no que estava vendo

— Harry? — ela perguntou

— Você NÃO pode fazer isso!!! Eu ainda preciso de você!!! Nossos filhos e nossa filha ainda precisam de você!!! — ele falou

— Eu não aguento... — ela sussurrou

— Você é mais forte do que pensa!!! — ele disse e ela se levantou, ficando tonta logo em seguida e sentindo a vista ficando preta de vez

Ao desmaiar, Gina sentiu cair em algo fofo e quando olhou ao redor estava no campo emq ue tinha encontrado Harry em um sonho.

Se levantou com calma e na beira do lago, viu o marido. Mas ele não estava sozinho, tinha um homem e uma mulher com ele, e uma criança também.

Ela foi se aproximando aos poucos e...

— Harry? — o chamou

— Gin... — ele disse feliz e foi ao seu encontro, a puxando pela mão — Quero que conheça meu pai e minha mãe... — falou

Gina estava no paraíso de Harry e conheceu a sua mãe e seu pai.

— Quem é ela? — ela perguntou se referindo a menininha que brincava no lago

— Nossa filha. — ele respondeu naturalmente e ela franziu o cenho

— Lembra que nos encontramos aqui faz um tempo? — ele perguntou e a viu concordar — E eu te falei que era uma menina? — questionou e ela concordou novamente — Quando cheguei aqui, fui recepcionado por ela e eu não entendia quem era, mas quando a vi melhor, percebi que ela era sua copia e até pensei que era você quando pequena, mas quando você me falou que estava grávida, eu entendi tudo...

Eles passaram um tempo matando a saudade, tempo esse que pareceram horas, mas foi em minutos

— Gi, agora você precisa acordar e se cuidar! — ele disse

— Mas... — ela tentou

— Eu voltarei em breve! — ele anunciou — Mas preciso que você cuide dos nossos pequenos por mais um tempinho

— Porque? — ela quis saber

— Estou resolvendo meus fantasmas do passado... — foi o que ele disse — Mas me prometa uma coisa antes de acordar... — ele pediu

— O que? — ela quis saber

— Prometa que NUNCA mais vai tentar algo parecido? — ele suplicou

— Harry... — ela começou

— Gina, isso nunca foi e nunca vai ser a solução. E se fosse eu tentando algo parecido? — ele perguntou

— Eu que iria te matar... — ela respondeu

— Então Gin... — ele rebateu — Como ficariam James e Alvo? — aquela pergunta bastou para ela entender tudo

— Promete voltar logo pra mim? — ela perguntou

— Muito em breve! — ele respondeu e lhe deu um beijo apaixonado — De sempre?

— Pra sempre!
FLAHSBACK OFF

— E foi isso... — ela disse a Draco, que estava atônito

— Então foi mais um momento de conexão? — ele perguntou a ela e ela concordou — Você me deu o maior susto do mundo! Nunca tive tanto medo de perder alguém, Ruivinha. Por favor, não faça mais isso... — suplicou

— Eu preciso de ajuda Draco! — ela afirmou — Vou me cuidar direitinho, vou para as sessões de terapia, preciso ficar bem para os meus filhos, para vocês e para Harry quando ele acordar

— Finalmente você entendeu! — Draco vibrou — Até de longe aquele quatro olhos consegue milagres — brincou

— Não fale assim do meu marido... — ela disse com um sorrisinho

— Agora descansa. — o loiro disse — Amanhã vamos ver seu sobrinho — informou

No dia seguinte, Gina acordou com a surpresa dos filhos, matou por partes a saudade, pois o médico pediu pra ela não exagerar caso não quisesse que a filha viesse bem antes do tempo, assim como Hugo.

Pela tarde, quando já tinha recebido alta, decidiu realmente passar no quarto da cunhada para ver Hugo e com a ajuda de Draco depois iria pra casa.

— Acho que fui a única que ainda não vi esse meninão lindo... — Gina disse entrando no quarto da cunhada, onde estava não só ela e Ron com Hugo, mas como todos os amigos dela. — Oi gente... — ela falou

— Maninha! — Ron disse indo até ela a ajudar a vim com calma até Hermione

— Ginevra... — Luna começou — EU VOU COMER SEU CU! — falou alto e todos repreenderam, pois Hugo dormia calmamente nos braços de Astória.

— O que é isso, Luna? — Neville perguntou assustado

— É uma expressão que eu aprendi com uma amiga brasileira nordestina, ela usa bastante e significa "Eu vou te matar" — explicou e todos riram baixinho

— Draco já explicou a vocês? — ela perguntou e todo mundo concordou — Então não coma meu cu! — pediu brincando virada pra Luna — Agora posso ver meu sobrinho? Perguntou a cunhada e Hermione não se opôs.

Gina se aproximou de Asty, que ninava o pequeno e o pegou com cuidado, vendo que ele era a copia de Ron

— Gênio Weasley! — brincou emocionada — Ele é lindo, Mi! — disse parabenizando a cunhada e o irmão

Depois de todo esse momento fofura, foi a hora de juntar algumas peças e Gina contou o que tinha dito a Draco ontem, que novamente tinha encontrado com Harry.

Depois dela explicar, Hermione contou sua teoria de um tempo atrás. A mesma que Gina não deixou ela explicar e que gerou a discussão com Draco e deixou a ruiva pasma.

— Então o colar é uma relíquia? — Gina perguntou a cunhada

— É sim! — Hermione falou com calma

— Só não é da morte... — Ron comentou e viu todos revirarem os olhos — Achei bom ressaltar isso né?

— Você voltou pra gente? — Neville perguntou

— Sim Nev! — ela disse — Eu voltei e Harry em breve está voltando...