Luz e Trevas
2 Noite na Boate
Notas iniciais
" Comecemos por "eu te amo" Não importe o quão frio sejamos, nós temos um ao outro nas palmas das mãos do amor." (Aishiteru kara hajimeyou — Miyavi)
Às nove horas eu estava na porta dos fundos, como combinado. Daisuke me levou pra uma boate. Foi onde a vi pela primeira vez. Sua pele clara e macia daria inveja até mesmo nos anjos. Seus longos cabelos pretos quase batiam na cintura e seus olhos eram de um verde profundo. Linda!
Seu nome era Airi. Sei o que deve estar pensando... Sou muito vagabundo de colocar na minha filha o nome da minha ex-namorada. Mas é como dizem, o primeiro amor a gente nunca esquece. Airi foi realmente importante na minha vida e não é como se a Miyuki não soubesse de nada. Eu contei tudo pra minha esposa e ela concordou com isso.
Eu sei que disse que ficaria tri bêbado, mas a garota não me deu chance:
— Vamos dançar! – Ela me puxou pra pista e eu simplesmente não tive escolha. – Então está fugindo do seu pai? – Disse envolvendo meu pescoço com os braços quando a música romântica começou. Talvez aquela devesse ser a nossa música, mas eu realmente não me lembro do que estava tocando... Só queria matar o Daisuke naquele momento.
— To vendo que meu amigo te deixou bem informada... – Disse sem o menor ânimo, provavelmente revirando os olhos no processo. Airi riu.
-Relaxa! Eu também estou aqui escondida... Meu pai é um saco.
— É sério?
— Por quê? Acha que só garotos podem fugir de casa?
— Não... – Não pude conter o riso.
— Aposto que invento desculpas melhor que você. – Ela sussurrou em meu ouvido num tom desafiador. Sorri com aquilo.
— Com certeza. Eu não costumo inventar desculpas...
— E como faz pra enganar seu pai?
— Eu não engano meu pai. Assumo as broncas pelas merdas que faço. – Dei um sorriso perverso que a fez sorrir também.
— Corajoso... – Sua voz transbordava ironia. – Idiota... Mas corajoso. – Ela riu.
— Deveria ter cuidado com as palavras senhorita. – Disse a puxando para mais perto de mim. – Eu posso me tornar um garoto mau.
— É mesmo? – Airi respondeu com um sorriso malicioso. – E eu deveria ficar com medo de você?
A encarei por um tempo analisando-a de cima em baixo antes de responder com o sorriso mais malicioso que pude:
— Não... Daisuke mandou eu me comportar hoje.
— E você costuma o obedecer?
Desviei o olhar pra cima pensando um pouco:
— Não! – Disse me aproximando dela e roubando nosso primeiro beijo. Sei... Nenhum pouco romântico. Eu não era mesmo. Mas posso dizer que vi o céu ao beijá-la. Seus lábios carnudos eram tão doces e delicados como nenhum outro que os meus já haviam encontrado. Talvez Daisuke estivesse certo afinal... Namorar podia não ser tão ruim assim. Mas ainda era cedo de mais pra pensar nisso. Por enquanto podíamos só curtir o momento sem pensar em depois.
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