Luz da Escuridão
7 As duvidas de Draco
Aquela mensagem ecoava pela minha mente toda vez que eu fechava os olhos, sentia um certo aperto no peito, uma sensação ruim. Não compreendia tudo que meu pai me falava, não concordava com tudo embora ele não soubesse disso, mas eu conseguia ver o que estava acontecendo na escola e tinha que ficar feliz com isso. Sangues-ruins não merecem estudar magia, sangues-ruins não merecem se quer viver. Eu sou um sangue-puro, eu sou melhor. Repetia para mim mentalmente.
Uma gata e três sangues ruins já haviam sido atacados. A última tinha sido a sabe-tudo Granger e isso renovou meus ânimos me fazendo esquecer que tive um momento de duvidas.
— Quem você acha que vai ser o próximo Draco? – Parkinson chamou-me atenção.
— Não sei, agora que Granger já foi, por mim pode ser qualquer um. – disse indiferente como se o assunto já tivesse me entediado.
— Pois eu torço para ser a insuportável da Ayl... – mas ela foi interrompida pela entrada do professor Snape.
— Sonserinos quero a atenção de todos. – falou ele e nos reunimos a sua volta. – Hoje mais um aluno foi ataca, por isso novas medidas serão adotadas. Não quero ninguém andando por aí, nenhum aluno deve sair de sua casa depois das seis da tarde, todas as refeições se passarão em sua sala comunal e professores os acompanharam a todas as aulas.
— Nossa professor, vamos virar prisioneiros porque a Granger e a corvina foram atacadas? – reclamei.
— Preste atenção senhor Malfoy, eu disse que “MAIS UM aluno foi atacado HOJE”, mais alguém além da senhorita Granger e da senhorita Clearwater, mais alguém neste dia e dessa vez alguém de sua própria casa. – assim que ele falou isso Freya passou pela entrada do salão comunal com os olhos vermelhos, mas mesmo sem ela chorando, todos já sabíamos quem fora.
Ayla Blacklight havia sido petrificada.
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Quatro dias depois fui acordado no meio da noite por Goyle que me empurrou bruscamente até acordar.
— Hey Draco, acorde, aconteceu alguma coisa, está havendo uma festa no salão principal.
— Festa? – disse ainda piscando.
— Sim, festa do pijama. – salientou ele.
Depois de chegarmos ao salão descobrimos o motivo, o santo Potter tinha ido em mais uma de suas missões de super-herói acabando com o mistério da câmara secreta e salvando o mundo. Viva! Pensei ironicamente. Sempre soube que ele não era o herdeiro de Sonserina, ainda mais depois que sua amiga foi petrificada e por mais que eu ficasse contente das pessoas pararem de achar que ele era, não queria que fosse assim, com ele saindo como herói. Eu estava irritado e sai da festa com a mesma rapidez que cheguei deixando todos meus amigos para trás. Quando retornei ao salão comunal, senti-me em frente a lareira, sozinho. Todos os outros estavam lá fora. Alguns minutos depois ouvi alguns sussurros.
— Está tudo bem... Eu juro. Volte para a festa.
— Se você não for ficar lá também não vou, não vou mais te deixar sozinha.
— Deixe de ser super protetora, o monstro se foi.
— Mas... – tentou argumentar Freya mas se deu por vencida e a porta da entrada se fechou.
Ayla não me viu ali e passou demoradamente para os dormitórios femininos, menos de meia hora depois ouvi passos novamente e de repente ela quase se atirou no sofá em cima de mim.
— Por Merlin, Malfoy, quase me mata de susto. – reclamou.
— Achei que fosse tirar mais uma soneca Blacklight. – disse sem real interesse ou vontade de falar.
— Quatro dias foram o bastante para mim. – ela falou já me dando as costas.
— Como foi? – perguntei, me arrependendo no mesmo instante.
— O que? – disse ela virando sem entender.
— Ser petrificada, do que se lembra? – perguntei sendo vencido pela curiosidade.
Ela me olhou desconfiada, mas respondeu mesmo assim.
— Lembro de muito pouco, estava voltando para o dormitório e passei no banheiro antes porque minhas mãos estavam sujas de tinta e pelo espelho eu vi... – ela pensou – dois olhos amarelos brilhantes. E então tudo ficou branco até uma hora atrás quando acordei. Foi realmente como adormecer em uma cama muito dura, afinal estou toda dolorida.
Não respondi e ela estava se virando para partir quando falei.
— Que bom que está de volta. – pensei no que disse, malditas palavras de impulso, tive que reagir rápido e completei – T-Talvez essa experiência a faça pensar melhor antes de voltar ano que vem, sangue-ruim. – disse meio gaguejando.
— Obrigada pelo conselho Malfoy – disse ela dando as costas e pude perceber que estava irritada.
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