Luz de um Herói
2 A Origem da Luz, Capítulo 1, Parte 2/4
Notas iniciais
Continuação do Capítulo 1.
Essa é uma história original, personagens originais.
Quando era apenas uma criança, sonhava em um dia poder ser algo mais do que apenas uma pessoa normal, em um emprego
normal, não que eu desmereça um trabalhador, já que minha mãe e meu pai sempre foram trabalhadores.Mas foi trabalhandoque meu pai sofreu um acidente, ele costumava dizer que se você não tem força o sufieciente para fazer o bem por vontadeprópria, você não vai fazer o bem de verdade.Mas, ele sofreu um acidente na industria onde trabalhava, em uma industriade fabricação de carros.Um cara, colega de trabalho dele, prendeu-se em uma máquina enquanto tentava conserta-la,se ele não conseguisse sair, iria virar carne moida, literalmente.Meu pai, preferiu ser o herói, pediu ajudapara alguns colegas, mas não estava funcionando, então meu pai teve a idéia de botar uma chave de fenda presa na maquina, fazendo elaparar.Mas fazendo isto, a maquina começou a forçar muito, causando uma explosão, voando ferro para todos os lados, inclusive,no rosto do meu pai, minha mãe teve que ir até o hospital, para reconhecer seu rosto totalmente desfigurado por partes deferros semi-derretidos.E ele não foi nada nessa vida, não mudou nada nesse mundo, apenas uma estatistica, pra mim ele foium grande herói, mas pra sociedade, ele não foi nada. Acabo acordando em um hospital, já consigo sentir aquele cheiro de remédio e de doença por todos os lados, sempre odieiesse cheiro.Olho para meu braço e posso ver ele queimado por culpa da lâmpada derretida, estou praticamente todo machucado,alguém entra no quarto, é minha mãe.–Oi filho, então você acordou. -Diz ela sorrindo.–Oi mãe, por quanto tempo fiquei inconsciente?–Uma semana e meia, já tava deixando a gente com saudade.–Como assim ''a gente''? -Pergunto, um pouco confuso.–É, seus amigos, sua ''amiga'', eles te visitaram bastante. –Ah, de que amiga você tá falando? -Não lembro de ter amigas, próximas o suficiente para vir me visitar, nem imaginei quemeus amigos visitariam, nesses últimos dias fui muito idiota com eles.Pensando bem, tenho uma amiga, Miley, a gente não se falou muito desde de um acontecimento no passado, bom, mas fico feliz que alguém lembrou de mim.–Aquela garota bonitinha que tem o cabelo preto, filho. -Ela diz e sorri.–É a Miley.–Essa mesmo, filho.Pensei que não se falassem mais.–É, a gente não se fala mais. -Respondo, e olho para o lado.–Mãe, você não viu um cachorro, um filhote de rottweiler aqui? -Pergunto, um pouco preocupado.–É, vi sim, ele foi levado para um lugar onde vai ser cuidado.Ele está bem.–Ok.Onde fica o banheiro?–Fica no fim do corredor, filho.–Obrigado, mãe, eu já volto. -Levanto e vou em direção a porta, mas antes de sair minha mãe pergunta.–Está conseguindo caminhar, filho?Não precisa de ajuda?–Estou bem mãe, me sinto muito bem. -Não me sinto tão bem assim, mas consigo caminhar.Na verdade caminhar é o que maisquero no momento. Caminho pelo corredor, até avistar uma enfermeira, sigo até ela e pergunto:–Moça, você não viu um velho por aqui?James seu nome, cabelo grisalho, barba mal feita. -Pergunto isto enquanto faço algunsgestos com a mão sobre meu rosto para fazer uma barba, uma coisa um pouco idiota, mas que é uma mania.–É, eu vi sim, Morgan, ele perguntou por você e logo foi embora.–Tudo bem, obrigado. -Como ele sumiu?Ele deveria ter ficado no hospital. Mas não vou pensar nisso, pelo menos deu tudo certo, ele está bem.Sigo até o banheiro, por um momento eu vejo uma luz emminhas mãos, mas logo some.Penso estar tendo alucinações.Volto para o quarto e digo que quero voltar pra casa. Minha mãe não teima nem por um segundo, apenas diz para pegar minhas roupas que estão no armario do quarto, no lado daquelacama com cheiro de rémedio que estive deitado por uma semana e meia.Esse tempo todo em um hospital, é horrivel, precisode um pouco de ar livre.Enquanto saimos do hospital vejo o sol, ele está muito forte, é inverno, mas parece que a sensaçãoque ele me dá, é de força, consigo olhar para ele, sem meus olhos arderem, então percebo por um segundo.O tempo parou os carros estão parados, minha mãe está parada, mas eu estou me movendo.Mas isso dura apenas um segundo, tudo volta ao normal,minha mãe segui normalmente até o carro, e sigo junto com ela.Ao chegarmos em casa ela pergunta:–Então, o quê quer fazer Morgan?–Não o quê eu quero, mas devo tomar um banho. -Digo, e vou até meu quarto, pego uma toalha e algumas roupas limpas e medirijo ao banheiro.Enquanto tiro minha roupa, posso ver meus machucados, hematomas nas costas, ombro queimado.Entro no box, ligochuveiro e tomo um banho rápido, enquanto tô embaixo do chuveiro penso sobre o quê aconteceu lá na rua.O tempo parou ou foi uma ilusão? Dizem que nossos corpos tem energia eletrica, eu posso sentir ela, mas de uma forma diferente.Foi por culpa da explosão que isto aconteceu?É a radiação, posso estar doente.
Quando saio do banho, olho para meu celular, tem algumas mensagens do Lucas e do Dillan, e uma, é aquela mensagem que eu precisavaver, uma mensagem da Miley: ''Ei, herói, estou com saudade de você, quando decidir sair dessa cama, passa aqui em casa, beijo da Mi.'' É, com certeza vou passar.Procuro uma roupa rapidamente, e me visto, sabe, sinto falta da Miley.A gente vivia junto até a sétima série, quando ela começou a andar com aquelas garotas estúpidas, que faziam ela se afastar de mim.Acabei começandoa ter raiva dela, mas é só ela sorrir para mim, que eu não aguento.Aviso minha mãe que estou de saída, ela não faz muitas perguntasapenas diz para me cuidar.Então quando vou sair, percebo que o dia está bem ensolarado, um dia lindo.Enquanto caminho pensono que posso dizer para Miley, faz tempo que não converso com ela.Mas o quê faria se fosse você?o quê você diria?Derrepente começo a me sentir da mesma forma quando estava saindo do hospital, aquela sensação de que tudo tá parando,começo a brilhar, fico assustado e nervoso, e acontece uma coisa, que não deveria acontecer, eu perco o controle e começo a correrem uma velocidade que não posso calcular, enquanto corro acabo entrando em um mercado e batendo em uma prateleira de comidas,droga.E agora, o quê eu faço?O tempo está parado ainda, tenho que arrumar isto, enquanto tento arrumar, o tempo volta, e droga. Tudo dando errado, o quê eu faço agora, todo mundo está assustado, eu tento me esconder, mas não adianta.Forço para tentar pararo tempo novamente, mas não funciona.Parece que acontece só quando quer.Então, fecho os olhos, me concentro, consigo sentir a luz dosol, é tudo tão bom, uma sensação inexplicável de calma, me sinto livre.Então tudo fica lento novamente, começo a sorrir.me sinto bem, sei o quê é isso, essa é a oportunidade.Enquanto tudo está parado, eu arrumo rapidamente a prateleira e saio, corroem direção a casa da Miley, que é umas 4 quadras.Até que novamente eu erro. Tem uma pedra no caminho, e essa pedra que me faz cair, enquanto voo, o tempo volta, vou em direção a uma parede, com toda pressão que vocêpode imaginar.Sabe quando você pega um tijolo, e o joga contra a parede, com toda sua força, e ele quebra, em pedaços?Sabe essa pressão, é uma coisa legal de se fazer.Mas não quando se é o seu corpo indo em direção a parede, poderia jurarpor um segundo que minhas costas, iriam virar apenas restos de ossos quebrados. Mas para minha sorte, consigo me mexer, virar do jeito que parece que a gravidade não existe, apenas para cair de pé, e bateros braços na parede, invés das costas. Logo levanto, estou agora todo sujo, um pouco machucado, mais do que eu já tava.Tenho que ir pra casa da Miley, então me limporapidamente, arrumo meu cabelo e me concentro pra tentar correr, mas, bom, não funciona, fico igual um idiota parecendo que tá meditando.Então, vou caminhando mesmo, mancando um pouco, consigo aguentar, chegando perto da casa dela, já consigo ver, aquela casa azul,linda, de dois andares, é uma casa que chama atenção.Vou até a porta e aperto a campanhia, posso ouvir alguém se aproximando, então abre a porta, e é a mãe dela:–Oi senhora Bealts.–Morgan?Você cresceu meu garotinho, vem cá. -Ela se aproxima e me abraça, fico um pouco sem jeito, mas abraço-a de volta.A senhora Bealts sempre gostou de mim, ajudei Miley em muitas coisas do colegio, ela nunca foi uma garota tão inteligente, não que sejaburra, mas não tem uma inteligência acima da média.–Senhora Bealts, pode chamar a Miley?–É claro, Morgan. -Responde ela, sorrindo. A senhora Bealts então sobe até o segundo andar para chamar Miley, e eu fico em baixo, sentado em um sofá que eu costumava,ficar bastante, olho para as fotos, o senhor Bealts sempre foi um cara legal, essa hora deve estar trabalhando, tem muitas fotosna fazenda que ele tem na cidade vizinha daqui. Ouço alguns passos, alguem descendo a escada, estou no sofá ao lado da escada então é só olhar para o lado que posso ver quem é,então vejo, aquelas pernas, o jeito de descer, a camiseta preta, aquela cintura fina que é tão linda, os cabelos negros, o jeito que ela olha para a frente enquanto caminha, os olhos verdes, a pele clara, aquilo, aquela garota, ela é meu sonho.Mas, tenho tanta coisa na cabeça, essas coisas acontecendo, super-velocidade, explosão, radiação, isso tudo é tão confuso.Masver ela de novo, parece ser uma coisa boa, no meio de tudo que está acontecendo.Ela me olha, e sorri, a forma que ela sorri,os olhos que fazem ela parece uma vilã, mas a bondade que tem no sorriso dela, faz ela ser a maior heroina da minha história. Ela se aproxima e me abraça, abraço ela de volta, com um pouco de força, mas ela não se importa, posso sentir seu perfume,é, eu senti falta desse perfume.–Que saudade, Morgan, soube do que aconteceu.Como você está?–Saudade mesmo Miley, estou bem, é, posso dizer que estou muito bem.–Pra quem sofreu um acidente, sentou em um tonel que explodiu, está bem mesmo, herói. -Diz Miley, e sorri.–Por que herói? -Pergunto com um sorriso.–Você salvou aquele filhotinho, quase morreu, mas mesmo assim, você é um herói.–Ah, é, aquele filhote.–É, Morgan, o filhote.Por onde você andou?Você me esqueceu. -Diz Miley.–Andei pelos mesmos lugares, você que me trocou por aquelas suas amigas.–Não fica assim, nem.Você poderia ter continuado andando comigo, elas nem ligariam. -Diz Miley, olhando para o lado. Ela sabe que elas ligariam, ela tá tentando ser educada, parece está tentando me ajudar.–É. eu sei, só tive que estudar muito, esses tempos. -Respondo rapidamente.–Mas eu senti sua falta, Morgan.Você é meu melhor amigo. -Uau, melhor amigo, eu não gosto dessa frase.–É, eu também, Miley. -Respondo olhando para o chão.–Mas olhe só, Morgan, agora a gente pode ficar juntinhos novamente. -Diz Miley, sorrindo e me abraça.Como se eu fosse uma amiga,não um amigo, uma amiga mesmo, no feminino.Apenas abraço de volta e não falo nada. Ficamos sentados um tempo, sem falar nenhuma palavra, ela fica usando o celular, parece estar conversando com alguém.–Ei, crianças. -Diz a senhora Bealts.–Oi. -Eu e Miley respondemos ao mesmo tempo.–Então, queria saber se vocês dois não podem ir no banco junto comigo?Não tem problema, não é Morgan? -Ela pergunta, olhandopara mim.–Nenhum problema, senhora Bealts.Vamos com você. -Respondo. Então Miley caminha em minha frente, atrás da mãe dela, fico cuidando seu cabelo, então ela diz para mãe dela.–Já volto, vou pegar um moletom. Então ela sobe rapidamente, a senhora Bealts vai em direção ao carro e fica esperando lá.Eu fico esperando Miley descer,então ela desce, com seus passinhos rápidos, ela está com um moletom cinza.Então passa na minha frente e diz:–Vamos, Morgan. -E sorri. Então ela senta na frente com sua mãe, e eu vou no banco de trás. Isso que aconteceu, a explosão, aquela fumaça, pode ser o motivo da mutação, não sei quais efeitos essa velocidade pode causar em mim, e nas pessoas em minha volta, como elesme vêem, quando chegar em casa preciso estudar sobre isto, mas não posso contar a ninguém, quero poder usar isto para algo,fazer algo de bom.–Então, chegamos crianças. -Diz a senhora Bealts, estava tão distraido que nem percebi, então saimos do carro e vamosem direção ao banco, aquele banco que fica perto do ponto de ônibus abaixo da rua principal do centro.Entramos no banco etem o detector de metal, não tenho nada nos bolsos, posso entrar tranquilamente, então se sentamos lá, já posso imaginar quevai ser uma demora, os bancos sempre são assim, uma demora para atender.Enquanto esperamos Miley continua no celular, masde vez em quando para, mexe no meu cabelo, e fica sorrindo, aquele sorriso simpatico, ela tá tentando ser legal, ela ficou tãolinda em tão pouco tempo, e eu não consegui perceber essa beleza, mesmo vendo ela todo dia na escola, ela sempre foi linda. Atrás de mim tem um velho com um garoto que parece ter a mesma idade que eu, o garoto está chamando o velho, que deveser seu pai de ''idiota'', não sei o quê aconteceu com os adolescentes, cada vez estão piores, e eu sou um deles. Enquanto espero a nossa vez no banco, vejo quatro caras entrando, eles são fortes, musculosos, antes mesmo de eu pensar,eles puxam os guardas e derrubam eles no chão, e gritam:–Todo mundo no chão, agora!
Percebo Miley assustada se deitado no chão, sua mãe também, então deito e fico olhando, estou assustado, não tem o que eu possafazer, não consigo controlar meus poderes.Os homens se aproximam, eles ficam olhando, cuidando para ver se tem alguém vindo eapontam o dedo para um lado e outro, eles não parecem querer roubar o banco, eles querem algo diferente, isso foi planejado. Não consigo aguentar ver Miley desse jeito, ela está tão nervosa, preciso fazer algo, tento me concentrar, fechar os olhos,mas nada funciona, até que sinto um dos caras se aproximando, ele chega perto de mim e diz:–Ei, garoto, abra esses olhos, não quero chorões aqui. Não estava tentando chorar, sinto raiva, agora posso sentir que o tempo está parando realmente, é, está acontecendo,quando o tempo para, levanto rapidamente e já começo a fazer o quê eu devo fazer.Recolho as armas dos quatro assaltantes e acerto um soco emcada, empurro apenas um deles, então volto ao meu lugar, deito no chão, e espero tudo voltar.E é isso que acontece, tudovolta ao normal, eles caiem, acho que os dedos deles quebraram, não tinha como eu saber o efeito de recolher as armas das mãos deles em alta-velocidade, mas não me importo, então antes dele cairem, o tempo para mais uma vez, e eu faço o quê posso para tirar eles de pertode todo mundo, prendo eles no banheiro, mas na hora que vou sair, o tempo volta ao normal. Eles estão me olhando, então um diz:–Garoto, você não sabe o quê fez, não é?Isto não era um assalto, era algo bem maior que um assalto, você está mostrandoseu rosto, você vai ser pego garoto.Prender a gente foi seu maior erro. Apenas ignoro, mas posso afirmar que estou assustado, então fujo o mais rápido possivel, antes que a policia chegue.Eu errei, não devia ter me metido naquilo, mas, e se eu deixasse tudo como estava?Eles poderiam fazer mal a alguém,não sei como controla esses poderes, e deixei Miley e sua mãe sozinhas lá.Preciso resolver tudo isso, tenho de sabero quê eles queriam, antes que eles descubram quem eu sou, quem são meus amigos e as pessoas que amo, preciso aprender a usar esses poderes, se isto for poderes, não importa o risco.
Notas finais
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